Brasil vai passar vergonha, diz presidente do TCU – O presidente do TCU (Tribunal de Contas da União), ministro Augusto Nardes, afirmou que o Brasil vai passar “vergonha” na Copa por causa da série de obras inacabadas…

Um país em transe – Considerada pelo governo federal como um dia de testes da segurança na Copa do Mundo e de termômetro para medir os ânimos dos manifestantes, a quinta-feira foi marcada por protestos de categorias trabalhistas em várias cidades do país e pela violência em ato contra o Mundial em São Paulo e no Rio de Janeiro. Os problemas mais graves, entretanto, ocorreram em Pernambuco. Depois de um dia de medo, que colocou em xeque a preparação de uma das 12 cidades sedes do evento, Recife encerrou a quinta-feira com a notícia do fim da greve de policiais militares e de bombeiros…

PT insiste na tática do medo – O PT decidiu manter o tom do “discurso do medo” na propaganda partidária de 10 minutos, exibida ontem, com a associação da vitória da oposição ao risco de retrocesso não só nas políticas sociais, como também no combate à corrupção…

Investigação contra Vargas no STF –Na última terça-feira, o juiz Sérgio Moro, da 13ª Vara Federal em Curitiba, enviou o caso para o STF. Segundo ele, os fatos podem configurar crimes de tráfico de influência e advocacia administrativa, quando um servidor auxilia o setor privado em troca de vantagens pessoais…

O Globo

Protestos contra o Mundial têm adesão menor do que os de categorias profissionais

As manifestações convocadas nos últimos dias para mostrar insatisfação com os gastos da Copa do Mundo tiveram hoje menos adesão do que os protestos promovidos país afora por sindicatos grevistas e associações de classe. Em São Paulo, por exemplo, cerca de 1.200 pessoas se reuniram na Avenida Paulista, no fim da tarde, para protestar contra o Mundial. Mais cedo, o Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST) juntou 6 mil manifestantes e bloqueou cinco vias de grande fluxo. No Rio, os protestos feitos por professores, em greve, e rodoviários foram mais populares do que o feito contra a Copa do Mundo, na Central do Brasil. O ato realizado no início da noite ganhou força após a adesão de parte dos outros movimentos. Em Brasília, não mais de 300 pessoas participaram dos atos realizados tanto pela manhã quanto pela tarde contra o Mundial. Apesar disso, houve momentos de tensão nos protestos contra a Copa tanto em São Paulo quanto no Distrito Federal.

O  governo avaliou que os protestos que aconteceram nesta quinta-feira em diversas capitais do país não surtiram o efeito esperado pela oposição, que esperava ver muitos manifestantes na rua. No entendimento do governo, “faltou gente”. Internamente, a presidente Dilma Rousseff e seus principais assessores comemoraram o fato de que poucas pessoas protestaram. Mesmo assim, o governo continua cauteloso quanto à Copa, pois acredita que as manifestações podem ganhar mais adesões.

Ato contra Copa tem tumulto e correria pelas ruas do Centro

Uma manifestação que reuniu ativistas contra a Copa do Mundo e professores da rede pública terminou em correria pelas ruas do Centro do Rio nesta quinta-feira. A passeata saiu da Central do Brasil, no fim da tarde, de forma pacífica, mas por volta de 19h30m, houve um princípio de confusão quando um grupo de mascarados cercou policiais militares, que foram xingados de fascistas. Para conter os manifestantes, os PMs utilizaram spray de pimenta e bombas de gás lacrimogêneo. Meia hora depois, quando a maioria dos ativistas já havia se dispersado, um grupo começou a correr em meio aos carros e ônibus, na contramão da Avenida Presidente Vargas, sentido Candelária. A avenida teve interdições em diferentes pontos por cerca de quatro horas. Devido ao protesto, a estação Cidade Nova do metrô também fechou as portas. O protesto foi realizado a menos de 30 dias do mundial, que começa no dia 12 do mês que vem.

Protesto contra gastos da Copa do Mundo tem tumulto, vandalismo e detidos em SP

Um protesto organizado pelo Comitê Popular da Copa em São Paulo, formado por vários movimentos sociais, foi marcado por tumulto, vandalismo e pelo menos 27 suspeitos detidos na noite desta quinta-feira, na região da Avenida Paulista. Já no Rio, o protesto contra a Copa teve momentos de tensão com PMs encurralados por manifestantes que os xingaram de fascistas.

