Manchete dos Jornais nesta terça-feira, 15 de março de 2016
Postado por: Equipe Portal Cambé Em 15th março 2016

Analistas dizem que pressão das ruas acelera impeachment
Para Jaques Wagner, juiz da Lava-Jato criminaliza políticos
No dia seguinte à manifestação que reuniu 3,6 milhões de pessoas contra o governo, analistas ouvidos pelo GLOBO avaliam que o recado das ruas é claro e pressiona o Congresso para apressar a votação do impeachment da presidente Dilma. Já o ministro Jaques Wagner (Casa Civil) disse que o juiz Sérgio Moro criminaliza os políticos. Segundo ele, Moro foi o “rei da festa” nos protestos…


O Globo

Manchete : Dilma pode dar a Lula superpoderes no governo
Investigado na Lava-Jato, ex-presidente seria blindado no ministério
Alvo da Lava-Jato, o ex-presidente Lula decide hoje seu futuro no governo Dilma. A ele foi oferecido um superministério com foco em dois pontos: a recuperação da economia e a articulação política. A ideia ganhou corpo depois das manifestações do último domingo. Lula estaria condicionando sua volta a Brasília a uma guinada na condução da economia, para agradar à base sindical — em constante embate com o governo Dilma por causa do ajuste fiscal. Caso assuma um cargo, Lula ganha foro privilegiado, o STF, e não poderá ser julgado em primeira instância. No depoimento que deu à PF, o ex-presidente comparou o tríplex em Guarujá, reformado por R$ 1 milhão, a apartamentos do Minha Casa Minha Vida. (Pág. 3 a 6)

Aumenta a espera pelo emprego
Um quinto dos brasileiros em busca de vaga está desempregado há mais de um ano. Nas principais metrópoles do país, 3,424 milhões não ganham sequer um salário mínimo, ou seja, recebem menos que R$ 4 por hora trabalhada. Para economistas, a crise no mercado de trabalho deve piorar. (Pág. 17)

Denúncia sobre tríplex está nas mãos de Moro
A juíza Maria Priscilla Ernandes Veiga, da 4^ Vara Criminal de São Paulo, transferiu ao juiz Sérgio Moro, de Curitiba, responsável pela Lava-Jato, a decisão sobre a denúncia e o pedido de prisão do ex-presidente Lula, na investigação do tríplex de Guarujá. O caso era conduzido por promotores paulistas. Moro enviará agora a denúncia para análise do Ministério Público Federal. Lula disse que vai recorrer, e os promotores avaliam fazer o mesmo. (Pág. 3)

Lei de Repatriação vale até outubro
Quem tem conta bancária ou bens não declarados no exterior poderá regularizar sua situação, pagando imposto e multa de 30%, a partir de 4 de abril. A Lei de Repatriação vale até outubro. (Pág. 19)

Uma toalha para cinco crianças
No Centro municipal de Acolhimento Ayrton Senna, em Vila Isabel, crianças compartilham material de higiene. Só há uma toalha para cada cinco internos. (Pág. 11)

Sindicato reage a crítica de Paes
O Sindicato dos Médicos acusou o prefeito Eduardo Paes de assédio moral por criticar a médica que atendeu seu filho no Lourenço Jorge. Paes lamentou a postura do sindicato. (Pág. 11)

Mulher e sócia de marqueteiro negocia delação
Presa há duas semanas, na carceragem da PF, em Curitiba, a publicitária Mônica Moura, mulher e sócia do marqueteiro da campanha de Dilma Rousseff em 2014, João Santana, negocia acordo de delação premiada. (Pág. 7)

Analistas dizem que pressão das ruas acelera impeachment
Para Jaques Wagner, juiz da Lava-Jato criminaliza políticos
No dia seguinte à manifestação que reuniu 3,6 milhões de pessoas contra o governo, analistas ouvidos pelo GLOBO avaliam que o recado das ruas é claro e pressiona o Congresso para apressar a votação do impeachment da presidente Dilma. Já o ministro Jaques Wagner (Casa Civil) disse que o juiz Sérgio Moro criminaliza os políticos. Segundo ele, Moro foi o “rei da festa” nos protestos. (Págs. 4, 7 e editorial “Um ‘basta’ das ruas a Dilma, Lula e PT”)

Merval Pereira
Lula pode afundar o país para salvar sua pele. (Pág. 4)
Míriam Leitão
As ruas abriram possibilidades para o Brasil. (Pág. 18)
José Casado
Políticos tramam para reduzir o poder de Dilma. (Pág.15)
Marcus Faustini
Quem liderou as manifestações de domingo? (Segundo Caderno)

