“Dilma não percebeu a armadilha do consumo” – O economista Luiz Carlos Mendonça de Barros nada contra a corrente e afirma que a política monetária conseguiu o seu objetivo: conter o ímpeto do consumo. Mas não adianta continuar subindo a taxa de juros, pois o problema da inflação atual é de outra natureza. “Não estamos à beira de um colapso, mas, sim, no meio de uma armadilha clássica de demanda crescendo acima da oferta”. Presidente do BNDES e ministro das Comunicações no governo de Fernando Henrique, ele nunca teve papas na língua e diz que está “pouco se lixando” para quem o rotula de petista. Acha que “só um demente” acredita ser possível levar a inflação ao centro da meta apenas com os juros e prevê que, num segundo mandato, Dilma precisará ter “um nome de peso” na equipe econômica…

Carros: Em estudo, mais prazo para pagar – Queda nas vendas provoca expectativa de medidas para reativar o consumo…

Profissão perigo: Acidentes de trabalho com morte preocupam. Total de casos fatais cai no RS em ritmo menor do que no vê país. Frigoríficos são os locais mais perigosos…

Plano de saúde: Nem a Justiça dá jeito nas operadoras – Está ficando comum o descumprimento de liminares pelas empresas — médicos temem o descredenciamento caso acatem a ordem judicial…

Correio Braziliense

Manchete: Trânsito caótico vai fazer Brasília parar em 2020

O aumento diário de carros nas pistas — há praticamente um carro para cada dois habitantes no DF — e as mudanças lentas no sistema de transporte público devem estrangular o trânsito na capital do país em apenas seis anos. Para piorar, acidentes e manifestações de moradores nas vias complicam a rotina dos motoristas. Especialista da UnB, Pastor Willy Gonzales Taco cobra investimento em transportes coletivos. Já o secretário de Transportes, José Walter Vazquez Filho, defende a necessidade de se criar outros polos de desenvolvimento em regiões de melhor distribuição da malha viária, além do combate imediato aos gargalos nas principais vias de acesso ao Plano Piloto. (Págs. 1, 18 e 19)

Governo quer puxar PSDB para a fogueira

A estratégia do Palácio do Planalto é conquistar o controle da CPI e reacender problemas da Petrobras no governo de Fernando Henrique Cardoso, como o caso da plataforma P-36, que afundou na Bacia de Campos. (Págs. 1, 2 e 3)

Plano de saúde: Nem a Justiça dá jeito nas operadoras

Está ficando comum o descumprimento de liminares pelas empresas — médicos temem o descredenciamento caso acatem a ordem judicial. (Págs. 1 e 8)

Medicamentos sem receita podem até matar (Págs. 1 e 15)

Somos todos macacos, e daí?

Uma jogada de craque do lateral Daniel Alves. Ao ver banana lançada por um torcedor racista no jogo do seu time, o Barcelona, contra o Villarreal, o atleta não vacilou, pegou a fruta e comeu. O gesto teve repercussão instantânea nas redes sociais depois que o colega Neymar criou a hashtag #somostodosmacacos, que ganhou o mundo. Nos EUA, o comentário preconceituoso de dirigente do time de basquete Los Angeles Clippers fez o presidente Barack Obama chamá-lo de “ignorante”. (Págs. 1 e Superesportes, 6)

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Zero Hora

Manchete: PAC 2 tem só 10% das ações prontas no RS

Iniciativas como a ampliação do Salgado Filho e reformas em construções de valor histórico estão entre as não concluídas. Governo garante que todas ficarão prontas. (Págs. 1, 4 e 5)

Carros: Em estudo, mais prazo para pagar

Queda nas vendas provoca expectativa de medidas para reativar o consumo. (Págs. 1 e 18)

Profissão perigo: Acidentes de trabalho com morte preocupam

Total de casos fatais cai no RS em ritmo menor do que no vê país. Frigoríficos são os locais mais perigosos. (Págs. 1 e 18)

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Brasil Econômico

Manchete: “Dilma não percebeu a armadilha do consumo”

O economista Luiz Carlos Mendonça de Barros nada contra a corrente e afirma que a política monetária conseguiu o seu objetivo: conter o ímpeto do consumo. Mas não adianta continuar subindo a taxa de juros, pois o problema da inflação atual é de outra natureza. “Não estamos à beira de um colapso, mas, sim, no meio de uma armadilha clássica de demanda crescendo acima da oferta”. Presidente do BNDES e ministro das Comunicações no governo de Fernando Henrique, ele nunca teve papas na língua e diz que está “pouco se lixando” para quem o rotula de petista. Acha que “só um demente” acredita ser possível levar a inflação ao centro da meta apenas com os juros e prevê que, num segundo mandato, Dilma precisará ter “um nome de peso” na equipe econômica. (Págs. 1, 4 e 5)

