As autoridades do Japão confirmaram hoje (18) à Agência Internacional de Energia Atômica (Aiea) que houve aumento da temperatura nos tanques de combustível na Usina de Fukushima Daiichi. Segundo os peritos, a elevação de temperatura foi registrada nas unidades 5 e 6. A elevação de temperatura gera ameaças de radiação para toda a região em torno da usina, segundo especialistas.

A preocupação das autoridades japonesas é que as fontes de energia usadas para o resfriamento na Usina de Fukushima Daiichi tenham sido comprometidas. A suspeita está sendo investigada por peritos japoneses e estrangeiros. As informações são da Aiea.
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A Agência de Segurança Industrial do Japão informou que está preocupado com as condições de armazenamento de combustível irradiado. Desde os vazamentos e explosões ocorridos no país, as autoridades japonesas passaram a usar a água do mar para resfriar as unidades de armazenamento. Helicópteros e caminhões foram acionados.

Os últimos dados mostram que as temperaturas nas unidades 4, 5 e 6 da Usina de Fukushima Daiichi variaram de 62 graus a 84 graus Celsius. O combustível retirado dos reatores nucleares é considerado pelos especialistas “altamente radioativo e gera calor intenso”.

Os operadores das usinas nucleares armazenam o material radioativo em piscinas de água fria que, segundo peritos, atuam como escudos. De acordo com os especialistas da Aiea, a temperatura dessas piscinas deve ser mantida abaixo de 25 graus Celsius. Se as temperaturas não forem controladas, o risco de radiação aumenta.

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