Falta ação política contra corrupção, afirma Moro
Para juiz da Lava Jato, inércia de autoridades impõe tarefa ao Judiciário
O juiz federal Sergio Moro, responsável pelas ações da Lava Jato no Paraná, afirma que falta discurso mais vigoroso da classe política brasileira contra a corrupção. “Fica a impressão de que essa é uma tarefa exclusiva de policiais, procuradores e juízes”, disse o magistrado. Em entrevista a grupo internacional de jornalismo colaborativo do qual a Folha participa, ele criticou tentativas de obstruir apurações. “Estamos mais preocupados em não retroceder do que [com] proposições legislativas que diminuam oportunidades de corrupção.” Moro declarou também que “o direito não é uma ciência exata”, ao rebater críticas sobre ter fixado benefícios para réus que ainda negociam suas delações. Segundo ele, “o próprio Ministério Público pediu que fosse reconhecida uma colaboração e dado o beneficio”. O juiz defendeu ainda o uso de provas indiretas, como as utilizadas na condenação do ex-presidente Lula. “Acontece no cotidiano de qualquer vara criminal.” Para refutar acusação de seletividade contra o PT, ele citou a prisão de Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

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O Globo

Manchete : Militares já planejam atacar arsenais do tráfico
Ministro diz que 2 fase da operação terá menos homens nas ruas
Soldados voltaram a ocupar vias expressas, orla e vários pontos da Região Metropolitana, mas apenas durante o dia. Com medo da violência, carioca está deixando de sair à noite
Passadas as primeiras 24 horas da operação das Forças Armadas no Rio, o ministro da Defesa, Raul Jungmann, anunciou que já está em planejamento uma nova fase, que terá menos “ostensividade” dos militares nas ruas. O objetivo agora é atingir os arsenais das facções criminosas. Ontem, os soldados ocuparam vários pontos da cidade, na orla e em vias expressas, mas não permaneceram à noite. O comandante da operação, general Mauro Sinott, explicou que a tropa precisou descansar. Enquanto isso, assustados com a escalada da violência, moradores têm deixado de sair à noite, afetando a vocação boêmia da cidade, com queda de 30% no movimento em bares e restaurantes. (Págs. 14,18 e 27)

Serviços à beira de um apagão
Com aperto no Orçamento, o país corre risco de paralisia generalizada a partir desta semana. Levantamento feito pelo GLOBO mostra que faltará dinheiro para universidades e para distribuir água em cidades afetadas pela seca. Apesar das dificuldades, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, defendeu a manutenção da meta fiscal. (Págs. 35 e 36)

Propinas da JBS chegam a R$ 1,1 bi
Documentos da JBS, aos quais a revista ‘Época’ teve acesso, indicam pagamento de propinas de R$ 1,1 bilhão a políticos, entre 2006 e 2017, incluindo Temer, Dilma, tucanos, petistas e peemedebistas. (Pág. 4)

Votação sobre Temer pode atrasar
Governo e oposição ainda traçam estratégias para a votação da denúncia contra o presidente Temer na Câmara. O Planalto teme se fragilizar para as reformas. Com isso, a sessão pode não ocorrer no próximo dia 2, como previsto. (Pág. 5)

Aval para andar armado dispara
As autorizações para brasileiros andarem armados aumentaram 185% em 2016, na comparação com 2015, informa Renata Mariz. O aumento se explica pelo grande número de pessoas que passaram a se declarar como atiradores. (Pág. 3)

Maduro na mira do Tribunal Penal
Ex-promotor-chefe do TPI, Luis Moreno Ocampo conta a Janaína Figueiredo que busca provas para levar à Corte o presidente Maduro, da Venezuela. O país elege hoje uma Constituinte que dará mais poder ao regime. (Págs. 40 e 41)

Lauro Jardim
Produção do pré-sal já supera a do pós-sal. (Pág. 2)

Ancelmo Gois
Lava-Jato: empresas cortaram 500 mil empregos.(Pág. 31)

Miriam Leitão
Temer vive equilíbrio frágil em semana decisiva. (Pág. 36)

Merval Pereira
Marina defende novos atores na política. (Pág. 4)

Fernando Gabeira
Força-tarefa no Rio polariza esperanças. (Segundo Caderno)

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O Estado de S. Paulo

Manchete : Governo quer cortar auxílio pago a servidor
Nove tipos de benefícios, entre eles moradia, alimentação e transporte, custam R$ 12,9 bi por ano somente no Executivo
A criação de um programa de demissões voluntárias para servidores do Executivo é apenas uma das ações em preparação pelo governo para enxugar gastos com pessoal. O próximo alvo serão os benefícios que complementam salários e consumiram R$ 16,6 bilhões em 2016, segundo dados do Ministério do Planejamento. O cálculo leva em conta nove tipos de auxílios pagos a servidores dos todos os Poderes (Executivo, Legislativo, Judiciário, Ministério Público da União e Defensoria da União), entre eles alimentação, transporte, moradia e assistência médica. Nem tudo será reavaliado no início porque o Executivo não pode interferir nas despesas dos outros Poderes. Mas só os benefícios do Executivo consumiram R$ 12,9 bilhões. A despesa com pessoal é o segundo maior grupo de despesas do Orçamento, atrás apenas dos benefícios pagos pelo INSS. (Economia B1)

