O Globo

Manchete: Brasil supera a marca de 62 mil homicídios por ano
Taxa de 30,3 mortos por 100 mil habitantes é 30 vezes maior que a da Europa
De 2006 a 2016, índice de assassinatos entre negros e pardos cresceu 23,1% e caiu 6,8% para os demais brasileiros
O Atlas da Violência 2018, divulgado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, mostra que 2016 registrou 62.517 mortes violentas, atingindo o índice de 30,3 mortos por 100 mil habitantes, taxa 30 vezes maior que a da Europa. Os dados da pesquisa confirmam que a violência atinge com mais força os negros: a taxa de homicídios entre negros e pardos, de 2006 a 2016, cresceu 23,1%. No mesmo período, o índice caiu 6,8% para os demais brasileiros. (PÁGINA 3)

Guerra de facções aterroriza o Leme
Dois homens morreram. Ruas ficaram desertas
O Leme viveu um dia de pânico por causa da guerra entre facções rivais nos morros da Babilônia e do Chapéu Mangueira. Os tiros começaram por volta de 5h da manhã, quando traficantes armados com fuzis chegaram pela Avenida Princesa Isabel e invadiram o Morro da Babilônia. O Bope subiu a favela, e as ruas do bairro ficaram desertas. No fim da tarde, houve novo tiroteio, desta vez no Chapéu Mangueira, e dois homens morreram. Segundo a PM, eram bandidos que estavam armados com um fuzil e uma pistola. O bairro vem sofrendo com tiroteios desde março. (PÁGINA 10)

Governo deixa ANP decidir sobre gasolina
Agência reguladora fará consulta pública e poderá determinar prazos mínimos para reajustes
Após a greve dos caminhoneiros elevar a pressão por uma nova política de preços da gasolina, o governo deixou para a Agência Nacional do Petróleo decidir sobre o tema. A agência abrirá consulta pública sobre a periodicidade dos reajustes e poderá regular até o mercado de distribuição. Nos últimos dias, o governo chegou a discutir mudanças na tributação e o uso do pré-sal para reduzir os reajustes. Agora, decidiu afastar a discussão do Planalto. (PÁGINA 19)

Justiça suspende venda de distribuidoras da Eletrobras (PÁGINA 23)

Alckmin reclama de aliados do PSDB
O pré-candidato do PSDB à Presidência, Geraldo Alckmin, tem acusado aliados do partido de fazer corpo mole. Para o tucano, eles estariam mais preocupados com suas campanhas nos estados. Estagnado nas pesquisas e irritado com as críticas, Alckmin chegou a dizer, em jantar com tucanos, que, se quisessem, poderiam retirar a sua candidatura. (PÁGINA 4)

Lula, Cabral e Bretas em tom amistoso
Com a presença de Sérgio Cabral, réu no processo que investiga compra de votos na Rio-2016, o juiz Marcelo Bretas ouviu Pelé e o ex-presidente Lula, por teleconferência. Audiência teve piadas e tom amigável entre Lula e o magistrado. (PÁGINA 9)

BC intervém, mas não segura dólar
Mesmo com a atuação do Banco Central, o dólar teve alta de 1,81% e fechou a R$ 3,812, maior cotação desde 2 de março de 2016. A aversão a mercados emergentes e o cenário eleitoral também derrubaram a Bolsa. (ÁGINA 22 e Míriam Leitão)

Colunistas
ELIO GASPARI
Nada de bom aconteceu com a Petrobras desde a greve dos caminhoneiros. (PÁGINA 16)

ZUENIR VENTURA
Seleção e Neymar ajudam a desanuviar o clima. (PÁGINA 17)

LYDIA MEDEIROS
Confusões de Temer abrem espaço a militares. (PÁGINA 2)

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O Estado de S. Paulo

Manchete: Sob pressão do agronegócio, governo reverá tabela do frete
Empresários reclamam de custo 150% maior; caminhoneiros prometem reagir
O governo recuou e vai rever a tabela de preços mínimos para os fretes rodoviários. A tabela entrou em vigor em 30 de maio e era reivindicação dos caminhoneiros em greve. A decisão de ontem foi tomada após pressão de representantes do agronegócio. Eles dizem que a tabela eleva os custos do frete em até 150%. Antes, as negociações eram feitas caso a caso. Levantamento da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) aponta que, com os valores fixados pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), os fretes de grãos subiriam entre 35% e 150%. O ministro Valter Casimiro (Transportes) afirmou que a tabela passará por consulta pública. Os caminhoneiros demonstraram descontentamento. “Se essa tabela cair, vai ter uma greve pior que a última”, disse Ivar Luiz Schmidt, representante do Comando Nacional do Transporte (CNT). (ECONOMIA / PÁGS. B1 e B3)

ANP intervém em política de preços da Petrobrás
Quatro dias após Pedro Parente deixar o comando da Petrobrás, o governo decidiu intervir na política de preços da companhia. Ontem, a Agência Nacional do Petróleo (ANP) anunciou que vai passar a controlar o prazo dos reajustes dos combustíveis, hoje feitos quase diariamente pela estatal. A decisão foi tomada em conjunto com o Ministério de Minas e Energia. (ECONOMIA / PÁG. B3)

Sem subsídio para a gasolina
“Não temos espaço fiscal neste momento (para subsidiar a gasolina)”, disse o ministro Eduardo Guardia. (PÁG. B3)

Incertezas na economia levam dólar a R$ 3,81
O dólar subiu 1,85% e fechou, ontem, em R$ 3,81, maior cotação desde 3 de março de 2016, época em que cresciam as apostas de impeachment da então presidente Dilma Rousseff. Os receios de piora do quadro fiscal e de que um candidato não reformista vença a eleição presidencial são apontados como causas. O Ibovespa caiu 2,49% e ficou abaixo dos 77 mil pontos. (ECONOMIA / PÁG. B6)

