Manchete dos Jornais neste domingo, 24 de janeiro de 2016
Postado por: Equipe Portal Cambé Em 24th janeiro 2016

MP diz que denunciará Lula por ocultar bens
O promotor Cassio Conserino, do MP de São Paulo, disse já ter provas para denunciar o ex-presidente Lula e sua mulher, Marisa Letícia, por ocultação de bens, na investigação sobre uma cobertura tríplex no Guarujá. O Instituto Lula diz que o procurador age ilegalmente ao anunciar a denúncia sem antes ouvir o ex-presidente. (Pág. 3)
Moro recebe as alegações finais contra Odebrecht


O Globo

Manchete : Dívida de empresas cresce 77% em 2 anos
Débito subiu R$ 366 bi para 50 firmas listadas na Bolsa
Com juros no maor nível em dez anos e cotação recorde do dólar, endividamento dificulta retomada do crescimento

Num cenário de consumo enfraquecido, aumento dos juros e disparada do dólar, o endividamento de 50 empresas que compõem o índice Ibovespa teve um salto de 77% em dois anos, informa RENNAN SETTI. O aumento de R$ 366 bilhões preocupa investidores e dificulta a retomada do crescimento. Com o caixa pressionado, as companhias demitem, vendem ativos e reduzem investimentos. Para analistas, petroleiras, mineradoras, siderúrgicas e empresas de construção civil são as mais afetadas. Bancos elevaram juros para as firmas e aumentaram provisões para perdas. (Pág. 29)

Disputa por recuperadores
Na crise, ao menos uma categoria precisa fazer hora extra: a do recuperador de empresas, especializado em reestruturação financeira. Em 2015, os pedidos de proteção contra credores tiveram alta de 55%. (Pág. 32)

MP diz que denunciará Lula por ocultar bens
O promotor Cassio Conserino, do MP de São Paulo, disse já ter provas para denunciar o ex-presidente Lula e sua mulher, Marisa Letícia, por ocultação de bens, na investigação sobre uma cobertura tríplex no Guarujá. O Instituto Lula diz que o procurador age ilegalmente ao anunciar a denúncia sem antes ouvir o ex-presidente. (Pág. 3)
Moro recebe as alegações finais contra Odebrecht (Pág. 4)

Partido da ética Ubuntu
Dissidência da Rede, com Luiza Erundina à frente, partido-movimento se funda na ética Ubuntu e na filosofia Teko Porã. (Pág. 6)

Passe livre custaria R$ 27 bi
A tarifa zero nos transportes, bandeira dos protestos de rua, custaria R$ 27 bilhões, se implantada em 17 capitais, mostram BRUNO GÓES, MARCO GRILLO e MARLEN COUTO. Analistas propõem isenção só para quem mais precisa. (Pág. 5)

Foto-legenda : Ruínas de uma prisão indígena
Manoel das Graças mostra ruínas do prédio em Minas Gerais onde ele e outros índios Krenak foram torturados na ditadura. Ação civil pede reparação, revela
RENATA MARIZ. (Pág. 8)

Colunistas
Míriam Leitão – Em Davos literário, os paralelos para a crise (Pág. 28)
Fernando Gabeira – Nosso futuro não depende só do petróleo (Segundo Caderno)
Lauro Jardim – Ibope: só 17% dos brasileiros apoiam volta da CPMF (Pág. 2)


O Estado de S. Paulo

Manchete : Das dez maiores obras do PAC, só 2 foram concluídas
Nove anos após lançar primeira fase do programa, governo prepara medidas para tentar destravar infraestrutura
Para tentar estimular a economia, o governo prepara plano de medidas tratado internamente como “novo PAC”. Mas obras do primeiro Programa de Aceleração de Crescimento, de 2007, continuam inacabadas. Das dez maiores anunciadas pelo então presidente Luiz Inácio Lula da Silva, só duas, na área de petróleo, foram concluídas. Outras três usinas de energia e uma refinaria até entraram em operação, mas de forma parcial. O PAC previa investimentos de R$ 503,9 bilhões em mais de mil projetos. Em 2010, obras em andamento foram reembaladas, juntadas e o governo lançou o PAC 2, com projeção de investimentos de R$ 1 trilhão. No início do segundo mandato, a presidente Dilma Rousseff anunciou a terceira fase do programa, que ainda não saiu do papel. (Economia / Págs. B1, B4 e B5)

Sem verba
Segundo levantamento da ONG Contas Abertas, de 2.229 programas federais com dotação inicial aprovada, 980, ou 44%, não tiveram desembolso referente
ao orçamento de 2015. (B3)

