Câmara libera passagem aérea para cônjuge de deputados

Na contramão do corte de gastos públicos, o comando da Câmara aprovou reajuste para os benefícios dos deputados, como auxílio-moradia e transporte, que terá impacto anual de R$ 150 milhões. Os cônjuges passam a poder utilizar passagens do Estado de origem a Brasília. O presidente da Casa, Eduardo Cunha, disse que serão cortadas verbas de custeio para cobrir o reajuste…

Entidades mantêm pressão por financiamento público

OAB e mais 102 instituições da sociedade civil estiveram na Câmara dos Deputados para defender proposta de reforma política e anunciaram força-tarefa para recolher 1 milhão de assinaturas até o fim de março…

O Globo

Manchete : Governo atrasa repasses e bloqueia R$ 32 bi do PAC

Dinheiro para obras já contratadas fica suspenso pelo menos até julho

Retenção ocorre em meio às dificuldades para aprovar o ajuste fiscal; em estados como Rio, São Paulo, Ceará e Bahia, projetos já sofrem as consequências do atraso nas transferências de recursos

Às voltas com a dificuldade para aprovar o ajuste fiscal no Congresso, o governo bloqueou ontem R$ 32,6 bilhões de despesas contratadas para empreendimentos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Agora, só em julho o Planalto decidirá se mantém ou não o bloqueio, que atinge obras ainda não iniciadas mas com orçamento já empenhado. Além disso, a União tem atrasado repasses para projetos de infraestrutura, muitos deles do PAC, e há redução no ritmo de trabalho nos canteiros e demissões no Rio, em São Paulo, no Ceará e na Bahia. (Pág. 3)

Nota do Brasil pode ser afetada

Após a Moody’ s rebaixar a Petrobras de grau de investimento para especulativo, cresceram as chances de o Brasil também ter sua nota de crédito reduzida. O governo, porém, não admite esse risco. Mas teme que, sem a nota de bom pagador , a situação da Petrobras se complique, dificultando ainda mais a publicação de um balanço auditado. As ações da Petrobras fecharam em queda de 4,87%. No mercado, investidores apostam que outras estatais também poderão ser rebaixadas. (Pág. 19)

Para Dilma, foi ‘falta de conhecimento’

Presidente criticou a agência Moody’s e disse que a Petrobras vai se recuperar . (Pág. 20)

Clima pode ter provocado malária no Rio

A Fiocruz registrou neste verão 14 casos de malária no Rio, a maioria de cariocas que visitaram a Região Serrana. O calor e a seca recorde são as causas prováveis para o ressurgimento da infecção no estado. A forma de malária detectada nesses casos não é letal. (Pág. 23)

Dirigente do PT defende ‘porrada’

Na linha do ex-presidente Lula, o presidente do PT do Rio, Washington Quaquá, deu recado à militância: “Agrediu, devolvemos dando porrada”. (Pág. 7)

Donos de ônibus no Rio , contas na Suíça

Entre os 342 investigados pela Receita por supostas contas no HSBC da Suíça, há 31 pessoas ligadas a empresas de ônibus, entre elas Jacob Barata, que teria US$ 17 milhões. (Pág. 11)

Planalto cede a caminhoneiros

Para tentar acabar com os protestos, o governo vai sancionar lei sobre jornada dos caminhoneiros e aceitou negociar uma tabela para o preço do frete. (Pág. 22)

Sem faxina, UFRJ adia volta às aulas

Com problemas de limpeza por atraso nos pagamentos, a UFRJ adiará em uma semana o início das aulas de todos os cursos. (Pág. 18)

Maridos e mulheres de deputados terão passagens (Pág. 5)

Ilimar Franco

O dedo de Lula

O ex-presidente Lula entrou em campo e interveio na operação política do governo e do PT. A fase de enfrentar os aliados está superada. O objetivo é atrair a maioria do PMDB. A Casa Civil está mapeando o que os aliados querem. O presidente da Câmara, Eduardo Cunha, foi retirado da lista de excluídos do Planalto. Nestes dias, costura uma ofensiva, com PT e PMDB, em defesa do governo e do mandato da presidente Dilma. (Pág. 2)

Merval Pereira

‘Que país é esse ?’

