Itália faz alerta para a Lava Jato
A corrupção na Itália, 25 anos depois de deflagrada a Operação Mãos Limpas, voltou ao nível de antes das investigações, segundo um dos integrantes da força-tarefa do país. O desfecho da operação, que inspirou a Lava Jato, faz soar um alerta. No Brasil, protagonistas da investigação defendem “ir além” dos processos judiciais, avisam que a Lava Jato não vai “salvar” o País e cobram a aprovação de reformas políticas, estruturais e de educação para combater desvios. As conclusões foram apresentadas no Fórum Estadão Mãos Limpas e Lava Jato, promovido pelo Estado em parceria com o Centro de Debate de Políticas Públicas (CDPP). Participaram Gherardo Colombo, juiz aposentado e promotor que conduziu as investigações na Itália, o juiz Sérgio Moro, o procurador Deltan Dallagnol e Piercamillo Davigo, magistrado da Corte de Cassação italiana…

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O Globo

Manchete: Taxa de luz sobe, e União pode socorrer distribuidoras
Conta ficará mais cara, com alta de 42,8% da bandeira vermelha
Governo estuda medidas para cobrir déficit de R$ 6 bilhões das empresas. Analistas preveem reajustes elevados em 2018

O governo elevou ontem em 42,8%, de R$ 3,50 para R$ 5, a taxa extra cobrada dos consumidores para cobrir os custos com o acionamento de termelétricas, devido à estiagem prolongada. A chamada bandeira vermelha continuará sendo aplicada nos próximos meses, encarecendo a conta de luz. O governo estuda outras medidas para socorrer as distribuidoras, que têm rombo de R$ 6 bilhões, como a liberação de R$ 1 bilhão de um fundo setorial. Com a ajuda, os reajustes de tarifa de luz deverão ser altos em 2018, preveem analistas. (Pág. 21)

Temer cede e sanciona Refis antes de votação
Para assegurar a votação na sessão de hoje, o presidente Temer sancionou a MP do Refis, de olho na fidelidade da base. Passada a etapa, já tida como ganha, o Planalto não deverá ter apoio para a reforma da Previdência. Aliados indicam que o governo deverá optar pela agenda microeconômica. (Pág. 3)

MERVAL PEREIRA
Presidente não escapará da síndrome do pato manco. (Pág. 4)

EDITORIAL
‘Infraero simboliza barganhas entre Temer e Câmara’ (Pág. 18)

TRF confirma transferência
A Justiça confirmou a decisão do juiz Marcelo Bretas de transferir o ex-governador Sérgio Cabral para um presídio federal. Um dos irmãos do juiz disse ontem temer represálias. (Pág. 6)

Justiça impõe derrota ao governo
Liminar da ministra Rosa Weber, do STF, suspendeu as mudanças que enfraquecem a legislação de combate ao trabalho escravo. A Justiça do Trabalho ordenou a publicação da lista de infratores. (Pág. 25)

ELIO GASPARI
Temer ofende quem combate o trabalho escravo. (Pág. 18)

Guias voltam a levar turistas à Rocinha
Agências irregulares driblam fiscalização
Um dia após a morte de uma turista, guias voltaram a levar visitantes à Rocinha, apesar da guerra entre traficantes. Das 3.720 empresas de turismo que atuam no Rio, 1.217 funcionam irregularmente. A Justiça mandou soltar o PM que atirou em María Esperanza Jiménez Ruiz. (Págs. 8 a 12 e editorial “Morte de turista espanhola expõe tragédia de erros”)

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O Estado de S. Paulo

Manchete: Maia prepara agenda para economia após denúncia
Presidente da Câmara analisa projetos para socorrer bancos e mudanças na Previdência
O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, articula uma agenda política e econômica própria. Ele analisa como mudar as regras da Previdência por meio de projetos de lei, que, em tese, exigiriam menos esforço para serem aprovados. Maia também negocia projeto com o Banco Central que permitirá usar dinheiro do Tesouro Nacional no socorro para bancos em dificuldades e deve defender a aprovação da reforma tributária. Além disso, estuda pautas de maior apelo popular, nas áreas de segurança e saúde. A agenda deve ser apresentada no dia seguinte à votação na Casa da segunda denúncia contra Michel Temer, marcada para hoje. Governo e oposição trabalhavam ontem com um cenário de rejeição da denúncia. O custo para barrar as investigações contra o presidente já chega a R$ 32 bilhões, entre concessões e medidas negociadas. (POLÍTICA / PÁGS. A4 e A6)

Vera Magalhães
Maia foi habilidoso ao aproveitar o período de negociação da votação para, diferentemente da denúncia anterior, se mostrar como antípoda de Temer. (PÁG. A6)

Após polêmica, STF suspende portaria do trabalho escravo
A ministra do STF Rosa Weber suspendeu liminarmente ontem a portaria que mudou as regras para fiscalização do trabalho escravo. Ela afirmou que a norma pode comprometer o resultado de anos de “políticas públicas de combate à odiosa prática”. O ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, disse também ontem que Michel Temer pode revogar a portaria. A determinação teve repercussão negativa desde que foi publicada, no dia 16. (ECONOMIA / PÁG. B3)

