Com frota velha e quebrada, PM terá de aguardar até 60 dias por reparos
Postado por: Equipe Portal Cambé Em 21st agosto 2015

Sem receber novas viaturas desde 2012, a Polícia Militar está com grande parte da frota parada. São 151 ordens de serviço para consertar aproximadamente 130 carros.

1102-COT-0703-728x360Representantes do Departamento de Transporte Oficial (Deto) da Secretaria de Estado de Administração e Previdência e da JMK Serviços – empresa licitada para fazer a gestão da frota oficial – garantiram que, em até 60 dias, deve ser zerada a demanda reprimida para reparos dos veículos oficiais. Eles se reuniram ontem, no Iapar, com representantes de órgãos estaduais de oito municípios da região para acertar detalhes e explicar sobre o atraso na manutenção dos veículos. A reunião aconteceu duas semanas após o JL denunciar, com exclusividade, que policiais militares de Londrina estariam fazendo ronda a pé porque mais de 70% da frota estaria parada à espera de conserto. Mas a Associação de Defesa dos Direitos dos Policiais Militares Ativos, Inativos e Pensionistas (Amai) diz que a situação da frota da PM não será resolvida com “meros consertos” porque está deteriorada pelo uso constante.

Segundo o diretor do Deto, César Ribeiro Ferreira, a JMK precisou dos 120 dias entre a assinatura do contrato e o início efetivo dos serviços, em 9 de junho, para levantar e catalogar todos os veículos oficiais do Estado, cerca de 14,5 mil. “Eles [JMK] se comprometeram que em até 60 dias estaria zerada a demanda reprimida e aí ficaria a demanda diária, de 150 carros por oficina.” Até ontem de manhã, disse Ferreira, em todo o Estado havia 8,3 mil ordens de serviço – cada veículo pode ter mais de uma -, e 3 mil já haviam sido concluídas.

Na região, são 29 oficinas – 20 em Londrina e nove nas demais cidades – credenciadas pela JMK. Segundo o diretor de operações da empresa, Aldo Marchini, o levantamento vai permitir o acompanhamento de cada troca de óleo, de pneus e outros consertos. “Isso, além de tudo, pode gerar uma economia de mais de 30% para o Estado.”

Para o diretor de Comunicação da Amai, coronel César Alberto Souza, o problema não são só os consertos das viaturas, que estão represados. “Em todo o Estado, as polícias não têm prioridade nos consertos e a PM roda com uma frota que pode ser considerada velha”, afirmou. “Uma viatura da PM roda 24 horas por dia, com seis motoristas diferentes. Ela tem uma vida útil de dois anos porque trafega ininterruptamente por vias de todos os tipos e, de vez em quando, ainda dão tiros nela.” A última compra de veículos para a PM, diz ele, ocorreu em 2012. “Foram entregues cerca de 1,5 mil viaturas para a PM e Polícia Civil do Estado. A PM, que tem cerca de 5 mil viaturas, está com a maioria com bem mais que dois anos [de uso].”

De acordo com o coronel, a concentração da compra e manutenção da frota das polícias pelo Deto só complicou o gerenciamento de recursos feito pela corporação. “Quando a PM tinha autonomia para licitar os serviços, a coisa andava porque a gente cobrava. Hoje, 70% das viaturas ficam paradas mais de três meses. Hoje, leva-se uma semana para conseguir trocar o óleo.”

Órgãos de segurança têm 289 ordens de serviço

Segundo o Deto, Londrina e mais sete cidades da região – Cambé, Ibiporã, Centenário do Sul, Jaguapitã, Porecatu, Sertanópolis e Rolândia – têm, juntas, 1.061 veículos oficiais. Destes, 720 são destinados aos órgãos de segurança: Polícia Militar, Polícia Civil, Departamento Penitenciário e Corpo de Bombeiros. Hoje, a PM estaria com 151 ordens de serviço para reparos; a PC, com 81; o Depen, com 16; e Bombeiros, 41.
“Londrina, com uma frota da PM entre 120 e 130 veículos, ainda pode se considerar com sorte de ter tantas viaturas. Infelizmente, a maioria está quebrada”, diz o coronel César Alberto Souza, da Associação de Defesa dos Direitos dos Policiais Militares Ativos, Inativos e Pensionistas (Amai).

Fonte: JL

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