Manchete dos Jornais neste Sábado, 29 de Julho de 2017

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Brasil dispensa tutela militar, diz comandante
O comandante do Exército, general Eduardo Villas Bôas, afirma em entrevista à Folha que a saída para a crise do país “está nas mãos dos cidadãos brasileiros” que irão às urnas em 2018. Villas-Bôas, 65, diz que o Brasil de hoje “dispensa a tutela por parte das Forças Armadas” e que a Constituição deve prevalecer: “Todos devem tê-la como farol a ser seguido”…
Congresso não investiga parlamentar citado em delação
Apesar de mais de 200 parlamentares terem sido citados nas delações da Odebrecht e do Grupo J&F, nenhum processo foi aberto nos Conselhos de Ética da Câmara e do Senado. Os processos que chegaram a ser protocolados pela oposição foram arquivados antes de serem analisados sob o argumento de que as provas eram frágeis…


O Globo

Manchete : Forças Armadas já atuam no Rio para ‘golpear crime’
Ministro da Defesa diz que ações de inteligência nortearão plano
Tropas que estão no estado e reúnem 10.240 homens fizeram ontem operações em vias expressas e em 22 pontos da Região Metropolitana. Decreto do presidente Temer dá poder de polícia a militares
As Forças Armadas estão desde ontem nas principais vias expressas e em 22 pontos da Região Metropolitana, numa ação integrada com as polícias federais e estaduais para “golpear o crime organizado”, como anunciou o ministro da Defesa, Raul Jungmann. A operação “O Rio quer segurança e paz”, que mobiliza 10.240 homens, se estenderá até o fim de 2018. Decreto do presidente Temer autorizou o início do plano, cujo carro-chefe é a “inteligência”, segundo Jungmann. Nas ruas, populares aplaudiram a chegada dos militares. (Págs. 10 a 17)

Foco no combate a armas e drogas
A operação vai focar no combate às armas, diante da grande quantidade de fuzis com criminosos no Rio, e ao tráfico de drogas (Pág. 12)

Fronteiras com mais fiscalização
Além das vias de acesso ao Rio, o plano inclui ações contra entrada de drogas e armas na fronteira com Bolívia e Paraguai (Pág. 13)

MERVAL PEREIRA – Período com tropas deve ajudar a reorganizar a segurança no Rio (Pág. 4)

ELENILCE BOTTARI – Plano traz esperança, mas levanta dúvida sobre o que virá depois (Pág. 14)

ZUENIR VENTURA – Rio precisa sair da anestesia e reagir (Pág. 23)

CLEO GUIMARÃES – Operação militar fecha Praia do Forte, em Niterói (Segundo Caderno)

Informalidade reduz taxa de desemprego
A taxa de desemprego teve, no segundo trimestre, a primeira queda expressiva desde 2014: de 13,7% para 13%. O resultado, porém, deve-se ao maior número de vagas informais, em serviços como salões de beleza e aplicativos de transporte. Há 13,5 milhões de desocupados no Brasil. (Pág. 25)

MÍRIAM LEITÃO – Primeira melhora, mas em ritmo ainda lento (Pág. 26)

Socorro financeiro deve demorar
O presidente do BNDES, Paulo Rabello de Castro, disse que o socorro financeiro ao Rio deve demorar até 90 dias. Na privatização da Cedae, a BNDESPar será sócia minoritária relevante, com 49% das ações (Pág. 20)

Maia descarta adiar votação
O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, prevê que a denúncia contra o presidente Temer será votada dia 2: “Não podemos deixar o paciente com a barriga aberta.” (Pág. 3)

Conta de luz vai subir em agosto (Pág. 29)

Viracopos será devolvido à União (Pág. 27)

Editorial
‘Segurança do Rio é chave para todo o país’ (Pág. 22)

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O Estado de S. Paulo

Manchete : Desemprego cai, mas com aumento da informalidade
Taxa vai a 13%; 442 mil pessoas passaram a trabalhar sem carteira assinada
Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) mostra que o aumento da informalidade fez a taxa de desemprego cair de 13,7%, no primeiro trimestre, para 13% entre abril e junho. É a primeira queda desde o fim de 2014. No período, 690 mil pessoas deixaram a fila do desemprego e a população ocupada voltou à casa de 90 milhões pela primeira vez em seis meses. “Sem dúvida, é um movimento positivo, mas o mercado cresceu pela informalidade”, disse Cimar Azeredo, coordenador de Trabalho e Rendimento do IBGE. Na comparação com o primeiro trimestre, foram fechadas 75 mil vagas com carteira assinada. Ao mesmo tempo, 442 mil pessoas passaram a trabalhar informalmente no setor privado e outras 396 mil iniciaram atividade por conta própria. A renda do trabalhador caiu 1%. (Economia B4)

Congresso não investiga parlamentar citado em delação
Apesar de mais de 200 parlamentares terem sido citados nas delações da Odebrecht e do Grupo J&F, nenhum processo foi aberto nos Conselhos de Ética da Câmara e do Senado. Os processos que chegaram a ser protocolados pela oposição foram arquivados antes de serem analisados sob o argumento de que as provas eram frágeis. (Política A4)

Forças Armadas chegam ao Rio para reforçar a segurança
As Forças Armadas enviaram ontem 8,5 mil homens para reforçar a segurança no Rio. Eles devem ficar até o fim de 2018 e se somam aos agentes da Força Nacional e da Polícia Rodoviária Federal que já estão no Estado. Apesar de o ministro Raul Jungmann (Defesa) afirmar que os militares vão atuar na “inteligência” das operações, homens armados com fuzis já patrulhavam pontos da capital ontem. (Metrópole A14)

