Manchete dos Jornais nesta segunda-feira, 02 de maio de 2016
Postado por: Equipe Portal Cambé Em 2nd maio 2016

Inépcia, déficit e recessão – O tsunami da incompetência e da irresponsabilidade continua devastando a economia
Desleixo com as agências – Verdadeiro problema está na equivocada visão dos governos petistas a respeito das agências
Sem Lula, Dilma anuncia reajuste do IR; oposição critica manobra
Aliados do vice Michel Temer criticaram o “pacote de bondades” anunciado ontem por Dilma Rousseff na comemoração do 1.º de Maio. Ele prevê reajuste de 9% no Bolsa Família e de 5% na tabela do Imposto de Renda. “A presidente insiste na manipulação e na propaganda enganosa”, disse Moreira Franco, braço direito do vice…
Crise na Venezuela – Inflação corrói novo salário
O aumento do salário-mínimo anunciado este fim de semana pelo presidente Nicolás Maduro não faz frente à inflação galopante do país, dizem especialistas. Cortes de energia e mudança de fuso horário também foram adotados como medidas de economia.


O Globo

Manchete : Dilma quer antecipar eleições para outubro
Proposta de emenda deve ser enviada esta semana ao Congresso
Temer descarta possibilidade de renúncia; mesmo com falta de consenso em torno da medida, aliados da presidente sustentam que até sexta-feira ela anunciará decisão de recorrer aos parlamentares por novo pleito
A pouco mais de uma semana para a análise do processo de impeachment no Senado, a presidente Dilma Rousseff planeja enviar até sexta-feira ao Congresso proposta de emenda constitucional que antecipa a eleição presidencial para o dia 2 de outubro, informam JORGE BASTOS MORENO, MAIÁ MENEZES e CRISTIANE JUNGBLUT. Caso o processo seja aberto, Dilma será afastada por 180 dias. Não há consenso entre aliados do Planalto sobre a medida, que teria de incluir sua renúncia e a de Michel Temer, seu sucessor. O vice já avisou ser contra. O senador Paulo Paim (PT-RS), integrante do grupo de senadores que defende a antecipação do pleito, admite que não há na Câmara o número suficiente de votos para aprovar a proposta, mas sustenta que a população quer novas eleições. A presidente também quer que seus ministros mais próximos mantenham o salário e a imunidade, caso tenham que deixar o governo com seu afastamento. (Pág. 3)
STF suspende verba de R$ 100 milhões de publicidade (Pág. 3)

Anastasia vai ressaltar apenas ‘pedaladas’ (Pág. 3)

Presidente decide criar nova alíquota do IR
Para responder às críticas de que aumentará o rombo das contas públicas com a correção da tabela do Imposto de Renda das pessoas físicas em 5%, anunciada ontem, a presidente Dilma decidiu fazer ajustes na tributação, informa GERALDA DOCA. A equipe econômica avalia a criação de uma nova faixa de renda, com alíquota superior a 27,5%, que é hoje o percentual máximo de desconto. (Pág. 4)

Clínicas dão desconto de até 60%
Para conter a queda de pacientes, reflexo do desemprego, que tem tirado o benefício do plano de saúde dos trabalhadores, clínicas têm dado descontos de até 60% em consultas e exames. O número de beneficiários de planos privados encolheu em 776 mil usuários no ano passado, o primeiro recuo em 15 anos. (Pág. 15)

Tesouro pode socorrer estatais
A crise econômica criou uma bomba-relógio que pode agravar as contas públicas. Analistas dizem que o Tesouro pode ser obrigado a abrir o cofre, num futuro próximo, para ajudar empresas estatais. A situação mais grave está na Petrobras e na Eletrobras, cujos prejuízos, somados, chegaram a R$ 49,8 bilhões no ano passado. (Pág. 16)