Rússia anuncia retirada da Síria
Seis meses após intervir para reforçar o presidente Assad, a Rússia anunciou que retirará a maior parte de suas forças da Síria. Na Suíça, foram retomadas as negociações de paz. (Pág 21)


O Estado de S. Paulo

Manchete : Lula deve virar ministro para evitar Moro e socorrer Dilma
Ex-presidente está perto de aceitar pasta com poder ampliado e liderar briga contra o processo de impeachment
O tamanho das manifestações pelo impeachment da presidente Dilma Rousseff e a decisão da juíza Maria Priscilla Ernandes, da 4.ª Vara Criminal de São Paulo, de transferir para o juiz Sérgio Moro a deliberação sobre o pedido de prisão feito pelo MPE aumentaram a possibilidade de o ex- presidente Lula assumir um ministério. Até ontem, Lula não havia informado sua decisão, mas tanto o PT como o Planalto dão como certo que ele aceitará convite para ocupar uma espécie de superministério, a ser criado sob medida. No governo, Lula ganharia a prerrogativa de foro privilegiado. A tendência é de que o ex-presidente assuma a Secretaria de Governo, hoje comandada por Ricardo Berzoini. Para isso, a pasta será reformulada e dará a Lula poderes para a interlocução como Congresso e com os movimentos sociais. Subprocurador-geral da República, Eugênio Aragão foi nomeado ministro da Justiça. Aragão tem ótima relação com o procurador-geral, Rodrigo Janot. (Política A4 e A8)

Responsabilidade do assessor
No depoimento que prestou à PF, no dia 4, Lula indicou que Paulo Okamotto, presidente do Instituto Lula, é o responsável pela contabilidade da entidade e da LILS Palestra e Eventos. (Pág. 5)

Análise
Carlos Melo – Jogada de alto risco
A possibilidade de Lula assumir um ministério no governo é jogada de alto risco, com diversas e complexas implicações – para o Supremo, para Dilma Rousseff e para o PT. O Congresso sabe disso. (Pág. 4)

Planalto avalia uso de reservas internacionais
O governo começa a avaliar o uso de reservas internacionais para abater a dívida pública federal. Embora a presidente Dilma Rousseff descarte uma guinada na política econômica, a possível entrada de Lula na equipe provocará mudanças. A cúpula do PT e o ex-presidente insistem na necessidade de o governo usar um terço dos US$ 372 bilhões das reservas internacionais para a criação de um Fundo Nacional de Desenvolvimento e Emprego, mas Dilma e o ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, são contrários à ideia. (Política A4)

Moro ‘criminaliza a política’, diz Jaques Wagner
O ministro da Casa Civil, Jaques Wagner, disse que Sérgio Moro pretende “criminalizar a política”. Para Wagner, o juiz foi “o rei da festa”, em referência aos protestos de domingo. O ministro reconheceu o vigor das ruas nos atos contra o governo, mas destacou que líderes de oposição também foram hostilizados. (Pág. A6)

Governo corta juros para ampliar crédito em Estados
O governo federal autorizou a redução das taxas de juros e encargos financeiros de financiamentos com recursos dos fundos constitucionais destinados ao desenvolvimento regional do Nordeste, Centro-Oeste e Norte. A medida, que atende grupos empresariais e políticos da base aliada e da oposição, vai causar perdas de R$ 1,8 bilhão nas contas públicas. Anunciado ontem, o corte foi aprovado pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) na sexta-feira e reverte resolução de dezembro, que havia elevado os encargos. (Economia B1)

Número de casos de zika dobra em São Paulo
O número de casos de zika notificados na capital paulista dobrou em 20 dias. De 1.º de janeiro a 8 de março, houve 111 notificações, ante 47 relatadas no balanço anterior, de 23 de fevereiro, segundo a Secretaria Municipal da Saúde. (Metrópole A12)

Economia volta ao nível de 2010
O IBC-Br, índice do Banco Central que mede o desempenho da economia, recuou 0,61% em janeiro. Foi a 11ª queda seguida, o que deixou o indicador no mesmo patamar de seis anos atrás. (B3)

Corretores do Enem terão de devolver pagamento (Metrópole A13)