Mastercard: ‘Nosso maior concorrente é o dinheiro’

O presidente da empresa para o Brasil, João Pedro Paro, diz que o maior desafio é ampliar a aceitação dos meios eletrônicos de pagamento. “Hoje, apenas dois milhões dos cerca de 15,5 milhões de estabelecimentos comerciais aceitam”. (Págs. 1, 22 e 23)

Linha branca: Electrolux leva mercado da Mabe

A mexicana, que está em recuperação judicial e já fechou fábrica em Itu, perdeu no ano passado nove pontos percentuais na venda de fogões, volume semelhante ao conquistado pela sueca no mesmo período. (Págs. 1, 18 e 19)

Eleições: No Paraná, haverá renovação nos campeões de voto. A surpresa é o lutador de MMA Wanderlei Silva, do PSDB (Págs. 1 e 8)

Mobilidade: Os investimentos de R$ 7 bilhões em projetos de transporte urbano nas cidades de 250 a 700 mil habitantes (Págs. 1 e 12)

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Folha de S. Paulo

Manchete: Decisão do mensalão foi 80% política, afirma Lula

Ex-presidente diz que julgamento foi ‘massacre que visava destruir o PT’

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a negar a existência do mensalão e disse em entrevista à TV portuguesa RTP que o julgamento do caso teve “80% de decisão política e 20% de decisão jurídica”. Ao caracterizar a decisão como essencialmente política, pela primeira vez expressou concordância com a opinião corrente no PT.

O ex-presidente também afirmou que o julgamento no Supremo Tribunal Federal foi “um massacre que visava destruir o PT”.

Lula disse que não será candidato e quer continuar fazendo política mesmo sem ter um cargo público. Afirmou que fará campanha pela reeleição da presidente Dilma Rousseff e rebateu críticas à política econômica de sua sucessora.

O ex-presidente foi internado anteontem no hospital Sírio Libanês, em São Paulo. A Folha apurou que ele teve crise de labirintite, que pode ter sido causada pelo cansaço após viagem. O petista já recebeu alta do hospital e foi para casa. (Págs. 1 e Poder A4)

Ex-diretor da Petrobras teve audiência com ministro Lobão

Paulo Roberto Costa, ex-diretor da Petrobras preso pela PF e investigado por suspeita de lavagem de dinheiro, participou de audiência com o ministro Edison Lobão (Minas e Energia) para fazer lobby pela petrolífera chinesa Sinopec.

O objetivo era negociar parceria com a Petrobras para viabilizar investimentos na refinaria Premium 2, no Ceará. A reunião ocorreu em 25 de fevereiro. (Págs. 1 e Poder A6)

Ônibus perde 7 milhões de passageiros desde 2005

Mais de 7 milhões de brasileiros deixaram de viajar de ônibus interestaduais entre 2005 e 2013, enquanto a aviação ganhou 51 milhões de passageiros domésticos.

Os ônibus transportavam 62% das pessoas que viajavam dentro do Brasil em 2005, enquanto 38% pegavam avião. No ano passado, a proporção já era exatamente oposta, com 62% optando pelo avião para se deslocar pelo país. (Págs. 1 e Mercado B3)

Médico é morto em delegacia quando fazia BO

Um médico de 27 anos foi morto e duas pessoas ficaram feridas após tiroteio dentro de delegacia em Santo André (SP), causado pelos próprios policiais do DP.

Ricardo Assanome tinha ido ao local com a noiva registrar BO de um acidente de trânsito leve. (Págs. 1 e Cotidiano C1)

Crimes violentos caem, mas tráfico continua após UPPs (Págs. 1 e Cotidiano C4)

Editoriais 

Leia “À espera de um ajuste”, acerca de calmaria no mercado de trabalho, e “Argentina congelada”, sobre fracasso de tabelamento de preços. (Págs. 1 e Opinião A2)

Ex-diretor da Petrobras fez lobby no governo

Ligado a doleiro preso, Paulo Roberto Costa defendeu parceria com chineses em reunião com ministro Edison Lobão. Agenda divulgada por ministério omitiu audiências solicitadas pela deputada federal Gorete Pereira (PR-CE)

Preso e apontado como sócio de um bilionário esquema de lavagem de dinheiro investigado pela Polícia Federal, o ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa reuniu-se com o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, para tratar de investimentos numa refinaria no Ceará.