Rio não cumpre 131 mil mandados
A Justiça fluminense emite, em média, 200 mandados de prisão por dia, e a polícia só consegue cumprir 50 deles. O resultado dessa discrepância é que o Estado do Rio tem, hoje, mais de 131 mil ordens de captura de criminosos não executadas, como revela ANTÔNIO WERNECK. (Pág. 6)

Crise na Venezuela – Inflação corrói novo salário
O aumento do salário-mínimo anunciado este fim de semana pelo presidente Nicolás Maduro não faz frente à inflação galopante do país, dizem especialistas. Cortes de energia e mudança de fuso horário também foram adotados como medidas de economia. (Pág. 19)


O Estado de S. Paulo

Manchete : Com ajuste,Temer aposta em queda rápida de juros
Prioridade será fazer Congresso aprovar teto para despesas públicas e desvinculação de gastos sociais
Um eventual governo Michel Temer concentrará esforços num conjunto pequeno de iniciativas na área econômica. De saída, a prioridade será aprovar duas medidas no Congresso: fixação de teto para despesas públicas e desvinculação de gastos sociais, em particular ao salário mínimo. O plano é sinalizar que haverá queda na trajetória da dívida no médio prazo, o que tende a resgatar a confiança no País, em especial no mercado externo. Numa espécie de efeito dominó, a equipe do vice acredita na retomada dos investimentos, seguida de recuo na cotação do dólar. Nesse ambiente, a inflação, que já está cedendo,teria alívio adicional, o que abriria espaço para o Banco Central reduzir os juros. No diagnóstico desenhado por aliados de Temer, essa queda dos juros é vista como um instrumento importante para o ajuste fiscal e para o País voltar a crescer e registrar aumento na arrecadação, que atualmente não para de cair. A estimativa do mercado é de que a taxa Selic, hoje em 14,25%, possa fechar o ano em 11,25%. (Economia B1)

Vice já não descarta CPMF
O vice Michel Temer afastou aumento de impostos na largada de seu eventual governo, mas não descarta, num segundo momento, retomar a CPMF para ajudar no ajuste das contas públicas. O diagnóstico levado a Temer por consultores da área econômica aponta que dificilmente o governo terá condições de reverter o déficit fiscal só com corte de despesas, sem aumento de receitas. Dados mostram rombo de ao menos R$ 140 bilhões. Enquanto não houver ambiente político para aprovar a CPMF, a aposta de aliados de Temer é repatriar recursos não declarados no exterior. O governo estimou em R$ 35 bilhões o potencial de arrecadação, mas esse valor pode crescer. (Pág. B3)

Sem Lula, Dilma anuncia reajuste do IR; oposição critica manobra
Aliados do vice Michel Temer criticaram o “pacote de bondades” anunciado ontem por Dilma Rousseff na comemoração do 1.º de Maio. Ele prevê reajuste de 9% no Bolsa Família e de 5% na tabela do Imposto de Renda. “A presidente insiste na manipulação e na propaganda enganosa”, disse Moreira Franco, braço direito do vice. Presença confirmada no ato da CUT ao lado de Dilma, o ex-presidente Lula mandou avisar que estava sem voz e não compareceu. (Política A4 e A5)

STF veta R$100 mi para publicidade
Liminar do ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes barra crédito extraordinário de R$ 100 milhões para comunicação institucional e publicidade de Dilma Rousseff. (Pág. A6)

Coluna do Estadão
Alvo de denúncias por contas secretas no exterior e recebimento de propina da Petrobrás, o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, diz que o processo de sua cassação deve ser anulado e que manterá posição contra impeachment de Michel Temer. Mas avisa que o vice não pode tratar deputados como empregados, como faz o governo do PT. (A4)

José Roberto de Toledo
Oximoro peemedebista – Se a era tucana levou oito anos, e a petista deve acabar com 13 incompletos, a peemedebista já vai para seu 31.º aniversário na Esplanada. (A6)

Lúcia Guimarães
Turismo sexual – Mulher de ministro pelada é metáfora da nossa era de terceirização do bom senso, delegação ética e agência individual como questão de Estado (Caderno2)

