Manchete dos Jornais nesta Quarta-feira, 27 de Novembro de 2017

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Quieto
Convocado pelo Senado para depor em duas CPIs, Joesley Batista, da JBS, ficou calado; a defesa afirmou que o silêncio se deve à ‘situação jurídica’ do empresário .

Quatro horas de silêncio na CPMI
O empresário Joesley Batista se negou a responder a perguntas na oitiva da CPMI da JBS, no Congresso. Segundo a PF, o delator Lúcio Funaro reconheceu a marca de um banco ligado à J&F nos maços de dinheiro – que totalizavam R$ 51 milhões – achados em um apartamento e atribuídos ao ex-ministro Geddel Vieira Lima.
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O Globo


Manchete : Ajuste fiscal emperra, e governo já prevê mais cortes em 2018

Sem aprovação de medidas, máquina pública pode sofrer paralisia
Fazenda estima que precisará reduzir gastos em mais R$ 21 bilhões no ano que vem se Congresso não votar projetos
O governo terá que cortar o Orçamento de 2018 em R$ 21 bilhões se as medidas do pacote de ajuste fiscal não forem aprovadas pelo Congresso nos próximos meses. O corte poderá deixar a máquina pública perto da paralisia, por falta de verbas. Segundo a secretária do Tesouro, Ana Paula Vescovi, as medidas são importantes também para manter programas sociais. Entre os projetos que precisam do aval dos parlamentares estão o adiamento do reajuste dos servidores e o aumento da contribuição previdenciária dos inativos. (PÁGINA 19)

Alckmin vai tirar PSDB do governo
Futuro presidente do PSDB, o governador Geraldo Alckmin afirmou que, em sua gestão, a legenda vai deixar o governo de Michel Temer. O governador disse, porém, que o partido manterá o apoio às reformas “que sejam do interesse do Brasil”. (PÁGINA 3)

Previdência: diretor da PF tenta manter privilégios
Em meio às novas pressões de servidores públicos por mais concessões na reforma da Previdência, o diretor-geral da Polícia Federal, Fernando Segovia, pediu ao presidente da Câmara, Rodrigo Maia, uma regra especial de aposentadoria para a corporação. Ele alegou que policiais morrem em combate e, portanto, não devem “perder direitos”. (PÁGINA 20)

Planos de saúde – Relator desiste de reajuste para idoso
O relator do projeto dos planos de saúde, Rogério Marinho, desistiu de mudar a regra de reajuste para idosos. A votação foi adiada. (PÁGINA 22)

Laudo não esclarece caso de Garotinho
Exame comprovou que o ex-governador Garotinho teve lesões no joelho e em um dos pés. Mas não informou se ele foi agredido, como sustenta, ou se causou autolesão. (PÁGINA 5)

STF nega autorização para aborto
Grávida, com dois filhos e salário de R$ 1.250, queria autorização para interromper gravidez devido a problemas financeiros. (PÁGINA 26)

Na escola, exemplo de integração

Escola municipal de SP vira referência nacional ao acolher filhos de imigrantes e refugiados. (PÁGINA 26)

Editorial
‘PSDB em busca de uma identidade’ (PÁGINA 16)
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O Estado de S. Paulo

Manchete: Governo calcula perdas de R$ 7,8 bi com novo Refis
Deputados tentam aprovar programa de parcelamento de dívidas tributárias para micro e pequenas empresas
A criação de um programa de parcelamento de dívidas tributárias para micro e pequenas empresas está sendo articulada por deputados e já enfrenta resistência da equipe econômica, que estima perdas de R$ 7,8 bilhões em 15 anos. Os parlamentares querem aprovar substitutivo de um projeto de lei que prevê parcelamento de débitos em até 180 meses. O novo texto deve manter o prazo e incluir descontos de 90% em juros e multas e de 100% nos encargos. Se aprovada a proposta, seria a primeira vez que integrantes do Simples teriam descontos do tipo. Este é o terceiro programa de parcelamento de dívidas proposto neste ano. O governo fez um Refis para médias e grandes empresas em que arrecadou metade do previsto. Outra MP previa socorro aos produtores rurais, mas caducou – e deputados apresentaram ontem novo projeto em substituição. (ECONOMIA / PÁGS. B1 e B3)

