Fundo para eleições nasce com rombo de R$ 300 mi
O fundo criado para bancar as campanhas provocará no Orçamento um “rombo” de pelo menos R$ 300 milhões. Embora parlamentares digam que o fundo não vai tirar recursos públicos de outras áreas, esse valor terá de ser coberto com verba do Tesouro, já que os cálculos para chegar ao total de R$ 1,77 bilhão consideraram uma receita que não será obtida em 2018…
TSE alerta para infiltração do crime organizado na política
Relatório afirma que quadrilhas agiram em 18 zonas eleitorais do estado.No Estado do Rio, a ação do crime organizado foi identificada em 18 zonas eleitorais de sete cidades, que abrangem 9% do eleitorado fluminense, em 2016. Criminosos tentam influir em resultados também em outros estados, e o relatório do TSE cita São Paulo, Amazonas e Maranhão. O presidente do tribunal, ministro Gilmar Mendes, avalia que o fundo eleitoral, criado pela reforma política recém- aprovada no Congresso, é insuficiente para financiar as eleições, o que poderá abrir brecha para um “laranjal” nas campanhas. Para Gilmar, o domínio de territórios por facções, como ocorre no Rio, não permite campanhas e votos livres.
Rio tem 1 celular roubado a cada 40 minutos
De janeiro a agosto de 2017, foram registrados 8.855 casos na cidade, num aumento de 41% em relação ao ano passado; investigação policial é precária, e receptadores agem sem repressão…

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O Globo

Manchete : TSE alerta para infiltração do crime organizado na política
Relatório afirma que quadrilhas agiram em 18 zonas eleitorais do estado
Ações são investigadas também em São Paulo, Amazonas e Maranhão; presidente da Corte, ministro Gilmar Mendes, diz temer que facções financiem candidaturas e ampliem atuação
O Tribunal Superior Eleitoral acionou a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) e a Polícia Federal para que investiguem a influência de facções criminosas e milícias no processo eleitoral, revela JEFERSON RIBEIRO. No Estado do Rio, a ação do crime organizado foi identificada em 18 zonas eleitorais de sete cidades, que abrangem 9% do eleitorado fluminense, em 2016. Criminosos tentam influir em resultados também em outros estados, e o relatório do TSE cita São Paulo, Amazonas e Maranhão. O presidente do tribunal, ministro Gilmar Mendes, avalia que o fundo eleitoral, criado pela reforma política recém- aprovada no Congresso, é insuficiente para financiar as eleições, o que poderá abrir brecha para um “laranjal” nas campanhas. Para Gilmar, o domínio de territórios por facções, como ocorre no Rio, não permite campanhas e votos livres. (Págs. 3)

ARTIGO – CÁRMEN LÚCIA
Vinte e nove anos depois da promulgação da Constituição, a nação brasileira demonstra igual ânsia para mudar. Quer mudar. Precisa mudar. (Págs. 6)

Indústria impulsiona retomada
A contratação com carteira assinada começa a dar sinais de recuperação, e a indústria lidera o movimento. No segundo trimestre, foram mais de 136 mil vagas formais abertas em fábricas. O setor têxtil é destaque na criação de postos de trabalho. (Págs. 21, 22 e 24)

O ensino e os religiosos
De seis representantes de cinco religiões ouvidos pelo GLOBO, de católicos a muçulmanos, cinco são contra o ensino confessional nas escolas públicas liberado pelo Supremo. (Pág. 31)

Rio tem 1 celular roubado a cada 40 minutos
De janeiro a agosto de 2017, foram registrados 8.855 casos na cidade, num aumento de 41% em relação ao ano passado; investigação policial é precária, e receptadores agem sem repressão (Pág. 16)

Colunistas
ANCELMO GOIS
PF faz varreduras contra ataques a computador de Bretas (Pág. 14)

LAURO JARDIM
Delação do marqueteiro Renato Pereira é homologada (Pág. 2)

