Governo quer acelerar agenda econômica no Congresso
Além de tentar destravar a votação dos projetos no Congresso, o governo rediscute medidas de estímulo à economia. Duas estão em ritmo acelerado: a liberação de mais saques do PIS/Pasep no primeiro trimestre de 2018 e a privatização da Eletrobrás. O foco continua sendo a reforma da Previdência, mesmo que reduzida. O governo também tem de enviar até segunda-feira o pacote de medidas de ajuste fiscal para reforçar receitas do Orçamento do ano que vem..

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O Globo

Manchete : Temer escapa de investigação e vai tentar aprovar reformas
Deputados rejeitam denúncia de Janot contra o presidente por 251 votos a 233
Planalto sustenta que governo agora vai se concentrar na aprovação de mudanças na Previdência em plenário e na tentativa de unificar a base — que cobrou caro pela vitória — para as eleições de 2018
Menos de três meses após rejeitar a denúncia por corrupção passiva contra o presidente Temer, a Câmara barrou também a que acusava o peemedebista e seus ministros Eliseu Padilha e Moreira Franco de organização criminosa e obstrução de Justiça. Com um balcão de negócios aberto para conseguir a vitória, o Planalto obteve 251 votos a favor do relatório que rejeita a denúncia do ex-procurador- geral Rodrigo Janot. Votaram contra Temer 233 deputados, dois se abstiveram e 25 se ausentaram. Livre, por ora, dos obstáculos jurídicos, o governo vai tentar aprovar a reforma da Previdência e ampliar a coalizão política. (PÁGINAS 3 e 4)

Presidente passa a tarde em hospital
Enquanto a oposição obstruía a votação da segunda denúncia contra o presidente, Temer foi levado ao Hospital do Exército em Brasília, com dor e desconforto. O diagnóstico foi uma obstrução urológica, tratada por um procedimento ontem à tarde, no próprio hospital. Temer recebeu alta no começo da noite e acompanhou a votação de casa. (PÁGINA 7)

Juros caem para 7,5% ao ano
O Copom reduziu a Selic em 0,75 ponto percentual, a 7,5% ao ano, menor patamar desde julho de 2013. A taxa deve acabar o ano em 7%. (PÁGINA 25)

Colunistas
MERVAL PEREIRA
Foi um espetáculo triste. Mais uma vez, a Câmara se mostrou ao povo. (PÁGINA 4)

MÍRIAM LEITÃO
Governo vence, mas eleva a incerteza fiscal na economia. (PÁGINA 24)

ANCELMO GOIS
Presidente não deveria ter ido com tanta sede ao pote liberal. (PÁGINA 5)

JOSÉ CASADO
Temer sobrevive pela 3ª vez, mas sua luta pelo poder não terminou. (PÁGINA 5)

RICARDO NOBLAT
Resta a Temer cumprir tabela até levar a faixa presidencial ao sucessor. (PÁGINA 5)

Editorial
‘É preciso agora trabalhar para as reformas’ (PÁGINA 20)

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O Estado de S. Paulo

Manchete : Câmara barra 2ª denúncia contra Temer, mas apoio da base diminui
Em nova vitória do Planalto, relatório favorável ao presidente obteve 251 votos, 12 menos que na rejeição à 1ª acusação apresentada pela PGR Peemedebista deverá ter dificuldades para aprovar reformas Padilha e Moreira Franco também se beneficiaram.
O plenário da Câmara rejeitou ontem, por 251 votos a 233, a continuidade da segunda denúncia contra o presidente Michel Temer, por organização criminosa e obstrução da Justiça. Foi uma vitória menor que a de agosto, quando 263 votos pró-Temer barraram a primeira acusação. Apesar de a sessão ter começado às 9 horas, o governo só conseguiu o quórum necessário de 342 deputados no fim da tarde. A oposição tentava adiar a decisão, enquanto parlamentares da base aproveitavam para cobrar do Planalto demandas não atendidas. Ministros licenciados foram escalados para convencer deputados a votar. A queda de apoio e a dificuldade para obter quórum mostram que o governo deve enfrentar problemas para formar maioria e aprovar projetos na Câmara, principalmente as mudanças nas regras da Previdência. Incluídos na denúncia, os ministros Eliseu Padilha (Casa Civil) e Moreira Franco (Secretaria- Geral) também foram beneficiados. (POLÍTICA / PÁGS. A4 a A7)

Governo quer acelerar agenda econômica no Congresso
Além de tentar destravar a votação dos projetos no Congresso, o governo rediscute medidas de estímulo à economia. Duas estão em ritmo acelerado: a liberação de mais saques do PIS/Pasep no primeiro trimestre de 2018 e a privatização da Eletrobrás. O foco continua sendo a reforma da Previdência, mesmo que reduzida. O governo também tem de enviar até segunda-feira o pacote de medidas de ajuste fiscal para reforçar receitas do Orçamento do ano que vem. (ECONOMIA / PÁG. B1)

Juros caem para 7,5% ao ano
O Banco Central reduziu ontem a taxa Selic em 0,75 ponto porcentual, para 7,5% ao ano. O corte é menor do que o realizado nas últimas reuniões, mas já era esperado por analistas. A instituição também indicou que fará corte ainda menor, de 0,5 ponto porcentual, em dezembro. (PÁG. B8)

Foto-legenda : ‘Estou inteiro’
Ao deixar o Hospital Militar de Área de Brasília, onde teve o canal da bexiga desobstruído, Michel Temer acenou e afirmou que está ‘inteiro’. (PÁG. A8)

