O Globo

Manchete : Governo estuda acabar com reajustes diários na gasolina
Ideia é amortecer variação para consumidor, sem interferir na Petrobras
Combustível teve mais um aumento ontem, com alta acumulada de 11,3% em um mês
Depois de congelar por 60 dias o valor do diesel, o governo estuda uma maneira de acabar com os reajustes diários também nos preços da gasolina. O aumento mais recente ocorreu ontem, o segundo em quatro dias, depois de cinco reduções consecutivas. Em um mês, o combustível acumula alta de 11,3%.
O objetivo, no entanto, é não interferir na política de preços da Petrobras. Pela saída em discussão,
a intenção é criar um mecanismo com uma espécie de tributação flutuante, em que o imposto varia de acordo com o preço do petróleo e a cotação do dólar. A medida será levada ao presidente Temer. (Pág. 21)

Da fome na Venezuela à exploração no Brasil
Vinícius Sassine e Guito Moreto (fotos)
Sem esperança na Venezuela em crise, imigrantes que chegam a Roraima enfrentam agora outra dura jornada. Como não há mercado em Boa Vista, passaram a aceitar emprego em fazendas de cidades próximas. Atraídos
por ofertas de trabalho, acabam vítimas de regimes análogos à escravidão. Chamados pelo apelido pejorativo de “venecos”, vivem em condições degradantes, sem água tratada nem banheiro, e com trabalhos forçados. (Pág. 10)

Após a greve, como mudar os tributos
Os presidenciáveis mais bem colocados consideram essencial a reforma tributária, tema que ganhou destaque após caminhoneiros, na greve, pressionarem por corte de impostos. Na pauta, está a unificação de taxas. (Págs. 3 e 4)

O que pensam os marineiros
Pré-candidata da Rede, Marina Silva é líder entre eleitores que costumam votar no PT, como os de baixa renda e de pouca escolaridade. (Pág. 8)

Munição desviada de Exército e PM
Milhares de projéteis apreendidos no Rio foram desviados de lotes da PM e do Comando Logístico do Exército, o que expõe falha no controle do paiol. (Pág. 12)

Alerta renovado contra a ditadura
Costa-Gavras
Diretor relembra bastidores de “Z”, seu filme sobre a gestação de um golpe militar, que ganha cópia restaurada 50 anos depois. (Segundo Caderno)

Elio Gaspari
Estradas paradas: é hora de cobrar a conta do locaute. (Pág. 5)

Bernardo Mello Franco
Os homens de negócios na disputa presidencial. (Pág. 2)

Fernando Henrique Cardoso
Governo e elites que se cuidem: a crise é profunda. (Pág. 9)

Lauro Jardim
Paulo Preto fez ameaça a investigado em caso de propina. (Pág. 2)

Miriam Leitão
Subsídio ao diesel deixa o país mais distante do novo. (Pág. 22)
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O Estado de S. Paulo

Manchete : PCC cresce e já fatura mais de R$ 400 milhões por ano
Considerada uma organização ‘pré-mafiosa’, facção se uniu a cartel para mandar cocaína para o exterior
Nos últimos anos, o Primeiro Comando da Capital (PCC) multiplicou por seis o número de integrantes, se espalhou pelo País e pela América do Sul, aperfeiçoou o escoamento de drogas para o exterior e passou a ser considerado uma espécie de organização “pré-mafiosa”, com faturamento estimado entre R$ 400 milhões e R$ 800 milhões por ano – valor que o colocaria entre as 500 maiores empresas do País. É o que revelam documentos encontrados pela polícia após investigação desencadeada pela morte de Rogério Jeremias de Simone, o Gegê do Mangue, informa Marcelo Godoy. A polícia ainda tem provas da ligação do grupo com o primeiro cartel de drogas chefiado por um brasileiro, Gilberto Aparecido dos Santos, o Fuminho, instalado na Bolívia. Junto com ele e aliado à máfia calabresa, a facção envia, segundo estimativas “conservadoras”, 1 tonelada de cocaína por mês para o exterior pelos portos de Santos, Itajaí, Rio e Fortaleza. Um sistema de lavagem de dinheiro com remessas milionárias para um doleiro também foi identificado. (METRÓPOLE / PÁGS. A14 e A15)

30 mil criminosos são ligados à facção
Cerca de 30 mil homens em todo o País fazem parte do PCC. Além de SP, com 10.922 integrantes, Paraná e Ceará são os Estados com mais criminosos ligados ao grupo: 2 mil cada. Bandidos em liberdade pagam R$ 950 por mês à facção. (PÁG. A15)

