Manchete dos Jornais nesta Quarta-feira, 22 de Novembro de 2017

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UPP modelo vira bunker de policiais
PMs precisam de escolta para chegar à base fortificada na Cidade de Deus
Encurralados pelo tráfico, que retomou o poder na área, policiais da UPP da Cidade de Deus, que foi modelo da política de pacificação das favelas do Rio, transformaram a base em bunker, com seu próprio dinheiro. O imóvel, que já recebeu projetos sociais, ganhou paredes reforçadas de concreto e escotilhas para fuzis. Ao fim de cada plantão, uma operação é montada para resgatar a equipe confinada ali…
‘Segovia, por qué no te callas?’
Novo chefe da PF tem razão ao dizer que investigação mais calma levaria aos destinatários dos R$ 500 mil, mas daí a dizer que uma mala não comprova corrupção vai uma enorme distância. (Pág. 18)
Dirceu perde mais um recurso
Condenado em segunda instância, o ex-ministro da Casa Civil foi derrotado de novo e, agora, só tem mais um recurso ao Tribunal Regional Federal. Se derrotado, deve ter de voltar à prisão.
Picciani e mais dois deputados do Rio voltam para a prisão
O TRF-2 determinou o restabelecimento da prisão do presidente da Assembleia Legislativa do Rio, Jorge Picciani, e dos deputados Edson Albertassi e Paulo Melo, todos do PMDB. Eles foram presos. A justificativa é de que a decisão da Alerj de soltar os parlamentares deveria ter passado pela Corte.
PGR recorre ao Supremo
Procuradora Raquel Dodge ajuizou, no Supremo, ação na qual pede anulação da decisão da Alerj e diz que não cabe a deputado estadual rever prisões.

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O Globo

Manchete: Dodge pede que Picciani, preso pela 2ª vez, não saia de novo
‘Um clima de terra sem lei domina o estado’, adverte procuradora
Picciani, Paulo Melo e Edson Albertassi voltaram para a cadeia de Benfica depois de passar o feriadão em liberdade; para tribunal, Alerj não poderia ter expedido as ordens de soltura
Ao recorrer ontem ao Supremo Tribunal Federal para impedir que os deputados Jorge Picciani, Paulo Melo e Edson Albertassi, do PMDB, sejam soltos pela segunda vez pela Assembleia Legislativa, a procuradora- geral da República, Raquel Dodge, advertiu que um “clima de terra sem lei” domina o Rio. Dogde pediu resposta “imediata e firme” do STF contra o “descalabro institucional” e argumentou que as prisões não poderiam ter sido revogadas pela Alerj na atual “situação de superlativa excepcionalidade”: “A liberdade dos sujeitos ativos destes delitos põe concretamente em risco a ordem pública, a instrução criminal e a aplicação da lei penal”. No Rio, o TRF-2 havia determinado horas antes que os deputados fossem presos novamente, por terem sido soltos, na sexta, apenas pela decisão da Alerj, sem passar pela Justiça. Em outra frente, o Tribunal de Justiça deu liminar suspendendo os efeitos da sessão de sexta-feira porque o povo não teve acesso às galerias da Alerj. (Págs. 3 a 5)

MERVAL PEREIRA
Suspensão de mandatos, mesmo sem prisão, deve ser mantida. (Pág. 4)

ZUENIR VENTURA
Temos a impressão de que, no Rio, quem não está preso já foi ou vai ser. (Pág. 19)

UPP modelo vira bunker de policiais
PMs precisam de escolta para chegar à base fortificada na Cidade de Deus
Encurralados pelo tráfico, que retomou o poder na área, policiais da UPP da Cidade de Deus, que foi modelo da política de pacificação das favelas do Rio, transformaram a base em bunker, com seu próprio dinheiro. O imóvel, que já recebeu projetos sociais, ganhou paredes reforçadas de concreto e escotilhas para fuzis. Ao fim de cada plantão, uma operação é montada para resgatar a equipe confinada ali. (Pág. 10)

Previdência atual beneficia mais os ricos
No dia em que o presidente Temer começa uma maratona de encontros com políticos para buscar apoio à reforma da Previdência, um estudo divulgado pelo Banco Mundial reforçou a necessidade de mudanças e constatou que o sistema atual é desequilibrado em favor dos ricos. (Pág. 21)