Foi o que perguntou o ex-diretor da Petrobras Renato Duque ao ser preso em sua casa no início da Operação Lava-Jato, ecoando, talvez inconscientemente, a música de Renato Russo que, embora escrita em 1978 e só gravada em 1986, continuou atualíssima naquela ocasião e agora, explicitando a decadência moral do país. (Pág. 4)

Míriam Leitão

Lenta desconstrução

Não foi um evento isolado, nem um engano. A Petrobras começou há muito tempo a caminhada para a perda do grau de investimento. Foi o resultado de vários erros cometidos pelo governo. Investimentos impostos pelo Planalto, nomeações políticas, preços populistas, propinas, descuidos. O PT achou que a empresa era dele. Ainda acha. A empresa é do Brasil. (Pág. 20)

Editoriais

Dilma precisa governar, e PT assumir o ajuste

Depois de manobra malsucedida para tentar esvaziar o PMDB, Planalto e petistas têm de trabalhar com o aliado para aprovar estratégicas medidas econômicas (Pág. 16)

Petrobras só se recupera sem ingerências políticas

A indústria do petróleo é muito importante para a economia brasileira, e, como líder desse setor, a Petrobras precisa ser resgatada financeiramente, sem bravatas (Pág. 16)

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Zero Hora

Manchete : O protesto por dentro

Governo faz proposta a caminhoneiros
Pacote inclui congelar diesel e discutir frete
A organização da categoria nas rodovias
O impacto e os riscos no abastecimento

(Notícias | 6 a 9, 23, 25 e 26)

Governos retomam debate sobre metrô de Porto Alegre

Gilberto Kassab, ministro das Cidades, quer saber como Estado e prefeitura vão bancar sua participação na obra. Ele garante que projeto não será suspenso, mas poderá ser “deslizado”. (Notícias | 12)

Câmara aumenta verbas de deputados (Notícias | 13)

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Brasil Econômico

Manchete : Petrobras corre risco de falta de financiamento

O rebaixamento da estatal para grau especulativo pela Moody’s derrubou o valor dos papéis e criou mais expectativas sobre a capacidade de a empresa renovar seus créditos. Fundos de investimentos estrangeiros têm restrições para compra de ações com este nível de classificação. Há ainda perigo de contaminação de outras empresas e dos títulos do governo. A presidenta Dilma disse que foi por “falta de conhecimento” que a agência tomou a decisão. (Págs. 7, 19 e 21)

Caminhoneiros – Governo acena com medidas

Mesmo após a promessa de sanção da Lei do Caminhoneiro e de prorrogação dos prazos de financiamento do BNDES, não há garantia de fim para as manifestações nas estradas. As negociações esbarram na divisão das lideranças da categoria. (Págs. 8 e 9)

Arrecadação caiu 5,44% em janeiro

A Receita arrecadou R$ 125,2 bilhões, resultado um pouco acima do esperado, mas inferior ao de igual mês de 2014. Os tributos mais sensíveis à atividade econômica, como IRPJ, CSLL, PIS e Cofins, tiveram queda de 33%. (Págs. 4 e 5)

Entidades mantêm pressão por financiamento público

OAB e mais 102 instituições da sociedade civil estiveram na Câmara dos Deputados para defender proposta de reforma política e anunciaram força-tarefa para recolher 1 milhão de assinaturas até o fim de março. (Pág. 3)

‘Rebaixar Petrobras é falta de conhecimento’

Em evento na Bahia, Dilma diz “não ter dúvida ” que estatal vai se recuperar da crise. (Pág. 7)

Mosaico Político

Gilberto Nascimento

SIMPLES E AJUSTE EM PAUTA

Os presidentes da Firjan (Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro), Eduardo Eugênio Gouvêa Vieira, e da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), Paulo Skaf, estiveram ontem em Brasília para pedir empenho do Congresso para a aprovação da elevação do limite do Supersimples. (Pág. 2)

Ponto de Vista

Carlos Thadeu de Freitas

DEFASAGENS E AJUSTE FINO

A política monetária atua sobre a economia com defasagens longas e variáveis. Seus efeitos não são imediatos. Atualmente, estima-se que a defasagem dos efeitos da política monetária sobre os preços no Brasil seja de três a cinco trimestres. Assim sendo, as decisões de política monetária são feitas pensando à frente, com base em modelos que estimam a trajetória futura da economia e a magnitude dos impactos da política monetária. (Pág. 6)

O mercado como ele é…

Luiz Sérgio Guimarães

IMUNIZADO AO CONTÁGIO

Os mercados de câmbio e juros agiram ontem preventivamente e aumentaram suas defesas para não serem surpreendidos por um rebaixamento do rating soberano do Brasil para grau especulativo. (Pág. 21)

