andrevargasO deputado federal André Vargas (PT-PR) informou nesta segunda-feira (14) à GloboNews que renunciará ao mandato. Ele deverá apresentar a carta de renúncia à Mesa Diretora da Câmara dos Deputados até esta terça (15), segundo o ex-assessor de comunicação e amigo pessoal Ricardo Weg.

Desde o último dia 7, Vargas está licenciado do mandato. Ele pediu afastamento por 60 dias. No dia 9, renunciou ao cargo de vice-presidente da Câmara, depois de o Conselho de Ética da Casa ter decidido pela abertura de processo de cassação.
A decisão de Vargas de renunciar é motivada pelas denúncias de envolvimento com o doleiro Alberto Youssef, preso pela Polícia Federal na Operação Lava Jato. A operação dissolveu um esquema de lavagem de dinheiro e evasão de divisas que, segundo a PF, movimentou cerca de R$ 10 bilhões.
Ao repórter Marcelo Cosme, da GloboNews, Vargas afirmou que decidiu renunciar porque está sendo julgado “sem direito de defesa, sem ter sido nem intimado judicialmente”. Segundo ele, o Conselho de Ética da Câmara não tem provas, “só tem matérias de jornais e revistas com dados sigilosos de um processo judicial”.
No último dia 2, da tribuna do plenário da Câmara, o deputado chegou a admitir que viajou de maneira “imprudente” em um jatinho fretado pelo doleiro, mas negou ilegalidade na relação com Alberto Youssef. Três dias depois, a revista “Veja” reproduziu mensagens que ele teria trocado com Youssef para tratar de um contrato entre uma empresa e o Ministério da Saúde.
Em postagens no microblog Twitter na semana passada, Vargas disse que vai provar a inocência “de cabeça erguida”.
Com a renúncia, André Vargas deverá ficar inelegível até fevereiro de 2023, com base na Lei da Ficha Limpa. A regra torna inelegível por oito anos após o fim da legislatura o parlamentar que renunciar depois de protocolada representação que pode levar à cassação do mandato – o Conselho de Ética da Câmara abriu processo para investigar o parlamentar.
PT
Nesta segunda-feira, André Vargas foi ouvido em São Paulo sobre as denúncias por uma comissão nomeada pela Executiva Nacional do PT.
Segundo o vice-presidente do partido, Alberto Cantalice, um dos integrantes da comissão, Vargas não chegou a mencionar a intenção de renunciar ao mandato.
“Ele não falou nada, em nenhum momento, sobre renúncia. Ele apenas nos deu as mesmas explicações dadas nos últimos dias à imprensa e pelo Twitter. Fui surpreendido com a notícia da renúncia dele. Não sei se foi por alguma questão familiar ou se tem algum outro motivo”, declarou Cantalice.
Segundo Cantalice, nesta terça-feira (15) deverá ser entregue ao presidente do PT, Rui Falcão, o relatório resultante da conversa que a comissão teve com Vargas. Além de Cantalice, a comissão foi integrada por Carlos Árabe, secretário nacional de formação política do PT, e Florisvaldo Souza, secretário nacional de organização do partido.
Com base no relatório a ser produzido pelos três dirigentes, a Executiva do partido se reunirá depois da Páscoa para decidir se instalará uma comissão de ética para analisar o caso do deputado.

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