A comunidade que vive na vizinhança do Ribeirão Cafezal deve participar das atividades de preservação da bacia, responsável pelo abastecimento de 40% da população de Londrina e Cambé. Esta é uma das conclusões do projeto Modelo de Melhoramento da Qualidade da Água na Cidade de Londrina, desenvolvido pela Agência Japonesa de Cooperação Internacional (Jica), Sanepar, Universidade Tecnológica Federal do Paraná – campus Londrina (UTFPR), secretarias estadual e municipal do Meio Ambiente e a ONG Ecometrópole.

Por ser um manancial muito importante para as duas cidades, o Ribeirão Cafezal foi escolhido para ter a qualidade da água bruta avaliada. Entre os problemas identificados nos pontos avaliados estão o assoreamento e a erosão, a presença de lixo e a falta de mata ciliar. De 2010 a 2012, em nove pontos do ribeirão – desde a nascente, em Rolândia, até a unidade de captação da Sanepar, em Londrina – participantes do projeto coletaram amostras e analisaram a água.

As análises foram feitas pela Sanepar e UTFPR, com resultados mais completos, e também, por estudantes da Escola Estadual Professora Maria José Balzanelo Aguilera e da escola particular St. James, ambas localizadas na Bacia do Cafezal. A participação dos estudantes teve o objetivo de envolver a comunidade no processo. Os alunos aplicaram em campo o teste fornecido pela Jica chamado Pack Test, que permite uma análise preliminar da água. As análises microbiológicas apresentaram resultados positivos para E. coli e Cryptosporidium. Segundo a coordenadora geral do Grupo Gestor Cafezal, Sandra Delfino, da Unidade de Serviços de Educação Ambiental (USEA) da Sanepar, a situação encontrada na bacia justifica a continuidade do trabalho de intervenção socioambiental.

“Agora iremos intensificar a parte educativa para a formação de multiplicadores do projeto com o objetivo de ampliar o trabalho de preservação” disse a coordenadora. “É fundamental que a comunidade entenda a relação que existe entre o comportamento de cada um com a qualidade da água que beneficia toda a coletividade”, explicou. A primeira etapa do curso de formação de educadores ambientais está agendada para março.

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