Papuda reservou cela coletiva com 30 m² para Maluf
Já há no presídio da Papuda, em Brasília, uma cela reservada para Paulo Maluf (PP-SP), 86, condenado por lavagem de dinheiro. Ela tem 30 m² e capacidade para até dez pessoas. Ontem, a presidente do STF, Cármen Lúcia, negou recurso do deputado para que ele cumprisse prisão domiciliar. ..
Polêmicas me deram projeção, afirma ministro
Nomeado para liderar a articulação política do governo Temer (MDB), o novo ministro Carlos Marun afirma que só chegou aonde está graças às polêmicas em que se envolveu, que incluem a defesa do ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha, hoje preso. “Aquele momento me tirou do anonimato”, diz…
Milícia paralisa obra federal
Em Seropédica, milícia proíbe obra federal após empreiteira se negar a pagar “pedágio” de R$ 35 mil. Taxas são cobradas de lojistas e alunos da Universidade Rural para realizar festas. A polícia investiga bando.

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O Globo

Manchete : País perpetua exclusão, com 11,8 milhões de analfabetos
Metade da população acima de 25 anos só tem ensino fundamental
Analfabetismo entre pretos e pardos é o dobro da taxa dos cidadãos brancos

Dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua 2016, do IBGE, mostram que o país ainda tem 11,8 milhões de analfabetos, 7,2% da população de 15 anos ou mais. Entre pretos e pardos, o índice chega a 9,9%, mais que o dobro dos 4,2% na população branca. Quase 25 milhões de jovens de 14 a 29 anos não estudam. E mais da metade da população a partir de 25 anos tem apenas o ensino fundamental. Os números indicam uma dívida histórica dos governos nas últimas décadas, para os quais Educação nunca foi prioridade, dizem especialistas. O analfabetismo, afirmam, impede a mobilidade social e perpetua a exclusão. (PÁGINA 26)

Cármen Lúcia nega recurso e mantém Paulo Maluf na cadeia
Deputado federal aguarda avaliação técnica para ser transferido para ala especial do presídio da Papuda
A presidente do STF, ministra Cármen Lúcia, rejeitou, ontem, pedido da defesa de Paulo Maluf, condenado por lavagem de dinheiro, para suspender a pena. No despacho, a magistrada afirmou que o recurso era descabido e alertou que o abuso do direito de recorrer pode configurar crime. O processo contra Maluf já dura 17 anos. O deputado continua preso em São Paulo e deve ser transferido para o Complexo da Papuda, em Brasília. Seus advogados ainda atuam, em apelação junto à Vara de Execuções Penais, para obter o benefício da prisão domiciliar. (PÁGINA 4)

Garotinho vai para casa
Quase um mês após ser preso pela PF, na operação Caixa D’Água, o ex-governador do Rio Anthony Garotinho (PR-RJ) deixou ontem o presídio de Bangu 8, por decisão do presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Gilmar Mendes. Ao sair da cadeia, Garotinho participou de uma oração com simpatizantes e familiares. O político não usará tornozeleira eletrônica, mas está impedido de deixar o Brasil. O presidente do PR, Antônio Carlos Rodrigues, também foi liberado. (PÁGINA 4)

Embraer e Boeing negociam parceria
As fabricantes de aviões Embraer e Boeing negociam parceria que, para analistas, pode envolver a venda de parte da empresa brasileira. Já houve acordo similar entre Airbus e Bombardier. O governo, que tem poder de veto, não aceita a venda do controle, mas daria aval a uma associação. As ações da Embraer subiram 22%. (PÁGINAS 17 e 18)

Petrobras volta a elevar investimentos
Pela primeira vez desde o início da Lava-Jato, a Petrobras vai aumentar investimentos, mas o avanço será pequeno. De 2018 a 2022, a alta será de 0,5%, para US$ 74,5 bilhões. (PÁGINA 19)

Governo cogita subir impostos
Em meio a rumores de que o Brasil poderia ter sua nota de crédito rebaixada, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, disse que o governo fará o que for preciso para cumprir a meta fiscal, inclusive aumentar impostos. (PÁGINA 20)

Milícia paralisa obra federal
Em Seropédica, milícia proíbe obra federal após empreiteira se negar a pagar “pedágio” de R$ 35 mil. Taxas são cobradas de lojistas e alunos da Universidade Rural para realizar festas. A polícia investiga bando. (PÁGINA 7)

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O Estado de S. Paulo

Manchete : Embraer e Boeing negociam acordo; governo é obstáculo
Empresas anunciaram que estudam ‘potencial combinação’, mas Temer descarta venda da fabricante brasileira
As fabricantes de aviões Embraer e Boeing anunciaram ontem que negociam uma “potencial combinação”, sem especificar qual o tipo de negócio em estudo. Um acordo entre as duas companhias teria de passar pelo aval do governo brasileiro, detentor de uma ação especial (golden share) que dá direito a veto em decisões importantes. O presidente Michel Temer teria dito a auxiliares que a Embraer é “inegociável”, e a preferência do governo é por uma parceria com a fabricante americana. As ações da companhia brasileira dispararam ontem na Bolsa paulista e fecharam com alta de 22,5% – o valor de mercado da Embraer passou dos R$ 15 bilhões. (ECONOMIA / PÁGS. B1 e B4)

Análise – Roberto Godoy
Venda do controle, nem pensar. (PÁG. B4)

Cármen Lúcia nega pedido de Maluf para deixar prisão
A presidente do STF, ministra Cármen Lúcia, negou ontem a suspensão do cumprimento da pena do deputado federal Paulo Maluf (PP-SP). Condenado por lavagem de dinheiro, ele está preso na carceragem da PF em São Paulo. Na próxima semana, a Câmara deve contestar a perda automática de mandato. (POLÍTICA / PÁGS. A4 e A5)

