Manchete dos Jornais nesta Segunda-feira, 11 de Setembro de 2017

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Fachin suspende delação da JBS, e Joesley é preso
Ricardo Saud, diretor da empresa, também se entregou à PF; ex-procurador foi poupado na decisão
Joesley Batista e Ricardo Saud, executivos da JBS, foram presos por determinação do ministro Edson Fachin, do STF (Supremo Tribunal Federal). Eles devem permanecer detidos pelo menos atê sexta (15), a pedido de Rodrigo Janot, procurador-geral da República. Fachin também suspendeu o acordo de delação da dupla, celebrado em maio deste ano e que previa imunidade penal para ambos. Na decisão, afirmou que a prisão temporária se impõe para “averiguar de forma mais segura possíveis omissões de informações”. A partir da apuração, o procurador-gerai poderá pedir a anulação da delação ou alterações no seu conteúdo. A crise começou há uma semana, quando gravação entregue pelos executivos levantou dúvidas sobre a conduta de Marcelo Miller, que era próximo de Janot. Suspeita-se que Miller tenha ajudado a JBS a preparar o acordo enquanto atuava como procurador. Fachin disse não ver motivos para prendê-lo. Em nota, Joesiey e Saud negaram ter omitido informações ou mentido. Miller afirmou que jamais agiu contra a lei. .
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O Globo

Manchete: Com Joesley preso, STF deve discutir delação
Fachin acata pedido da PGR, mas mantém livre ex-procurador
Supremo pode analisar se provas continuam válidas. Maioria acha que sim

O dono da JBS, Joesley Batista, e o executivo Ricardo Saud se entregaram ontem à PF, em São Paulo, depois que o ministro do STF Edson Fachin aceitou o pedido de prisão feito pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot. Para Fachin, os dois delatores omitiram informações e poderiam comprometer a investigação. O ministro, no entanto, manteve livre o ex-procurador Marcello Miller, que teria orientado os executivos sobre a delação. Na quarta-feira, o STF pode avaliar a necessidade de discutir se as provas apresentadas por Joesley e Saud continuam válidas. A maioria dos ministros acha que sim. (Pág. 3)

Janot teve encontro com advogado da J&F
Na véspera de Joesley se entregar, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, se encontrou com o advogado do empresário em um bar. (Pág. 4)

RICARDO NOBLAT
Joesley guarda gravações inéditas para oferecer. (Pág. 2)

Risco de mais cortes de gastos
Apesar de o governo ter elevado para R$ 159 bilhões a meta de déficit fiscal de 2017, o país ainda corre o risco de sofrer mais cortes de gastos até o fim do ano, o que poderia levar à paralisação da máquina pública. A arrecadação está aquém do previsto e as incertezas com o leilão de usinas da Cemig ameaçam R$ 11 bilhões em receitas. (Pág. 19)

Greves são por atraso salarial
No ano passado, 56% das greves foram por remuneração atrasada, segundo levantamento do Dieese. Ao todo, houve 2.093 paralisações no país, a maioria pedindo o cumprimento de direitos, como salário, FGTS e verba rescisória. (Pág. 20)

Riotur distribui mapa sem favelas
Mapa da Riotur que é entregue a visitantes da cidade não mostra favelas. A empresa municipal de turismo alega que a cartografia foi feita pela gestão anterior. Nas comunidades, empreendedores reclamam. (Pág. 8)

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O Estado de S. Paulo

Manchete: Prisão de Joesley e Saud coloca em risco acordo de delação da J&F
Fachin decreta prisão e empresário se entrega à Polícia Federal em São Paulo junto com seu braço direito
Defesa dos executivos analisa hipótese de interromper colaboração com a Justiça
Advogado diz que Janot foi ‘desleal’ Benefícios dados aos delatores estão suspensos

Joesley Batista e Ricardo Saud se entregaram ontem à tarde à Polícia Federal em São Paulo, depois que o ministro do STF Edson Fachin autorizou a prisão temporária dos dois. O pedido foi feito pelo procurador-geral, Rodrigo Janot, e motivado por gravação em que o dono da JBS e o executivo falavam de suposta influência do exprocurador Marcello Miller na delação firmada por eles em abril. Para Fachin, há “indícios suficientes” de que ambos violaram o acordo de colaboração. Benefícios concedidos aos delatores foram suspensos. Segundo apurou o Estado, a defesa de Joesley agora analisa interromper a colaboração com a Justiça e colocar fim à delação premiada. Se isso acontecer, processos e procedimentos instaurados com base nas informações prestadas pelos delatores sofrerão prejuízos imediatos e futuros, uma vez que depoimentos deles e eventuais provas ainda são necessários em várias ações. Janot havia pedido também a prisão de Marcello Miller, negada por Fachin. (POLÍTICA / PÁGS. A4 a A10)