Ponto Final

Octávio Costa

A SOMBRA DE LULA

Que Dilma Rousseff chegou à Presidência pelas mão de Lula não é novidade. Mas não custa relembrar a história. O candidato natural à sucessão do carismático líder do PT, ao fim de seus dois mandatos, seria José Dirceu, o todo-poderoso ministro da Casa Civil no início do ciclo petista. Mas Dirceu não resistiu ao mensalão. (Pág. 32)

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Folha de S. Paulo

Manchete : Governo tenta evitar queda no crédito do país

Presidente Dilma teme que crise econômica e redução da nota da Petrobras afastem investidores

Sob um ceticismo crescente quanto às promessas de ajuste fiscal, o governo Dilma busca agora evitar que a perda do selo de investimento seguro da Petrobras contamine a avaliação da dívida pública, e o Brasil perca a nota de bom pagador. Agravada por tensões políticas e sociais como a greve dos caminhoneiros, a paralisia econômica marcou os primeiros resultados da arrecadação tributária do novo mandato da petista. Em janeiro, houve queda de 5,4% em relação a um ano. O índice de confiança do consumidor da FGV atingiu a baixa histórica de 85,4 pontos, 9, 3 abaixo da mínima durante a crise de 2008 e 2009. Em outro sinal de instabilidade, o dólar permanece em patamar elevado, com alta de 8, 7% no ano. O mercado teme que a situação piore com o ciclo vicioso de cortes de gastos públicos e aumento de tributos e com um possível socorro com verba do Tesouro, o que dificultaria manter o país entre as melhores avaliações das agências de risco. Após o rebaixamento pela agência Moody’s, o valor das ações mais negociadas da Petrobras recuou quase 5% em um dia. A presidente Dilma classificou a nota mais baixa como “falta de conhecimento direito” sobre a empresa. (Mercado B1)

Planalto cede a caminhoneiros e anuncia que diesel não subirá

Preocupado com o impacto dos bloqueios das estradas por caminhoneiros, o governo disse que a Petrobras não subirá o diesel pelos próximos seis meses. O governo se comprometeu a sancionar a chamada Lei dos Caminhoneiros, a suspender por um ano pagamentos de empréstimos no BNDES e a criar tabela referencial de fretes. (Mercado B4)

Mauro Zafalon

Produtor teme que governo crie mais custos para o setor. (B19)

Câmara libera passagem aérea para cônjuge de deputados

Na contramão do corte de gastos públicos, o comando da Câmara aprovou reajuste para os benefícios dos deputados, como auxílio-moradia e transporte, que terá impacto anual de R$ 150 milhões. Os cônjuges passam a poder utilizar passagens do Estado de origem a Brasília. O presidente da Casa, Eduardo Cunha, disse que serão cortadas verbas de custeio para cobrir o reajuste. (Poder a4)

Foto-legenda : No sol

Em greve há 18 dias, professores e servidores da rede estadual do Paraná fazem passeata que reuniu cerca de dez mil pessoas no centro de Curitiba, segundo a PM; a gestão Beto Richa (PSDB) disse que irá, entre outras reivindicações da categoria, gastar R$ 116 milhões para quitar férias atrasadas (Poder a7)

Sabesp não cumpre regra de pressão da água e desdiz Alckmin

O presidente da Sabesp, Jerson Kelman, admitiu que a empresa mantém a pressão em tubulações da Grande São Paulo abaixo do nível fixado pela norma técnica. A estratégia impede que a água chegue a lugares altos. A admissão contradiz o governador Geraldo Alckmin (PSDB), que negou em dezembro que a estatal descumprisse a norma. O tucano não comentou. (Cotidiano C1)

Haddad une faixas etárias para driblar deficit em creches

Para reduzir a falta de vagas em creches e pré-escolas, a gestão do prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), juntou crianças de idades distintas na mesma sala. Educadores criticaram a ação. A prefeitura diz seguir diretrizes federais. (Cotidiano C3)

Governo lança hoje sistema que permite fechar empresa em 1 dia (Mercado B19)

Noemi Jaffe

‘Crise hídrica’ é expressão covarde para ocultar o real (Opinião A3)

Editoriais

Leia “CPI privatizada”, acerca de investigação parlamentar a respeito da Petrobras, e “O arbítrio faz escola”, sobre condutas de juiz do caso Eike. (Opinião A2)

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EBC

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