Uma deputada federal e um empresário também estiveram na audiência, que ocorreu em 25 de fevereiro deste anoe contou ainda com a presença do secretário de Petróleo da pasta, Marco Antônio Martins Almeida.

O Ministério de Minas e Energia confirmou o encontro. A pasta informa que foram agendadas duas audiências, solicitadas pela deputada federal Gorete Pereira (PR-CE), para tratar de assuntos referentes a investimentos numa refinaria no Ceará.

Na primeira reunião, no dia 15 ae janeiro, a deputada foi ao ministério acompanhada apenas pelo empresário Sérgio Canozzi. Na segunda, no mês seguinte, Paulo Roberto Costa os acompanhou.

Nenhuma das audiências consta da agenda oficial do ministro Edison Lobão, disponível no site do órgão.

Segundo a Folha apurou, Canozzi e Costa fizeram lobby pela estatal chinesa Sinopec.

A intenção era que a chinesa se associasse à Petrobras para viabilizar os investimentos na refinaria cearense.

Lula diz que julgamento do mensalão foi político

Juiz transfere Paulo Roberto Costa para prisão comum

Paulo Roberto Costa deverá ser transferido hoje para um presídio comum na região metropolitana de Curitiba (PR).

Costa foi preso no mês passado na Operação Lava Jato, da Polícia Federal, que investiga um suposto esquema de lavagem de dinheiro envolvendo fornecedores da Petrobras. Desde então, ele está preso na carceragem da PF, na capital paranaense.

Na sexta-feira, o juiz Sérgio Moro, da 13a Vara Federal em Curitiba, determinou a transferência de Costa para um presídio comum. A decisão ocorreu após o ex-diretor afirmar, por meio de seu advogado, Fernando Fernandes, que um agente da PF ameaçou transferi-lo para o presídio federal de segurança máxima de Catanduvas (PR).

Costa descreveu a ameaça em um bilhete, no qual afirma que o agente disse a ele que “estava criando muita confusão”, pois o advogado do ex-diretor pediu à Justiça autorização para seu cliente tomar banho e caminhar no último feriado.

Alckmin busca aproximação com Kassab para reeleição

Numa tentativa de frear as negociações entre Gilberto Kassab (PSD) e o PMDB era São Paulo, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) voltou a investir na reedição de uma aliança com o ex-prefeito.

Na última semana, emissários de Alckmin estiveram com Kassab em seu apartamento. Pela primeira vez, o próprio governador fez um gesto. Ele entrou em contato com Jorge Bornhausen, um dos principais conselheiros de Kassab, para falar sobre a importância de um acordo.

O PSDB chegou a encomendar pesquisa intema em que testa o nome de Kassab como candidato ao Senado na chapa tucana.

O ex-prefeito é pré-candidato ao governo paulista, mas tem mantido conversas com o PMDB. Desde o início do ano, ele tem debatido com a cúpula da sigla qual o espaço que o PSD ocuparia na chapa de Paulo Skaf (o nome dos peemedebistas para a disputa) em eventual acordo.

Na semana retrasada, o ex-prefeito esteve com o vice-presidente da República, Michel Temer (PMDB). Nesta semana, tem novo encontro marcado com o próprio Skaf.

Labirintite leva ex-presidente a hospital

O ex-presidente Lula foi internado anteontem no hospital Sirio-Libanês, em São Paulo. 0 petista se sentia tonto e passava mal. Lula, que está com 68 anos, teve uma crise de labirintite, já superada.

O ex-presidente recebeu alta e já está em sua casa, em São Bernardo do Campo (SP), descansando. Segundo boletim médico, Lula já está liberado para exercer suas atividades normais.

No hospital, ele foi atendido pelo cardiologista Roberto Kalil Filho e pelo neurologista Milberto Scaff.

Uma das hipóteses é que a labirintite tenha sido causada pelo cansaço depois de uma longa viagem de volta ao Brasil. Lula cumpriu agendas na Espanha e em Portugal na semana passada. Os médicos descartaram qualquer problema maior.

Campos diz que Sarney fará oposição a seu governo

Em discurso para cerca de 3.000 pessoas no interior do Maranhão, o presidenciável Eduardo Campos (PSB) afirmou que, se eleito, mandará o senador José Sarney (PMDB-AP) para a oposição.

Em ato na noite de sábado em Timon (MA), a 328 km de São Luís, o pré-candidato do PSB rechaçou a chance de ter o grupo político do ex-presidente em seu palanque na disputa eleitoral deste ano.

