O Globo

Manchete: Cortes em educação e saúde vão pagar conta do diesel
Recursos serão usados para subsidiar queda no preço do combustível
Tesourada terá impacto de R$ 9,6 bilhões no Orçamento e atingirá quase todas as áreas do governo, inclusive o Ministério dos Transportes. Postos de combustíveis que não repassarem a queda dos preços poderão ser multados em até R$ 9,4 milhões
Após dez dias de bloqueios em rodovias de todo o país, a greve dos caminhoneiros chegou ao fim. Mas, para compensar a redução de R$ 0,46 no preço do litro do diesel, que terá impacto de R$ 9,6 bilhões no Orçamento, o governo cortou gastos em quase todas as áreas, incluindo saúde, educação, programas sociais e infraestrutura. E elevou impostos para exportadores, setor químico e indústria de refrigerantes. O presidente Temer sancionou a reoneração da folha de pagamentos de 28 setores, e incluiu outros 11 segmentos que antes teriam alívio até 2020. Analistas criticaram o corte em gastos sociais, por prejudicar os mais pobres e afetar serviços. O governo disse que multará em até R$ 9,4 milhões postos que não repassarem o desconto no diesel. (PÁGINAS 17 a 19)

Analistas veem opções a subsídio
Especialistas avaliam que medidas sugeridas pelo Cade seriam mais eficazes para reduzir o preço dos combustíveis do que os subsídios ao diesel. As propostas incluem mudança no ICMS e postos sem frentistas e ampliariam a concorrência no setor. (PÁGINA 20)

Colunistas
PEDRO DORIA
Grupos de WhatsApp mostraram Brasil paralelo na crise. (PÁGINA 21)

MÍRIAM LEITÃO
Balanço revela um assustador vazio de poder no país. (PÁGINA 18)

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O Estado de S. Paulo

Manchete: Exportador e área social vão pagar a conta do diesel
Saúde, educação, saneamento e moradia estão entre os setores afetados; R$ 4 bilhões sairão de ‘aperto’ em empresas
O governo vai cortar a verba de várias áreas, incluindo saúde, educação, moradia e saneamento, reduzir programas de incentivo às empresas e cancelar despesas para bancar os R$ 13,5 bilhões necessários para o subsídio do preço do diesel, prometido aos caminhoneiros. Desse montante, R$ 9,5 bilhões virão de reservas financeiras e do corte de gastos sociais, como os R$ 135 milhões que deixarão de ir para o fortalecimento do SUS. Os outros R$ 4 bilhões sairão do “aperto” nas empresas. Só com a redução do Reintegra, programa que desonera exportadores, devem ser arrecadados R$ 2,27 bilhões neste ano. Outras medidas do Fisco afetam 39 setores que deixam de ter desoneração da folha, a indústria de bebidas, que não terá mais benefício para produzir concentrado para refrigerantes, e o setor químico, que perde regime especial de impostos. O pacote tributário deve garantir economia de R$ 16,23 bilhões em 2019. Ontem não havia mais bloqueios de caminhões nas estradas. (ECONOMIA / PÁGS. B1, B3 e B4)

Greve dos petroleiros esvaziada
A Federação Única dos Petroleiros recomendou a desmobilização. A dissidente Federação Nacional dos Petroleiros mantinha ontem alguns focos de greve. (PÁG. B7)

Setor fala em baixar R$ 0,41; governo ameaça com multa
O ministro Eliseu Padilha (Casa Civil) disse que o governo punirá com multa de R$ 9,4 milhões os postos de combustíveis que não repassarem, a partir de amanhã, o desconto de R$ 0,46 por litro de diesel nas bombas. Distribuidoras calculam que poderão repassar R$ 0,41. A justificativa é de que no cálculo do desconto não foram considerados os 10% de biodiesel que são acrescentados ao diesel. (PÁG. B5)

Empresário preso por locaute
Num áudio atribuído a Vinicius Pellenz, dono de empresa de logística de Caxias do Sul (RS), caminhoneiros que continuavam a trabalhar após o início da greve eram ameaçados. (PÁG. B5)

Sem cara de feriadão
Acrise de abastecimento de combustíveis fez com que o feriado prolongado de Corpus Christi começasse, ontem, com estradas vazias no Estado de São Paulo. Em algumas rodovias, o movimento era menor até do que num dia comum. (ECONOMIA / PÁG. B6)

