Até comprovação, delação premiada são palavras sem lastro de seriedade

A delação premiada é importante recurso investigatório e deplorável retrocesso judicial. O autor, que joga com elementos essenciais de sua vida, não pode ser portador de credibilidade absoluta. O que dá veracidade à delação são as investigações subsequentes, no intuito de comprová-la. Até lá, a delação é um conjunto de palavras e nomes desprovido do lastro de seriedade…

Funcionários da USP aceitam proposta para reajuste salarial

Em assembleia, funcionários da USP concordaram com a proposta da Justiça do Trabalho, que fixa reajuste salarial de 5,24 % e pagamento de 28, 6% de abono. A decisão indica que a greve da universidade, que dura 106 dias, está perto do fim. Professores e servidores, entretanto, aprovaram a continuidade da paralisação par a, nos próximos dias, negociar com a reitoria benefícios e reposição de horas paradas…

Polícia descobre golpe milionário 

O Sindicato dos Empregados do Comércio de Niterói e mais sete municípios é acusado de desviar até R$ 1 milhão por mês de taxas trabalhistas. Segundo a polícia, a presidente da entidade enriqueceu…

O Globo

Manchete : Dilma diz que ‘não tinha menor ideia’ de crimes na Petrobras 

Petista afirma que sangria foi estancada; marina vê quadrilha na estatal

A presidente Dilma afirmou ontem que “não tinha a menor ideia” de que havia um esquema criminoso na Petrobras e defendeu apuração rigorosa. “Se houve alguma coisa, e tudo indica que houve, posso garantir que todas as sangrias que eventualmente pudessem existir estão estancadas”, disse ela. O fato de dizer que nunca desconfiou, após ter sido ministra da área e estar há três anos e meio na Presidência, lembrou a frase do então presidente Lula ao afirmar que não sabia e foi traído no mensalão. Dilma disse ainda que seus adversários “não podem esquecer seus telhados”. Já Marina Silva (PSB), ao comentar o esquema delatado pelo ex-diretor da Petrobras, disse que foi o atual governo “quem manteve toda essa quadrilha” na empresa. Aécio Neves (PSDB) também atacou: “Dilma tinha obrigação de saber aquilo que acontecia no seu entorno.” (Págs. 3 a 5)

Mantega afirma não ter condições de ficar mais um mandato

Em entrevista ao GLOBO, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, “demitido” por Dilma semana passada, disse que sua saída já estava acertada para que ele possa se dedicar mais à família. Afirmou que ficará no cargo até 31 de dezembro e que Dilma vai levar a “política (econômica) até as últimas consequências”. (Pág. 6)

Fichas-sujas se aproveitam de brechas legais para concorrer (Pág. 8)

Inflação no Rio é a maior do país 

Nos últimos 12 meses, comer fora ficou 11,44% mais caro no Rio. O aluguel subiu 13,88%, e o custo com empregado doméstico, 12,64%. Os serviços mais comuns do dia a dia explicam a alta de 7,67% da inflação carioca, que há 7 meses. É a maior entre as 13 regiões pesquisadas pelo IBGE. (Pág. 23)

Polícia descobre golpe milionário 

O Sindicato dos Empregados do Comércio de Niterói e mais sete municípios é acusado de desviar até R$ 1 milhão por mês de taxas trabalhistas. Segundo a polícia, a presidente da entidade enriqueceu. (Pág. 30)

Interior se destaca no Ideb

Com nota 6,5, Levy Gasparian adota horário integral para alunos com problemas de aprendizado. (Pág. 14)

Africanos são barrados no Acre 

Além de vetar a entrada de senegaleses e nigerianos por medo do ebola, agentes da PF já cogitam greve. Africanos relatam discriminação. (Pág. 28)

Foto-legenda : Terror em Santiago 

Equipes de socorro atendem alguns dos 14 feridos na explosão de uma bomba de fabricação caseira na estação de metrô Escuela Militar, em Santiago do Chile. Governo classificou ataque de ato terrorista. (Pág. 31)

Ilimar Franco – A crítica pegou

Funcionaram os ataques que a presidente Dilma fez a Marina Silva sobre o pré-sal. Os marineiros organizam ato, às pressas, no Rio, quinta-feira, para que ela possa explicar sua posição sobre o assunto e conter o impacto das acusações. O apoio à candidata da oposição está sendo corroído no estado e, segundo um dirigente de sua campanha, é preciso acabar com essa cortina de fumaça. (Pág. 2)

Merval Pereira – Dilma e Aécio têm o mesmo objetivo: atacar Marina. (Pág. 4)

Míriam Leitão

Crise da Petrobras é a maior desde o estouro do mensalão. (Pág. 24)

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Zero Hora

Manchete : Aécio ataca, Dilma se defende, marina tenta se afastar

Candidato tucano associa denúncias na Petrobras a mensalão, presidente alega falta de provas e ex-ministra evita culpar adversária, mas fala em “quadrilha”. (Notícias | 5 a 11)

R$ 56 milhões em doações de empreiteiras

Uma das empresas que mais deram dinheiro a candidatos é a UTC, citada no caso Petrobras. (Notícias | 5 a 11)

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Brasil Econômico

Manchete: Queda do preço do petróleo alivia balança e Petrobras

A cotação internacional do barril caiu abaixo da barreira dos US$ 100 pela primeira vez em 16 meses. Com excesso de produção global, instituições como o Banco Mundial estão reduzindo suas projeções de longo prazo. Importadores de petróleo e derivados, o Brasil e sua maior empresa se beneficiam, no curto prazo, com custos menores. (Págs. 8 e 9)

