Ministro diz que ‘sistema faliu’ e lança nova fase do Plano de Segurança
Em seminário no Rio, o ministro Raul Jungmann (Defesa) disse que “o sistema faliu porque o governo federal não tem controle sobre a situação da segurança nos estados”. Nova fase do Plano Nacional de Segurança centra foco no combate à corrupção nas polícias
Caixa deu empréstimos com garantias proibidas por lei
Banco recebeu de Estados e municípios receitas tributárias como garantia, o que é vedado pela Constituição
A Caixa concedeu empréstimos a Estados e municípios recebendo receitas tributárias como garantia, o que é proibido pela Constituição.
Febre amarela – Em quatro anos, 280 mortes
Os registros de febre amarela saltaram de um caso no Pará, em 2014, para 755 casos em 2017, em nove estados, com 280 mortes — 92% delas no ano passado. Neste ano, já são 43 óbitos só em Minas, São Paulo e Rio.
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O Globo

Manchete : Rio teve 640 tiroteios só no primeiro mês do ano
Confronto na Cidade de Deus leva pânico à Linha Amarela
Enfrentamento entre policiais e quadrilha de traficantes em comunidade da Zona Oeste deixou três mortos e fez com que via expressa fosse interditada quatro vezes, ontem

A Região Metropolitana do Rio teve, em janeiro, uma média de 20 tiroteios por dia, segundo levantamento de aplicativo que monitora a violência. É mais que o dobro do mesmo mês no ano passado. Ontem, confrontos entre policiais e traficantes da Cidade de Deus, na Zona Oeste, deixaram três mortos e provocaram quatro interdições da Linha Amarela, uma das principais vias expressas do Rio. Houve pânico entre motoristas: alguns tentaram retornar na contramão e outros abandonaram os carros nas pistas. O secretário de Segurança Pública, Roberto Sá, disse que o fechamento da Linha Amarela foi resposta de bandidos à ação da polícia contra o crime. (PÁGINA 8)

Ministro diz que ‘sistema faliu’ e lança nova fase do Plano de Segurança
Em seminário no Rio, o ministro Raul Jungmann (Defesa) disse que “o sistema faliu porque o governo federal não tem controle sobre a situação da segurança nos estados”. Nova fase do Plano Nacional de Segurança centra foco no combate à corrupção nas polícias. (PÁGINA 9)

Sem Lula, espólio do petista seria dividido
Segundo o Datafolha, 31% dos eleitores do ex-presidente optariam por votar em branco ou anular
A primeira pesquisa divulgada após a condenação do ex-presidente Lula pelo TRF-4, realizada pelo Datafolha, mostra que, com o petista fora da eleição, Marina Silva herdaria os votos de 15% de seus eleitores e Ciro Gomes, 14%. Os votos brancos e nulos receberiam a maior parte do espólio: 31%. Sem Lula, Jair Bolsonaro assume a liderança, mas perde em todas as simulações para o 2º turno. Marina, Ciro, Geraldo Alckmin e Luciano Huck aparecem embolados na 2ª colocação. O Planalto já descarta Henrique Meirelles e Rodrigo Maia como candidatos. (PÁGINA 3, Merval Pereira e Bernardo Mello Franco)

Analistas: vagas formais vão aumentar em 2018
De acordo com o IBGE, 12,3 milhões de pessoas estavam à procura de emprego no fim de 2017. Durante o ano, a taxa média de desemprego saltou de 11,5% para 12,7%. Mas analistas dizem que em 2018 deverá haver aumento da oferta de vagas formais. Dados do 4º trimestre indicam que o pior já passou. (PÁGINA 17)

Previdência é decisiva
E AGORA, BRASIL?
A aprovação da reforma da Previdência é crucial para que o país tenha um longo ciclo de crescimento, avaliam o ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira, e o economista José Márcio Camargo. (PÁGINAS 19 a 22)

Censo realça crise do ensino médio
O Censo Escolar mostrou nova redução do número de matrículas no ensino médio. Dois milhões de jovens de 15 a 17 anos estão fora da escola, e o desinteresse com o ensino é um dos motivos apontados por especialistas. (PÁGINA 28)