BNDES pode ficar com 49% da Cedae
O BNDES terá pequena participação no socorro de R$ 3,5 bilhões ao Estado do Rio, mas deve atuar na privatização da Cedae, com a compra de 49% das ações e direito de veto. (Economia B6)

Correios estudam corte de benefícios
A diretoria dos Correios planeja economizar R$ 2 bilhões com a redução de benefícios concedidos aos funcionários e a reavaliação do plano de saúde. O déficit previsto pela estatal em 2017 é de R$ 1,3 bilhão. (Economia B1)

Governo reduz reajuste de tributo sobre o etanol (Economia B8)

Conta de luz vai ficar mais cara em agosto (Economia B5)

João Domingos
Henrique Meirelles e Rodrigo Maia estão afinados na defesa de severa política fiscal. (Política A6)

Notas&Informações
A redução do desemprego – Ainda que muitos estejam na informalidade, mais brasileiros estão encontrando uma fonte regular de rendimento. É mais estímulo para a produção e o consumo (A3)

O duro caminho da meta fiscal – Se a meta for afrouxada, controle da dívida será demorado (A3)

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Folha de S. Paulo

Manchete : Vaga informal leva desemprego a 1ª queda desde 2014
Desocupação atinge 13%, o equivalente a 13,5 milhões de pessoas; para economistas, é cedo para falar em retomada
O aumento do emprego informal no país provocou queda da taxa de desemprego no segundo trimestre. Foi o primeiro recuo desde dezembro de 2014, ano de início da atual recessão. Segundo o IBGE, a taxa atingiu 13% no fim do trimestre encerrado em junho, queda de 0,7 ponto percentual sobre os três meses anteriores. O país fechou o período com 13,5 milhões de desempregados, 1,9 milhão a mais que há um ano. Já a população ocupada somou 90,2 milhões, 1,2 milhão acima do desempenho do primeiro trimestre. A maioria dos recém-contratados são profissionais sem registro ou que trabalham por conta própria. O país fechou 75 mil vagas com carteira assinada no segundo trimestre. Ao mesmo tempo, 442 mil postos sem registro foram criados e 396 mil pessoas passaram a trabalhar por conta própria. Para economistas, o resultado no trimestre não representa reversão definitiva da tendência de alta do desemprego. De acordo com eles, a retomada depende da recuperação da atividade econômica e da criação de vagas formais. (Mercado pág. 1)

Temer já admite revisão na meta fiscal deste ano
O governo Temer já admite propor em agosto a revisão da meta fiscal para 2017 — déficit de R$ 139 bilhões. Projeções da ala política e da equipe econômica apontam que o rombo nas contas deve ultrapassar essa cifra, e a margem para ampliar a arrecadação é limitada. Até a semana passada, a Fazenda dizia que a meta era inegociável. (Mercado pág. 6)

Governo recua e reduz tributo sobre etanol em 8 centavos por litro (Mercado Pág. 7)

Viracopos vai ser devolvido e terá nova licitação
Endividadas, as empresas que administram o aeroporto de Viracopos, em Campinas (SP), solicitaram a devolução da concessão à União. É o primeiro pedido desse tipo desde que vigora a medida provisória que prevê o distrato amigável de concessionárias em dificuldades. A decisão permitirá a relicitação do aeroporto no novo modelo — sem a estatal Infraero. (Mercado pág. 4)

Brasil dispensa tutela militar, diz comandante
O comandante do Exército, general Eduardo Villas Bôas, afirma em entrevista à Folha que a saída para a crise do país “está nas mãos dos cidadãos brasileiros” que irão às urnas em 2018. Villas-Bôas, 65, diz que o Brasil de hoje “dispensa a tutela por parte das Forças Armadas” e que a Constituição deve prevalecer: “Todos devem tê-la como farol a ser seguido”. (Poder A6)

Ministro privilegia família com verbas ligadas a turismo (Poder a4)

Aeroporto na Venezuela é retrato da crise vivida pelo país
O aeroporto de Maiquetía, na região de Caracas, reflete o isolamento da Venezuela. A crise econômica, política e social levou aéreas a desistirem de operar no local. Duas delas, Avianca e Delta, o fizeram nesta semana. Às vésperas da eleição da Assembleia Constituinte, o cenário do terminal lembra filmes de zumbis, relata a enviada Sylvia Colombo. Passageiros demonstram medo e desolação. (Mundo A10)

Negociação tem de impedir ‘banho de sangue’, diz Aloysio (Mundo a10)

Foto-legenda : Reforço
Veículo blindado e soldados das Forças Armadas no arco metropolitano (RJ); o governo Temer autorizou a atuação das tropas no Estado até o fim deste ano (Cotidiano B1)

Demétrio Magnoli
Pragmatismo de Lula afogou a esquerda no país
Lula cultiva o pragmatismo em grau máximo, devotando solene desprezo tanto à ideologia quanto a valores e princípios. Foi assim que ele nadou — e, no percurso, afogou a esquerda brasileira. O legado do ex-presidente é uma esquerda prostrada, de olhos fixos no passado. Do ponto de vista da nossa democracia, eis um desastre ainda maior que os outros. (Poder A8)

Editoriais
Leia “Há vagas, sem carteira”, sobre melhora do mercado de trabalho, e “Macron e a realidade”, acerca de queda na aprovação do líder francês. (Opinião a2)

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