cabide de empregosA Agência Estadual de Notícias (AEN) anunciou ontem, com pompa e circunstância, que o governador Beto Richa (PSDB) sancionou a criação de mais quatro regiões metropolitanas no Estado. Com o canetaço, o Paraná dobra o número de regiões metropolitanas – passando de quatro para oito.

No papel I

No mundo oficial, o Estado tinha, até ontem, quatro regiões metropolitanas: Londrina, Maringá, Umuarama e Curitiba. Na vida real, apenas a de Curitiba existe de fato: tem orçamento e estrutura para promover a integração entre os municípios.

No papel II

Sem estrutura, as outras regiões metropolitanas vivem de pedir que as outras secretarias façam o que deve ser feito. Em termos de integração, os avanços que ocorreram foram por iniciativa dos municípios – pelo menos no caso de Londrina.

Integração

A Comel, que coordena a Região Metropolitana de Londrina, por exemplo, não tem recursos para construir um terminal que viabilize a integração do transporte coletivo. E a integração é a condição para que a região possa reivindicar o mesmo subsídio que o governo do Estado dá ao sistema na capital.

Cargos

Se, sem estrutura e orçamento, a integração que as regiões metropolitanas deveriam proporcionar não passa de ficção, do ponto de vista político elas são importantíssimas. Para quem está no governo.

Cargos

Na prática, foram criados ontem novos cargos para acomodar aliados do governador que estavam “desabrigados”. Serão muito bem pagos com o dinheiro que virá do tarifaço aprovado pela obediente Assembleia Legislativa, em dezembro.

Lógica

As regiões metropolitanas criadas ontem foram as de Apucarana, Campo Mourão, Cascavel e Toledo. Cascavel e Toledo, como se sabe, são tão próximas quanto Londrina e Bela Vista do Paraíso – poderiam estar em uma única região metropolitana. A menos, é claro, que tenha ocorrido algum tipo de “reforma geográfica”.

Fonte: Jornal JL (Jornal de Londrina)

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