Febre amarela – Em quatro anos, 280 mortes
Os registros de febre amarela saltaram de um caso no Pará, em 2014, para 755 casos em 2017, em nove estados, com 280 mortes — 92% delas no ano passado. Neste ano, já são 43 óbitos só em Minas, São Paulo e Rio. (PÁGINA 11)

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O Estado de S. Paulo

Manchete : Caixa deu empréstimos com garantias proibidas por lei
Banco recebeu de Estados e municípios receitas tributárias como garantia, o que é vedado pela Constituição
A Caixa concedeu empréstimos a Estados e municípios recebendo receitas tributárias como garantia, o que é proibido pela Constituição. Foi a descoberta dessas operações que levou o conselho de administração do banco a suspender, na semana passada, a concessão de financiamentos, sem a garantia da União, a prefeitos e governadores. A Constituição veta a vinculação de receitas futuras com impostos a empréstimos. A exceção é quando o financiamento tem aval do Tesouro Nacional. O conselho da Caixa, presidido pela secretária do Tesouro, Ana Paula Vescovi, pediu relatório de todas as operações e decidiu suspendê-las. Recentemente, a Caixa informou que, em 2017, emprestou R$ 3,4 bilhões a prefeitos e governadores, a maior parte sem aval da União. A suspensão provocou crise na base do governo. Aliados ameaçaram boicotar a votação da reforma da Previdência. (ECONOMIA / PÁG. B1)

TCU vai ouvir Mantega e Arno
O TCU convocou o ex-ministro Guido Mantega (Fazenda) e o ex-secretário do Tesouro Arno Augustin para explicar a concessão de garantias da União a empréstimos para Estados com “evidente deterioração da capacidade de pagamento”. (PÁG. B1)

TCU pode declarar empreiteira inidônea
Processo em andamento na área técnica do Tribunal de Contas da União (TCU) pode resultar na declaração de inidoneidade da construtora Andrade Gutierrez por cinco anos. O TCU apura possível superfaturamento nas obras civis da usina nuclear de Angra 3. O processo precisa passar pelo MPF. A Andrade Gutierrez informou que “apoia toda iniciativa de combate à corrupção”. (ECONOMIA / PÁG. B5)

Cenário sem Lula muda estratégia de presidenciáveis
A expectativa de eleição sem Luiz Inácio Lula da Silva já mexe com o quadro eleitoral e com a estratégia de pré-candidatos ao Planalto. Ciro Gomes (PDT) vai intensificar as negociações para uma aliança com o PSB; Jair Bolsonaro (PSC) decidiu aumentar o ritmo de entrevistas; depois de anunciar que não concorreria, Luciano Huck (sem partido) voltou a figurar como possível presidenciável. (POLÍTICA / PÁG. A4)

MPF pede condenação de Bendine a Moro
Nas alegações finais ao juiz Sérgio Moro, a força-tarefa da Lava Jato pediu a condenação de Aldemir Bendine por corrupção passiva, lavagem de dinheiro e organização criminosa. O ex-presidente do BB e da Petrobrás está preso desde julho. (PÁG. A7)

Desemprego cai, puxado pelo trabalho informal
A taxa de desemprego terminou 2017 em queda, com recuo de 12,4% para 11,8% do terceiro para o quarto trimestre. A média do ano, no entanto, ficou em 12,7%, a maior da série histórica, iniciada em 2012, segundo dados divulgados ontem pelo IBGE. A qualidade dos postos de trabalho permanece precária: houve aumento de empregos sem carteira, de trabalhadores por conta própria e de emprego doméstico. Como consequência, 1,1 milhão de trabalhadores deixaram de contribuir para a Previdência Social. (ECONOMIA / PÁG. B4)

Cabral vira réu pela 21ª vez na Lava Jato (POLÍTICA / PÁG. A7)