Mercado fala em alta da Selic
Com o dólar na casa dos R$ 3,80, crescem as apostas de que o Copom elevará a taxa, hoje em 6,50%. (PÁG. B6)

Deputados de SP elevam teto de servidores para R$ 30 mil
Deputados estaduais aprovaram ontem uma PEC que eleva o teto do funcionalismo do Estado de São Paulo de R$ 21 mil (salário do governador) para R$ 30 mil (ganhos mensais dos desembargadores do TJ). A medida deve custar R$ 1 bilhão aos cofres públicos. Na Câmara de São Paulo, 254 servidores ganham até R$ 59 mil, acima do teto municipal. (POLÍTICA / PÁG. A9 e METRÓPOLE / PÁG. A12)

Para TCU, 44% das renúncias fiscais não têm controle
O Tribunal de Contas da União (TCU) quer que a Casa Civil defina um rito de análise antes de o governo aprovar renúncias tributárias. Para este ano, a União deve abrir mão de R$ 284 bilhões. Desse total, 85% (R$ 240,6 bilhões) não têm prazo para acabar e 44% (R$ 125,6 bilhões) não passam por nenhum tipo de fiscalização de um órgão gestor. (ECONOMIA / PÁG. B4)

OEA abre processo de suspensão da Venezuela (INTERNACIONAL / PÁG. A10)

Notas & Informações
O PCC ameaça a democracia OPCC é uma das maiores ameaças à segurança dos brasileiros e jamais poderá ser maior do que o próprio Estado. Passa da hora de dar fim a este mal. (PÁG. A3)

Do auxílio-moradia à fisioterapia
TSE quer gastar com material de reabilitação fisioterápica. (PÁG. A3)

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Folha de S. Paulo

Manchete: Governo usa agência para intervir nos combustíveis
ANP que regula o setor, quer estabelecer prazo mínimo para reajuste nos preços
A Agência Nacional do Petróleo anunciou consulta pública para discutir a periodicidade dos reajustes de combustíveis no país. O objetivo da agência reguladora é estabelecer prazo mínimo para repasses das variações de preços. A ação pode atingir refinarias e distribuidoras. A medida foi negociada com o governo Temer (MDB) e é parte da estratégia para pôr fim aos reajustes diários da Petrobras sem passar a imagem de intervenção no mercado de combustíveis. Principal afetada, a estatal divulgou nota dizendo que vai colaborar com a ANP
A política de preços da Petrobras passou a ser contestada após aumento nos preços de gasolina, diesel e gás provocado pela escalada das cotações internacionais do petróleo nos últimos meses. As distribuidoras disseram que precisam avaliar a medida antes de se pronunciar. Antes, criticaram o uso da polícia para controlar o preço do diesel nos postos. “A Venezuela começou assim”, disse Leonardo Gadotti, representante do setor. (Mercado A14)

Paralisação deve causar maior inflação mensal em dois anos, estima FGV (A17)

Em 1ª fala após prisão, Lula critica denuncismo
O ex-presidente Lula afirmou ontem à Justiça Federal que o país vive um momento de “denuncismo” e que está “cansado de mentiras”. Foi a primeira declaração pública do petista desde sua prisão, em abril. Ele é testemunha de defesa do ex-governador Sérgio Cabral em ação que apura propina na escolha do Rio como sede da Olimpíada de 2016. (Poder A8)

Dólar tem maior valor desde março de 2016, R$3,81
O dólar fechou a R$ 3,81 ontem, o maior valor desde março de 2016, influenciado por preocupação de que haja guerra comercial entre os EUA e seus parceiros. A alta também foi motivada por temor de mudanças na política de preços de combustíveis da Petrobras. (Mercado A19)

Antônio Delfim Neto
Mais destrutivos, erros dos governos socializam prejuízo
Confirmou-se, de novo, que erros dos governos podem ser mais destrutivos do que os dos mercados e que, pior, sempre terminam na socialização dos prejuízos, isto é, a conta é paga por quem não tem nada a ver com eles. (Opinião A2)

Sob pressão, Alckmin se irrita com líderes tucanos
Pressionado por colegas de partido a deslanchar sua candidatura, o presidenciável Geraldo Alckmin (PSDB) irritou-se. Em jantar, jogou guardanapo na mesa e perguntou se preferiam outro nome. (Poder A4)

Em 11 anos, assassinatos de jovens crescem 23%
Os homicídios de jovens de 15 a 29 anos no país subiram 23% de 2006 a 2016, indica o Atlas da Violência 2018, publicado pelo Ipea e o Fórum Brasileiro de Segurança Pública. No último ano do levantamento, o número atingiu o pico da série histórica, com 33.590 vítimas nesta faixa etária. Em 11 anos, foram 324.967 jovens assassinados. No Rio Grande do Norte, a alta f01 382% —outros oito estados tiveram aumento maior que 100%. No total, o Brasil registrou 30,3 assassinatos a cada 100 mil habitantes. A taxa, recorde, é 30 vezes a da Europa. No Pará, uma disputa entre facções leva a região metropolitana de Belém a índice de 6 mortes violentas por dia. (Cotidiano B1)

‘Pela honra de Deus’
A policial militar que ficou famosa por matar ladrão a tiro diante de escola em Suzano (SP) estuda concorrer a deputada federal. “Se me candidatar, Ele tem a ver comisso”, diz a evangélica Katia Sastre. (Poder A6)

Editoriais
Lições orçamentárias
Sobre custos das concessões aos caminhoneiros.

Quem não deve...
Acerca de investigação de elo entre Trump e Rússia. (Opinião A2)

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