O Globo

Manchete: Governo vai liberar crédito extra para segurança
Ministro afirma que serão ‘alguns bilhões’
Dinheiro irá para o caixa do Estado do Rio, as forças da intervenção e o novo ministério

Após reunião do presidente Temer e ministros, o governo anunciou ontem que vai abrir crédito extraordinário para a segurança no Rio. O estado, as forças da intervenção federal e o recém- criado Ministério da Segurança Pública dividirão os recursos, que, segundo o ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira, devem chegar a “alguns bilhões”. Ele disse que os valores serão detalhados esta semana. (PÁGINA 10)

Na Rocinha, batalhão substituirá UPP
O comando da PM pretende acabar com a UPP da Rocinha. No lugar dela, seria instalado um batalhão. A criação depende da aprovação do secretário de Segurança, general Richard Nunes. Sua principal função seria retomar territórios perdidos para o tráfico. (PÁGINA 10)

Polícia segue dois novos rastros do assassinato de Marielle
A Polícia Civil reuniu ontem mais duas peças no quebra-cabeça que tenta montar para elucidar os assassinatos da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes: a identificação do segundo carro usado no crime e a coleta de imagens do circuito de segurança da Câmara Municipal. Agentes foram a Minas para analisar um veículo suspeito abandonado em Ubá. (PÁGINA 7)

RICARDO RANGEL
Por quem os sinos dobram. (PÁGINA 2)

ANCELMO GOIS
Produtora fará filme sobre Marielle. (PÁGINA 8)

Energia cara: clientes deixam Light e Enel
O aumento das tarifas tem levado cada vez mais empresas do Rio ao mercado livre, no qual a energia é comprada diretamente das geradoras. Com isso, Light e Enel, cujos últimos reajustes são de 13,4% e 19,9%, respectivamente, vêm perdendo clientes. (PÁGINA 17)

Pré-candidatos usam cargos para campanha
Valendo-se das frouxas regras da pré-campanha, políticos que pretendem concorrer ao Planalto usam mandatos e cargos para turbinar suas agendas. O Ministério Público tem dificuldade para configurar os atos como propaganda eleitoral antecipada. (PÁGINA 3)

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O Estado de S. Paulo

Manchete: Tecnologia faz renda crescer no campo e vaga informal cair
Em 5 anos, emprego recuou, mas rendimento médio do trabalho subiu 7%, diz estudo
Entre 2012 e 2017, o número de vagas de emprego informal no agronegócio caiu 3,4% ao ano – na agricultura como um todo, a retração chega a 5% das vagas informais ao ano no mesmo período, de acordo com estudo inédito feito pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) com dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) do IBGE e obtido pelo Estado. “O agronegócio tem absorvido cada vez menos mão de obra informal e com menos qualificação”, afirma o economista Felippe Serigatti, coordenador da pesquisa. Consequência disso, o rendimento médio real (descontada a inflação) do trabalho no agronegócio subiu 7%, acima dos 4,6% registrados para os trabalhadores de todos os setores da economia. Na agropecuária, o avanço acumulado em cinco anos foi de 9,2% na renda e na agricultura, de 8,3%. O emprego formal no campo também viu o número de trabalhadores cair: 4,9% na agricultura e 1,4% no agronegócio ao ano em cinco anos. (ECONOMIA / PÁG. B5)

Gargalo
A falta de trabalhador qualificado pode comprometer o crescimento do agronegócio no médio prazo. (PÁG. B5)

Doria vence prévias; Covas assume Prefeitura no dia 7
O prefeito João Doria venceu, no primeiro turno, as prévias do PSDB e será o candidato do partido ao governo de São Paulo. Ele pretende deixar a Prefeitura da capital paulista até o dia 7 de abril, quando Bruno Covas, também do PSDB, assumirá o comando da cidade para um mandato de quase 3 anos. Doria obteve 80% votos. Em segundo lugar ficou o secretário estadual Floriano Pesaro, seguido pelo cientista político Luiz Felipe d’Ávila e pelo ex-senador José Aníbal. O governador Geraldo Alckmin, pré-candidato à Presidência, evitou declarar apoio a João Doria na eleição para o Palácio dos Bandeirantes. O vice de Alckmin, Márcio França (PSB), também deverá ser candidato ao governo em outubro, o que levará o presidenciável a ter um palanque duplo no Estado. (POLÍTICA / PÁG. A4)

Sem novo programa nos próximos meses
O combinado com Doria é que Bruno Covas mantenha o secretariado, os projetos e o ritmo de trabalho atuais. Nenhum novo programa deve ser lançado nos primeiros meses. (PÁG. A6)