Moro cobra de Segovia empenho da PF na Lava Jato
O juiz Sérgio Moro disse ontem ao diretor- geral da PF, Fernando Segovia, que há “investigações importantes que precisam ser finalizadas” na Lava Jato e afirmou que a equipe de policiais em Curitiba deveria ser ampliada. Segovia disse que a intenção é fortalecer o combate à corrupção. (POLÍTICA / PÁG. A6)

A 1a. carteira assinada. Aos 81
Alcidio Serra terá o primeiro emprego formal aos 81 anos. Faz 68, no entanto, que trabalha na construção de calçadas portuguesas em Americana. Como ele, 38 pessoas com mais de 81 anos conseguiram o primeiro emprego com carteira assinada neste ano. (ECONOMIA / PÁG. B8)

Prévia da inflação de 2017 fica abaixo da meta (ECONOMIA / PÁG. B5)

Doria quer alterar trajeto de 43% das linhas de ônibus
Novo projeto da Prefeitura para o sistema de transporte coletivo prevê, além da mudança no percurso, a diminuição do número de linhas, de 1.336 para 1.187, e a retirada de circulação de mil ônibus até 2021. As alterações estão previstas para começar no fim do ano que vem. (METRÓPOLE / PÁG. A12)

Estados só usaram 3,72% da verba para presídios (METRÓPOLE / PÁG. A13)

Notas&Informações
Um bom legado para 2019
Quando o novo presidente assumir, em 2019, a economia deverá estar mais saudável do que em 2016, quando terminou a irresponsável aventura petista. (PÁG. A3)

Novos ares no Mercosul
Temer cumprimenta Macri por “vitória” na reforma da Previdência na Argentina. (PÁG. A3)

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Folha de S. Paulo

Manchete : Boeing e Embraer negociam modelo para nova parceria
Ações da fabricante brasileira subiram 22,5%; Temer dá aval a negociação, mas descarta venda da empresa
A empresa americana Boeing negocia parceria com a Embraer que pode levar à venda de parte da operação da companhia brasileira. Apesar de as partes não detalharem as tratativas, a informação fez as ações da Embraer subirem 22,5% na Bolsa brasileira — em valor de mercado, o ganho chegou perto de R$ 3 bilhões. A Boeing passou a sofrer pressões depois de a rival europeia Airbus adquirir linha de jatos regionais da canadense Bombardier. A brasileira, sediada em São José dos Campos (SP), é a líder desse nicho de mercado. O governo foi surpreendido com a notícia, divulgada inicialmente pelo jornal “The Wall Street Journal”. “No meu governo, a Embraer jamais será vendida”, disse o presidente Michel Temer, que deu aval a negociações. O Planalto possui ação especial da companhia, a chamada “golden share”, e pode vetar qualquer acordo. Privatizada em 1994, a empresa é parceira central da Força Aérea Brasileira. Cogita-se a participação da Boeing por meio de injeção de capital ou com a criação de uma parceria específica para jatos regionais. O economista Luiz Carlos Mendonça de Barros diz que Temer deve impor condições favoráveis. “Tem que ser em benefício da empresa e da economia, não com um viés nacionalista ultrapassado”. (Mercado a17 e a19)

Não protegi ninguém, disse reitor da UFSC à PF
O ex-reitor da Universidade Federal de Santa Catarina Luiz Carlos Cancellier, que se matou após ser preso, disse à Polícia Federal que decidiu se responsabilizar por sindicância interna para acelerar a apuração de supostos desvios. A PF suspeita que ele tenha tentado interferir nas investigações —depoimentos reforçam a tese. (Cotidiano b5)

Papuda reservou cela coletiva com 30 m² para Maluf
Já há no presídio da Papuda, em Brasília, uma cela reservada para Paulo Maluf (PP-SP), 86, condenado por lavagem de dinheiro. Ela tem 30 m² e capacidade para até dez pessoas. Ontem, a presidente do STF, Cármen Lúcia, negou recurso do deputado para que ele cumprisse prisão domiciliar. (Poder a6)

Planilha de propina da Odebrecht tem lacuna em repasses (Poder a4)

Polêmicas me deram projeção, afirma ministro
Nomeado para liderar a articulação política do governo Temer (MDB), o novo ministro Carlos Marun afirma que só chegou aonde está graças às polêmicas em que se envolveu, que incluem a defesa do ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha, hoje preso. “Aquele momento me tirou do anonimato”, diz. (Poder a8)

Engevix é suspeita de fazer pagamento ilegal em aeroporto (Mercado a21)

Doria quer reduzir número de ônibus e acelerar viagens
Em 2018,mesmo com menos ônibus nas ruas e tendo de fazer mais baldeações, o passageiro fará viagens até 5% mais rápidas, prevê a gestão Doria (PSDB), que quer mudar a distribuição da frota na cidade de São Paulo. A licitação ficará sob consulta pública até fevereiro. O governo Haddad (PT) tentou reorganização similar, sem sucesso. (Cotidiano b1)

Análise – Igor Gielow
Vínculo com a FAB dificulta perda de controle nacional
A negociação com a Boeing é um passo lógico de mercado, mas será complexa devido ao poder de veto do governo sobre uma empresa considerada estratégica para a indústria de defesa. Exemplos da simbiose entre FAB (Força Aérea Brasileira) e Embraer excluem hoje a possibilidade de a companhia perder seu controle nacional. (Mercado a17)

Editoriais
Leia “Só o começo”, sobre base curricular do ensino fundamental, e “Futuro do pretérito”, acerca dos vícios do partido que voltou a se chamar MDB. (Opinião a2)

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