Dilma põe presidente do BB na Petrobras, e ações caem

Três votaram contra o nome de Bendine: os que representam os acionistas minoritários e o eleito pelos trabalhadores.

Os outros sete, escolhidos pelo governo federal, foram favoráveis. Funcionários da companhia dizem que Bendine não conhece o setor de petróleo, e o mercado interpretou a nomeação como sinal de que o governo continuará interferindo nas decisões internas da Petrobras. As ações caíram quase 7%. Assim como ocorreu com Graça Foster, Bendine é nome da estrita confiança de Dilma e terá como objetivo adicional blindar o Palácio do Planalto diante de nova CPI da Petrobras…

O Globo

Manchete: Troca na Petrobras – Bendine tem carta-branca, mas ações despencam

Presidente do BB comandará estatal e planeja maior controle financeiro

Dilma fez convite na quarta-feira e nome foi aprovado pelo Conselho de Administração da estatal por 7 votos a favor e 3 contra; escolhido já se envolveu em polêmicas como empréstimo a amiga investigado pelo MP.

Convidado pela presidente Dilma na quarta-feira, o presidente do Banco do Brasil, Aldemir Bendine, ligado ao Planalto e ao PT, vai substituir Graça Foster na presidência da Petrobras. Funcionário de carreira do BB e com bons resultados no comando do banco, ele recebeu carta-branca de Dilma para agir e até reformular o estatuto da companhia, informa Gabriela Valente. Bendine já traçou plano para blindar a estatal dos efeitos da corrupção apurada na Lava-Jato, com três metas imediatas. A missão mais urgente que tem, disse a assessores, é resolver a questão contábil, avaliando perdas e fortalecendo a área financeira, que será comandada por Ivan Monteiro, até ontem vice-presidente financeiro do BB. O mercado reagiu mal à escolha de Bendine, e as ações da estatal despencaram, fechando com queda de quase 7%. O MPF abriu investigação sobre empréstimo do BB a uma amiga de Bendine, Val Marchiori, quando ele presidia o banco. (Págs. 1 e 3 a 6)

PT aplaude e Lula elogia Vaccari

O tesoureiro João Vaccarii Neto, acusado de operar repasse de propina de até US$ 200 milhões da corrupção da Petrobras para o PT, foi aplaudido na festa de 35 anos do partido. O ex-presidente Lula defendeu Vaccari e pediu apoio à ele: “Na dúvida, fique com o companheiro”, apelou. (Págs. 1 e 8)

Para oposição, nada mudará

A proximidade entre o novo presidente da Petrobras e o Planalto provocou críticas da oposição. O senador Aécio Neves (PSDB) disse que o governo continuará tendo ingerência na estatal. (Págs. 1 e 6)

Merval Pereira: O PT e a repetição dos mesmos erros do passado (Págs. 1 e 4)

Míriam Leitão: Governo se atrapalhou do início ao fim (Págs. 1 e 24)

Polícia apreende bens de Eike

Na casa em que Eike Batista mora, no Jardim Botânico, a PF apreendeu dois carros de luxo, três utilitários e um compacto, além de um ovo Fabergé, R$ 90 mil e o equivalente a R$ 37 mil em moedas estrangeiras. Também houve buscas na casa da família do empresário em Angra. A Justiça determinou o bloqueio de R$ 3 bilhões do empresário, acusado de crimes financeiros, e de familiares dele. (Págs. 1 e 23)

Pressão no bolso: Inflação sobe 1,24%, a maior em 12 anos

Em janeiro, a inflação subiu puxada por gastos essenciais, como alimentos, transporte e energia, que responderam por dois terços do aumento. O IPCA, índice usado nas metas do governo, subiu 1,24%, a maior taxa desde fevereiro de 2003. Analistas preveem inflação de 8% este ano, bem acima do teto da meta, que é de 6,5%. (Págs. 1 e 25)

Dólar avança 1,2% e vai a R$ 2,778

Cotação é a maior desde dezembro de 2004. Uma recuperação mais forte do emprego nos EUA fez a moeda subir no mundo inteiro. (Págs. 1 e 26)

Luz ficará ainda mais cara

Em 1º de março, tarifa deve subir de novo devido a um reajuste extraordinário. (Págs. 1 e 25)

Ancelmo Gois: Caiu a ficha

Governo fará campanha de racionamento de água e energia. (Págs. 1 e 16)

Temor na cultura: Lei em debate

Setor teme que mudanças defendidas por Juca Ferreira dificultem captação de recursos. (Págs. 1 e Segundo Caderno)

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Zero Hora

Manchete: Sem consenso, Bendine assume a Petrobras

Ex-presidente do Banco do Brasil divide opiniões no conselho de administração, no mercado, entre os petistas e até no governo.