Pânico na Linha Amarela, no Rio
Mulher tenta se proteger de tiroteio na Linha Amarela, que liga as zonas norte e oeste do Rio. A via foi bloqueada na manhã de ontem por moradores da Cidade de Deus, depois que uma ação da polícia deixou três mortos na comunidade, incluindo Rodolfo Pereira da Silva, apontado como o número dois do tráfico local. (METRÓPOLE / PÁG. A12)

Celso Ming
Rombos do sistema previdenciário vão acontecer ainda mais porque todo o mercado de trabalho está em mutação. (ECONOMIA / PÁG. B2)

Verissimo
O Exército agindo contra o crime não acaba com o crime e corre o risco de corromper o Exército. (CADERNO2 / PÁG. C8)

Notas&Informações
A nova afronta de Lula
Pedido de habeas corpus preventivo mostra que a estratégia da defesa do chefão petista foi e continua a ser a transformação de um caso jurídico em ato político. (PÁG. A3)

Conta rachada com os pobres
Governo será forçado a fazer um doloroso aperto financeiro para ajustar as contas públicas. (PÁG. A3)

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Folha de S. Paulo

Manchete : Cúpula do Judiciário recebe auxílio mesmo com imóvel
72% dos que recebem o benefício têm casa própria; liminar tornou a prática legal
Vinte e seis ministros de tribunais superiores recebem auxílio-moradia para viver em Brasília, apesar de terem imóvel próprio no Distrito Federal, informam Ranier Bragon e Camila Mattoso. O número representa 72% dos 36 que solicitaram o recebimento do benefício. O privilégio está concentrado em três dos cinco tribunais que formam a mais alta cúpula da Justiça brasileira: STJ (Superior Tribunal de Justiça), TST (Tribunal Superior do Trabalho) e STM (Superior Tribunal Militar). Juntas, as três cortes empregam 74 ministros. Em 2014, o ministro do Supremo Luiz Fux concedeu liminar estendendo o pagamento do auxílio a todos os juízes do país, o que tornou a prática legal. Quem recebe o benefício, porém, estoura o teto do funcionalismo previsto pela Constituição, hoje em R$ 33.763. Os tribunais citados afirmaram que não existe ilegalidade no pagamento, que estaria amparado pela decisão do ministro Fux. A presidente do STF, Cármen Lúcia, avisou a entidades da magistratura que deve colocar o tema para votação em março. (Poder a4)

Inelegibilidade de Lula divide os brasileiros, diz Datafolha
Os brasileiros estão divididos sobre a possível inelegibilidade do ex-presidente Lula após sua condenação em segunda instância por corrupção e lavagem de dinheiro, aponta o Datafolha. Para 51%, ele deve ser impedido de participar da eleição; outros 47% discordam. O petista está inelegível pela Lei da Ficha Limpa, mas poderá concorrer caso tenha êxito em recursos ou aval da Justiça Eleitoral. A maioria (53%) quer a prisão de Lula. (Poder a6)

70% dos brasileiros reprovam governo de Michel Temer (Poder a6)

Aliados de Huck já trabalham por sua candidatura
Aliados de Luciano Huck já preparam sua pré-campanha à Presidência. O apresentador festejou, em Paris, os 8% na pesquisa Datafolha. Ele diz não ser candidato, mas a saída de Lula da disputa, após condenação em segunda instância, pode fazê- lo mudar de ideia. (Poder a7)

Emprego reage em 2017 com a marca da informalidade
Após dois anos de fechamento de vagas, o país voltou em 2017 a abrir postos, tendo como marca a informalidade. Segundo o IBGE, houve redução de 685 mil vagas com carteira assinada e geração de 598 mil de postos sem carteira. Passaram a trabalhar por conta própria 1,07 milhão. (Mercado a13)

Ensino médio perde alunos, e 1,5 mi de jovens estão sem estudar (Cotidiano B4)

Análise – Érica Fraga
Tecnologia causa o desaparecimento de algumas funções (Mercado a16)

Editoriais
Leia “Teto para iniciantes”, sobre desempenho das contas do governo, e “Os macacos do diesel”, a respeito de escândalo na indústria automobilística. (Opinião a2)

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