Bacha critica PSDB sobre Previdência

Um dos formuladores do Plano Real, Edmar Bacha criticou o seu partido, o PSDB, por não ter fechado questão sobre reforma da Previdência, uma das bases de tudo o que a sigla sempre defendeu para a economia. Em conjunto com Elena Landau, Luiz Roberto Cunha e Bolívar Lamounier, ele publicou carta dizendo que negar apoio à reforma seria abandonar “todo o esforço feito no governo Fernando Henrique Cardoso”. (ECONOMIA / PÁG. B5)

Temer e Alckmin vão definir ‘desembarque

Tucano confirmou ontem que PSDB deixará o governo
Pré-candidato do PSDB à Presidência, o governador de SP, Geraldo Alckmin, disse ontem que os tucanos vão desembarcar do governo federal quando ele assumir o comando do partido, o que deve ocorrer na convenção do próximo dia 9. O tom das declarações incomodou o Palácio do Planalto e levou o presidente do PMDB, Romero Jucá, a cobrar respaldo na transição até 2018. O presidente Michel Temer vai conversar com Alckmin, sábado, para acertar a saída do PSDB. O desconforto no Planalto foi provocado principalmente pelo fato de Alckmin dizer que, se dependesse dele, a sigla nem teria se aliado a Temer. (POLÍTICA / PÁGS. A4 a A6)

Quatro horas de silêncio na CPMI

O empresário Joesley Batista se negou a responder a perguntas na oitiva da CPMI da JBS, no Congresso. Segundo a PF, o delator Lúcio Funaro reconheceu a marca de um banco ligado à J&F nos maços de dinheiro – que totalizavam R$ 51 milhões – achados em um apartamento e atribuídos ao ex-ministro Geddel Vieira Lima. (POLÍTICA / PÁG. A8)

Para ruralistas, propostas de Bolsonaro são inconsistentes
O deputado e pré-candidato ao Planalto Jair Bolsonaro (PSC-RJ) foi considerado “genérico”, “inconsistente” e “radical” ao apresentar seu projeto para o setor do agronegócio, ontem. Ele discursou contra o MST e voltou a prometer que entregaria fuzis para fazendeiros enfrentarem invasores de terra, mas não agradou. (POLÍTICA / PÁG. A7)

Vera Magalhães
O primeiro teste
A capacidade de Geraldo Alckmin de unificar o PSDB virá antes da convenção. O anúncio de que não haverá disputa pelo comando da sigla anima Temer e Rodrigo Maia a pensar na votação da reforma da Previdência. (PÁG. A6)

Reajuste de plano de idoso é descartado

Artigo que permitia aumentar os planos de saúde de idosos foi retirado de projeto de lei. Operadoras e entidades de defesa do consumidor criticaram texto. (METRÓPOLE / PÁG. A12)

STF rejeita pedido de grávida para abortar (Metrópole / Pág. A12)

Colunistas
Monica De Bolle
Há muitos defensores do “Estado mínimo”, mas pouco entendimento do que significa. (ECONOMIA / PÁG. B2)

Roberto DaMatta
Proclamamos a República em 1889, mas falta muito para sermos republicanos. (CADERNO2 / PÁG. C7)

Notas & Informações
O debate da reforma
Quem defende que o Congresso ainda não deve votar a reforma da Previdência “para que seja possível um debate mais amplo” não deseja qualquer debate. (PÁG. A3)

Sem vigor para competir
O setor de manufaturas está longe de retomar a posição de gerador de mais de metade da receita cambial brasileira. (PÁG. A3)
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Folha de S. Paulo