Dez políticos fogem de pena com recurso no Supremo
Dez parlamentares condenados na Justiça continuam com mandato e não tiveram as penas executadas porque ainda têm recursos contra a decisão no STF. Eles são réus das ações penais que permanecem no Supremo mesmo após a restrição do foro. O caso mais antigo, do senador Valdir Raupp (MDB-RO), tramita desde 2003. (POLÍTICA / PÁG. A4)

Candidatos participam de marcha evangélica (POLÍTICA / PÁG. A6)

Colunistas
Fernando Gabeira
Um país como o nosso não pode ser tão vulnerável. As perdas atingiram quase todos os setores da economia. (ESPAÇO ABERTO / PÁG. A2)

Eliane Cantanhêde
A greve ensina que não somos Venezuela e que insatisfação é geral, mas não há lideranças dispostas a tornar o caos um inferno. (POLÍTICA / PÁG. A6)

Notas & Informações
A dívida e o ralo
O setor público tem sido incapaz de gerar, nas contas primárias, sobras para liquidar pelo menos parte dos juros. E as sobras, quando aparecem, logo somem no ralo dos gastos obrigatórios. (PÁG. A3)

O MP e a greve dos caminhoneiros
PGR resolveu agir mais de uma semana após o início do bloqueio das estradas. (PÁG. A3)

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Folha de S. Paulo

Manchete: Para bancar corte no diesel, governo onera exportador
União tira ainda R$ 3,4 bilhões das verbas para transporte, saúde e educação
Para bancar a redução no preço do diesel, que custará R$ 9,6 bilhões, o governo Michel Temer (MDB) anunciou medidas que, na prática, elevam a arrecadação de impostos de exportadores e de setores da indústria (química e de refrigerantes). Foram cortados ainda recursos destinados às áreas de transporte, saúde e educação. Ao lado da reoneração da folha de pagamento, aprovada na Câmara, as ações permitirão um ganho de R$ 4 bilhões. O exportador perde com a mudança do Reintegra, que devolvia 2% do valor exportado em produtos manufaturados através de créditos de PIS/Cofins. O percentual caiu para 0,1%. O corte de despesas, de R$ 3,4 bilhões, foi pulverizado, segundo o governo. Perderam verba programas de transporte terrestre, de repressão ao tráfico de drogas, de bolsas para instituições de ensino superior, de policiamento de estradas federais e de fortalecimento do SUS. O ministro Sergio Etchegoyen (Segurança Institucional) disse que a população que apoiou os caminhoneiros tem responsabilidade” no financiamento das soluções para a crise. “Tivemos apoio de 90% da população à manifestação”, afirmou, em referência a pesquisa Datafolha que mostrou 87% de aprovação ao movimento. “O governo não produz dinheiro, ele arrecada recursos.” (Mercado B1)

Posto que não reduzir preço será multado em até R$ 9 mi
O ministro Eliseu Padilha (Casa Civil) anunciou que postos de combustível que não diminuírem o preço do diesel em R$ 0,46 a partir de amanhã serão multados em até R$ 9,4 milhões. Transportadoras punidas por bloqueios em estradas se mostram surpresas com multas que totalizam R$ 141 milhões. (Mercado B4)

Petroleiros encerram greve após proibição (B3)

Políticos buscam bênção eleitoral em Marcha para Jesus
Vários candidatos participaram da Marcha para Jesus, que reuniu milhares de evangélicos em São Paulo. Entre eles, os rivais João Doria (PSDB) e Márcio França (PSB), que disputam o Palácio dos Bandeirantes, e Jair Bolsonaro (PSL). O apóstolo Estevam Hernandes disse que o ato é “apolítico”. (Poder A6)

Bruno Boghossian
PT perde peso ao insistir em Lula
O PT paga um preço alto ao carregar um candidato fantasma na etapa pré-eleitoral. Ao insistir em Lula na disputa, o partido afasta aliados, confunde eleitores e reduz seu peso na cena política. (Opinião A2)

Aventureiros não ficarão em pé
O cientista político Luiz Felipe D’Avila, um dos coordenadores da campanha presidencial de Geraldo Alekmin (PSDB), aposta que o segundo turno das eleições terá o clássico PT contra o PSDB. (Poder A4)

É hora de dar um basta nos pedidos pela volta do terror (Mercado B3)

Editorial
Sem acelerar
Sobre PIB do i° trimestre e perspectivas para o ano. (Opinião A2)

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