Carro suspeito no caso Marielle é achado em MG
Denúncia anônima levou a Polícia Civil de Minas ao Logan prata com placas do Rio suspeito de ter sido usado no assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL). O veículo foi apreendido na noite de sábado em Ubá, a 300 km do Rio. Investigadores da polícia fluminense foram para a cidade. (METRÓPOLE / PÁG. A12)

R$ 1 bi para a intervenção
O ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira, disse ontem que o governo federal vai liberar, via medida provisória, pelo menos R$ 1 bilhão para execução das ações da intervenção federal no Rio. (PÁG. A10)

Colunistas
Denis Lerrer Rosenfield
Competência do STF tem limites, cabe ao Legislativo resgatar a soberania popular. (ESPAÇO ABERTO / PÁG. A2)

Cida Damasco
Defasagem entre Selic e juros da vida real dificilmente será eliminada no futuro próximo. (ECONOMIA / PÁG. B7)

Notas & Informações
Autonomia e responsabilidade
A independência dos Poderes não deve representar alheamento em relação às necessidades do País. (PÁG. A3)

Loteria Judiciária
Ninguém sabe o que esperar do STF a respeito das pequenas ou grandes questões. (PÁG. A3)

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Folha de S. Paulo

Manchete: ‘Deixo de lado os pesadelos do passado’, diz Alckmin
Presidenciável tucano afirma que vai evitar polarização em campanha
Pré-candidato à Presidência, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) afirmou que deverá evitara polarização na campanha e pregar a conciliação nacional. “Deixo de lado os pesadelos do passado. Não vou ficar brigando por coisa de PT, não sei o quê, vou olhar para o futuro”, disse ele em entrevista a Thais Bilenky. Para concorrer ao cargo, ele precisa deixar o governo paulista até 7 de abril. O governador paulista disse que pretende, como candidato, enfatizar a infraestrutura, a geração de emprego e a redução da pobreza e da desigualdade. Alckmin circula com gráficos para mostrar o que chama de cartões de visita. Comparam dados paulistas de violência, receitas e despesas com os do Brasil. Sobre o Rodoanel, que é uma das principais obras da sua administração, o tucano reclamou que “o estado está bancando quase sozinho” e que o governo Temer, “que deveria entrar com um terço da obra, está pagando um sexto”. 0 presidenciável é alvo de um pedido de inquérito no Superior Tribunal de Justiça a partir da delação da Odebrecht. Um ex-executivo da construtora disse que negociou um repasse de R$ 2 milhões em caixa dois para a campanha do tucano ao governo, em 2010. Alckmin afirmou que a acusação ê uma “aleivosia”. (Poder A14)

Governo quer usar alta de tributo para intervenção
O governo federal planeja usar o dinheiro arrecadado com a reoneração da folha de pagamentos para arcar com parte dos gastos da intervenção no Rio e com demandas do novo Ministério da Segurança Pública. Medida provisória será enviada ao Congresso nesta semana. A polícia mineira apreendeu perto da fronteira com o Rio carro que pode ter sido usado no assassinato da vereadora Marielle Franco, do PSOL. (Cotidiano B1)

MAURO PAULINO
A maioria das brasileiras é como a vereadora
Brasileiras negras ou pardas somam 50 milhões e são a maioria das mulheres do país. A representatividade “por espelho” de Marielle também se reflete na renda mais baixa do segmento. Os dados mostram que a vereadora do PSOL de fato representava as bandeiras de seu eleitorado. (Cotidiano B1)

GREGORIO DUVIVIER
Quem a responsabiliza por sua morte tem as mãos sujas de sangue (Ilustrada C5)

CELSO ROCHA DE BARROS
Ninguém na bancada da bala é homem de enfrentar essa gente (Poder A7)

MATHIAS ALENCASTRO
Homicídio teve mais impacto no exterior que o impeachment (Mundo A12)

João Doria vence prévias para o governo de SP
O prefeito João Doria ganhou a disputa no PSDB para decidir o candidato do partido ao governo do estado de São Paulo nas eleições de outubro. O empresário obteve 80% dos votos nas prévias deste domingo (18). Ele disputou com o cientista político Luiz Felipe D’Ávila, o deputado Floriano Pesaro e o senador José Aníbal. Doria deve deixar a prefeitura até 7 de abril, prazo da lei eleitoral. (Poder A6)

Editoriais
Leia “Mais uma batalha” , acerca de alta da contribuição dos servidores públicos à Previdência, e “Rastros da devastação”, sobre prejuízo da Petrobras. (Opinião A2)

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