Empresário acreditou que escaparia ileso
Joesley Batista só chamou assessores para analisar qual atitude tomar na quarta-feira, dois dias depois de o procurador- geral, Rodrigo Janot, dizer que poderia revogar os benefícios da colaboração, revela Renata Agostini. Depois de ouvir os áudios de sua conversa com Ricardo Saud, disse não haver crime e, por isso, continuava tranquilo. Para o empresário, seu depoimento, no dia seguinte em Brasília, esclareceria os fatos, ao contrário do que pensavam o irmão, Wesley, e outras pessoas próximas. (PÁG. A6)

Conversa de bar
Janot e advogado de Joesley se encontram
Um dia antes de Joesley Batista se entregar à PF, o procurador-geral, Rodrigo Janot, se encontrou em um bar em Brasília com Pierpaolo Bottini, defensor do dono da JBS. A conversa não estava na agenda oficial do procurador. Janot e Bottini confirmam o encontro, mas dizem que não trataram de assuntos profissionais. (POLÍTICA / PÁG. A8)

Foto-legenda: Irma deixa três mortos
O furacão Irma chegou ontem aos EUA e provocou destruição na Flórida: três pessoas morreram e 2,3 milhões ficaram sem luz. (PÁG. A11)

Cida Damasco
Governo corre para fazer o que dá antes de novo ataque. (ECONOMIA / PÁG. B5)

Notas & Informações
Inflação baixa e crescimento
Mais que um resultado bonito para ser exaltado por economistas, a inflação baixa é hoje um combustível da recuperação brasileira. (PÁG. A3)

O estrago causado pelo PT
Quatro contratos geraram prejuízo de R$ 3,7 bilhões. (PÁG. A3)

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Folha de S. Paulo

Manchete : Fachin suspende delação da JBS, e Joesley é preso
Ricardo Saud, diretor da empresa, também se entregou à PF; ex-procurador foi poupado na decisão
Joesley Batista e Ricardo Saud, executivos da JBS, foram presos por determinação do ministro Edson Fachin, do STF (Supremo Tribunal Federal). Eles devem permanecer detidos pelo menos atê sexta (15), a pedido de Rodrigo Janot, procurador-geral da República. Fachin também suspendeu o acordo de delação da dupla, celebrado em maio deste ano e que previa imunidade penal para ambos. Na decisão, afirmou que a prisão temporária se impõe para “averiguar de forma mais segura possíveis omissões de informações”. A partir da apuração, o procurador-gerai poderá pedir a anulação da delação ou alterações no seu conteúdo. A crise começou há uma semana, quando gravação entregue pelos executivos levantou dúvidas sobre a conduta de Marcelo Miller, que era próximo de Janot. Suspeita-se que Miller tenha ajudado a JBS a preparar o acordo enquanto atuava como procurador. Fachin disse não ver motivos para prendê-lo. Em nota, Joesiey e Saud negaram ter omitido informações ou mentido. Miller afirmou que jamais agiu contra a lei. (Poder A4)

ÍNDEX LAVA JATO
Janot pode deixar futuro do acordo para sua sucessora (Poder a8)

LEANDRO COLON
Lava Jato enfrenta sua maior crise de credibilidade até aqui (Opinião a2)

VINÍCIUS MOTA
Com nova reviravolta, centro-direita retoma dianteira para 2018 (Opinião a2)

Entrevista da 2a. – Torquato Jardim
Depoimentos e provas agora ficam sob suspeita
O ministro da Justiça, Torquato Jardim, afirma que faltou preparo aos procuradores que cuidaram da delação da JBS. Para ele, a prisão de Joesley Batista e Ricardo Saud trará consequências graves para o caso. Ele ainda confirma a mudança no comando da Polícia Federal, mas não adianta nomes. (Pág. A10)

Quase 10% dos estupros no país são de deficiente
Quase 10% dos estupros atendidos em hospitais do país são de deficientes, segundo dados obtidos pela Folha. Pessoas com deficiência mental são as mais vulneráveis. Em cinco anos, o número desses crimes dobrou. Para o Ministério da Saúde, o aumento se deve à maior notificação. (Cotidiano B1)

Sindicatos tentam garantir benefícios de acordo coletivo (Mercado a17)

Enfraquecido, furacão Irma mata ao menos três na Flórida
O furacão Irma chegou à Flórida mais fraco que o esperado, mas deixou ao menos três mortos no Estado. Classificado como de categoria 5 ao passar pelo Caribe, onde ao menos 27 morreram, o Irma caiu para a categoria 2 na tarde de ontem, com ventos de atê 177 km/h. (Mundo A11)

Após terremoto no México, estrada fica intransitável
Três dias após o abalo sísmico de magnitude 8,1 que deixou ao menos 90 mortos no México, a estrada que leva à região mais afetada tem pedras tão grandes que cobrem os dois lados da pista (Mundo A13)

Na Colômbia, papa Francisco fere rosto no vidro ao tentar cumprimentar fiel (Mundo a14)

Editoriais
Leia “Prefeitura engessada”, sobre alta do gasto com pessoal e custeio em São Paulo, e “Nova oportunidade”, acerca de redução da taxa de juros. (Opinião a2)

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