Notas&Informações
Inépcia, déficit e recessão – O tsunami da incompetência e da irresponsabilidade continua devastando a economia (A3)

Desleixo com as agências – Verdadeiro problema está na equivocada visão dos governos petistas a respeito das agências (A3)


Folha de S. Paulo

Manchete : Dilma culpa oposição pela crise econômica
Petista acusa adversários de barrar reformas; Bolsa Família e IR têm reajuste
A presidente Dilma Roussef responsabilizou a oposição em geral e o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB), em especial, pelo agravamento da recessão no Brasil, durante discurso neste domingo, em ato do Dia do Trabalho organizado pela CUT, em São Paulo. “Cunha levou à frente uma política de quanto pior, melhor. Não aprovavam nenhuma das reformas, nenhum dos necessários aumentos de receita”, disse Dilma. Os opositores “são responsáveis pela economia brasileira estar passando por uma grande crise”. A dez dias de seu provável afastamento da Presidência, a petista também anunciou um reajuste no programa Bolsa Família, com aumento médio de 9% para os beneficiados, e uma proposta de correção de 5% na tabela do Imposto de Renda a partir de 2017. No ato da Força Sindical, que reuniu políticos de oposição e artistas, também em São Paulo, o deputado federal Paulinho da Força (Solidariedade) disse que o “pacote de bondades” de Dilma é mais desespero e vingança do que um benefício para a população. (Poder a4 e a5)

Senadores votaram por gasto extra e são pró-impeachment
Dos 51 senadores pró-impeachment de Dilma por crimes contra o Orçamento, 24 a liberaram para gastar além do autorizado. Levantamento da Folha mostra que eles votaram a favor da mudança da meta fiscal em 2014 ou 2015. (Poder a6)

MBL faz aliança com ruralistas e líderes evangélicos
O MBL (Movimento Brasil Livre) se aliou a lideranças evangélicas e à Confederação da Agricultura e Pecuária pelo impeachment de Dilma. Os três grupos pretendem manter a união para influenciar também votações de ajuste fiscal. (Poder a7)

Entrevista Walid Phares – Brasil será mais ouvido se Trump for eleito nos EUA
Países emergentes terão mais atenção da Casa Branca se o candidato republicano vencer, diz o libanês Walid Phares, assessor internacional de Donald Trump. Segundo ele, melhorar as relações econômicas é uma prioridade. “Trump não é isolacionista, é um universalista, que usará sua experiência nos negócios.” (Mundo a12)

Euforia com Bolsa pode ser risco para pequeno investidor
Com a expectativa de ganhos na crise política, a participação de pessoas físicas entre os investidores da Bolsa saltou de 12% no fim de 2015 para 16% em abril. Analistas alertam, porém, sobre os riscos de aplicar no curto prazo. (Folhainvest pág. 1)

Foto-legenda
Presidente Dilma Rousseff (PT) é perturbada por uma mosca durante o ato do Dia do Trabalho organizado pela CUT (Central Única dos Trabalhadores) no centro de São Paulo

Mais de um quarto das mães sofrem de depressão pós-parto
A depressão pós-parto acomete 26% das brasileiras, mostra o primeiro retrato nacional da doença, feito com mais de 23 mil mães. O transtorno é mais frequente entre mulheres de baixa renda e que não desejam a gravidez, diz o estudo. (Saúde B8)
Valdo Cruz

Presidente ordena ‘bondades’ que antes reprovava
A encomenda veio no tom de ordem. Dilma fez sua equipe produzir um pacote de “bondades” que dias atrás ela reprovava. Mas, como não será mais a dona do cofre, Temer que se vire. (Opinião a2)

Editoriais
Leia “Juros sustentáveis”, acerca de possibilidade de redução da taxa Selic, e “Venezuela no escuro”, a respeito de crises que assolam o país. (Opinião A2)


Edição: Equipe Fenatracoop, Segunda-Feira, 02 de Maio de 2016

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