Manchete dos Jornais nesta segunda, 30 de janeiro de 2017

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Plano de Temer para segurança copia antecessores
O Plano Nacional de Segurança Pública do governo tem três de cada quatro medidas vindas de programas das gestões FHC, Lula e Dilma, sem que boa parte destes tenha saído do papel. Foi lançado após a morte de mais de 130 presos nos motins de janeiro…

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O Globo

Manchete : Justiça e oposição fazem ofensiva contra Trump
Líderes de Alemanha, Reino Unido e Itália condenam veto a imigrantes
Juízes invalidam parte de decreto que proíbe entrada nos EUA de cidadãos de sete países, e Casa Branca ameniza medida. Democratas articulam derrubada do texto no Congresso. Protestos se espalham
Um dia após emitir ordens executivas barrando a entrada de refugiados e cidadãos de sete países islâmicos nos EUA, o presidente Donald Trump sofreu um forte revés ontem, com cinco decisões judiciais que, entre outras medidas, determinaram a suspensão da deportação de pessoas detidas nos aeroportos americanos. Sob pressão até dos republicanos, a Casa Branca recuou e retirou da lista de restrições os portadores de visto permanente das nações afetadas. A reação incluiu os democratas, que anunciaram uma ofensiva no Congresso para tentar derrubar os decretos, e procuradores-gerais de 15 estados. Milhares de pessoas foram às ruas em várias cidades dos EUA, e líderes europeus condenaram as medidas de Trump. (Págs. 20 e 21)

JOSÉ EDUARDO AGUALUSA
A verdade de “1984” e Trump. (SEGUNDO CADERNO)
Eike: ‘É hora de passar as coisas a limpo’
No embarque ontem para o Rio, Eike Batista disse ao GLOBO que se entregará à PF para “ajudar a passar as coisas a limpo”. Acusado de pagar propina a Sérgio Cabral, ele negou ter pensado em fugir para a Alemanha. Eike será preso ao chegar no Galeão. (Pág.3)

Estado suspende maioria das obras
Em grave crise, o governo do Rio paralisou 36 obras no estado. Duas ações de despoluição da Baía de Guanabara correm o risco de serem suspensas em março, revela SELMA SCHMIDT. (Pág.7)

Imposto de Transmissão passará de 4% para 8% (Pág.14)

Indústria do Rio vive sua pior fase
A indústria de transformação fluminense enfrenta seu pior momento em três décadas, segundo a Firjan. De 2012 a 2016, acumula recuo de 21%, o dobro dos anos 1990, informa DAIANE COSTA. (Pág.16)

Reajustes elevam diferença salarial
Com aumentos que serão concedidos até 2019, defensor da União ganhará R$ 14 mil a mais do que professor universitário, conta BÁRBARA NASCIMENTO. (Pág.6)
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O Estado de S. Paulo

Manchete : Bancos criam equipes para evitar quebra de empresas
Objetivo é ajudar na reestruturação de grandes e médias companhias e evitar recuperação judicial e falência
Após prejuízos com a deterioração financeira de grandes empresas, que entraram em recuperação judicial ou estão envolvidas na Operação Lava Jato, os três maiores bancos privados do País – Itaú, Bradesco e Santander – criaram departamentos focados na reestruturação de médias e grandes companhias. A ideia é trabalhar de forma preventiva e evitar que um efeito cascata leve mais empresas à recuperação judicial ou à falência. Os casos mais emblemáticos foram os da Oi, com dívida de R$ 65 bilhões, e da Sete Brasil, de R$ 20 bilhões. Segundo fontes de mercado, cerca de R$ 300 bilhões em dívidas de médias e grandes companhias estão na mira de bancos para reestruturação. Com diagnóstico em mãos, as instituições financeiras oferecem um “pacote de ajuda”, que vai desde tomar ativos como garantia e alongar os débitos até buscar um novo investidor para injetar capital. (Economia B1)

Estaleiro pede recuperação
Com dívida de R$ 1,3 bilhão, Enseada Paraguaçu é a 1ª empresa da Odebrecht a pedir à Justiça aprovação de plano para evitar falência. Estimativa é de que estaleiro tenha mais R$ 2 bilhões de débitos com bancos (B4)

Com Temer, 62% dos projetos que viraram lei foram do Executivo
Desde maio, quando Michel Temer assumiu interinamente a Presidência, 62% das leis aprovadas no Congresso foram propostas pelo Planalto. É a maior taxa dos últimos dez anos. O número mostra reversão em trajetória que era de queda. Até meados do 2.º mandato de Fernando Henrique Cardoso (1999-2002), cerca de três em cada quatro novas leis tinham o Executivo como autor. O porcentual foi caindo até chegar a 26%, com Dilma Rousseff.(Política A4)