A família Samey é aliada da presidente Dilma Rousseff; o Maranhão, atualmente governado por Roseana Samey (PMDB), filha do senador, é o principal reduto político da família.

“Eu serei presidente da República e respeitarei, sim, o presidente Sarney, mas, no meu governo, ele vai ser oposição nos quatro anos”, disse Campos, sob aplausos.

“Acho que o Brasil precisa de um presidente que olhe no olho de cada homem e diga: a fartura em Brasília acabou”, discursou.

Painel: rompimento e divisão

Parte da cúpula do PR anuncia na tarde de hoje que não pretende apoiar a reeleição de Dilma Rousseff. Dirigentes da sigla, capitaneados pelo líder na Câmara, Bernardo Santana (MG), dizem que a posição foi manifestada por 85% dos delegados do partido em reuniões durante o fim de semana. Outros integrantes do comando do PR, no entanto, discordam da decisão. Eles atribuem o movimento a pressões do ex-deputado Valdemar Costa Neto, preso por envolvimento no mensalão.

Tiroteio

“Eduardo Campos chegou atrasado na oposição a José Samey. Estou desse lado, esperando por ele, há pelo menos 20 anos”.

Do senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP), pré-candidato à presidência, sobre a declaração de Campos de que Samey não faria parte de seu governo

O ESTADO DE S.PAULO

Lula diz que julgamento do mensalão foi 80% político

Renan deve desistir de recorrer de CPI

Lideranças peemedebistas fecharam questão e o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL),deve desistir de recorrer ao plenário do STF contra uma CPI exclusiva da Petrobrás. Na avaliação do partido, o ônus do desgaste de questionar a decisão da ministra Rosa Weber ficaria para o PMDB, depois que o PT desistiu de apelar ao STF para tentar inviabilizar as investigações.

Exposição política’ fez estatal buscar sócio em refinaria

Documento mostra que, para não confrontar discurso nacionalista de Lula, Petrobrás procurou um parceiro para comprar Pasadena.

Evangélico abre dissidência contra Dilma

Senador do PR fala em disputar Planalto e recebe apoio, na legenda, de deputados que reclamam do governo por retenção de emendas

Com31 deputados, quatro senadores, um ministério poderoso, o dos Transportes, e o prestígio que adquiriu, em 2002,por ter ajudado a viabilizar a eleição de Luiz Inácio Lula da Silva para o Palácio do Planalto, o PR ameaça agora deixar a aliança formada para dar apoio a reeleição da presidente Dilma Rousseff. Uma decisão a respeito deve ser anunciada hoje pelo líder do partido na Câmara, o mineiro Bernardo de Vasconcelos

Após apoio do PSD do Rio, Aécio janta com Kassab emSP

Pré-candidato do PSDB à Presidência da República, o senador mineiro Aécio Neves,afirmou ontem que espera contar como apoio de dissidências do PSD, do ex-prefeito Gilberto Kassab. “Temos que respeitar a posição já oficializada do PSD de acompanhar a candidatura da presidente. Mas as realidades estaduais têm vida própria. Muitos membros do partido já fizeram oposição ao PT durante toda a vida”, afirmou o tucano.

ONU pede “investigação imediata” sobre a morte do coronel que admitiu torturas durante a Ditadura

A ONU pede uma “investigação imediata” sobre a morte do coronel da reserva do Exército, Paulo Malhães. Seu assassinato ocorreu na noite da quinta-feira, 24, em um suposto assalto no sítio em que morava na zona rural de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense.

A possibilidade da morte ter relação com o depoimento de Malhães na Comissão da Verdade é investigada. Em março deste ano, Malhães prestou à Comissão Estadual da Verdade do Rio depoimento em que relatava ter participado de prisões e torturas na ditadura. Disse também que foi encarregado pelo Exército de desenterrar e sumir com o corpo do ex-deputado Rubens Paiva, desaparecido em 1971.

Dias depois, à Comissão Nacional da Verdade, reafirmou ter tomado parte em torturas, mas mudou sua versão sobre o sumiço dos restos mortais de Paiva. O corpo desenterrado, segundo ele, não poderia ser identificado por estar em decomposição.

Agora, a ONU quer esclarecimentos sobre sua morte. “É necessário que haja uma investigação imediata para esclarecer os fatos em relação ao caso e aqueles responsáveis precisam ler levados à Justiça”, declarou ao Estado a porta-voz do Alto Comissariado da ONU para Direitos Humanos, Ravina Shamdasani.

