Manchete dos Jornais nesta Quinta-feira, 07 de Setembro de 2017

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Temer se engana ao pensar que sua situação melhora
Temer se confunde ao acreditar que o afundamento de Joesley extingue os efeitos do que tramaram. Sua situação agravou-se muito. Além de inalterada, a já conhecida incriminação ganhou volumosa contribuição do seu parceiro Geddel Lima…
Imóvel com R$ 51 milhões tem digitais de Geddel
A PF encontrou impressões digitais do ex-ministro Geddel Vieira Lima (PMDB) no apartamento de Salvador onde foram apreendidos R$ 51 milhões. O dono do imóvel confirmou ter emprestado o apartamento a Geddel…
Fux, do STF, defende ‘exílio na Papuda* para delatores
Na véspera de novo depoimento de Joesley Batista à Procuradoria, Luiz Fux, do STF, defendeu a prisão de executivos da JBS. “Devem sair do exílio nova-iorquino para o exílio da Papuda.” A Folha apurou que o procurador-geral, Rodrigo Janot, planeja revogar benefícios de delatores. Ministros da corte também indicaram essa possibilidade…
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O Globo

Manchete : Palocci: Lula fez ‘pacto de sangue’ com Odebrecht por propinas
Ex-ministro diz que ‘pacote’ incluiu sítio, terreno e R$ 300 milhões
Janot apresenta nova denúncia ao Supremo contra os ex-presidentes Lula e Dilma, desta vez por obstrução de Justiça; petistas negam todas as acusações

Homem forte nos governos Lula e Dilma, o ex-ministro Antonio Palocci acusou os dois expresidentes petistas de manterem com a Odebrecht uma “relação movida a vantagens”, a propinas pagas “em forma de benefícios pessoais, doações de campanha, caixa um, caixa dois…” Preso desde setembro de 2016 e tentando acordo de delação, Palocci disse que, em 2010, Lula fez um “pacto de sangue” com Emílio Odebrecht que incluiu “pacote de propinas”, citando o sítio de Atibaia, o terreno para o Instituto Lula, palestras com cachês de R$ 200 mil cada e mais R$ 300 milhões à disposição do expresidente.
Dilma, afirmou Palocci no depoimento ao juiz Sergio Moro, sabia e compactuava com o esquema criminoso. Segundo o ex-ministro, o dinheiro saía de acordos ilícitos com o governo, incluindo “quase todos” os contratos com a Petrobras. Palocci afirmou ainda que ele e Lula tentaram criar obstáculos à Lava-Jato. Os ex-presidentes negaram todas as acusações. (Págs. 3 a 5)

Maioria do STF é contra anulação de provas de delação da JBS
A eventual revisão dos benefícios acertados na delação premiada de Joesley Batista e Ricardo Saud não deve invalidar as provas já apresentadas pelo dono e o executivo da JBS. Dos 11 ministros do STF, pelo menos seis são contra a anulação de todas as provas. Decano do STF, o ministro Celso de Mello disse que há, no mínimo, três precedentes nesse sentido na Corte.
O ministro Luiz Fux defendeu a prisão de Joesley e Saud após a divulgação da gravação da conversa dos dois, que pode levar à anulação dos benefícios da delação. Para Fux, os delatores deveriam ir do “exílio nova-iorquino para o exílio da Papuda”. (Pág. 6) e Editorial – ‘Ações oportunistas em torno da delação de Joesley’

Imóvel com R$ 51 milhões tem digitais de Geddel
A PF encontrou impressões digitais do ex-ministro Geddel Vieira Lima (PMDB) no apartamento de Salvador onde foram apreendidos R$ 51 milhões. O dono do imóvel confirmou ter emprestado o apartamento a Geddel. (Pág. 10)

Inflação cai e BC reduz juros
Com a safra recorde e a queda nos preços de alimentos, a inflação ficou em 0,19% em agosto. O alívio nos preços foi um dos fatores que levaram o BC a reduzir os juros básicos para 8,25%. Analistas preveem que a taxa poderá chegar a 6,5% no fim do ano. (Págs. 21 e 22)

Fundef: conta de R$ 50 bi
Por erro no repasse do Fundef, a União pode ter de pagar R$ 50 bi a estados. (Pág. 23)

Uerj: Pezão propõe trabalho de alunos
Como forma de ajuste fiscal, o governador Pezão propôs que alunos da Uerj tenham de trabalhar por dois anos para o estado, após formados. A ideia provocou polêmica. (Pág. 13)

