A secretária de Educação, Karin Sabec, e o ex-secretário Marco Cito caíram em contradição durante depoimento ao Ministério Público. Os dois não se entendem em relação à dispensa de licitação para a compra dos livros que seriam usados nas escolas municipais e que foram considerados racistas. O deputado federal André Vargas defende que o prefeito Barbosa Neto deva demitir os dois secretários.

Karin Sabec afirmou que o pedido de inexigibilidade veio do secretário de Gestão Pública, que na época era Marco Cito. Ele, por sua vez, declarou em entrevista coletiva, na saída do depoimento, que o pedido de dispensa de licitação foi autorizado devido um pedido encaminhado pela secretaria de Educação, Karen Sabec.

O deputado André Vargas comentou que todas as contas da prefeitura de Londrina acabam parando no Ministério Público. “São compras como a lâmpada dos semáforos, que iluminam melhor, mas são muito mais caras do que as de Rolândia e de toda região, temos a contratação da empresa do lixo, que é da Bahia, são contratos emergenciais”.

O deputado lembrou ainda que por coincidência essa editora de livros também é da Bahia e segundo ele, mostra que a forma de comprar, do prefeito Barbosa Neto, são formas absolutamente inusitadas e suspeita, já que seu secretário Fábio Góis também é da Bahia.

“Me parece que está faltando um personagem ai, talvez não tenha sido nem o Marco Cito e nem a secretária, talvez tenha sido a influência baiana na administração do prefeito Barbosa Neto, mostrando que nós temos um problema grave na administração de corrupção, de suspeita de corrupção e de compras indevidas”.

Vargas disse ainda que quem mandou comprar este livro deveria ser condenado, pois se trata de um conteúdo racista. “Ou seja, está contrário às orientações da Constituição brasileira. A sociedade tem que estar atenta, os vereadores têm que estar atentos. Nós estamos estranhando o comportamento de alguns vereadores que defendem a administração do prefeito Barbosa Neto, que não fazem a comissão processante como deveria ser feito em casos muito mais simples do que este”.

“Nós, como deputados federais, gostaríamos de ajudar mais a cidade de Londrina. Já estamos ajudando bastante com o Minha Casa, Minha Vida, com as obras da Av. Saul Elkind com recursos federais, sinalização turística, mas como fazer para destinar mais recursos se a prefeitura não consegue gastar bem o dinheiro e com transparência”, ponderou Vargas.

O deputado se mostrou indignado com a situação e comentou que este é mais um trabalho para o Ministério Público e que infelizmente os noticiários sobre Londrina não tem sido o que os londrinenses merecem. “O prefeito deveria ou demitir os dois, ou assumir de vez a responsabilidade, porque a compra apressada desses livros inadequados mereceria devolução do dinheiro público. Ou o prefeito assume e devolve o dinheiro público ou afasta seus secretários, porque são absolutamente suspeitos de praticar atos de corrupção”, avaliou.

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