Mantega avisou que não fica, afirma Dilma

Além de explicar a decisão de montar nova equipe econômica caso reeleita, a presidenta Dilma Rousseff sugeriu que Marina Silva e Aécio Neves “olhem para os seus telhados”. Para Aécio, as denúncias sobre a Petrobras equivalem a um novo mensalão. Pág. 5)

PT aprova termos da fusão com Oi

Em assembleia em Portugal, foram aprovadas as novas condições para a união dos negócios das operadoras. A participação dos acionistas da tele portuguesa na CorpCo, empresa resultante da operação, será de 25,6%, contra os 37,3% originais. (Pág. 12)

Deus salve a Escócia

A dez dias do referendo, os partidários da independência escocesa assumiram a frente nas pesquisas, sob protesto dos defensores do Reino Unido. O Tesouro já calcula a divisão das reservas em ouro, e a libra caiu ao menor nível desde 2013. (Págs. 26 e 27)

PMDB pode levar 5 estados no 1º turno 

As pesquisas de intenção de voto apontam 11 estados com chances de definir seus governadores em 5 de outubro. Maior derrota dos peemedebistas pode vir do Maranhão. (Pág. 3)

Mosaico Político – Gilberto Nascimento

PT : PMDB E AÉCIO SÃO ALIADOS

O PT espera que as revelações do ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa — que denunciou supostos beneficiários de um esquema de corrupção na estatal — não causem prejuízos eleitorais apenas ao partido e sua base aliada. (Pág. 2)

O mercado como ele é… Luiz Sérgio Guimarães

RUMOR DISPARA DÓLAR E JUROS

Nem os profissionais mais tarimbados se sentiram à vontade ontem. Sob efeito de múltiplas e complexas variáveis, de difícil interpretação, os mercados financeiros operaram com intensa volatilidade e incerteza. (Pág. 23)

Ponto Final – Octávio Costa

O PT REFORÇA O TIME

O presidente nacional do PT, Rui Falcão, sabe tudo de jornalismo. Entre os anos 70 e 80, trabalhou na “Folha de S.Paulo” e no “Jornal da Tarde” e foi diretor de redação da revista “Exame”, da Editora Abril. Ontem, teve de usar sua experiência para rebater uma informação explosiva sobre a campanha da presidente Dilma Rousseff. (Pág. 32)

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Folha de S. Paulo

Manchete : Dilma diz que nunca soube de ‘malfeitos’ na Petrobras

Presidente reconhece que ‘tudo indica’ ter havido problemas na estatal

Candidata à reeleição, a presidente Dilma (PT) disse que nunca desconfiou de irregularidades na Petrobras e admitiu que “tudo indica” que houve problemas na empresa, mas que a “sangria foi estancada”. Afirmou jamais ter imaginado que há via “malfeitos” na estatal. Em entrevista ao jornal “O Estado de S. Paulo”, Dilma criticou ataques de adversários em relação aos negócios envolvendo Paulo Roberto Costa. O ex-diretor da estatal fez acordo de delação e indicou políticos do PT, do PMDB, do PSB e do PP como beneficiários de propina. “Os dois candidatos [Marina Silva e Aécio Neves] não podem esquecer os seus telhados”, afirmou Dilma. (Poder A4)

Marina fala em ‘ quadrilha ’ , acusa PT , mas poupa Dilma

Candidata do PSB ao Planalto, Marina Silva acusou o governo do PT de manter “essa quadrilha que está acabando com a Petrobras”, mas poupou a presidente Dilma Rousseff, sua adversária na eleição, no escândalo de corrupção na estatal. “Eu não seria leviana em dizer que ela tem responsabilidade direta pessoalmente.” Para Aécio Neves (PSDB), era “obrigação” de Dilma saber o que acontecia. (Poder A5)

Funcionários da USP acei tam proposta para reajuste salarial

Em assembleia, funcionários da USP concordaram com a proposta da Justiça do Trabalho, que fixa reajuste salarial de 5,24 % e pagamento de 28, 6% de abono. A decisão indica que a greve da universidade, que dura 106 dias, está perto do fim. Professores e servidores, entretanto, aprovaram a continuidade da paralisação par a, nos próximos dias, negociar com a reitoria benefícios e reposição de horas paradas. (Cotidiano C1)

Empresas terão de explicar suposto apoio à ditadura

Com base em informações que constam em documentos de órgãos de repressão, a Comissão Nacional da Verdade convocará empresas acusadas de colaborar com a ditadura para explicações. O tenente da reserva José Conegundes do Nascimento se negou a depor sobre o regime. Disse não ajudar “o inimigo”. (Poder A11)

Acordo comercial entre Brasil e Índia não faz vendas decolarem (Mercado B1)

Plano dos EUA contra o Estado Islâmico pode durar três anos (Mundo A15)

Foto-legenda : Atentado no metrô

Mulher é socorrida após explosão de bomba em estação de Santiago (Chile), que deixou dez feridos; para o governo, trata-se de terrorismo, às vésperas do aniversário de 41 anos, na quinta (11), do golpe de Pinochet (Mundo A12)

Jânio de Freitas

Até comprovação, delação premiada são palavras sem lastro de seriedade

A delação premiada é importante recurso investigatório e deplorável retrocesso judicial. O autor, que joga com elementos essenciais de sua vida, não pode ser portador de credibilidade absoluta. O que dá veracidade à delação são as investigações subsequentes, no intuito de comprová-la. Até lá, a delação é um conjunto de palavras e nomes desprovido do lastro de seriedade. (Poder A9)

Editoriais

Leia “Petrobras como prêmio”, sobre delação de ex-diretor da estatal, e “O custo da segurança”, acerca da reunião dos países-membros da Otan. (Opinião A2)

EBC

Edição: Equipe Fenatracoop

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