Manchete: Lei de Migração trava contratação de estrangeiros
Para empresas, regulamentação tardia deixou pontos em aberto que impedem a entrada de executivos no país
A Lei de Migração, em vigor desde o dia 21 de novembro, bloqueou a movimentação de executivos estrangeiros em multinacionais que operam no Brasil. Empresas acostumadas a trazer executivos têm profissionais retidos no exterior. Elas culpam a falta de definição em procedimentos no Ministério do Trabalho, Polícia Federal e consulados. Promulgada em maio, a lei recebeu decreto de regulamentação no mesmo dia em que passou a vigorar. Para especialistas, além de tardio, esse texto deixou em aberto itens relativos à concessão de vistos para que estrangeiros possam trabalhar no Brasil. Pontos do próprio decreto indicam a necessidade de algum tipo de normatização posterior. Profissionais que precisam de vistos de curto prazo para visitas também tiveram as viagens suspensas. De janeiro a junho, o Ministério do Trabalho concedeu 12 mil autorizações para estrangeiros no país. A pasta não informou quantas pessoas foram afetadas, mas disse que o processo deve ser normalizado nas próximas semanas. (Mercado A17)

Meirelles busca apoio de Temer e Maia para ser candidato em 18

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, decidiu buscar de forma mais incisiva o apoio de Michel Temer e do presidente da Câmara, Rodrigo Maia, à sua candidatura em 2018. Seu objetivo é se consolidar como o nome de aliança entre PMDB, DEM e partidos do centrão para as eleições do próximo ano. Meirelles estabeleceu piso de 5% nas pesquisas de intenção de voto em março como gatilho para se lançar na corrida. Hoje, tem 2%. (Poder A4)

Monica Bergamo
Ministro passa a filmar e divulgar suas atividades (Ilustrada C2)

Investimento cairá para cumprir teto de gastos em 2018
Para cumprir o teto de gastos, o país deverá reduzir investimentos e o custeio da máquina pública em 2018. Segundo o governo, o corte terá que ser de ao menos 11% em relação a 2017. O cenário persiste apesar do superavit de R$ 5 bilhões em outubro, primeiro resultado positivo em seis meses. (Mercado A20)

Ministério Público e PF não salvarão o país, diz procurador
Um dos responsáveis pelo caso JBS, o procurador da República Anselmo Lopes, 36, afirma à Folha que as pessoas não devem esperar que o Ministério Público Federal ou a Polícia Federal livrem o Brasil da corrupção. Ele diz que a sociedade não evolui de forma “linear” e, não raro, retrocessos ocorrem antes dos avanços. (Poder A10)

Foto- legenda: Quieto
Convocado pelo Senado para depor em duas CPIs, Joesley Batista, da JBS, ficou calado; a defesa afirmou que o silêncio se deve à ‘situação jurídica’ do empresário (Poder A11)

Bernardo Paz sai da presidência do Instituto Inhotim

Bernardo Paz, idealizador do Instituto Inhotim, renunciou à presidência do museu mineiro. Em setembro, ele foi condenado na primeira instância a nove anos de prisão por lavagem de dinheiro em empresas das quais foi sócio. A defesa, que nega as acusações, recorreu. (Ilustrada C1)

Dois navios do Brasil deixam de buscar submarino
A Argentina dispensou, segundo a Marinha brasileira, dois dos três navios do país que ajudavam na busca do submarino desaparecido desde o dia 15. A liberação ocorreu no momento em que cresciam as evidências de que um acidente vitimou a embarcação —sua última mensagem indica que houve um incêndio. (Mundo A13)

Foto- legenda: Preto no branco
Michel Temer, Gisele Bündchen e Donald Trump em retratos editados por Alexandra Loras que serão expostos em SP com o objetivo de alertar para o racismo; criticada, ela disse ser negra e ter o direito de se expressar (Ilustrada C8)

Tribunal e base de Doria dificultam concessões em SP

O programa de concessões do prefeito de SP, João Doria (PSDB), enfrenta dificuldades para avançar. O Tribunal de Contas do Município barrou etapas iniciais do plano para o Anhembi e para cemitérios, alvo de resistência também de vereadores governistas. (Cotidiano B1)

Editoriais
Leia “Pax tucana” , sobre escolha por Alckmin para liderar PSDB, e “Prejuízo coletivo” , acerca de projeto no Rio que obriga os ônibus a ter cobradores. (Opinião A2)
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