O Globo

Manchete : Dólar forte derruba moedas de emergentes
Cotação atinge R$ 3,662, a maior desde abril de 2016
Peso argentino, lira turca, real e rublo são as mais afetadas no ano. Para Guardia, resposta é consolidação fiscal

Os sinais de que a economia americana vai crescer acima do esperado têm feito o dólar se valorizar globalmente, e com mais força sobre as moedas dos países emergentes. O peso argentino teve a maior desvalorização no ano, seguido por lira turca, real e rublo. Ontem o dólar foi a R$ 3,662, maior cotação desde abril de 2016, e o dólar turismo passou de R$ 4. A incerteza da eleição pode agravar o quadro. Para o ministro da Fazenda, Eduardo Guardia, o Brasil tem que avançar na consolidação fiscal.(PÁGINA 21)

INSS: em vez de softwares, bebidas
Contratada por R$ 8,8 milhões pelo INSS, sem licitação, para desenvolver softwares de última geração, a RSX Informática tem como sede um depósito de bebidas. A firma já recebeu R$ 4 milhões e não prestou serviços. Após denúncia do GLOBO, o instituto disse que vai cancelar a contratação.(PÁGINA 3)

Petrobras cobra dinheiro de réus
No primeiro dia do julgamento no STF do deputado Nelson Meurer (PP-PR) e seus filhos por corrupção na Petrobras, empresa pediu devolução de R$ 34,2 milhões. (PÁGINA 4)

Bebê é a 15ª criança baleada
Este ano, o município do Rio teve em média uma pessoa baleada a cada seis horas, segundo levantamento do site Fogo Cruzado. O bebê de seis meses atingido em um colégio no Cosme Velho foi operado para a extração da bala, que estava próxima à medula, e passa bem. A polícia não sabe a origem do tiro. O pai da vítima publicou texto numa rede social criticando que “nem na escola e no aconchegante colo da mãe nossos filhos estão livres do perigo”. Com o bebê, já são 15 crianças baleadas na cidade no ano. Um morador da Praia de Botafogo encontrou no apartamento uma bala, aparentemente, de fuzil, que, hipótese mais provável, partiu de um morro do Leme.(PÁGINA 8)

Empresário do DF arremata tríplex (Página 6)

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O Estado de S. Paulo

Manchete : Alvos da PF usam Refis para parcelar e abater débitos de R$ 3,8 bi
Além de obter descontos e prazo para o pagamento, investigados deixam de responder por crime fiscal
Dados da Receita Federal mostram que empresas e pessoas investigadas nas operações Lava Jato, Zelotes e Ararath, da Polícia Federal, parcelaram, no último Refis, R$ 3,8 bilhões em autuações. A Receita abriu 3.416 procedimentos de investigação para apurar crimes de sonegação, aumento de patrimônio, lucros realizados e omissões de receitas. Nesses processos, o Fisco cobrou imposto sobre valores pagos e recebidos de forma ilegal. Ao aderirem ao Refis, no entanto, além de obter bons descontos e prazo maior para o pagamento, eles também se livraram de responder a processos por crime fiscal. Para o secretário de Fiscalização da Receita, Iágaro Martins, isso mostra uma distorção no sistema. “O que causa a impunidade tributária no País é a certeza que ele vai ter um Refis e não vai ser preso porque vai pagar o tributo”, disse.(ECONOMIA / PÁG. B1)

Dólar estressa emergentes; em SP, turista já paga R$ 4
A valorização do dólar e o temor de desaceleração da economia da China agitaram mercados emergentes. Houve queda nas Bolsas e depreciação do câmbio. No Brasil, a moeda americana avançou 0,99% (R$ 3,66). Para o consumidor final, porém, o dólar turismo ultrapassou a casa dos R$ 4 em São Paulo.(ECONOMIA / PÁG. B3)

Joesley é denunciado por corrupção pelo MPF
O Ministério Público Federal denunciou, pela 1.ª vez, o empresário Joesley Batista, da J&F. Ele é acusado de corrupção e lavagem de dinheiro, entre outros crimes. A denúncia desconsidera acordo de delação firmado com a PGR e depois rescindido. Na delação, Joesley envolveu o presidente Temer.(POLÍTICA / PÁG. A9)

‘Triplex tem uma história’, diz seu novo dono
Um empresário do setor imobiliário arrematou, pelo preço mínimo de R$ 2,2 milhões, o imóvel no Guarujá que foi pivô da condenação do ex-presidente Lula na Lava Jato. “Acredito que pode ser um bom negócio”, disse o novo dono.
(POLÍTICA / PÁG. A8)