MÍRIAM LEITÃO
Gasto público aumenta a desigualdade. (Pág. 20)

Elio Gaspari
‘Segovia, por qué no te callas?’
Novo chefe da PF tem razão ao dizer que investigação mais calma levaria aos destinatários dos R$ 500 mil, mas daí a dizer que uma mala não comprova corrupção vai uma enorme distância. (Pág. 18)

Dirceu perde mais um recurso
Condenado em segunda instância, o ex-ministro da Casa Civil foi derrotado de novo e, agora, só tem mais um recurso ao Tribunal Regional Federal. Se derrotado, deve ter de voltar à prisão. (Pág. 6)

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O Estado de S. Paulo

Manchete: Banco Mundial propõe ao Brasil um choque liberal na economia
Encomendado ainda no governo Dilma, estudo sugere cortes profundos em gastos públicos que poderiam aliviar a pressão sobre o caixa federal em 7% do PIB até 2026
Estudo do Banco Mundial encomendado em 2015 pelo então ministro Joaquim Levy (Fazenda), ainda no governo Dilma Rousseff, propõe medidas como congelamento de salários do funcionalismo, fim do ensino superior gratuito, revisão da Zona Franca de Manaus e do Simples Nacional, fim das deduções de despesas com saúde no Imposto de Renda e redução das amarras do Orçamento. O Banco Mundial também recomenda a fusão dos programas sociais para acabar com o acúmulo de benefícios. Pela proposta, Bolsa Família, salário- família, aposentadorias rurais e o Benefício de Prestação Continuada seriam reunidos em um único programa. Com o nome de Um Ajuste Justo, o receituário diz que o País terá de fazer escolhas. Para o Banco Mundial, ou País corta gastos ou corre o risco de interromper o crescimento. As medidas aliviariam a pressão sobre o caixa federal em 7,07% do PIB até 2026 e não prejudicariam os mais pobres nem aumentariam a pobreza. (ECONOMIA / PÁGS. B1, B3 e B4)

Servidor ganha 67% mais que o mercado
O relatório afirma que, no Brasil, o funcionário público ganha, em média, 67% mais do que o trabalhador de perfil semelhante na iniciativa privada. Trata-se da maior diferença entre os 53 países pesquisados. (PÁG. B4)

Mudanças não garantem aprovação da Previdência
Líderes de oito partidos, que reúnem 291 deputados, dizem que a maior parte de suas bancadas continua resistente em votar a reforma da Previdência, mesmo depois da minirreforma ministerial e de um eventual enxugamento do texto. A avaliação é de que a aprovação depende agora da capacidade do governo de convencer a população da necessidade da medida. Nesse cenário, o Planalto quer manter a maior parte das regras já definidas, como a fixação de idade mínima de 65 anos para homens e de 62 para mulheres. Deputados devem resistir. (ECONOMIA / PÁG. B5)

Toffoli recusa ação sobre R$ 37 mil
O ministro Dias Toffoli, do STF, criticou a atuação da Procuradoria-Geral da República (PGR) e se opôs à abertura de ação penal contra um deputado para apurar indícios de desvios de R$ 37,8 mil. Para ele, a acusação poderia ser alvo de ação de improbidade administrativa. “Estamos falando aqui no valor de R$ 37 mil. Acionar a Suprema Corte do País…”, disse. (POLÍTICA / PÁG. A7)

Picciani e mais dois deputados do Rio voltam para a prisão
O TRF-2 determinou o restabelecimento da prisão do presidente da Assembleia Legislativa do Rio, Jorge Picciani, e dos deputados Edson Albertassi e Paulo Melo, todos do PMDB. Eles foram presos. A justificativa é de que a decisão da Alerj de soltar os parlamentares deveria ter passado pela Corte. (POLÍTICA / PÁG. A4)

PGR recorre ao Supremo
Procuradora Raquel Dodge ajuizou, no Supremo, ação na qual pede anulação da decisão da Alerj e diz que não cabe a deputado estadual rever prisões. (PÁG. A6)

Remédios não chegam
Medicamentos para doenças raras estão com distribuição atrasada pelo governo. Os remédios dos filhos de Aveline Rocha custam R$ 9 mil. Ministério diz que compras estão em andamento. (METRÓPOLE / PÁG. A19)