Turbulência na Petrobrás complica plano de Guardia
Com o desgaste causado pela greve dos caminhoneiros e pela saída de Pedro Parente da Petrobrás, o governo prevê dificuldades para aprovar o plano definido em abril pelo ministro da Fazenda, Eduardo Guardia. A equipe econômica admite, reservadamente, que já não acredita na aprovação da privatização da Eletrobrás no Congresso. Até mesmo projetos de tramitação mais fácil estão travados, como a duplicata eletrônica e o cadastro positivo. (ECONOMIA / PÁGS. B1 e B4)

‘Estado’ lança checagem de dados
O Estado vai monitorar redes sociais e checar se textos e imagens mais compartilhados são verídicos. As conclusões estarão no blog Estadão Verifica (politica.estadao. com.br/blogs/estadao-verifica). (POLÍTICA / PÁG. A8)

Meirelles diz não ser candidato do governo
Ministro da Fazenda até abril, Henrique Meirelles (MDB) quer “tirar o rótulo” de candidato do governo e do mercado à Presidência da República. Ao Estado, ele afirma que sua pré-candidatura não “representa especificamente” o governo Temer, mas sua atuação na iniciativa privada e no setor público. (POLÍTICA / PÁG. A4)

Licença para ser pai
O professor Luís Souto, pai das gêmeas Catherine e Victória, conseguiu na Justiça o direito a uma licença-paternidade de 180 dias. Outros profissionais têm conseguido estender o benefício por meio de ações judiciais. Para pediatras, além de ampliar o vínculo com a criança, a presença paterna contribui para a saúde da mãe e do bebê. (METRÓPOLE / PÁG. A17)

De ônibus, a perigosa fuga da Venezuela
Lila Valera (foto) leva US$ 20 e seu maior bem, o diploma de Enfermagem, ao fugir da Venezuela pela Colômbia, informa o enviado especial Rodrigo Cavalheiro. Assaltantes jogam pedras no ônibus na saída de Caracas para tentar roubar os passageiros. (INTERNACIONAL / PÁG. A10)

Notas&Informações
Rumos para o crescimento
Espera-se do poder público as soluções para a quase totalidade dos problemas nacionais, mas pouco, ou nada, é exigido da iniciativa privada. (PÁG. A3)

Iniciativa sensata
Grupo quer que pré-candidatos prometam que educação básica será prioridade da gestão. (PÁG. A3)

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Folha de S. Paulo

Manchete : Sobra caminhão e falta carga no Brasil da crise
Queda na demanda e frota inflada explicam ociosidade no setor de transporte
O movimento de caminhões nas estradas brasileiras é hoje 26% inferior ao registrado de 2003 a 2007. A ociosidade no setor é resultado da queda na demanda por frete, consequência da recessão, e da frota inflada após anos de empréstimos subsidiados pelo governo.
Em março deste ano, a circulação dos caminhões permanecia em um nível histórico muito baixo, embora estivesse 8,3% acima do pior momento, ocorrido em 2016. A diminuição na atividade tem levado as empresas de transporte de carga a demitir funcionários.
Após seguidos aumentos de vagas para caminhoneiros, a categoria perdeu 72 mil postos de 2014 a 2016. Especialistas acreditam que parte desses profissionais passou a atuar no mercado informal ou trabalha por conta própria, acirrando ainda mais a concorrência.
A situação ajuda a explicar a grande adesão de motoristas à paralisação. “O foco ficou no diesel, quando deveria ser na demanda”, diz o economista Armando Castelar Pinheiro, da FGV. (Mercado B1)

Gigante do setor começou com caminhão de verdura (Mercado B4)

Cresce plano de saúde que exige taxa por atendimento
Em uma década, o número de usuários de planos de saúde que pagam uma taxa por atendimento passou de 8,3 milhões (2007) para 24,7 milhões (2018). O modelo atende principalmente a demanda de empresas que custeiam planos dos funcionários.A Agência Nacional de Saúde Suplementar planeja aprovar novas regras para esses planoS. (Cotidiano A17)

Bloqueio em estradas afeta Parada Gay de SP que deve ter menos público hoje. (Cotidiano A18)

Levante do diesel não faz sentido
Vinícius Torres Freire
O levante popular contra o preço do diesel quer subsidiar o uso de carros privados e de poluentes, favorecendo de resto mais ricos, abortando empreendimentos nacionais de energia nova ou mais limpa. Isso não vai prestar. (Mercado B5)

Dersa vê fraude em acordo feito no governo Serra
Perícia da Dersa aponta pagamento indevido de R$ 464 milhões (em valores atuais) à Odebrecht em 2009. Delatores da empreiteira dizem que a Dersa só repassou o dinheiro após acerto de propina para o então governador, José Serra (PSDB). O tucano afirma que a história “é um disparate”. (Poder A4)

Editorial
Há soluções
Sobre conjuntura do país e papel dospresidenciáveis. (Opinião A2)

Usuários e traficantes
Acerca de política ineficiente de combate às drogas.(opinião A2)
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