Eike volta dos EUA e se entrega hoje à PF (Política A6)

Justiça dos EUA proíbe deportações
Protesto em Washington contra veto de Donald Trump a refugiados e muçulmanos de sete países: criticada por líderes estrangeiros, especialistas e políticos, medida foi suspensa parcialmente por juízes em diferentes Estados americanos. Apesar da reação, Casa Branca indicou que pode estender o decreto a mais quatro países (Internacional A9 e A10)

2 de 5 presos não têm audiência de custódia em SP
Só três de cada cinco presos participam de audiências de custódia no Estado. Nelas, detidos em flagrante são apresentados a um juiz em até 24 horas para avaliar se há necessidade de manter a prisão. A universalização está prevista para agosto. Mesmo em regiões com audiência, no entanto, nem todos vão ao juiz. De maio a outubro, isso ocorreu em 58% dos casos da capital. (Metrópole A12)

Vera Magalhães
MP, Odebrecht e governo têm mesma expectativa: que STF homologue delações até amanhã. (Política A6)

Cida Damasco
Questão é como evitar que a modernização das relações do trabalho vire precarização. (Economia B4)

Notas&Informações
Delações sem fim, criminosos sem pena – Por que banalizar o uso da colaboração premiada? (A3)

Do crédito seco à esperança (A3)
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Folha de S. Paulo

Manchete : Reação e caos levam EUA a rever ato anti-imigração
Governo Trump recua e agora diz que quem tem‘green card’ não será barrado
O governo americano recuou em um ponto do decreto que impede a entrada no país de refugiados e de cidadãos de sete nações muçulmanas, diante de decisões judiciais contrárias à medida. Na sexta, imigrantes foram barrados, gerando caos e protestos em aeroportos. Segundo o chefe de gabinete da Casa Branca, Reince Priebus, detentores de autorização permanente para morar e trabalhar nos EUA (“green card”) não serão mais detidos, mesmo se vierem das localidades vetadas (Síria, Iraque, Irã, Iêmen, Líbia, Somália e Sudão). O decreto também suspende por 120 dias o ingresso nos EUA de refugiados e deixa no limbo aqueles que já estavam a caminho do país. No caso de expatriados sírios, a proibição é por tempo indefinido. Apenas 50 mil permissões de asilo serão concedidas em 2017. Em nota, o presidente Donald Trump disse que não se trata de veto a muçulmanos, mas de “combater o terror”. Analistas avaliam que o decreto robustece a narrativa de extremistas segundo a qual o Ocidente persegue o islã. Na Europa, a desaprovação foi unânime. (Mundo A10)

‘Responderei à Justiça’, diz Eike ao embarcar em NY
Considerado foragido, o empresário Eike Batista embarcou no aeroporto JFK, em Nova York, na noite deste domingo (29) com destino ao Brasil. No percurso até o local de embarque, questionado se iria se entregar, ele apenas sorriu. Na área de embarque, o empresário afirmou que vai “passar as coisas a limpo”. “Vou responder à Justiça, como é o meu dever”. (Poder A8)

Plano de Temer para segurança copia antecessores
O Plano Nacional de Segurança Pública do governo tem três de cada quatro medidas vindas de programas das gestões FHC, Lula e Dilma, sem que boa parte destes tenha saído do papel. Foi lançado após a morte de mais de 130 presos nos motins de janeiro. (Cotidiano B1)

Benefícios do Judiciário têm salto de 30%
O pagamento de benefícios e verbas indenizatórias a magistrados e servidores do Judiciário subiu 30% de 2014 para 2015, no pico da crise econômica no país. A alta foi de R$ 5,5 bilhões para R$ 7,2 bilhões, segundo relatório do CNJ (Conselho Nacional de Justiça). (Poder A4)

Vinicius Mota
Algo está muito errado com o ensino no Brasil
Massacres em presídios despertaram justa comoção da sociedade, o que ajudou a canalizar energias das autoridades. Infelizmente, a catástrofe da educação brasileira no principal teste mundial não suscitou sentido de urgência. (Opinião A2)

Editoriais
Leia “Jornada longa”, acerca de recuperação da economia brasileira, e “Desconexão senatorial”, sobre eleição para a presidência do Senado. (Opinião A2)
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