Itália faz alerta para a Lava Jato
A corrupção na Itália, 25 anos depois de deflagrada a Operação Mãos Limpas, voltou ao nível de antes das investigações, segundo um dos integrantes da força-tarefa do país. O desfecho da operação, que inspirou a Lava Jato, faz soar um alerta. No Brasil, protagonistas da investigação defendem “ir além” dos processos judiciais, avisam que a Lava Jato não vai “salvar” o País e cobram a aprovação de reformas políticas, estruturais e de educação para combater desvios. As conclusões foram apresentadas no Fórum Estadão Mãos Limpas e Lava Jato, promovido pelo Estado em parceria com o Centro de Debate de Políticas Públicas (CDPP). Participaram Gherardo Colombo, juiz aposentado e promotor que conduziu as investigações na Itália, o juiz Sérgio Moro, o procurador Deltan Dallagnol e Piercamillo Davigo, magistrado da Corte de Cassação italiana. (POLÍTICA / PÁGS. A8 a A12)

Uma dupla. Dois estilos diferentes
Deltan Dallagnol usa imagens impactantes e superlativas. Sérgio Moro mede as palavras. Enquanto o juiz afirma não ser “um motivador de multidões”, o procurador parece confortável no papel de quem pode influenciar nos rumos políticos do País. (PÁG. A12)

Pedido de cassação de Aécio é arquivado (Política / Pág. A7)

Temer sanciona MP do Refis com 4 vetos (Economia / Pág. B1)

Bandeira vermelha de energia vai subir 43% (Economia / Pág. B5)

Fogo consumiu 22% da Chapada dos Veadeiros
Um incêndio já devastou 54 mil hectares do Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros, em Goiás. A suspeita é de que tenha sido intencional, em retaliação à ampliação da área do parque pelo governo federal. Local abriga 51 espécies ameaçadas de extinção. (METRÓPOLE / PÁG. A18)

Notas & Informações
Aprendizado para a Lava Jato
Juiz e promotor à época da Operação Mãos Limpas, na Itália, lembraram que o combate à corrupção vai muito além da questão jurídica, envolvendo a cultura e a educação de um país. (PÁG. A3)

O consumo como sinalizador
Cenário econômico mostra recuperação lenta e com longo percurso até a normalização. (PÁG. A3)

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Folha de S. Paulo

Manchete : Placar da 2a. denúncia vai medir a força do presidente
Aliados de Maia querem aumentar poder de barganha do Congresso
A Câmara deve decidir hoje se dá prosseguimento à segunda denúncia da Procuradoria-Geral da República contra Michel Temer. O resultado da votação, que define se a peça deve ser analisada pelo Supremo, dimensionará a força do presidente para o restante de seu mandato. O Planalto espera que Temer saia vitorioso, como na primeira denúncia, em agosto, e empreende esforços para que se repita ao menos o número de votos favoráveis ao peemedebista: 263. Aliados do presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM), no entanto, atuam para que o saldo da vitória seja menor. O objetivo é aumentar o poder de barganha do Congresso, para que Maia e o Legislativo tenham o protagonismo na agenda de recuperação econômica do país. Temer e o presidente da Câmara vivem momento de tensão, e o parlamentar afirmou que “em política não tem amiguinho”. Para deputados ligados a Maia, o presidente, acusado de obstruir a Justiça e chefiar organização criminosa, terá 30 votos a menos. A Casa Civil espera de 260 a 270 votos. A oposição tentará adiar a sessão, por falta de quorum, para ampliar ao máximo o desgaste do governo. (Poder A4)

Foto-legenda : No grito
Com uma faixa com os dizeres ‘Temer é inaceitável’, artistas organizaram protesto no Rio contra o presidente; entre os manifestantes estavam a atriz Alinne Moraes e o deputado estadual Carlos Mine, ministro no governo Lula (Poder A5)

Pressionado pela base, Temer sanciona o Refis
Sob pressão de deputados da base aliada, Temer sancionou ontem o Refis, programa de parcelamento de dívidas com o fisco. Parlamentares ameaçavam não comparecer à votação de hoje sem o aval à medida provisória. O presidente vetou itens que o Planalto avaliou como inconstitucionais, entre eles a inclusão de empresas do Simples na renegociação. O governo ainda estuda prorrogar o prazo de adesão, que expira no dia 31. (Mercado A19)

Defesa de Lula mostra recibos de aluguel que diz serem originais (Poder A9)

Ministra do STF suspende portaria do trabalho escravo
A ministra Rosa Weber, do STF, suspendeu os efeitos da portaria do governo que muda regras de fiscalização do trabalho escravo — a decisão vale até julgamento pelo plenário, ainda sem data. O texto, que contraria regras da Organização Internacional do Trabalho, limita o conceito de trabalho escravo. (Mercado A17)

Conta de energia terá em novembro reajuste de 3,3%
A alta nos valores das bandeiras tarifárias anunciada pela Aneel (agência reguladora) deve elevar a conta de luz em 3,3%, em média, em novembro. O impacto será maior em SP: 3,6%. A revisão aliviará o caixa das distribuidoras, que tiveram custos extras devido à crise hídrica no país neste ano. Além disso, a medida visa a incentivar a economia de energia. (Mercado A14)

Mônica Bergamo
DEM reconsidera candidato próprio à Presidência (Ilustrada C2)

Vinicius Torres Freire
Conta de luz mais cara deve evitar o pior cenário
A conta de luz vai subir mais em novembro. Se não vier chuva e caso haja bom senso, deveria ficar ainda mais cara. Pega mal, mas é a solução mais prudente. A situação das hidrelétricas é crítica, e para poupar água temos de usar mais da energia muito mais cara das termelétricas. Assim, o custo da eletricidade não vai cair tão cedo. (Mercado A16)

Editoriais
Leia “Arroubo demagógico”, sobre relatório de CPI que nega o déficit na Previdência, e “Multas verdes”, acerca de punições por danos ao ambiente. (Opinião a2)

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