O GLOBO

Conta de Pasadena já chega a R$ 1,93 bi

Além de US$ 1,2 bi para comprar a unidade, estatal precisou investir para manter refino

O gasto da Petrobras com a refinaria de Pasadena, no Texas, chega a US$ 1,934 bilhão, se somados todos os valores mencionados por gestores da estatal em apresentações internas obtidas pelo GLOBO. O montante equivale ao custo da compra do empreendimento, de US$ 1,249 bilhão, mais as despesas para manter o refino de petróleo numa unidade sucateada.

Em setembro de 2008, numa exposição de dados confidenciais à diretoria executiva da empresa, técnicos informaram que os gastos com a refinaria, até novembro daquele ano, somavam US$ 650 milhões, incluído o montante desembolsado para a compra dos primeiros 50% do empreendimento, de US$ 343 milhões. A segunda metade, depois de uma longa disputa judicial, saiu por US$ 820,5 milhões.

Mais US$ 275 milhões deveriam ser gastos em “sustentabilidade”, entre 2009 e 2013, “qualquer que seja o cenário de continuidade da refinaria”, conforme uma apresentação elaborada pela Petrobras America, subsidiária da estatal. O total de gastos atingiria, portanto, pelo menos US$ 1,74 bilhão. No entanto, dados repassados ao GLOBO pela própria Petrobras revelam que a conta total com a compra de Pasadena – que a estatal já admite ter sido um mau negócio – chega a US$ 1,934 bilhão.

A conclusão da compra da refinaria no Texas ocorreu após o fim da sociedade com a companhia belga Astra Oil. O valor final, de US$ 1,25 bilhão, passou a ser investigado pela Polícia Federal, pelo Ministério Público, pelo Tribunal de Contas da União (TCU) e pela Controladoria Geral da União (CGU). O que os novos documentos revelam são a continuidade e a extensão desses gastos, em razão das péssimas condições da refinaria adquirida pela estatal.

Operação da PF pôs contratos da Petrobras sob suspeita

De Pasadena ao metrô de SP, a guerra é decisiva em ano eleitoral

A compra da refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos, é alvo de investigação do Tribunal de Contas da União (TCU), da Polícia Federal e ainda pode virar alvo de uma Comissão Parlamentar de Inquérito. A refinaria sediada no Texas foi adquirida em 2006. Na época, o negócio foi chancelado pelo Conselho de Administração da Petrobras, que tinha entre os integrantes a presidente Dilma Rousseff.

A oposição vinha acusando o governo petista de ter feito um negócio irregular. A Petrobras adquirira 50% da refinaria norte-americana. Dois anos depois teve que iniciar as negociações para compra dos 50% restantes, por obrigação contratual. Neste ano, a presidente Dilma admitiu que só aprovou a transação porque não fora informada de cláusulas do contrato que obrigavam a compra de 50% restantes das ações de Pasadena pela Petrobras. A declaração da presidente acabou contribuindo para esquentar o debate.

O diretor da área internacional da Petrobras, Nestor Cerveró, foi exonerado. Em depoimento ao Congresso, ele insistiu que a transação foi correta e só não deu lucro porque a estatal mudou seu plano estratégico. Já a presidente da Petrobras, Maria das Graças Foster, disse, no Senado, que a compra de Pasadena não foi um bom negócio.

Diretor que teria sido indicado por Padilha ganha R$ 25 mil no Labogen

Moura, que trabalhou com Padilha em 2011, é diretor institucional do Labogen

O executivo que teria sido indicado pelo ex-ministro da Saúde, Alexandre Padilha, para trabalhar no laboratório Labogen, controlado pelo doleiro Alberto Youssef, recebe R$ 25 mil por mês, mas seu salário em carteira é de R$ 4 mil. Reportagem do jornal “Folha de S.Paulo”, publicada hoje, revelou que Marcus Cezar Ferreira de Moura foi contratado no fim de 2013 para ocupar o cargo de diretor institucional do Labogen. Moura já tinha trabalhado com Padilha, como promotor de eventos do Ministério da Saúde, entre maio e agosto de 2011.

Em 2013, o Labogen tentava obter contratos com o Ministério da Saúde, o que não foi concretizado, segundo o ex-ministro. Relatório da Polícia Federal aponta indícios de que o ex-ministro indicou Moura para a diretoria do Labogen, laboratório que tem Youssef entre seus sócios. O nome de Padilha surgiu após a Polícia Federal ter interceptado mensagens de celular trocadas entre o deputado André Vargas, do Paraná, que se desfiliou do PT na sexta-feira passada, e o doleiro.

Clipping Radiobrás – com congressoemfoco

Edição: Equipe Fenatracoop

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