Manchete nos Jornais desta Segunda-feira, 20 de Novembro de 2017

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Maia sai fortalecido com trocas no governo
Presidente da Câmara põe aliado em Cidades e deve dar aval a mudança no comando do BNDES
As mudanças no primeiro escalão do governo que o presidente Michel Temer anunciará nos próximos dias vão fortalecer o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ). Além de decidir entregar o Ministério das Cidades a um dos principais aliados de Maia, o governo prepara a troca do comando do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) – demanda do presidente da Câmara, responsável pelo cronograma de votação do plenário, o que inclui a reforma da Previdência. Ontem, Temer foi à casa de Maia para um almoço do qual participou o deputado Alexandre Baldy (sem partido-GO), escolhido para substituir Bruno Araújo (PSDBPE) no Ministério das Cidades. Segundo um ministro próximo de Temer, ele deve indicar um nome que tenha aval de Maia para comandar o BNDES. O atual titular, Paulo Rabello de Castro, é alvo de pressão da base após ter sido lançado pelo PSC pré-candidato à Presidência…
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O Globo

Manchete : Temer amplia poder de Maia para aprovar a Previdência
Presidente da Câmara negociará com o centrão secretarias da pasta das Cidades
Para retomar a votação na primeira semana de dezembro, Planalto prepara maratona de encontros com prefeitos e governadores e organiza jantar com deputados
O presidente Michel Temer ampliou os poderes do presidente da Câmara, Rodrigo Maia, na articulação política do governo para destravar a votação da reforma da Previdência já na primeira semana de dezembro. Temer autorizou Maia a negociar com os partidos do centrão a distribuição das quatro secretarias mais importantes do Ministério das Cidades, cujo novo titular, Alexandre Baldy, foi indicado pelo presidente da Câmara. O Planalto reunirá prefeitos, governadores e deputados esta semana para angariar apoio à reforma. (PÁGINA 3)

Picciani e Albertassi se licenciam, mas MPF vai pedir afastamento
O presidente da Assembleia Legislativa do Rio, Jorge Picciani, e o deputado Edson Albertassi se licenciaram ontem dos cargos, mas o Ministério Público Federal vai pedir que eles e o deputado Paulo Melo sejam afastados dos mandatos. A solicitação será levada amanhã ao Tribunal Regional Federal da 2ª Região, que se reúne para tratar da operação que prendeu os três. (PÁGINA 4)

Saúde do Rio corta 3,9 milhões de atendimentos
Sem recursos, a rede municipal de saúde do Rio reduziu em 3,9 milhões o número de consultas, exames e cirurgias de janeiro a setembro deste ano, na comparação com igual período de 2016. Dados do sistema do Ministério da Saúde mostram que só em consultas a queda foi de 1,8 milhão. (PÁGINA 5)

Doenças do trabalho viram pandemia, diz OIT
Licenças por problemas de saúde ligados ao trabalho, que vão de lesão por esforço repetitivo à depressão, cresceram 25% em dez anos no Brasil, enquanto os acidentes, 3,9%. Os números refletem realidade global, e a Organização Internacional do Trabalho (OIT) já fala em pandemia. (PÁGINA 13)

Chile terá segundo turno mais acirrado
Candidato à direita, o ex-presidente Sebastián Piñera teve um desempenho bem abaixo do esperado na primeira etapa das eleições presidenciais do Chile, ontem, e vai enfrentar um segundo turno mais difícil em meados de dezembro contra Alejandro Guillier, de centro-esquerda. Com 87% dos votos apurados, Piñera tinha 36,7% e Guillier, 22,7%. (PÁGINA 19)

Alegria e protesto
Protestos políticos e críticas ao prefeito Marcelo Crivella marcaram a 22ª Parada Gay, que agitou ontem a orla de Copacabana. Pela primeira vez em 15 anos, a festa — que ganhou o nome de Parada da Resistência — não teve ajuda financeira da prefeitura, e os participantes não perdoaram. A cantora Daniela Mercury disparou do alto do trio elétrico: “A sociedade carioca é libertária. Jamais combina com o prefeito que vocês têm”. Os organizadores estimaram a participação de 800 mil pessoas. (PÁGINA 8)

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O Estado de S. Paulo

Manchete : Maia sai fortalecido com trocas no governo
Presidente da Câmara põe aliado em Cidades e deve dar aval a mudança no comando do BNDES
As mudanças no primeiro escalão do governo que o presidente Michel Temer anunciará nos próximos dias vão fortalecer o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ). Além de decidir entregar o Ministério das Cidades a um dos principais aliados de Maia, o governo prepara a troca do comando do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) – demanda do presidente da Câmara, responsável pelo cronograma de votação do plenário, o que inclui a reforma da Previdência. Ontem, Temer foi à casa de Maia para um almoço do qual participou o deputado Alexandre Baldy (sem partido-GO), escolhido para substituir Bruno Araújo (PSDBPE) no Ministério das Cidades. Segundo um ministro próximo de Temer, ele deve indicar um nome que tenha aval de Maia para comandar o BNDES. O atual titular, Paulo Rabello de Castro, é alvo de pressão da base após ter sido lançado pelo PSC pré-candidato à Presidência. (POLÍTICA / PÁG. A4)