Na capital paulista, um grupo destruiu os vidros de uma concessionária de carros Hyundai, em frente ao Cemitério da Consolação, e depredou alguns veículos. Duas agências bancárias, uma da Caixa e outra do Santander, também foram alvos de depredação. Alguns manifestantes ainda obrigaram passageiros a descer de um ônibus que passava pela via. Outros colocaram fogo em sacos de lixo e depredaram lixeiras na Rua da Consolação após a PM reagir a um princípio de tumulto disparando balas de borracha e bombas de efeito moral. Ao menos quatro pessoas ficaram feridas, entre elas uma policial militar. Sete pessoas foram detidas por danos ao patrimônio.

Em Brasília, manifestantes protestaram em frente ao Estádio Mané Garrincha

Grupos identificados como sendo do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), do Comitê Popular da Copa, do Juntos – ligado ao PSOL, e do PSTU fizeram manifestação, nesta quinta-feira, em frente ao Estádio Nacional Mané Garrincha, na capital federal. Eles realizaram um ato pelos mortos na construção dos estádios e obras da Copa do Mundo, com a colocação de 12 cruzes em um canteiro em frente ao estádio. Após deixarem a Rodoviária do Plano Piloto, eles chegaram ao estacionamento do estádio por volta das 18h30.

Após o ato, o grupo seguiu em direção à rodoviária e às 19h30 já se dispersava. Não foram registrados atos violentos nem confronto entre policiais e manifestantes.
A concentração estava marcada para as 16h, na rodoviária. Uma hora e meia depois do horário marcado, a mobilização contava com cerca de 50 pessoas, a maioria ligada a movimentos sociais e partidos políticos. Um grupo de servidores do Incra se juntou ao ato.

Dilma faz apelo à alma hospitaleira do brasileiro

No dia que o país enfrenta manifestações contra a Copa do Mundo e greves, a presidente Dilma Rousseff fez nesta quinta-feira um apelo para que os brasileiros recebam bem os torcedores nacionais e internacionais que farão turismo durante o mundial de futebol. Ao mesmo tempo em que rebateu as críticas de que as obras da Copa não trarão benefícios ao país, Dilma disse que a hospitalidade faz parte da alma do brasileiro.

– Esse compromisso do brasileiro com a boa recepção é algo que faz parte da cultura, da alma, do ânimo do povo brasileiro. Tenho certeza também que nós podemos dizer que o legado da Copa é nosso. Ninguém que vem aqui leva consigo na sua mala aeroporto, porto, obras de mobilidade urbana e estádios. Eles podem levar na mala a garantia de que esse é um povo alegre e hospitaleiro. É isso que é a questão central dessa Copa – discursou Dilma.

Correio Braziliense

Manchete: Um país em transe

Considerada pelo governo federal como um dia de testes da segurança na Copa do Mundo e de termômetro para medir os ânimos dos manifestantes, a quinta-feira foi marcada por protestos de categorias trabalhistas em várias cidades do país e pela violência em ato contra o Mundial em São Paulo e no Rio de Janeiro. Os problemas mais graves, entretanto, ocorreram em Pernambuco. Depois de um dia de medo, que colocou em xeque a preparação de uma das 12 cidades sedes do evento, Recife encerrou a quinta-feira com a notícia do fim da greve de policiais militares e de bombeiros.

A situação em Pernambuco deve se repetir em outras unidades da Federação, o que já acende o sinal de alerta no governo. Entidades que representam policiais civis, federais, rodoviários federais e militares prometem uma paralisação, em todo o país, na próxima quarta-feira. De acordo com a Confederação Brasileira de Trabalhadores Policiais Civis, o objetivo é “cobrar do Executivo federal uma política nacional de segurança pública voltada para defender os cidadãos e melhorar as condições de trabalho da força policial”. Outras cinco entidades participam da organização do movimento. Em Brasília, o plano é fazer uma passeata na Esplanada.