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O Estado de S. Paulo

Manchete : Lula e Odebrecht fizeram ‘pacto de sangue’ de R$ 300 milhões
Valor, segundo ex-ministro, seria para ex-presidente ‘fazer atividade política’
Eleição de Dilma Rousseff, em 2010, deixou empreiteira ‘em pânico’
Pacote de propinas incluiu terreno para Instituto Lula, sítio em Atibaia e apartamento
Ele diz ter ficado chocado com propostas
O ex-ministro Antonio Palocci disse ao juiz Sérgio Moro que o ex-presidente Lula fez um “pacto de sangue” com a Odebrecht no qual a empreiteira se comprometeu a pagar R$ 300 milhões em propinas ao PT. O acerto, segundo ele, foi feito no fim do governo do petista e incluiu também um terreno para o instituto do ex-presidente, o sítio de Atibaia (SP) e o aluguel de um apartamento de cobertura em São Bernardo do Campo. O ex-ministro afirmou que, com a eleição de Dilma Rousseff, em 2010, Emílio Odebrecht “entrou em pânico” porque as relações da presidente eleita com a companhia não eram boas, e procurou Lula para oferecer um “pacote de propinas”. Faziam parte do acerto, ainda, palestras pagas a R$ 200 mil cada e o prédio de um museu. O ex-ministro disse ter ficado “bastante chocado” com a proposta. Palocci foi um dos principais auxiliares e homem de confiança de Lula no primeiro mandato do ex-presidente. Titular da Fazenda, foi o principal interlocutor do PT com os empresários e o setor financeiro. (Política A4 a A6)

Defesa de Lula culpa ‘pressão’
O advogado de Lula, Cristiano Zanin Martins, disse que Palocci negocia delação por estar “sob pressão” após ter sido condenado a 12 anos de prisão. (A7)

Petistas tentaram atrapalhar a Lava Jato
No depoimento a Sérgio Moro, Antonio Palocci afirmou que ele e o ex-presidente Lula tramaram para tentar atrapalhar as investigações sobre o esquema na Petrobrás. As declarações dão pistas das informações que o ex-ministro, preso há um ano, tem a fornecer caso feche uma delação premiada com o Ministério Público Federal (MPF). (A6)

Janot faz nova denúncia contra ex-presidentes, por obstrução
Em nova denúncia apresentada ontem no STF, o procurador-geral, Rodrigo Janot, cita a nomeação de Lula por Dilma para ministro-chefe da Casa Civil, no ano passado, com a suposta finalidade de garantir foro privilegiado ao petista. O ex-ministro Aloizio Mercadante também foi denunciado, por, de acordo com as investigações, agir para impedir acordo de delação premiada de Delcídio do Amaral. (A6)

Supremo e PGR indicam que acordo da J&F será revisto
O procurador-geral, Rodrigo Janot, deve pedir ao STF que Joesley Batista e outros dois executivos do grupo J&F percam a imunidade penal prevista no acordo de delação. A revisão dos benefícios concedidos aos delatores é também defendida por pelo menos três ministros do Supremo. Eles, no entanto, acreditam que as provas obtidas no processo poderiam continuar válidas. O ministro Luiz Fux defendeu ontem a prisão de Batista e do executivo Ricardo Saud. (Política A8)

Imóvel foi emprestado para Geddel, diz dono
Silvio Silveira, dono do apartamento onde foram achados R$ 51 milhões, afirmou à PF que o ex-ministro pediu imóvel para guardar pertences do pai. (A9)

Inflação cai mais; BC corta juro em 1 ponto
O IPCA, índice oficial de inflação, foi de 0,19% em agosto, abaixo das estimativas do mercado. Em 12 meses, a inflação está em 2,46%. Também ontem, o Banco Central reduziu a Selic de 9,25% para 8,25% ao ano. Até ontem, as apostas majoritárias do mercado financeiro apontavam para juros de 7,25% ao final do ano. Mas, com a inflação em níveis tão baixos, economistas já falam em um número inferior a 7%. (Economia B1, B3 e B4)

STF condena União a pagar bilhões a Estados
O STF decidiu que a União deve ressarcir aos Estados valores relativos ao fundo de desenvolvimento do ensino fundamental (Fundef) que deixou de pagar entre 1998 e 2006. O desembolso total pode chegar a R$ 50 bilhões. (Economia B6)