Intercâmbios caem até 99% sem programa do governo
O número de intercâmbios entre alunos de graduação das universidades públicas brasileiras caiu até 99% com o fim do programa Ciência sem Fronteiras, do governo federal, no ano passado. Além da perda de experiência acadêmica para os estudantes, dizem especialistas, há um prejuízo para a formação científica no Brasil. O Ministério da Educação informou que vai elaborar um estudo para viabilizar o envio de alunos do ensino médio para estudar no exterior. (METRÓPOLE / PÁG. A11)

No Chile, eleição presidencial terá segundo turno
O ex-presidente Sebastián Piñera, de 67 anos, de direita, vai disputar o segundo turno das eleições presidenciais do Chile, em 17 de dezembro, com o senador Alejandro Guillier, de 64, de centro-esquerda. Com 98,6% dos votos apurados ontem à noite, Piñera tinha 36,6% e Guillier, 22,6%. A grande surpresa foi a votação de Beatriz Sánchez (Frente Ampla), com 20,2%. (INTERNACIONAL / PÁG. A9)

Sem encomenda, estaleiro tem dívida de R$ 1 bi
Com cinco navios para entregar até 2019, o Estaleiro Atlântico Sul busca alternativas para manter sua operação e salvar seus controladores. Se não conseguir novas encomendas, ficará com uma fatura de R$ 1 bilhão a quitar. Cerca de 80% das dívidas são garantidas pelos dois donos do estaleiro, os grupos Camargo Corrêa e Queiroz Galvão. (ECONOMIA / PÁG. B1)

Cida Damasco
Analistas do mercado emitem sinais de que vale tudo em 2018, menos populismo econômico. (ECONOMIA / PÁG. B4)

CPI da JBS quer culpar Miller e Janot (POLÍTICA / PÁG. A6)

Indústria abre mais vagas que em 2014 (ECONOMIA / PÁG. B4)

Notas&Informações
A vontade não substitui a lei
Ricardo Lewandowski, do Supremo, foi ao centro do problema causado pelas pretensões salvacionistas de parte do Ministério Público. (PÁG. A3)

Frutos de uma decisão acertada
Temer acertou ao não fugir dos principais desafios do País. (PÁG. A3)

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Folha de S. Paulo

Manchete: Governo pretende mudar programa Farmácia Popular
Meta é reduzir custo com rede que distribui remédio gratuito ou com desconto a 10 milhões de pessoas
Para reduzir custos, o governo quer mudar o programa Farmácia Popular, que oferta remédios gratuitos ou com desconto de atê 90% e que atendeu 10,1 milhões de pessoas em outubro. O ministro Ricardo Barros (Saúde) afirmou que quer alterar o modelo de pagamento para as 30 mil farmácias particulares credenciadas, visando economizar atê R$ 600 milhões dos R$ 2,7 bilhões gastos anualmente. Hoje, as farmácias recebem reembolso pelos produtos entregues baseado em uma tabela com valores de referências já definidos. Barros quer renegociar isso, definindo um cálculo que embuta preço no atacado e 40% de margem para compensar os custos de aquisição e distribuição dos remédios. Para representantes do setor, a iniciativa pode inviabilizar o programa, criado no governo Lula. Segundo a associação das redes de drogarias, os preços sugeridos não compensarão os custos. “Nos parece perigoso que um dos poucos êxitos seja ameaçado”, diz Antônio Britto, da Associação da Indústria Farmacêutica de Pesquisa. Barros nega que haja desmonte do Farmácia Popular e afirma que pode voltar a distribuir todos os remédios apenas no SUS se não houver acordo. (Cotidiano B1)

Indicado para Cidades teve nome ligado a Cachoeira
Escolhido por Michel Temer para a pasta das Cidades na reforma ministerial, o deputado Alexandre Baldy (GO) aparece em relatório inicial de CPI como participante de um esquema criminoso comandado em Goiás pelo empresário dos jogos de azar Carlos Cachoeira. Baldy não quis se manifestar. Em 2016, ele havia dito que não tinha relação com Cachoeira e que não era investigado por isso. (Poder A4)

Protagonismo da delação rachou advocacia no país
O protagonismo da delação premiada na Lava Jato alterou o mapa da advocacia criminal no país. A categoria se dividiu entre quem a defende para reduzir penas e os que são contra, preferindo buscar nulidades processuais. Escritórios menores ganharam destaque, e consagrados perderam espaço. (Poder A6)

Boca de urna aponta segundo turno no Chile
Pesquisa de boca de urna indica que haverá um segundo turno na eleição presidencial chilena, relata a enviada Sylvia Colombo. Favorito, o ex-presidente Sebastián Pinera surgiu com 36% dos votos — menos do que os 45% que pesquisas projetavam. Em segundo lugar apareceu o jornalista e “outsider” Alejandro Guillier, que teve 23% registrados no levantamento. (Mundo A9)

Editoriais
Leia “Remover o entulho”, sobre troca de programa de incentivo à indústria automobilística, e “Capítulo final”, a respeito de calote da Venezuela. (Opinião A2)

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