Crise econômica e CPI dão fôlego à oposição
Com o enfraquecimento político do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), a oposição apostará em CPIs com potencial de desgastar o PT e o governo Dilma Rousseff. Opositores também pretendem focar processos contra a campanha de 2014 de Dilma que tramitam no TSE. Diante da crise econômica, o PSDB prepara estratégia para confrontar o PT no ponto central de seu discurso: a área social. (Política / Pág. A4)

João Santana fez campanha devendo ISS
A Pólis Propaganda e Marketing, do marqueteiro João Santana, não pagou o Imposto Sobre Serviços à Prefeitura de São Paulo em 2011 e 2012, ano em que fez a campanha que elegeu Fernando Haddad (PT), revela Luiz Maklouf Carvalho. A dívida, que em abril de 2015 chegava a R$ 6,1 milhões, será paga em 120 parcelas. (Política / PÁG. A8)

MPF quer Odebrecht em regime fechado
O Ministério Público Federal pediu ao juiz Sérgio Moro regime fechado de prisão para o empresário Marcelo Odebrecht por corrupção ativa (56 vezes), lavagem de dinheiro (136 vezes) e organização criminosa. (Política / PÁG. A6)

Perfil : Jacques Wagner
DISCRIÇÃO À PROVA
Discreto,Wagner tenta se viabilizar para 2018 no momento em que a Lava Jato escrutina sua relação com empreiteiros, relata Adriano Ceolin. (Política / Pág. A7)

Oposição a Maduro tenta impor agenda
A derrota do chavismo na rejeição ao decreto de Emergência Econômica de Nicolás Maduro abre caminho para oposição impor sua agenda na Venezuela. (Internacional / Pág. A9)

Notas&Informações
Nem ouriço, nem raposa – A falta de credibilidade de Dilma contaminou todo o governo – a última vítima foi o BC (A3)
O partido que não muda nada – O sistema precisa de reforma. E em 13 anos no poder, o PT não moveu uma palha nesse sentido (A3)


Folha de S. Paulo

Manchete : Petróleo, não China, é maior ameaça, diz chefe do Bradesco
Em entrevista à Folha, Luiz Carlos Trabuco afirma que governo precisa encontrar medidas além do ajuste fiscal
O presidente do Bradesco, Luiz Carlos Trabuco, considera que o preço do petróleo terá um impacto “muito mais explosivo do que a desaceleração chinesa” sobre a economia global e especialmente a brasileira. Trabuco declarou que o governo Dilma Rousseff não pode ficar “unicamente em cima do ajuste fiscal”. Em entrevista a Maria Cristina Frias, em Davos (Suíça), onde participa do Fórum Econômico Mundial, o executivo sugeriu, como alternativa à crise, aumentar a liquidez do sistema bancário, reduzindo compulsório. Segundo Trabuco, a justificativa para a medida, apesar da inflação tão alta, é que não há demanda. Ele descarta maiores problemas para empresas com dívida em dólar neste ano, mesmo com a alta do câmbio. “Houve um alongamento das dívidas por um grande grupo para 2015, 2016 e 2017. Em 2018, 2019 aumenta o volume.” O executivo vê o ministro Nelson Barbosa (Fazenda) no caminho certo. (Mercado a24)

Carta contra a Lava Jato foi articulada por empreiteira
O manifesto de 104 advogados com críticas à Lava Jato foi articulado entre a defesa de Marcelo Odebrecht e o pai do empresário, Emilio. Foi o advogado dele, Nabor Bulhões, que produziu a carta, segundo confirmaram dez signatários à Folha. Bulhões afirma ter atuado como profissional do direito, e não como defensor do empreiteiro. Emilio Odebrecht não comentou. (Poder a4)

Petrolão e crise reduzem procura por engenheiros
Antes em falta, engenheiros hoje sobram no Brasil. O desaquecimento na construção civil, cujo setor fechou 417 mil vagas formais em 2015, e a Lava Jato, que prendeu empreiteiros, explicam a redução dos empregos na área. (Mercado a19)

Corte no Orçamento de 2016 leva fóruns trabalhistas a cortar benefícios e energia (Poder A8)

Henrique Meirelles
Autonomia formal do BC despolitizaria decisões sobre juros
O ponto central no debate sobre a decisão do Banco Central brasileiro de manter a taxa básica de juros é a autonomia da instituição. A controvérsia foi resolvida de forma permanente em economias relevantes coma independência legal do BC. Isso despolitiza a discussão, que fica mais técnica. (Opinião a2)

Editoriais
Leia “Tabela congelada”, sobre aumento da tributação do Imposto de Renda, e “Zika exportada”, acerca de propagação da doença e suas complicações. (Opinião A2)


Edição: Equipe Fenatracoop, Domingo, 24 de Janeiro de 2016

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