O Globo

Manchete : PF prende amigos de Temer, e Planalto vê risco de nova denúncia
Receio no Palácio é de que a Câmara resista a salvar presidente pela terceira vez
Cenário sem Temer no páreo eleitoral fortaleceria a candidatura do ministro da Fazenda, Henrique Meirelles

O núcleo de amigos e aliados mais próximos ao presidente Michel Temer foi alvo de mandados de prisão temporária na Operação Skala, da Polícia Federal, por suspeita de intermediação de propina para a edição de um decreto presidencial do setor portuário. Foram presos o advogado José Yunes, ex-assessor da Presidência; o coronel João Baptista Lima, amigo de longa data do presidente; o ex-ministro da Agricultura Wagner Rossi, e o ex-secretário do ministério Milton Ortolan, além de empresários que atuam no Porto de Santos, reduto de Temer. A investigação teve origem na delação premiada dos donos da JBS, em 2017. O Palácio do Planalto receia que a Procuradoria Geral da República apresente uma terceira denúncia contra o chefe do Executivo e que a Câmara não queira salvá-lo mais uma vez. Um possível cenário sem Temer no páreo eleitoral fortaleceria a candidatura do ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, que vai se filiar ao PMDB no início da semana que vem. O ministro Carlos Marun, da Secretaria de Governo, falou em “complô” contra o presidente. (PÁGINAS 3 a 8)

Leilão tem arrecadação recorde
Apesar das incertezas com a retirada dos dois blocos mais valiosos na véspera do leilão, a 15ª rodada de licitações teve arrecadação recorde de R$ 8,014 bilhões e ágio de 621,9%. Os destaques foram a disputa acirrada pelas áreas na Bacia de Campos, e a volta de petroleiras estrangeiras. O governo, agora, prevê levantar R$ 12 bilhões neste semestre com leilões de petróleo. (PÁGINA 23)

Crime contra vereadora foi político
O secretário de Segurança do Rio, general Richard Nunes, disse que crime político é a principal linha de investigação do assassinato da vereadora Marielle Franco, do PSOL, “pelo que ela representa e poderia representar no futuro”. (PÁGINA 13)

Marielle presente em cada canto da casa dos pais
Muito abalados, Marinete e Antonio abriram a casa a CAIO BARRETTO BRISO. Eles lembraram histórias e exibiram fotos de várias fases da vida da filha, que inspirou uma poesia do pai após o assassinato. (PÁGINA 13)

Emprego formal é o menor em 6 anos
País registrou, em fevereiro, o menor número de trabalhadores com carteira assinada desde 2012. Dados do IBGE mostram que o número de empregados formais caiu 1,8% em relação ao ano passado, para 33,1 milhões de pessoas. A taxa de desemprego subiu para 12,6%. (PÁGINA 25)

Cadeias, ‘fábricas de tuberculose’
Dados do Ministério da Saúde e da Fiocruz revelam que o risco de os presos contraírem tuberculose é quase 30 vezes maior do que entre a população em geral. Especialistas chamam presídios brasileiros de “fábricas de tuberculose”. O sistema prisional do Rio tem os índices mais altos da doença. (PÁGINA 30)

Colunistas
MERVAL PEREIRA
Ação fechando o cerco a Temer revigora o ânimo republicano da sociedade. (PÁGINA 4)

MÍRIAM LEITÃO
A Operação Skala trouxe muitos sinais, e nenhum é bom para Temer. (PÁGINA 24)

BERNARDO MELLO FRANCO
A trama parece repetir o escândalo Collor, com o coronel Lima no lugar de PC. (PÁGINA 2)

LYDIA MEDEIROS
Presidente perdeu garantia de sobrevivência política. (PÁGINA 2)

Editorial
‘Temer mais uma vez sob cerco’ (PÁGINA 20)

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O Estado de S. Paulo

Manchete: Amigos de Temer são presos e Planalto vê risco de 3ª denúncia
PF investiga favorecimento de empresas do setor portuário; governo teme ação da PGR contra presidente
Em operação que investiga favorecimento a empresas do setor portuário, a Polícia Federal prendeu ontem dois amigos próximos do presidente Michel Temer, o empresário e advogado José Yunes e o coronel da reserva João Baptista de Lima Filho. Também foram presos temporariamente o presidente da empresa Rodrimar, Antonio Celso Grecco, e o ex-ministro da Agricultura e ex-presidente da Companhia Docas do Estado de São Paulo Wagner Rossi. De acordo com a investigação, a Rodrimar é uma das empresas suspeitas de terem sido beneficiadas por decreto do governo de maio de 2017. Os pedidos de prisão partiram da Procuradoria- Geral da República e foram autorizados pelo ministro do STF Luís Roberto Barroso. No Palácio do Planalto, a operação foi vista como indicativo de que a procuradora-geral, Raquel Dodge, poderá apresentar nova denúncia contra o presidente. Se isso ocorrer, a avaliação é que as pretensões eleitorais de Temer seriam minadas. Ele teria novamente de se dedicar a barrar o avanço da investigação na Câmara. As duas denúncias anteriores foram arquivadas. (POLÍTICA / PÁGS. A4 e A6)