Unicamp aprova cotas e uso do Enem
Medida aprovada ontem prevê que 20% das 3,3 mil vagas da Unicamp sejam disputadas pelo Enem e a criação de vagas extras para vencedores de olimpíadas de conhecimento. O Conselho Universitário também decidiu adotar sistema de cotas raciais. As mudanças valem para o vestibular de 2019. (METRÓPOLE / PÁG. A20)

Colunistas
Vera Magalhães
Ministros do STF estão perplexos com votações importantes pautadas para dias consecutivos. (POLÍTICA / PÁG. A6)

Leandro Karnal
Caro governador Alckmin, olhe com carinho especial pela Osesp e por tudo que ela representa. (CADERNO2 / PÁG. C6)

Notas & Informações
As confusões do sr. Janot
O sr. Rodrigo Janot, de certa forma, representa o pensamento dos procuradores que se autoatribuíram messiânicas missões – e se consideram muitas vezes acima da lei. (PÁG. A3)

Brutal desigualdade
É muito oportuno que a reforma da Previdência submeta os servidores públicos às regras do INSS. (PÁG. A3)

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Folha de S. Paulo

Manchete: Temer tenta nova cartada para mudar as aposentadorias
Presidente ainda tenta convencer deputados a aprovarem mudanças na Previdência no início do mês de dezembro
O presidente Michel Temer faz nesta quarta (22) novo esforço para aprovara reforma da Previdência em dezembro. Ele reunirá, no Alvorada, parlamentares da base aliada para apresentar versão modificada do texto. O gesto ocorre sob ceticismo. Aliados estão pouco otimistas e acham difícil que ao menos 308 deputados sejam convencidos, atê 6 de dezembro, a aprovar mudanças. A data para a votação no plenário foi estipulada pelo presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ). Segundo ele, o governo não tem hoje votos necessários, e a missão de convencer o chamado “centrão” nesse período é “quase impossível”. Ministros, porém, ainda defendem publicamente o calendário. “Claro que dá tempo”, diz Moreira Franco (Secretaria-Geral). O relator da proposta, Arthur Maia (PPS-BA), afirma que o texto vai prever idade mínima de 62 (mulher) e 65 anos (homem) para aposentadoria. A exigência atual de pelo menos 15 anos de contribuição deve ser mantida. A expectativa era que a nova versão mantivesse limite de dois salários mínimos para acúmulo de pensão e aposentadoria. A proposta deve trazer ainda regra que permite receber o benefício máximo com 40 anos de contribuição, apesar de a equipe econômica ter defendido fórmula mais dura. Previstas no texto original, mudanças na aposentadoria rural e em benefício pago a idosos e pessoas com deficiência pobres não serão analisadas agora. (Mercado A21)

Tribunal põe na cadeia, de novo, Picciani e mais 2 no Rio
O Tribunal Regional Federal do Rio mandou prender de novo o presidente da Assembleia Legislativa, Jorge Picciani, e outros dois deputados do PMDB. Os juizes consideraram ilegais atos da Alerj, que revogou a prisão. Segundo eles, a decisão dos deputados teria de ser comunicada ao Judiciário antes da soltura dos parlamentares. Acusados de beneficiar empresas de ônibus, os três se entregaram à polícia. A defesa de Picciani diz que a decisão é incorreta. (Poder A4)

Políticos recebem punições mais rigorosas do que empresários (Poder A6)

Banco Mundial diz que Brasil gasta mal verba pública
Em relatório sobre o Brasil, o Banco Mundial aponta desperdícios de recursos públicos e sugere ações para reduzir a desigualdade e melhorar as contas. Defende a reforma da Previdência, cortes de benefícios a empresas, reavaliação de programas sociais e mais eficiência em educação. A economia gerada seria equivalente a 8,3% do PIB em dez anos. (Mercado A26)

Com resolução, ONU combate o trabalho escravo
O Conselho de Segurança da ONU aprovou resolução exortando os países a intensificarem o combate ao tráfico de pessoas e ao trabalho escravo, com leis mais duras e investigações intensas para desbaratar as redes de tráfico. A medida foi tomada depois de vídeo divulgado pela rede de TV CNN mostrar a venda de migrantes africanos na Líbia. (Mundo A16)

Editoriais
Leia “Além da mala”, sobre declarações desastradas do novo diretor-geral da PF, e “Universidades doentes”, acerca de crise das instituições paulistas. (Opinião A2)

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