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O Estado de S. Paulo

Manchete : Após dois anos de queda, indústria puxa criação de empregos
Setor criou 365 mil vagas e liderou as contratações entre junho e agosto
A indústria brasileira voltou a gerar empregos, após dois anos de cortes mensais, e liderou a criação de vagas entre junho e agosto. O ano começou com corte de 342 mil postos no setor, mas, nos três meses encerrados em agosto, houve inversão e foram criadas 365 mil vagas. “Concretamente, há retomada da economia, que começou com a inflação caindo e, com isso, o salário real aumentou, gerando demanda por serviços e depois no comércio e, por último, na indústria”, diz José Márcio Camargo, economista- chefe da Opus Investimentos. O emprego na indústria é comemorado por analistas pois, tradicionalmente, gera vagas formais, com mão de obra mais qualificada e envolve várias cadeias produtivas. Setores automotivo, têxtil, de calçados, de confecção, eletroeletrônico e químico/farmacêutico lideram as contratações. Desde janeiro, a taxa de desemprego caiu de 13,7% para 12,6%, mas País ainda tem 13,3 milhões de desocupados. (Economia B1)

Montadoras reduzem licenças
Em 2015, 46 mil funcionários do setor automotivo estavam com contratos suspensos, jornada reduzida ou em férias coletivas. Atualmente, são 5.831. (B4)

Fundo para eleições nasce com rombo de R$ 300 mi
O fundo criado para bancar as campanhas provocará no Orçamento um “rombo” de pelo menos R$ 300 milhões. Embora parlamentares digam que o fundo não vai tirar recursos públicos de outras áreas, esse valor terá de ser coberto com verba do Tesouro, já que os cálculos para chegar ao total de R$ 1,77 bilhão consideraram uma receita que não será obtida em 2018. (Política A10)

Preocupação com Maia
Em conversas reservadas, Temer demonstra, mais uma vez, preocupação com Rodrigo Maia, que conduzirá na Câmara a análise da segunda denúncia contra o presidente. (A8)

Propina por MPs pode ter chegado a R$ 625 mi
A Operação Lava Jato coloca em xeque pelo menos 34 normas aprovadas pelo Congresso ou publicadas pelo Planalto nos últimos 13 anos. São 29 medidas provisórias, três projetos de lei e dois decretos presidenciais sob suspeita de terem sido elaborados ou alterados mediante pagamento. A propina estimada no caso das medidas provisórias é de R$ 625 milhões. (Política A4)

‘Estado’ debate Mãos Limpas
O ‘Estado’ realiza no próximo dia 24 o Fórum Mãos Limpas/Lava Jato, que discutirá as operações de combate à corrupção realizadas na Itália e no Brasil, respectivamente. (A7)

Nos cultos, pregador da austeridade
ENTREVISTA – Henrique Meirelles
MINISTRO DA FAZENDA
Nos últimos meses, Henrique Meirelles pregou austeridade em pelo menos quatro eventos ligados à Assembleia de Deus, além de ter gravado vídeo dirigido a pastores evangélicos pedindo que orassem pela economia. Ele, que nega ser candidato a presidente, acredita que os apelos deram certo e prepara revisão das projeções de crescimento da economia. “Tá vendo?”, brinca. (Economia B6 e B7)

Graduação nos EUA vira meta de brasileiros
O total de brasileiros cursando a graduação nos Estados Unidos cresceu 65,8% entre 2011 e 2016. Coordenadores de escolas particulares de São Paulo dizem que concluir o ensino superior nos EUA é cada vez mais a meta dos estudantes do País. No ano letivo americano de 2015-2016, o Brasil tinha 6.990 estudantes nas instituições – em 2011-2012 eram 4.215. (Metrópole A16)

Fernando Henrique Cardoso
Se não organizarmos polo democrático, podemos ver no poder quem não sabe usá-lo. (Espaço Aberto A2)

Eliane Cantanhêde
Impunidade e equilíbrio entre Poderes estão em jogo no julgamento no STF na quarta. (Política A6)

Notas&Informações
Democracia e responsabilidade – Enamorados de saídas fáceis para questões complexas, muitos brasileiros, numa degradação moral, começam a admitir que a democracia seja destruída. (A3)