Apelo à “alegria” do brasileiro

O governo federal aposta na “desidratação” dos protestos por acreditar que os atos não contam com apoio massivo da população, como ocorreu em junho do ano passado. Ao mesmo tempo, teme desgastes na imagem da presidente Dilma Rousseff. A estratégia para minimizar os efeitos negativos é defender o direito de as pessoas se manifestarem e tentar, ao máximo, disfarçar as preocupações. Ontem, por exemplo, o ministro Gilberto Carvalho, secretário-geral da Presidência, informou que o Executivo desistiu de enviar ao Congresso o projeto para punir de forma mais rigorosa os manifestantes que praticassem atos de vandalismo ou violência. “Não tem protesto que nos assuste. O que nos preocupa é quando usam métodos antidemocráticos”, comentou Carvalho. Dilma, por sua vez, apelou à “alma” hospitaleira da população.

Black blocs no Rio

No Rio de Janeiro, a manifestação contra a realização da Copa do Mundo reuniu mais de mil pessoas. A concentração ocorreu na Central do Brasil. De lá, o grupo seguiu em passeata até a prefeitura da cidade. A Avenida Presidente Vargas chegou a ser totalmente interditada. Apenas durante a noite houve tumulto e confronto com a polícia. Pouco antes das 20h30, policiais militares lançaram bomba de gás lacrimogêneo contra militantes na Praça Cristiano Otoni. Até o fechamento desta edição, havia informações de que uma pessoa teria sido detida com um estilingue, uma bola de gude e uma máscara. As mochilas dos manifestantes foram vistoriadas antes do protesto.

Representantes de vários setores da sociedade participaram do protesto. Eles começaram a se reunir na Central por volta das 16h. Alguns deles queimaram um álbum de figurinhas da Copa. Cerca de 500 professores das redes municipal e estadual, em greve desde a última segunda-feira, se juntaram ao grupo depois de uma assembleia da categoria. Cerca de 300 rodoviários também promoveram atos na tarde de ontem. Eles fariam outra assembleia para decidir o rumo do movimento grevista da categoria, na Candelária, mas decidiram não se juntar à manifestação contra a Copa.

Miscelânea de reivindicações

Oito mil professores em greve, 2 mil sem-teto, 150 sindicalistas e 1,2 mil militantes contrários aos altos gastos com o Mundial tomaram ontem as ruas de São Paulo. O saldo do dia de reivindicações foi de 27 pessoas detidas, uma concessionária e algumas agências bancárias depredadas, barricadas incendiárias na Avenida Paulista e, para os paulistanos, muita dor de cabeça com as paralisações no trânsito. Na Arena Corinthians, em Itaquera, Zona Leste, palco da abertura da Copa em 12 de junho, integrantes de uma torcida organizada prometeram “matar ou morrer” na defesa do estádio — um dos locais escolhidos para os protestos.

Todos os detidos estavam na manifestação contra os gastos da Copa, que começou pacificamente, às 17h, na Avenida Paulista, com cerca de 1,2 mil pessoas. Logo no início do ato, 27 pessoas suspeitas de serem adeptas da tática black bloc foram detidas por portarem coquetéis molotov e martelos, segundo a PM. Até o fechamento desta edição, sete delas ainda não haviam sido liberadas. Por volta das 19h, após um pequeno tumulto com a polícia, manifestantes atearam fogo em uma barricada de sacos de lixo na Rua da Consolação, também no centro da capital. Uma concessionária de veículos patrocinadora da Copa e algumas agências bancárias foram depredadas. Bombas de gás lacrimogêneo e tiros de balas de borracha foram usados, e mais sete pessoas acabaram detidas por dano ao patrimônio privado.

PT insiste na tática do medo

O PT decidiu manter o tom do “discurso do medo” na propaganda partidária de 10 minutos, exibida ontem, com a associação da vitória da oposição ao risco de retrocesso não só nas políticas sociais, como também no combate à corrupção. No anúncio, protagonizado pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, pela presidente Dilma Rousseff e pelo presidente do partido, Rui Falcão, o estabelecimento de uma fronteira entre o governo do PT e o da oposição é nítido, com direito a resposta às críticas que têm recebido na economia e a aposta no tom de ameaças. O filme está repleto de afirmações como “Não basta crescer no mundo dos economistas, é preciso crescer na vida das pessoas” e “O que eles (oposição) querem é criar uma cortina de fumaça para trazer o passado de volta”, além de “O que você prefere? Avançar no combate à corrupção ou voltar ao passado”.

