Para o PT, Lula puxa votos até da prisão
Preocupado com o julgamento do ex-presidente Lula, marcado para 24 de janeiro, o PT começa a decidir hoje, em reunião do diretório nacional, uma nova estratégia para 2018. Na tentativa de reduzir os efeitos nas alianças políticas estaduais, petistas planejam usar Lula como puxador de votos, mesmo que ele seja preso…
Fachin quer que apuração avance
O relator da Lava-Jato no STF, ministro Edson Fachin, votou ontem contra a extensão da imunidade dada ao presidente Temer a outros investigados, sem foro, no inquérito que apura suspeita de corrupção na cúpula do PMDB…
EUA põem fim à neutralidade da rede; Brasil pode ter reflexo
A agência que regula as telecomunicações nos EUA decidiu ontem acabar com a neutralidade da rede. Agora, provedores poderão escolher os conteúdos em suas conexões e discriminar a qualidade dos serviços de acordo com o preço. A mudança foi criticada por empresas de tecnologia e entidades de consumidores, que pretendem contestá-la na Justiça. A decisão pode ter reflexos no Brasil.


O Globo

Manchete : Governo já negocia mais concessões na reforma
Proposta prevê adiar perda de privilégios de servidores
Após a decisão de transferir a votação para fevereiro, ministro da Fazenda vai procurar agências de risco para tentar evitar novo rebaixamento do Brasil. Para elas, atraso ameaça teto de gastos
Sem votos para aprovar a reforma da Previdência este ano, o governo transferiu a apreciação do tema na Câmara para fevereiro e já negocia novas concessões com o objetivo de conquistar apoio entre parlamentares. Uma das propostas prevê que os servidores que ingressaram até 2003 poderão manter a integralidade (aposentar-se com o último salário) e a paridade (receber os mesmos reajustes dos funcionários da ativa) por mais tempo: quatro anos para as mulheres e dez anos para os homens. O projeto até agora previa que, para manter estes privilégios, os funcionários públicos teriam de atingir a idade mínima de 65 anos para homens e 62 para as mulheres. O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, se encontrará com agências de risco para tentar evitar novo rebaixamento do país. Moody’s e Fitch manifestaram preocupação com o cumprimento do teto de gastos. (PÁGINA 17)

EDITORIAL – ‘É alto o custo de se adiar a reforma da Previdência’ (PÁGINA 14)

Para o PT, Lula puxa votos até da prisão
Preocupado com o julgamento do ex-presidente Lula, marcado para 24 de janeiro, o PT começa a decidir hoje, em reunião do diretório nacional, uma nova estratégia para 2018. Na tentativa de reduzir os efeitos nas alianças políticas estaduais, petistas planejam usar Lula como puxador de votos, mesmo que ele seja preso. (PÁGINA 3)

Fachin quer que apuração avance
O relator da Lava-Jato no STF, ministro Edson Fachin, votou ontem contra a extensão da imunidade dada ao presidente Temer a outros investigados, sem foro, no inquérito que apura suspeita de corrupção na cúpula do PMDB. (PÁGINA 4)

EUA alteram regra da internet
Órgão regulador cita livre mercado e põe fim à neutralidade da rede, que impedia discriminar velocidade entre usuários. Especialistas esperam impacto da decisão até no Brasil. (PÁGINA 19 e Pedro Doria)

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O Estado de S. Paulo

Manchete : Previdência fica para 2018 e governo cede a servidores
Ideia é votar reforma em fevereiro, após o carnaval; Rodrigo Maia negocia nova regra de transição com servidores
A reforma da Previdência foi oficialmente adiada para 2018. O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), anunciou ontem a data de 19 de fevereiro – primeira segunda-feira após o carnaval – para o início da votação da proposta. “Se votar a Previdência em fevereiro, março ou abril, nós teremos condições de tirar esse assunto do processo eleitoral. A sociedade vai querer saber a posição de cada um”, disse. Em mais uma tentativa de obter os 308 votos necessários para aprovar o tema, o governo cedeu mais uma vez e negocia nova proposta na regra de transição para os servidores que ingressaram no serviço público antes de 2003. O assunto está sendo conduzido por Maia. O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, afirmou que o governo discute pequenos ajustes na proposta, mas que recusará qualquer item que comprometa a economia de forma substancial. ECONOMIA (PÁGS. B1 e B3 a B5)