– Falta de autonomia do escolhido faz ações da estatal caírem 6,93%

– 5 desafios urgentes para quem está à frente da gestão da companhia

Na festa de 35 anos do PT, Lula defende tesoureiro e critica PF. (Págs. 1 e Notícias 6 a 10 e 19 a 21)

Inflação é a mais alta desde fevereiro de 2003

Seca eleva custo de alimentos e de energia e faz IPCA ir a 1,24% em janeiro. Pressão deve se manter neste mês, avalia IBGE. (Págs. 1 e Notícias 17)

Luz mais cara: Aneel aprova 83% em taxa extra

Aumento de R$ 3 para R$ 5,50 ainda irá a consulta pública. (Págs. 1 e Notícias 16)

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Folha de S. Paulo

Manchete: Dilma põe presidente do BB na Petrobras, e ações caem

Aldemir Bendine assume vaga de Graça Foster; conselho da estatal não é unânime na aprovação

A presidente Dilma Rousseff nomeou Aldemir Bendine, que dirigia o Banco do Brasil, para o lugar de Graça Foster no comando da Petrobras. Ele assume a empresa na maior crise de sua história com o objetivo de rever seu plano de negócios.

Bendine deve se dedicar a resolver os problemas de caixa da petroleira e a apresentar, em breve, números confiáveis sobre o tamanho dos desvios de verba por corrupção, meta crucial para que o balanço da companhia possa ser auditado.

Dos dez membros do Conselho de Administração da estatal, três votaram contra o nome de Bendine: os que representam os acionistas minoritários e o eleito pelos trabalhadores. Os outros sete, escolhidos pelo governo federal, foram favoráveis.

Funcionários da companhia dizem que Bendine não conhece o setor de petróleo, e o mercado interpretou a nomeação como sinal de que o governo continuará interferindo nas decisões internas da Petrobras. As ações caíram quase 7%.

Assim como ocorreu com Graça Foster, Bendine é nome da estrita confiança de Dilma e terá como objetivo adicional blindar o Palácio do Planalto diante de nova CPI da Petrobras. (Págs. 1 e Poder A4)

Novo chefe do BB, Alexandre Abreu tem fama de bom negociador. (Págs. 1 e Mercado B6)

Inflação em janeiro é a maior em 12 anos

A escassez de água e os reajustes de tarifas controladas pelo governo já estão entre os principais fatores que pressionaram a inflação e que a levaram ao maior nível dos últimos 12 anos.

Os preços medidos pelo IPCA registraram alta de 1,24% em janeiro, o maior índice desde fevereiro de 2003. Em 12 meses, a inflação rompeu o teto da meta e atingiu 7,14%, segundo o IBGE.

A crise hídrica foi responsável em parte pelo aumento de 8,27% da energia.

A seca também refletiu no preço dos alimentos, que tiveram a produção afetada, e na alta da tarifa da água.

O reajuste nos transportes também pesou na alta. Analistas preveem que a inflação em 12 meses ficará acima de 7% no ano todo. (Págs. 1 e Mercado B1)

O dólar voltou a subir e fechou cotado a R$ 2,77, o maior valor desde 2004. (Págs. 1 e B5)

Lula defende tesoureiro do PT e critica ação da PF

O ex-presidente Lula defendeu o tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, em reunião do partido e reclamou da ação da Polícia Federal. Segundo relatos, Lula disse que, quando um companheiro é atacado, na dúvida, fica com o companheiro. (Págs. 1 e Poder A12)

Rodízio de água em SP deve começar na área do Cantareira

O governo Alckmin concluiu que o rodízio de água na Grande SP, caso implantado, deve se restringir inicialmente à área do sistema Cantareira, que abastece 6,2 milhões de pessoas. A intenção, ao preservar quem recebe água de outros reservatórios, é evitar um desgaste político maior. (Págs. 1 e Cotidiano C6)

Polícia apreende seis carros de luxo na casa de Eike

A Polícia Federal cumpriu determinação da Justiça e apreendeu seis carros, entre eles um Lamborghini e um Porsche, além de R$ 90 mil em dinheiro e um piano na casa do empresário Eike Batista, no Rio. A polícia investiga o crescimento patrimonial do empresário. A defesa de Eike afirmou que vai recorrer da decisão. (Págs. 1 e Mercado B7)

Empréstimo para amiga de Bendine será investigado

O Ministério Público determinou à PF a instauração de inquérito para averiguar a concessão de empréstimo do Banco do Brasil na gestão Aldemir Bendine, de R$ 2,7 milhões e com juros subsidiados, à socialite Val Marchiori, amiga do novo chefe da Petrobras. O BB informou que o processo seguiu as normas do banco. (Págs. 1 e Poder A8)

Demétrio Magnoli: Planalto não abre mão de controlar estatal

Subserviente ao Planalto, Aldemir Bendine é algo como uma Graça Foster sem a experiência no setor petrolífero. Dilma almeja conservar o controle sobre a Petrobras. Ela não compreende a raiz da crise e imagina que pode ter um almoço grátis. (Págs. 1 e Poder A9)

Editoriais

Leia “Desastres em série”, acerca de novo presidente da Petrobras, e “Caindo de Maduro”, a respeito de problemas enfrentados pela Venezuela. (Págs. 1 e Opinião A2)

EBC

 

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