A estratégia já tinha sido apresentada na última terça-feira. Em uma inserção de um minuto, na qual a legenda mostra pessoas felizes até avistarem elas mesmos desempregadas, com uma voz que diz: “Não podemos deixar que os fantasmas do passado voltem e levem tudo o que conseguimos com tanto esforço”. O anúncio foi exibido no dia em que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) suspendeu a exibição da propaganda partidária estrelada pela presidente Dilma Rousseff, por sugerir a ideia de “continuidade das mudanças do governo”. A decisão foi tomada após representação do PSDB, que questionou o material.

Investigação contra Vargas no STF

O Supremo Tribunal Federal (STF) recebeu ontem a papelada relativa à investigação da Polícia Federal que apontou indícios de envolvimento do deputado André Vargas (sem partido-PR) com o doleiro Alberto Youssef. Por ter mandato na Câmara, Vargas só poderá ser investigado caso o Supremo autorize. Ele renunciou à vice-presidência da Casa depois de revelada a ligação dele com Youssef, preso pela Polícia Federal durante a Operação Lava Jato.

Na última terça-feira, o juiz Sérgio Moro, da 13ª Vara Federal em Curitiba, enviou o caso para o STF. Segundo ele, os fatos podem configurar crimes de tráfico de influência e advocacia administrativa, quando um servidor auxilia o setor privado em troca de vantagens pessoais.

Recife 
O medo se espalhou entre os moradores da capital e Região Metropolitana. A tensão começou na madrugada, com oito homicídios. Depois continuou ao longo do dia, com dezenas de arrastões e saques a lojas, como em Abreu e lima. A Força Nacional entrou em ação. No fim da tarde, houve acordo, e os policiais militares em greve decidiram voltar ao trabalho. (Págs. 1, 2 a 4 e 35)

Lei antipegas deve fracassar

Especialistas em trânsito avaliam que um erro na legislação aprovada no Congresso pode inviabilizar a punição rigorosa a quem faz “rachas”. Segundo eles, apenas as multas mais altas vão prevalecer. (Págs. 1 e 2)

Síria: Bebês nascem com as marcas da guerra

Uso de gases letais pode estar causando o aumento do número de natimortos e de crianças com malformações no país. (Págs. 1 e 22)

Saúde: Remédio de maconha mais perto da liberação

Anvisa deve facilitar a importação de substâncias derivadas da maconha para tratamento de câncer e doenças neurológicas. (Págs. 1 e 7)

O Estado de S. Paulo

Fornecedores da Petrobrás são doadores de campanha de quatro titulares da CPI

Para senadores, repasses são legais e não afetam apuração

Deputado ajudou doleiro a chegar à Petrobrás, diz PF

Programa do PT repete fórmula e explora ‘fantasmas do passado’

‘O que assusta são os fantasmas do presente’, diz Aécio

Prefeitos pressionam Dilma por aumento de repasse

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Zero Hora

Manchete: 57 mil escalados para segurança na Copa

Exército, Marinha e Aeronáutica terão uma complexa estratégia de defesa para as 12 sedes. Em Porto Alegre, haverá 3,6 mil militares. (Págs. 1 e Notícias 8 e 9)

Um dia de protestos

Manifestações em todo o país reuniram sem-teto junto ao Itaquerão em SP, professores no Rio, policiais em Recife, municipários e outras categorias na Capital. (Págs. 1 e Notícias 10)

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Brasil Econômico

Manchete: Política monetária do BC bate forte no comércio

Com o encarecimento do crédito, o setor decidiu reduzir seus estoques e comprar menos da indústria. Além disso, a alta da taxa básica prejudicou as vendas ao consumidor em março,o pior resultado para o mês desde 2003. Os automóveis registraram a maior queda: 16%. (Págs. 1, 4 e 5)

Julio Gomes de Almeida: A redistribuição da renda deixou as vendas de itens básicos mais sensíveis à alta de preços (Págs. 1 e 7)

Octávio Costa: A alta dos juros está dando o efeito que o BC esperava: o esfriamento da economia (Págs. 1 e 28)

‘Vamos sair do medieval para o mundo digital’

