Manchete dos Jornais nesta Quinta-feira, 21 de Setembro de 2017

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Jungmann diz não a Exército nas ruas do Rio
Horas após o governador Pezão afirmar que não há necessidade de as Forças Armadas atuarem no combate ao crime no Rio, a Secretaria de Segurança pediu que os militares patrulhem a Região Metropolitana. O ministro da Defesa, Raul Jungmann, que na véspera afirmara que as tropas estavam à disposição do estado, disse não ao pedido…
‘PODEMOS INTERVIR’
Exército reforça ameaça ao país com fala de dois generais do Alto Comando…
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O Globo

Manchete: STF deve enviar denúncia contra Temer à Câmara
Dados recuperados da Odebrecht complicam situação de ministros
Com apoio da nova procuradora-geral, maioria dos ministros do Supremo votou por mandar texto de Janot para a análise dos deputados; aliados do presidente falam em tentar votar e rejeitar logo
Até amanhã deve chegar à Câmara a denúncia contra o presidente Temer por obstrução de Justiça e organização criminosa. Ontem, sete dos 11 ministros do STF votaram pelo envio, deixando a análise da validade das provas da delação da JBS para depois. O julgamento sobre o envio à Câmara deve ser concluído hoje. Apenas o ministro Gilmar Mendes votou contra o prosseguimento da denúncia. Em sua primeira participação no STF no novo cargo, a procuradora- geral, Raquel Dodge, se manifestou favoravelmente ao voto que acabou sendo o da maioria da Corte. Aliados de Temer dizem esperar que em três semanas a denúncia seja apreciada pelos deputados em situação “mais confortável” do que na primeira, rejeitada. Relatório da PGR, com base em dados da Odebrecht, indica repasses de propinas de R$ 13,3 milhões aos ministros Eliseu Padilha e Moreira Franco, que negam. (Págs. 3 e 4)

EDITORIAL
‘Câmara precisa ser rápida na votação da denúncia’ (Pág. 18)

MERVAL PEREIRA
Supremo tem encontro marcado com debate sobre delações premiadas. (Pág. 6)

DEMÉTRIO MAGNOLI
Janot não junta provas, mas pede prisões à base de delações. (Pág. 19)

Cabral e Adriana Ancelmo são condenados
Na sentença do juiz da Lava-Jato no Rio, ex-governador recebeu pena de 45 anos de prisão, e a mulher dele, de 18 anos
O ex-governador Sérgio Cabral (PMDB) foi condenado ontem por corrupção passiva, lavagem de dinheiro e organização criminosa, desta vez pelo juiz Marcelo Bretas, da Lava-Jato no Rio. Cabral recebeu a pena de 45 anos e dois meses de prisão. Ele já havia sido condenado antes, pelo juiz Sergio Moro, de Curitiba, a 14 anos de cadeia. A ex-primeira-dama Adriana Ancelmo recebeu sua primeira sentença: 18 anos e três meses de prisão. O ex-governador, réu em outros 12 processos, é apontado por Bretas como “mentor intelectual e fiador” de esquema que funcionou de 2007 a 2014, durante todo o período em que esteve à frente do Palácio Guanabara, e que movimentou R$ 220 milhões em propinas. (Págs. 8 e 9)

Jungmann diz não a Exército nas ruas do Rio
Horas após o governador Pezão afirmar que não há necessidade de as Forças Armadas atuarem no combate ao crime no Rio, a Secretaria de Segurança pediu que os militares patrulhem a Região Metropolitana. O ministro da Defesa, Raul Jungmann, que na véspera afirmara que as tropas estavam à disposição do estado, disse não ao pedido. (Pág. 10)

Míriam Leitão
‘PODEMOS INTERVIR’
Exército reforça ameaça ao país com fala de dois generais do Alto Comando. (Pág. 22)

Fim de coligações fica para 2020
A Câmara empurrou para 2020 a entrada em vigor do fim das coligações proporcionais para deputados e vereadores. O texto original previa o fim para 2018. (Pág. 7)

Arrecadação cresce 10,8%
O governo federal recolheu R$ 104,2 bilhões em impostos no mês passado, num aumento de 10,8%. Para analistas, a alta na arrecadação reflete a melhora da economia. (Pág. 23)

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O Estado de S. Paulo

Manchete: Maioria do STF nega suspensão de 2ª denúncia contra Temer
Para sete ministros, não cabe análise prévia na Corte sobre a validade das provas do acordo de colaboração da J&F
A maioria do Supremo Tribunal Federal votou ontem pela permissão do envio à Câmara dos Deputados da denúncia por organização criminosa e obstrução da Justiça contra o presidente Michel Temer. Para sete ministros do STF, não cabe a análise prévia na Corte sobre a validade das provas do acordo de colaboração da J&F e tampouco aguardar a apuração sobre irregularidades nas delações de Joesley Batista e Ricardo Saud, respectivamente dono e ex-executivo do grupo. O julgamento deve ser concluído hoje. Em Nova York, o presidente Michel Temer disse que o STF é “soberano”, mas afirmou que as acusações são “inverdades absolutas”. No Congresso, a avaliação de governistas é de que Temer conseguirá derrubar com maior facilidade a segunda denúncia. Na primeira, em que o peemedebista foi denunciado por corrupção passiva, o plenário barrou a acusação com 263 votos a favor do presidente. Eram necessários pelo menos 342 votos favoráveis à denúncia para que fosse aceita. (POLÍTICA / PÁGS. A4 a A6)