Temer encara ‘maratona’ para barrar denúncia
Desde 17 de maio, quando veio à tona o conteúdo da delação do empresário Joesley Batista, o presidente Michel Temer recebeu em seu gabinete 133 deputados, 30 senadores, governadores, prefeitos e dirigentes partidários. Temer liberou R$ 4,1 bilhões em emendas parlamentares. A estratégia visa a evitar uma debandada da base na quarta-feira, quando deve ser votada na Câmara a denúncia apresentada pelo procurador Rodrigo Janot. (Política A4)

‘A delação me marcou para sempre’
“Você perdeu o juízo.” Foi o que o advogado Francisco de Assis e Silva, da JBS, ouviu da mulher quando contou que aceitara delatar o procurador da República Ângelo Goulart Villela, acusado de receber “mesada” de Joesley Batista. Villela está preso e alega inocência. “Chorei a noite inteira”, contou o delator a Luiz Maklouf Carvalho. (Política A6)

‘Chavismo pagou US$ 30 bi à Odebrecht’
Opositora do governo Maduro, procuradora diz que a Venezuela pagou US$ 30 bilhões para a Odebrecht por obras paradas. Sobre a eleição da Constituinte, hoje, ela diz que o objetivo é “instaurar um sistema personalista e totalitário”. (Internacional A9)

Eliane Cantanhêde
Temer e Joesley
O presidente luta pelo mandato; o empresário da JBS, para manter acordo de delação (Política a6)

Vera Magalhães
Cleptocracia renitente
Revelação de que Bendine negociava propina mostra o buraco em que o País se meteu (Política a6)

Celso Ming
Rebarbas da reforma
Reforma da legislação trabalhista saiu em 5 meses. É natural que haja rebarbas a aparar. (Economia B2)

Lourival Sant’Anna
Erode a base chavista
Apoio dos pobres ao chavismo existe, mas está cada vez mais ligado a benefícios. (Internacional A10)

Notas&Informações
O reajuste do funcionalismo – Sindicatos de servidores ameaçam com greve, desconsiderando o delicado momento pelo qual passam as contas públicas (A3)

Procedimento não é inquérito – Ao equiparar procedimento a inquérito comete-se abuso (A3)

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Folha de S. Paulo

Manchete : Falta ação política contra corrupção, afirma Moro
Para juiz da Lava Jato, inércia de autoridades impõe tarefa ao Judiciário
O juiz federal Sergio Moro, responsável pelas ações da Lava Jato no Paraná, afirma que falta discurso mais vigoroso da classe política brasileira contra a corrupção. “Fica a impressão de que essa é uma tarefa exclusiva de policiais, procuradores e juízes”, disse o magistrado. Em entrevista a grupo internacional de jornalismo colaborativo do qual a Folha participa, ele criticou tentativas de obstruir apurações. “Estamos mais preocupados em não retroceder do que [com] proposições legislativas que diminuam oportunidades de corrupção.” Moro declarou também que “o direito não é uma ciência exata”, ao rebater críticas sobre ter fixado benefícios para réus que ainda negociam suas delações. Segundo ele, “o próprio Ministério Público pediu que fosse reconhecida uma colaboração e dado o beneficio”. O juiz defendeu ainda o uso de provas indiretas, como as utilizadas na condenação do ex-presidente Lula. “Acontece no cotidiano de qualquer vara criminal.” Para refutar acusação de seletividade contra o PT, ele citou a prisão de Eduardo Cunha (PMDB-RJ). (Poder A4)

Previdência supera gasto com educação em 16 Estados
A maioria dos Estados brasileiros (16) usa mais recursos públicos para pagar aposentadorias do que para sustentar a educação, segundo os relatórios fiscais das 27 unidades federativas. O peso da Previdência afeta as sete maiores economias do país: SP, RJ, MG, RS, PR, SC e BA. Especialista calcula que Estados precisarão remanejar 17% das suas receitas para cobrir despesa extra atê 2020. (Mercado pág. 1)

Venezuelanos bloqueiam ruas em protestos contra Maduro
Barricadas com cordas, concreto e sacos de lixo são a nova moda nos protestos em Caracas, onde moradores de bairros de classe média e alta bloqueiam ruas, relata a enviada Sylvia Colombo. O objetivo ê levar o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, a desistir da eleição da Assembleia Constituinte, convocada para hoje. A estratégia passou a ser adotada após o endurecimento da repressão. (Mundo A11)

Editoriais
Leia “A decisão que urge”, exortando a Câmara a deliberar com presteza sobre a denúncia contra Temer, que, embora suscite dúvidas, precisa avançar. (Opinião a2)

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