Montadoras preveem crescimento de 25% (Economia B5)

Na Colômbia, papa deve tratar da crise na Venezuela
Durante voo para Bogotá, Francisco desejou que se “construa o diálogo” na Venezuela e que o país “encontre uma boa estabilidade”, informa a enviada especial à Colômbia, Fernanda Simas. O papa se encontrará com bispos venezuelanos. (Internacional A11)

Celso Ming
BC tem de olhar para 2018, ano de eleições e incertezas. (Economia B2)

Notas&Informações
‘Nós não vai ser preso’ – Diálogo entre Joesley Batista e Ricardo Saud revelou ao País de que maneira criminosos confessos souberam explorar a sofreguidão de
Rodrigo Janot em sua cruzada irresponsável para derrubar o presidente Temer. (A3)

Mais firmeza na indústria – fortalecimento da indústria é o sinal mais importante de recuperação da economia. Tendência é cada vez mais clara (A3)

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Folha de S. Paulo

Manchete : Lula e Odebrecht fizeram pacto de sangue, diz Palocci
Acordo envolveria propina de R$ 300 milhões; defesa do petista diz que ex-ministro sofre pressão
O ex-ministro da Fazenda Antonio Palocci afirmou ontem ao juiz Sergio Moro que a relação entre a Odebrecht e os governos Lula e Dilma era “movida a propina”. Os pagamentos ocorriam “em forma de doação de campanha, benefícios pessoais, caixa 1, caixa 2”, disse. Palocci foi ouvido na ação que apura possível compra de terreno pela Odebrecht para o Instituto Lula, em SP. Segundo ele, o ex-presidente avalizou um “pacto de sangue” no qual a empreiteira pagaria R$ 300 milhões ao PT no período de transição dos governos. O acordo, que teria sido fechado entre Emílio Odebrecht e Lula, incluía a reforma do sítio em Atibaia, o terreno para o instituto e o pagamento de R$ 200 mil por palestra. Preocupava o empresário, afirmou, que a relação com Dilma fosse menos “fluida” que a com o antecessor. Por isso, Emílio teria proposto o acordo para manter vantagens em contratos. Condenado a 12 anos de prisão na Operação Lava Jato, Palocci negocia delação. É a primeira vez que ele, cuja atuação foi destaque nas gestões petistas, implica diretamente o ex-presidente. A defesa de Lula, que irá depor no caso na quarta (13), disse que Palocci está pressionado e valida sem provas as acusações da Procuradoria. Afirmou ainda que a versão diverge de outros depoimentos. (Poder A4)

Procuradoria denuncia Dilma e Lula, acusados de obstruir a Justiça. (A4)

Fux, do STF, defende ‘exílio na Papuda* para delatores
Na véspera de novo depoimento de Joesley Batista à Procuradoria, Luiz Fux, do STF, defendeu a prisão de executivos da JBS. “Devem sair do exílio nova-iorquino para o exílio da Papuda.” A Folha apurou que o procurador-geral, Rodrigo Janot, planeja revogar benefícios de delatores. Ministros da corte também indicaram essa possibilidade. (Poder A7 e A8)

Leia a transcrição de conversas gravadas por delatores da JBS. (A 12)

Empresário diz que emprestou a Geddel imóvel onde PF achou R$ 51 mi (Poder A14)

Copom volta a cortar juros e rendimento da poupança cai
O Banco Central voltou a cortar a Selic em um ponto percentual, para 8,25% ao ano. A nova redução dos juros, hoje no menor patamar desde 2013, ativou gatilho que diminui o ganho da poupança para evitar que supere o de aplicações de renda fixa. Em comunicado, o BC sinalizou que o ciclo de queda dos juros está perto do fim. A inflação acumulada nos últimos 12 meses soma 2,46%, segundo O IBGE. (Mercado A21)

Janio de Freitas
Temer se engana ao pensar que sua situação melhora
Temer se confunde ao acreditar que o afundamento de Joesley extingue os efeitos do que tramaram. Sua situação agravou-se muito. Além de inalterada, a já conhecida incriminação ganhou volumosa contribuição do seu parceiro Geddel Lima. (Poder A14)

Editoriais
Leia “Exposição suprema”, sobre reação do STF a conversa de Joesley Batista, e “Tiroteio no Morumbi”, acerca de ação policial em São Paulo. (Opinião A2)

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