Parecer contra o presidente
Pouco antes da sessão de ontem, a nova procuradora-geral da República, Raquel Dodge, encaminhou memorial aos ministros do Supremo no qual se posicionou contra o pedido dos advogados de Temer. (PÁG. A6)

Deputados mantêm as coligações para eleições de 2018
O plenário da Câmara dos Deputados manteve as coligações para as eleições de 2018 e adiou a entrada em vigor do fim das alianças partidárias para deputados e vereadores. O texto inicial, relatado pela deputada Shéridan (PSDB-RR), previa a medida já para as próximas eleições. Após um acordo, os parlamentares aprovaram, por 348 votos a favor e 87 contra, um destaque do PPS que empurra a medida para a disputa de 2020. (POLÍTICA / PÁG. A8)

Sérgio Cabral é condenado a 45 anos de prisão
O juiz Marcelo Bretas, da 7.ª Vara Criminal Federal do Rio, condenou o ex-governador Sérgio Cabral (PMDB) a 45 anos e 2 meses de prisão na Operação Calicute, desdobramento da Operação Lava Jato, por corrupção passiva, lavagem de dinheiro e organização criminosa. A ex-primeira-dama Adriana Ancelmo também foi condenada. Cabral, que já havia sido condenado pelo juiz Sérgio Moro por corrupção, disse que vai recorrer. (POLÍTICA / PÁG. A7)

Arrecadação sobe e sinaliza que meta pode ser cumprida
A arrecadação federal em agosto foi de R$ 104,2 bilhões, uma alta real de 10,78% ante o mesmo mês de 2016. A reação foi puxada pelas receitas de Imposto de Renda Pessoa Jurídica, Contribuição Social sobre o Lucro Líquido e PIS/Cofins. O resultado indica que o governo pode fechar as contas do ano sem extrapolar o rombo previsto de R$ 159 bilhões da meta fiscal. (ECONOMIA / PÁG. B1)

Colunistas
Celso Ming
Arrecadação em alta é mais um indicador que aponta para a recuperação do setor produtivo. (ECONOMIA / PÁG. B2)

José Roberto de Toledo
Muitos disputam o papel protagonista da trama eleitoral, mas ninguém veste tal figurino. (POLÍTICA / PÁG. A6)

Notas & Informações
Reativação chega ao Tesouro
Os cofres da União começam a ser beneficiados pela recuperação do consumo e da produção e até pelo discreto aumento das contratações com registro em carteira. (PÁG. A3)

As mentiras do populismo
Mentir para ludibriar a boa-fé é o que Lula e o PT fazem tentando antecipar a campanha. (PÁG. A3)

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Folha de S. Paulo

Manchete : Denúncia contra Temer será enviada à Câmara
STF decide dar sequência à acusação da Procuradoria contra o presidente
A maioria dos ministros do STF votou pelo envio à Câmara da denúncia da Pro-curadoria-Geral contra o presidente Michel Temer, que é acusado de obstrução da Justiça e participação em organização criminosa. O placar está em 7 a 1. Votaram pelo prosseguimento da acusação Edson Fachin, Alexandre de Moraes, Luís Roberto Barroso, Rosa Weber, Luiz Fux, Dias Toffoli e Ricardo Lewandowski. Eles disseram não ser a hora de discutir as provas da delação da JBS, que embasaram a peça da Procuradoria, contrariando pedido da defesa do peemedebista. Gilmar Mendes foi contra. Defendeu que o envio aos deputados seja suspenso atê a conclusão das investigações acerca da possível participação de membros do Ministério Público no acordo de delação da empresa. O julgamento deve terminar hoje. Para prosseguir, a denúncia deve ser aprovada por dois terços da Câmara (342 deputados). (Poder A4)

Juiz do RJ condena Sérgio Cabral a 45 anos de prisão
O juiz Marcelo Bretas condenou Sérgio Cabral, ex-governador do Rio, a 45 anos de prisão por corrupção passiva, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Cabe recurso. Sergio Moro, em outra ação, havia condenado Cabral a 14 anos. (Poder A7)

Deputados adiam para 2020 o fim das coligações entre os partidos (Poder a7)

Brasil tenta evitar calote de R$ 15 bi da Venezuela
A Venezuela não pagou R$ 820 milhões a fornecedores brasileiros neste mês. Preocupado com parcelas a vencer, de R$ 15 bilhões, o governo enviará emissários ao vizinho. A maior parte da dívida ê com construtoras financiadas pelo BNDES. (Mercado A17)

Doria dá espaço em sua agenda para executivos filiados ao Lide
Após a eleição de João Doria (PSDB), o Lide, empresa de eventos fundada por ele, registrou filiações de multinacionais, e novos associados firmaram colaborações com a Prefeitura de SP. Entre os filiados está também a Caixa Econômica Federal. O governo Temer (PMDB), que controla o banco, aproximou-se de Doria nos últimos meses. (Poder A10)

Sob Haddad, CET obteve até furadeira como contrapartida
Na gestão Fernando Haddad (PT), a CET de São Paulo aprovou instalação ou reforma de empreendimentos de grande porte em troca de furadeiras, ar-condicionado e atê reforma em prédios públicos. Para Jilmar Tatto, ex-secretário de Transportes, as requisições são comuns e obedecem à lei. (Cotidiano B1)

Editoriais
Leia “Alento na receita”, sobre alta da arrecadação federal, e “Desorientação sexual”, acerca de disputa judicial em tomo de terapias voltadas aos gays. (Opinião a2)

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