Em caravana pelo país para fortalecer as MPEs, o ministro da Secretaria da Micro e Pequena Empresa, Guilherme Afif Domingos, diz que o cadastro único, em fase final de preparação, vai facilitar a abertura de empresa e, finalmente, permitir o fechamento. (Págs. 1, 8 e 9)

Investimento: Lucro do BNDES teve recuo no 1º trimestre

O resultado do banco de fomento caiu 1,9% sobre o mesmo período do ano passado, totalizando R$ 1,56 bilhão. A carteira de crédito e repasses da instituição apresentaram expansão de R$ 12,5 bilhões (2,2%) no trimestre, fruto do crescimento do volume de operações. (Págs. 1 e 11)

4G: Valor da outorga preocupa Vivo

A operadora ainda analisa sua participação no leilão. O presidente da Telefônica Vivo, Antonio Carlos Valente, adverte que o alto preço da licença torna mais lenta a implantação das redes. (Págs. 1 e 13)

Seguradora: A Coface rebaixou a nota atribuída ao Brasil de A3 para A4 (Págs. 1 e 18)

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Folha de S. Paulo

Manchete: Protesto contra Copa tem confronto e vandalismo

Apesar da baixa adesão popular, protesto realizado na noite desta quinta-feira (15) em São Paulo contra os gastos da Copa terminou em vandalismo e confrontos entre manifestantes e policiais militares, lembrando as cenas de junho do ano passado.

O tumulto ocorreu quando mascarados atiraram pedras contra policiais, que reagiram com bombas de gás. “Black blocs” fizeram barricadas ateando fogo em lixo e depredaram uma concessionária de carros.

Ao contrário de 2013, porém, o número de manifestantes foi pequeno –cerca de 1.500 pessoas, segundo a PM– se comparado aos atos do ano passado.

Mais cedo, sem-teto fecharam as principais vias da capital paulista. Em frente ao Itaquerão, eles queimaram pneus. Integrantes da Gaviões da Fiel, disfarçados, intervieram para defender o estádio. O maior protesto do dia foi feito pelos professores municipais, que reuniram 8.000 pessoas na av. 23 de maio.

Após manhã de atos pacíficos, mascarados fazem barricadas e depredam loja em SP.
Ato contra gastos da Copa em São Paulo voltou a ter vandalismo e confronto entre manifestantes e PMs. A 28 dias do Mundial, mascarados, adeptos da tática “black bloc”, fizeram barricadas, atearam fogo em lixo e depredaram loja de carros.

Também houve protestos em outras cidades-sedes, mas sem registro de confrontos. A capital paulista também teve uma série de manifestações pacíficas. A maior foi a dos professores municipais, que reuniu cerca de 8.000 pessoas.
Ao menos 15 mil foram às ruas em São Paulo. Pela manhã, sem-teto fecharam as principais vias da cidade. Em frente ao Itaquerão, integrantes da Gaviões da Fiel, disfarçados, intervieram para defender o estádio — que abrigará a abertura da Copa.

O governo desistiu de submeter ao Congresso a nova lei que iria punir com mais rigor ativistas que praticassem vandalismo nas manifestações. Segundo o Planalto, a medida é demonstração de confiança para que atos sejam sem violência. (Págs. 1 e Poder A4)

Agências bancárias e loja de carro são depredadas em SP

Um protesto contra a Copa do Mundo terminou em vandalismo de black blocs e confronto entre manifestantes e a polícia na noite desta quinta-feira (15) na rua da Consolação, em São Paulo.

Uma concessionária da Hyundai foi depredada. Vidros da loja foram quebrados, e dois veículos, danificados.

Agências bancárias do Santander e da Caixa também tiveram os vidros destruídos.

Até o fim da noite, oito pessoas –entre elas um menor e uma mulher– haviam sido detidas, cinco das quais liberadas. Houve cinco feridos.

A PM estimou em 1.500 o total de manifestantes no ato chamado de Dia Internacional de Lutas Contra a Copa, que prometia ser um dos maiores antes do Mundial.

PMs encerram greve após saques e pânico em Pernambuco

Em meio ao aumento da violência, PMs e bombeiros de Pernambuco encerraram greve após dois dias de paralisação. Nesta quinta (15), a região metropolitana de Recife enfrentou pânico nas ruas, com arrastões e saques. (Págs. 1 e Poder A8)

Após dois dias de paralisação, policiais militares e bombeiros de Pernambuco decidiram encerrar a greve no início da noite desta quinta (15).