Eliane Cantanhêde
Os homens do presidente
Temer se lança candidato à sucessão, mas deve se dar por satisfeito se chegar inteiro até a eleição. Serão longos oito meses. (PÁG. A6)

Leilão de blocos de petróleo surpreende e rende R$ 8 bi
O leilão de petróleo e gás realizado ontem, no Rio, arrecadou R$ 8 bilhões, superando a expectativa do governo, mesmo com as duas áreas mais valiosas fora da disputa por determinação do TCU. O valor é 622% maior que o mínimo exigido. A Bacia de Campos ficou com 94% do total. Com o resultado, o governo elevou a previsão de arrecadação com leilões deste ano para R$ 12 bilhões. (ECONOMIA / PÁGS. B1 e B3)

Emprego formal cai ao menor nível desde 2012
O total de vagas de trabalho formais no setor privado (33,126 milhões) caiu ao nível mais baixo desde 2012, segundo o IBGE. Para especialistas, a dispensa sazonal de trabalhadores afetou a taxa de desemprego, que chegou a 12,6% no trimestre encerrado em fevereiro. (ECONOMIA / PÁG. B7)

Celso Ming
Leilão do petróleo foi um enorme sucesso, em especial porque leilões no México e nos EUA renderam pouco. (ECONOMIA / PÁG. B2)

Notas & Informações
Mais impulso ao crescimento
Com atividade muito moderada e preços muito contidos, nada mais adequado que o afrouxamento das condições de crédito. (PÁG. A3)

Injustiças do sistema prisional
Situações desumanas em presídios não são uma exceção, mas, infelizmente, a regra. (PÁG. A3)

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Folha de S. Paulo

Manchete: PF prende amigos de Temer e eleva pressão sobre o Planalto
Temor de nova denúncia contra o presidente cresce após prisão de coronel Lima e José Yunes
Operação da Polícia Federal deflagrada ontem fechou 0 cerco ao presidente Michel Temer (MDB). A ação, autorizada pelo ministro do Supremo Luís Roberto Barroso, prendeu dois amigos do emedebista e outras 11 pessoas. Detidos em São Paulo, o coronel João Batista Lima Filho e o advogado José Yunes são suspeitos de receber propinas e de atuar como laranjas de Temer em suposto esquema de favorecimento a empresas do setor portuário. Na decisão, Barroso, relator do inquérito que investiga se Temer recebeu vantagens em troca da edição de decreto sobre portos de 2017, disse haver indícios de um esquema que persistiria por mais de 20 anos no setor. O Planalto já esperava nova investida da PF, mas não dessa magnitude. Com isso, cristalizou-se entre aliados o temor de que o emedebista seja alvo de terceira denúncia, o que comprometeria seus planos de reeleição. Escalado para defender Temer, Carlos Marun (Secretaria de Governo) diz que ele é alvo de canhões da conspiração. O advogado de Yunes afirma que a prisão é absurda e pediu revogação. A defesa de Lima não foi localizada. (Poder A4)

Cargo está sujeito a bombardeios a todo momento, afirma o presidente (Poder A8)

Bruno Boghossian
Temer corre o risco de ficar sozinho na luta para sobreviver (Opinião A2)

Leilão de petróleo e gás arrecada R$ 8 bilhões
Com grande participação da Petrobras e da americana Exxon, a 15ª rodada de licitação de concessões de petróleo e gás do governo nesta quinta-feira (29) arrecadou R$ 8 bilhões, com ágio de 622% sobre o preço mínimo. O valor é recorde entre leilões sob o modelo de concessão —o último, em 2017, somou R$ 3,9 bilhões. A lista de ofertas esvaziou-se após o Tribunal de Contas da União ordenar a saída dos dois blocos mais caros. (Mercado A13)

Medida provisória travada põe reforma trabalhista em risco
Medida provisória que ajusta a reforma trabalhista corre o risco de caducar caso não seja aprovada pelo Congresso até 23 de abril. Assim, as regras que entraram em vigor em novembro não poderão ser aplicadas a contratos vigentes, diz o Ministério Público do Trabalho. (Mercado A18)

Foto- legenda: No aguardo
Um dos cerca de 80 macacos de centro de animais silvestres da prefeitura de SP, que evita reintroduzir os bichos à natureza para protegê-los da febre amarela (Cotidiano B1)

Editorial
Leia “Cerco ao presidente”, sobre operação que prendeu amigos de Temer. (Opinião A2)

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