Venezuela compra petróleo para mandar a Cuba
Enquanto o governo Maduro derruba as importações e a população sofre com a escassez de produtos, a estatal PDVSA comprou US$ 440 milhões (R$ 1,58 bilhão) em petróleo, em 2017 e 2018, para mandá-lo subsidiado a Cuba.
(INTERNACIONAL / PÁG. A10)

Cidade dos sem-teto
Dez mil pessoas vivem de forma precária na maior invasão de sem-teto do Estado, em Sumaré, no interior. Caso está no STF.(METRÓPOLE / PÁG. A13)

Bebê é atingido por bala perdida em escola no Rio (Metrópole / Pág. A14)

Lei trabalhista vale para todo contrato, diz AGU (Economia / Pág. B7)

Coluna do Estadão
MP INVESTIGA SUPOSTA PROPINA EM OBRA DA DERSA
O Ministério Público investiga suposto pagamento de propina em obra da Dersa na Carvalho Pinto. São alvo da investigação o vice-presidente do TCE, Antonio Roque Citadini, e o ex-conselheiro Eduardo Bittencourt.
(POLÍTICA / PÁG. A4)

Vera Magalhães
Ao ignorar denúncias e índices de desaprovação, Temer faz comemoração fake. (POLÍTICA / PÁG. A6)

Monica De Bolle
Preocupa possibilidade de diminuição da capacidade do FMI de ajudar países em crise.(ECONOMIA / PÁG. B2)

Notas & Informações
Soa o alarme do dólar
Convém dar atenção às áreas mais vulneráveis da economia nacional e reforçar os fundamentos para uma travessia segura da turbulência.(PÁG. A3)

Insensatez mata
Confronto em Gaza é resultado de mais uma decisão impensada de Donald Trump. (PÁG. A3)

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Folha de S. Paulo

Manchete : Doria deixa herança de filas da saúde fora do prazo prometido
Maior parte dos exames e das consultas ainda leva mais de 60 dias para ser feita na rede municipal de São Paulo
Após mais de um ano de promessas do ex-prefeito João Doria (PSDB), a maior parte de exames e consultas ainda leva mais de dois meses para ser feita na rede municipal de São Paulo, de acordo com dados obtidos p ela Folha por meio da Lei de Acesso à Informação.Com apoio da rede privada, o Corujão da Saúde foi criado para reduzir a 60 dias a espera por exames, uma das principais bandeiras de Doria na campanha de 2016. Ele deixou o cargo em abril para concorrer ao governo do estado e foi substituído por Bruno Covas (PSDB).

Na disputa municipal, o ex-prefeito havia prometido prazo de até 30 dias para todos os exames.
A Secretaria de Saúde afirmou, por nota, que o Corujão trabalha para evitar o represamento da fila de espera por exames, como havia no final de 2016. (Cotidiano B1)

Alexandre Schwartsman
Dinheiro barato pós-crise de 2008 recua e abate real
As condições financeiras globais se normalizam dez anos depois da crise de 2008. A reação de cada moeda, contudo, não deve ser a mesma. No Brasil, o que se vê é hostilidade às reformas e, portanto, a desvalorização do real em relação ao dólar. (Mercado A20)

Justiça suspende até CNH para pressionar devedor
Para forçar o pagamento de dívidas, juizes têm determinado a suspensão do passaporte e até da carteira de habilitação de devedores. A medida é alvo de controvérsia, (Cotidiano B2)

Ministério Público ignora delações e denuncia Joesley
O Ministério Público Federal denunciou Joesley Batista e Francisco de Assis, da JBS, sob acusação de corrupção e lavagem de dinheiro. A denúncia ignora o acordo de delação dos executivos, assinado há um ano e ainda não rompido oficialmente pelo STF. A defesa deles não se manifestou. (Poder A5)

Sérgio Rodrigues
Slogan do governo implora para ser lido como ato falho
Não é possível afirmar que o governo Temer (MDB) deseje confessar de forma suicida um pacto com o passado. No entanto, a frase “O Brasil voltou, 20 anos em 2” sugere exatamente isso e transforma em retrocesso o que pretendia ser ufanismo. (Poder A4)

Norte-coreano põe em dúvida encontro com Donald Trump
A Coreia do Norte anunciou a suspensão das conversas de alto nível que teria nesta quarta-feira (16) coma Coreia do Sul, citando os exercícios militares conjuntos entre sul-coreanos e americanos.
Norte-coreanos também colocaram em dúvida o encontro entre Kimjong-un e o presidente dos EUA, Donald Trump, marcado para 12 de junho. (MundoA10)

Editorial
A eleição e a economia
Sobre efeito das incertezas na recuperação do país. (Pág. A2)

Retórica perigosa
Acerca de homenagem do governador paulista a PM. (Pág. A2)

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