Cidade Linda só no nome
– As primeiras avaliações sobre o desempenho do governo João Doria na área de serviços de zeladoria são desanimadoras. (A3)

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Folha de S. Paulo

Manchete : 32% aprovam Doria; 55% não votariam nele para presidente
Com queda de 9 pontos, apoio ao prefeito entre paulistanos é o menor desde a posse, diz Datafolha
Caiu a aprovação ao prefeito de São Paulo, João Doria, mostra a primeira pesquisa Datafolha feita após o tucano intensificar sua articulação para a candidatura presidencial em 2018. Segundo o levantamento, feito nos dias 4 e 5 de outubro, ele tem 32% de aprovação, a menor desde o início de sua gestão, em janeiro. Doria tem 26% de rejeição e 40% de avaliação regular. Há quatro meses, era considerado ótimo/bom por 41% dos paulistanos e regular por 34%. O índice de ruim/péssimo era de 22%. Para 37% da população, o prefeito será candidato a presidente — em junho, 21% tinham essa expectativa. No entanto, 58% preferem que ele continue no cargo, contra 10% que querem vê-lo na disputa pelo Planalto ou 15%, ao governo do Estado. Dos entrevistados, 55% não votariam no tucano para a Presidência. Em candidatura ao Palácio dos Bandeirantes, o índice ê de 47%. Para 45% dos eleitores da cidade de São Paulo, Geraldo Alckmin deveria ser o candidato do PSDB ao Planalto; 31% preferem Doria. A margem de erro ê de três pontos. (Cotidiano B1)

Doria rebate críticas e diz que Alberto Goldman é fracassado. (Poder A8)

A 1 ano da eleição, indefinição marca disputas estaduais
O impeachment de Dilma Rousseff e as investigações da Lava Jato fragmentaram antigas alianças políticas, tornando incertas as disputas estaduais. A um ano do pleito, partidos ainda discutem candidaturas. Veja mapa com o cenário eleitoral pelo país. (Poder A10 e A11)

Dinheiro público ajudou Nuzman a se manter no poder
A Lei Piva, que destina verba pública ao Comitê Olímpico do Brasil, ajudou Carlos Nuzman a se manter no poder. Preso sob acusação de atuar na compra de votos para a Rio-2016, o presidente do COB instituiu salários a dirigentes de confederações com recursos da lei. (Esporte B11)

‘Pejotização’ no país aumenta a desigualdade
ENTREVISTA – BERNARD APPY
A tributação da renda do trabalho no Brasil provoca uma distorção injustificável, afirma 0 economista Bernard Appy, do Centro de Cidadania Fiscal. De acordo com ele, uma parcela de alta renda no país recebe a remuneração como PJ (pessoa jurídica) e, com isso, paga menos tributos do que empregados na mesma função. (Mercado A26)

Idealizadores do Plano Real podem deixar o PSDB
Convenção do PSDB no início de dezembro definirá o rumo de economistas que ajudaram a construir o partido. Parte deles, incluindo criadores do Plano Real, está desiludida com a sigla e poderá debandar. O apreço ao ex-presidente FHC é uma das razões que ainda os mantêm fiéis à agremiação. (Mercado A27)

Primeira pessoa presa na Lava Jato, doleira Nelma Kodama relembra o cárcere (Mônica Bergamo C2)

Hélio Schwartsman
Fracasso ou não do Brasil depende das expectativas
As instituições estão funcionando? Depende. Se você pensa que elas devem fazer com que todos se comportem sempre otimamente, aí fracassamos. Mas se você espera só que elas evitem que disputas políticas degenerem em violência, então estão melhorando. (Opinião A2)

Marcos Lisboa
Recuperação do Rio terminou, e a culpa é só nossa
A recuperação do Rio começou nos anos 90. O regate terminou, e a culpa foi nossa. Contratamos muitos servidores, apesar dos alertas de colapso. Depois, optamos por medidas paliativas. O resultado é dramático. (Opinião A2)

Editoriais
Leia “Doria em queda”, sobre aprovação ao prefeito apurada pelo Datafolha, e “Formato global”, a respeito de teses estapafúrdias difundidas na internet. (Opinião a2)

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