Reunidos em frente à sede do governo estadual, no Recife, os grevistas decidiram encerrar a paralisação, marcada pelo crescimento da violência, com saques e arrastões. O medo levou à suspensão de aulas e ao fechamento de repartições públicas.

A greve por aumento salarial e de benefícios já havia sido declarada ilegal pela Justiça, e o governo João Lyra Neto (PSB) se dizia impedido de conceder reajustes imediatos em razão das restrições da legislação para ano de eleições.

Os policiais recuaram diante do recrudescimento da violência e da multa diária de R$ 100 mil imposta pela Justiça a associações da categoria.

Sem-teto e professor fecham principais vias

O MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Teto) fechou os principais corredores de São Paulo na manhã de quinta (15) e prometeu novas manifestações para a próxima semana, às vésperas da Copa.

O grupo reuniu cerca de 4.000 pessoas em quatro locais diferentes para pedir mudanças na política de habitação do governo federal e a desapropriação de nove áreas ocupadas na capital paulista até o início do Mundial.

Somados a outros grupos, como professores e metalúrgicos, ao menos 15 mil pessoas foram às ruas de São Paulo para atacar os gastos públicos no torneio.

Os militantes, porém, não chegaram a conseguiu grande adesão popular, como em junho de 2013, e os atos ficaram circunscritos aos grupos que os organizaram.

Nextel ‘aluga’ rede da Vivo no país por R$1,3 bilhão

Numa operação inédita no país, a Nextel pagará ao menos R$ 1,27 bilhão à Vivo para que a operadora preste os serviços 2G e 3G em seu lugar em 3.259 cidades por cinco anos, relata Julio Wiziack.

Em dificuldade financeira, a Nextel está atrasada na instalação de sua rede, e a controladora da empresa, a americana NII, negociou o aluguel direto com a Telefônica, na Espanha. (Págs. 1 e Mercado B1)

Doleiro orientou deputado, aponta relatório da PF

Relatório da Polícia Federal mostra que o doleiro Alberto Youssef orientou o atual vice-líder do partido Solidariedade na Câmara, deputado Luiz Argôlo, a ocupar esse cargo para se aproximar do governo. Youssef foi preso em março durante a Operação Lava Jato. Argôlo não foi encontrado para comentar. (Págs. 1 e Poder A15)

SP registra casos de dengue em 92 de seus 96 distritos (Págs. 1 e cotidiano C3)

Na TV, PT diz que oposição é “passo atrás” ou “salto no escuro”

O PT apresentou, em programa levado à TV em rede nacional nesta quinta-feira (15), a reeleição da presidente Dilma Rousseff como a única saída entre “o passo atrás”, referência a Aécio Neves (PSDB), e “um salto no escuro”, menção a Eduardo Campos (PSB).

A propaganda defendeu realizações de governos petistas e citou avanço no combate à corrupção. (Págs. 1 e Poder A14)

José Simão: Pneus queimados e fogos! Os sem-teto reinauguram o Itaquerão! (Págs. 1 e Ilustrada E9)

Eike planeja pagar credores da OSX em mais de 20 anos (Págs. 1 e Mercado B4)

Justiça processa seis ex-agentes por caso Riocentro (Págs. 1 e Poder A17)

Editoriais: Leia “Greve insegura”, acerca de paralisação de policiais em Pernambuco, e “Lembrar e esquecer”, sobre direitos do indivíduo e do público na internet. (Págs. 1 e Opinião A2)

Brasil vai passar vergonha, diz presidente do TCU

O presidente do TCU (Tribunal de Contas da União), ministro Augusto Nardes, afirmou que o Brasil vai passar “vergonha” na Copa por causa da série de obras inacabadas.

Nardes disse que “boa parte das cidades” da Copa não vai conseguir receber bem os torcedores. Ele chegou a declarar que Cuiabá “parece uma praça de guerra” em razão das obras inconclusas às vésperas da abertura do Mundial.

“Claro que temos ainda algumas situações de constrangimento e atrasos… estamos vigilantes para que não passemos [na Olimpíada de 2016] uma vergonha como infelizmente vamos passar na Copa em algumas cidades que não estão preparadas para receber os cidadãos”, afirmou o ministro.