Pauta da Assembleia de SP eleva gastos para Alckmin
Cinco dias após assumir a presidência nacional do PSDB, o governador Geraldo Alckmin vê sua base aliada na Assembleia colocar em votação temas que podem fazer o governo aumentar seus gastos em R$ 1,4 bilhão. A “pauta-bomba” inclui o pagamento de emendas parlamentares (aprovada na madrugada de hoje) e salários de uma elite do funcionalismo. O governo conseguiu aprovar lei do teto estadual. POLÍTICA (PÁG. A4)

PF descarta crimes de ministros do STF (POLÍTICA PÁG. A8)

EUA põem fim à neutralidade da rede; Brasil pode ter reflexo
A agência que regula as telecomunicações nos EUA decidiu ontem acabar com a neutralidade da rede. Agora, provedores poderão escolher os conteúdos em suas conexões e discriminar a qualidade dos serviços de acordo com o preço. A mudança foi criticada por empresas de tecnologia e entidades de consumidores, que pretendem contestá-la na Justiça. A decisão pode ter reflexos no Brasil. ECONOMIA (PÁG. B7)

Notas&Informações
A incerteza golpeia o País
O adiamento da votação da reforma da Previdência acrescenta fator de insegurança ao cenário, num momento de enorme importância para a consolidação da nova fase de crescimento. (PÁG. A3)

Trabalho infantil
É preciso determinação para fundamentar políticas públicas capazes de coibir o trabalho infantil ilegal. (PÁG. A3)

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Folha de S. Paulo

Manchete : Temer estuda ceder mais para aprovar Previdência
Sem o apoio necessário, presidente da Câmara adia votação para fevereiro
O governo Temer decidiu flexibilizar ainda mais a proposta de reforma da Previdência. Nesta quinta (14), o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, anunciou o adiamento da votação para 19 de fevereiro, a menos de oito meses das eleições. “O ideal era que fosse votado agora, mas o tempo vai nos ajudar a esclarecer [a reforma]. O frustrante é perder”, disse Maia. Nos últimos dias, falhou tentativa do Planalto de obter apoio em troca de cargos e verbas — são necessários 308 votos. O deputado assumiu a condução de um acordo com os servidores públicos, que pressionam o governo a mudar o texto atual. Ele costura uma regra de transição mais benéfica para aqueles que ingressaram no funcionalismo antes de 2003. A redução da idade mínima das mulheres de 62 para 60 anos também voltou a ser discutida. O ministro Henrique Meirelles (Fazenda) negou a reabertura de negociações, mas a equipe política de Temer já admite fazer concessões. (Mercado a15)

Brasil supera ricos em desigualdade, afirma relatório
A concentração de renda no topo da pirâmide social é maior no Brasil do que em muitos países ricos, afirma um novo relatório do grupo liderado pelo economista francês Thomas Piketty. Comparada à realidade dos brasileiros, a desigualdade em países emergentes como China, Rússia e Índia tem avançado de forma mais acelerada. (Mercado a16)

Após cirurgia, presidente terá de usar sonda por até três semanas (Poder a5)

BR Distribuidora estreia na Bolsa como 3ª em receita
A BR Distribuidora estreia hoje na Bolsa de SP como a terceira maior companhia de capital aberto do país em receita. Com as ações vendidas ao preço mínimo ( R$ 15), porém, seria só a 36ª em valor de mercado. A Petrobras venderá 28,75% do capital da subsidiária. (Mercado a18)

Volks do Brasil, diz relatório, cooperou com ditadura militar (Poder a6)

Para diretor da Fapesp, é preciso mais eficiência no uso de recursos (B7)

Editoriais
Leia “‘Fake news’ aos trilhões”, sobre informações nebulosas no debate econômico, e “Meia guerra vencida”, acerca da luta contra o Estado Islâmico (Opinião a2)

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