SP fecha mais 10 parques por causa da febre amarela
As unidades fechadas estão nas proximidades do Horto Florestal, na zona norte, onde foram achados macacos mortos – pelo menos um deles tinha febre amarela. A Secretaria da Saúde avalia que toda a população do Estado estará vacinada contra a doença até 2019. Com medo, moradores de outras regiões da capital estão atravessando a cidade em busca de vacina. (METRÓPOLE / PÁG. A13)

54% dos alunos de 3º ano não fazem contas (METRÓPOLE / PÁG. A15)

Fogo, agonia e fuligem na Chapada
A Polícia Federal vai apurar as causas do incêndio que já destruiu 25% do Parque da Chapada dos Veadeiros. Na entrada da reserva, cheiro de mato queimado se mistura à fuligem que dificulta a respiração, informa André Borges. Moradores relatam agonia de tentar controlar o fogo e desespero de araras- azuis com as chamas perto dos ninhos. (METRÓPOLE / PÁG. A14)

Foto-legenda : Madonna sobe o morro
No Rio para casamento do seu empresário, cantora posou no Morro da Providência, dois dias após turista ser morta na Rocinha. (METRÓPOLE / PÁG. A16)

Análises
Eliane Cantanhêde
Planalto quer mostrar normalidade e disposição para mudança, mas depende da força política para retomar a reforma da Previdência. (PÁG. A4)

Vera Magalhães
Não há entusiasmo para o pouco mais de um ano que o presidente tem pela frente. Vem aí uma convalescença política prolongada. (PÁG. A5)

Zeina Latif
Achamos que somos diferentes e partimos para o experimentalismo excessivo e descuidado. (ECONOMIA / PÁG. B7)

Verissimo
Em pouco tempo vai acontecer o seguinte: a China vai tornar o resto do mundo supérfluo. (CADERNO 2 / PÁG. C8)

Notas&Informações
A brutal impostura -Propaganda comunista quis consolidar ideia de que sua revolução era um desdobramento da história, mas felizmente hoje há cada vez menos gente disposta a defender essa fraude. (PÁG. A3)

Uma vitória do preconceito – Respeito à dignidade humana exige valorização do pluralismo de ideias e situações sociais. (PÁG. A3)

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Folha de S. Paulo

Manchete : Temer escapa, mas perde apoio
Deputados impedem o envio ao STF da acusação contra o presidente, hospitalizado em Brasília durante a sessão
A Câmara dos Deputados impediu, em votação nesta quarta (25), que a segunda denúncia da Procuradoria-Geral da República contra o presidente Michel Temer tivesse prosseguimento. O ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot acusou, no âmbito da Lava Jato, o peemedebista de obstruir a Justiça e comandar organização criminosa. O presidente teve 251 votos favoráveis na Casa, resultado pior que o registrado em agosto na análise da primeira denúncia (263), em que foi acusado de corrupção. O placar da oposição subiu de 227 para 233 ontem. Eram necessários 342 votos (de 513) contra o presidente para que a denúncia fosse encaminhada ao STF. O governo se mobilizou nos últimos dias por apoio a Temer, acelerando liberação de verbas a parlamentares e atendendo a pleitos da numerosa bancada ruralista. De manhã, enquanto assistia do Planalto à tramitação na Casa, Temer, 77, teve dificuldade para urinar e precisou ser internado. Passou por procedimento de desobstrução urológica e teve alta à noite. (Poder A4 e A10)

Planalto buscará agora aprovação de pacote econômico
Derrubada a segunda denúncia, Temer buscará agora consolidar a volta do crescimento, segundo assessores presidenciais. Para isso, enviará ao Congresso um pacote de medidas que incluirá, além da reforma da Previdência, uma simplificação tributária e ações para O ajuste fiscal. (Mercado A17)

BC corta juro para 7,5% ao ano, menor desde maio de 2013
O Banco Central confirmou as expectativas do mercado e cortou a taxa básica de juros em 0,75 ponto percentual ontem, para 7,5% ao ano. O ritmo de baixa deve diminuir em dezembro, e a projeção ê que a taxa termine O ano em 7%. (Mercado A21)

Governo inclui 13 aeroportos em lista de privatizações
O governo incluiu 13 aeroportos, a maioria de baixa atratividade econômica, em sua lista de privatizações. Eles poderão ser concedidos individualmente ou em blocos. Conforme a Folha antecipou, o aeroporto de Congonhas foi excluído. (Mercado A20)

Aluno chega aos 8 anos com nível de leitura insuficiente
Mais da metade dos estudantes do terceiro ano do ensino fundamental da rede pública —a maioria com ao menos 8 anos— tem níveis de leitura e matemática considerados insuficientes. Segundo dados de avaliação nacional de 2016, mais de um terço dos alunos está defasado em escrita. Comparado a 2014, o cenário ê de estagnação. (Cotidiano B1)

Emissão de gases do efeito estufa cresce no Brasil
As emissões brasileiras de gases do efeito estufa cresceram 8,9% de 2015 para 2016, segundo o Observatório do Clima. Foi o segundo ano seguido de aumento nas emissões — e o maior desde 2004. Houve alta no desmatamento no período, e a agropecuária foi a responsável por emitir 74% dos gases. (Ciência B7)

Colunas e Artigos
BERNARDO MELLO FRANCO
Ao vencedor, as batatas murchas de um governo desmoralizado (Opinião A2)

Painel
Vitorioso, presidente quer acabar com a tese de que será engolido (Poder A4)

BRUNO BOGHOSSIAN
Regime presidencialista ainda dá a Temer fôlego contra o Legislativo (Poder A5)

Editoriais
Leia “Fato consumado”, sobre rejeição da segunda denúncia contra Temer, e “Teletormento”, a respeito de marketing invasivo praticado por empresas. (Opinião A2)

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