Além de Cuiabá, Nardes citou São Paulo, Rio, Belo Horizonte e Fortaleza como exemplos de cidades que não conseguirão concluir as suas obras até a abertura da Copa.

Na TV, PT diz que oposição é ‘salto no escuro’

Em seu programa nacional levado à TV na noite desta quinta-feira (15), o PT apresentou a reeleição da presidente Dilma Rousseff como a única saída entre “a volta ao passado” e “um salto no escuro”, em referência indireta a seus principais adversários na corrida pelo Palácio do Planalto, Aécio Neves (PSDB) e Eduardo Campos (PSB).

O programa mesclou um tom otimista em defesa das realizações do governo petista e ataques velados aos concorrentes de Dilma. Em uma de suas falas, a presidente assegurou que combaterá a corrupção e terá “mão firme” para controlar a inflação.

“Posso assegurar que meu governo será sempre o governo do crescimento com estabilidade, equilíbrio fiscal, combate à corrupção, mão firme para combater a inflação, sem que isso prejudique o salário do trabalhador.”

Doleiro orientou ações de deputado, diz PF

O doleiro Alberto Youssef orientou o deputado federal Luiz Argôlo (SDD-BA) a ocupar o cargo de vice-líder do Solidariedade para ficar mais próximo do governo, aponta relatório da Polícia Federal que será enviado ao Supremo Tribunal Federal para eventual abertura de inquérito criminal contra o congressista.

Argôlo ocupa o posto indicado pelo doleiro, que foi preso em março pela PF na Operação Lava Jato sob a acusação de comandar esquema de lavagem de dinheiro que movimentou R$ 10 bilhões e tem ramificações em partidos como PT, PP, PMDB e SDD.

O relatório da PF sobre o deputado também aponta indícios de que Argôlo usou dinheiro público da Câmara dos Deputados para viajar e se reunir com Youssef.

Segundo a PF, o congressista e o doleiro trocaram 1.411 mensagens entre 14 de setembro de 2013 e 17 de março de 2014. O celular usado por Argôlo está registrado em nome da Câmara dos Deputados, de acordo com a PF.

Em conversa do dia 9 de outubro do ano passado, Argôlo indagou a Youssef: “Vc acha q devo pegar a vice lide ou a comissão de orçamento?? Ou nada??”.

“Pega a vice liderança (…) tem que estar perto do governo”, respondeu o doleiro.

Advogado se recusou a receber, diz Barbosa

O presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Joaquim Barbosa, comentou na quarta-feira (14) a declaração feita à Folha pelo advogado José Gerardo Grossi de que trabalhou de graça para ele.

Por meio de sua assessoria, Barbosa afirmou que procurou o defensor como “cidadão” e que chegou a ir ao escritório dele para pagar pelos serviços prestados, mas Grossi se recusou a receber o pagamento.

A polêmica surgiu após Grossi criticar decisão de Barbosa de negar o pedido do ex-ministro José Dirceu, condenado no julgamento do mensalão, para deixar a prisão durante o dia e trabalhar no escritório do advogado.

Condenado a 7 anos e 11 meses de prisão, o petista cumpre pena desde novembro e queria trabalhar no escritório de Grossi, com salário de R$ 2.100.

No despacho, Barbosa disse que o petista não cumpriu um sexto da pena para obter o benefício e ainda afirmou que a oferta de emprego foi um arranjo entre amigos.

Juíza abre ação contra seis por atentado ao Riocentro

A Justiça Federal abriu processo contra seis ex-agentes da ditadura militar acusados de participar do atentado no Riocentro, em 1981. Com a decisão, eles poderão ir para o banco dos réus pela primeira vez depois de 33 anos.

A denúncia foi recebida pela juíza Ana Paula Vieira de Carvalho, da 6ª Vara Federal Criminal. Ela entendeu que os crimes não prescreveram e que seus responsáveis ainda podem ser condenados.

Entre os réus estão os generais reformados Newton Cruz, 89, que chefiava a agência central do SNI (Serviço Nacional de Informações), e Nilton Cerqueira, 83, que comandava a PM do Rio.

EBC – Congressoemfoco

Edição: Equipe Fenatracoop

Portal Cambé, site de informações e serviços de Cambé – PR.

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