Celso Ming
O governo, paralisado – Os principais artigos em falta na lojinha presidencial são liderança política e capacidade de inspirar confiança. (Economia B2)
José Paulo Kupfer
Fator Lava Jato – de cena de Dilma abriria espaços necessários de correção de rota, mas pode ser que só isso não seja suficiente. (Economia B5)
Notas&Informações
E o Brasil disse: basta! – Resta formalizar, com observância estrita de preceitos constitucionais, o que foi decretado nas ruas (A3)
O PT aposta no medo – Os petistas menosprezam qualquer expressão política que não tenha sido inspirada em sua doutrina (A3)


Folha de S. Paulo

Manchete : Juíza envia ação para Moro, e Lula deve virar ministro
Petista pode se tornar articulador do governo e ganhar foro privilegiado
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve aceitar o convite da sucessora Dilma Rousseff para se tornar ministro, informa Mônica Bergamo. O PT sugeriu a nomeação logo depois que Lula foi conduzido para depor por ordem judicial, no último dia 4. A decisão do ex-presidente, que pode ir para a Secretaria de Governo, depende de uma conversa com Dilma e de ela aceitar exigências que serão feitas por ele. Se assumir a pasta, Lula terá foro privilegiado, e processos a que responde migrarão para o Supremo. Nesta segunda (14), a juíza Maria Priscilla Veiga Oliveira, incumbida de decidir sobre o pedido de prisão do ex-presidente feito pela Promotoria de São Paulo, transferiu o caso para o juiz federal Sergio Moro, responsável pelos processos da Lava Jato em Curitiba. Dilma se reuniu com líderes do PMDB para cobrar fidelidade. O diretório do partido em Santa Catarina, porém, entregou os cargos. (Poder a4)

Painel – Dilma já não se importa com imagem de rainha da Inglaterra. Se tudo ruir com Lula junto, diz ministro, o projeto não morre ‘só na mão dela’. (a4)

Ao depor, ex-presidente se diz vítima
No depoimento que prestou ao ser alvo de mandado de condução coercitiva na Lava Jato e divulgado nesta segunda (14), Lula se disse perseguido e afirmou que a suspeita de que foi beneficiado pela empreiteira OAS é uma “sacanagem homérica”. Sobre o tríplex em Guarujá, afirmou que desistiu por ser pequeno. “É um tríplex Minha Casa Minha Vida.” Ele também disse que não sabe como é captado recurso para o Instituto Lula e que desconhece quem fez reforma no sítio em Atibaia. (Poder A6)

Subprocurador da República é escolhido para pasta da Justiça
Eugênio Aragão, subprocurador- geral da República, será o novo ministro da Justiça. Ele é ligado a Rodrigo Janot, o procurador-geral. Aragão, 56, substitui Wellington César, proibido pelo Supremo de acumular cargo de procurador na Bahia com o de chefe de pasta. O novo ministro não corre esse risco porque sua carreira no Ministério Público antecede a Constituição de 1988. (Poder a7)

Cunha acelerará trâmite na Câmara do impeachment
Desafeto de Dilma, o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), disse no dia seguinte aos atos pelo país que pediram a saída dela da Presidência que acelerará o trâmite do processo de impeachment na Casa. O acordo com aliados prevê aumentar de três para cinco o número de sessões legislativas semanais. (Poder a9)

PSDB e PMDB já tratam do país sem Dilma, diz Aécio
O presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves (MG), afirmou à Folha que o partido já conversa com o PMDB sobre um cenário pós-saída da presidente Dilma. Ele considerou naturais as vaias que recebeu no domingo, em São Paulo, mas disse que os políticos são necessários para o país. “Sem política, não há solução.” (Poder a8)

Repatriação é regulamentada, e governo projeta arrecadar R$ 21 bi (Mercado A13)

Protestos contra a presidente não foram espontâneos, afirma Wagner (Poder A8)

Justiça torna réus engenheiros da Odebrecht por duas mortes em estádio (Esporte B6)

Mario Sergio Conti
Presidente da Andrade Gutierrez esclarece doações
Presidente da Andrade Gutierrez, Otávio de Azevedo depôs à Lava Jato e disse que o ministro Edinho Silva e Giles Azevedo, factótum de Dilma, lhe pediram que a empreiteira fizesse doações à campanha de reeleição da petista. O depoimento está em segredo de Justiça até ser homologado pelo ministro Teori Zavascki, do STF. (Poder a5)

Editoriais
Leia “Paradoxo econômico”, acerca de momento das finanças do país, e “Água abaixo”, sobre falta de investimento em obras contra enchentes. (Opinião A2)


Edição: Equipe Fenatracoop, Terça-Feira, 15 de Março de 2016

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