O Globo

Manchete : No Estado do Rio, 1,7 milhão de eleitores votam em áreas dominadas pelo crime
Força-tarefa de autoridades estaduais e federais produz mapa da influência de traficantes e milicianos na política
CHICO OTAVIO E VERA ARAÚJO
Um trabalho de autoridades estaduais e federais, reunidas na força-tarefa Coalizão Eleitoral, sobre a influência do crime organizado nas eleições, revela que 1,7 milhão de eleitores do Estado do Rio votam em seções localizadas em áreas dominadas pelo tráfico ou pela milícia. O estudo traduz em números a percepção de que a criminalidade avança na política formal. Setores de inteligência da segurança pública já identificaram que uma advogada, presa no passado sob acusação de ser pombo-correio de chefões do narcotráfico, está filiada a um partido, e pretendem impedir que ela lance sua candidatura. No mês passado, o prefeito de Japeri, na Baixada Fluminense, Carlos Moraes (PP), foi preso por suspeita de associação ao tráfico. O secretário estadual de Segurança, general Richard Nunes, quer garantir ao eleitor que ele pode votar sem medo e afirma que as facções blefam ao dizer que podem saber em quem determinada comunidade votou. O general já montou um gabinete de crise, a exemplo do que foi feito na greve dos caminhoneiros, e anuncia uma estratégia que une trabalho de inteligência, fiscalização e policiamento ostensivo. “Se as eleições fossem hoje, já saberíamos o que fazer”, assegura. (PÁGINA 4)

Entrevista – ‘Sobrecarregamos Orçamento com pauta grande demais’
Fernando Haddad, indicado a vice que pode virar cabeça de chapa caso Lula seja impedido de concorrer, diz que manutenção da candidatura do ex-presidente é posicionamento político e o governo petista sobrecarregou o Orçamento com desonerações e subsídios demais. (PÁGINA 12)

Pressão ambiental leva petroleiras à energia renovável
Pressionadas pela necessidade de neutralizar emissões dos gases que provocam o aquecimento global e pela perspectiva de queda no consumo de combustível fóssil, as gigantes do petróleo, a exemplo do que fazem em outros países, começam a investir em fontes renováveis de energia no Brasil. (PÁGINAS 33 e 34)

Colunistas
Merval Pereira
Os cenários de uma travessia ‘não populista’ (PÁGINA 2)

Míriam Leitão
País sem projeto para superar seu atraso (PÁGINA 34)

Elio Gaspari
O general Mourão e a ‘reforma moral’ (PÁGINA 7)

Bernardo Mello Franco
Falar mal de Lula virou mau negócio (PÁGINA 3)

Ascânio Seleme
Armar as pessoas não ajuda a combater violência (PÁGINA 13)

Lauro Jardim
Raquel Dodge coleciona atritos com a Lava-Jato (PÁGINA 6)

Veríssimo
Vices influenciam a confusão na política do Brasil (SEGUNDO CADERNO)

Ancelmo Gois
Pobreza extrema em 56% dos lares de pretas e pardas (PÁGINA 20)

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O Estado de S. Paulo

Manchete : ‘Lula está lá de visita, de favor’, afirma diretor da PF
Rogério Galloro diz ter dado ordem para que ex-presidente fosse preso no sindicato, mas ele se entregou antes
Na primeira entrevista desde que assumiu a direção-geral da Polícia Federal, Rogério Galloro disse a Andreza Matais que em 7 de abril chegou a dar ordem para 30 homens do Comando de Operações Táticas invadirem o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC e prenderem o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mas ele se entregou antes. “Quando deu 17h30, liguei para o negociador e disse: ‘Acabou! Se ele não sair em meia hora, vamos entrar’. Às 18 horas, ele saiu.” Galloro reclama que a superintendência da PF no Paraná não é apropriada para custodiar Lula e ele “está lá de visita, de favor”. Ao comentar o habeas corpus dado ao petista pelo desembargador Rogério Favreto em julho, destacou que chegou a avisar o ministro Raul Jungmann de que soltaria Lula, mas a ordem “não soltem”, dada por telefone por Thompson Flores, presidente do TRF-4, o manteve na cadeia. (POLÍTICA / PÁG. A4)

Dia da prisão do ex-presidente
“A multidão começou a cercá-lo (Lula) e vi que poderia acontecer uma desgraça (…) Quando tem multidão, você não tem controle. Aquele foi o pior momento”
Apesar da lei, 2 em cada 3 domésticas não têm carteira
Quase três anos após o recolhimento do FGTS para domésticas se tornar obrigatório, 70,55% das empregadas continuam sem direitos trabalhistas e o número de trabalhadoras sem carteira assinada subiu de 4,19 milhões para 4,39 milhões. Especialistas atribuem esse aumento da informalidade não à ineficácia da legislação, mas à crise econômica, que fez muitas pessoas cortarem gastos. (ECONOMIA / PÁGS. B1 e B4)

Bancada da Bíblia dobra em 8 anos
Com 182 parlamentares, Frente Parlamentar Evangélica reúne não só deputados e senadores de 19 designações evangélicas como dezenas de políticos de outras religiões, informa Renata Agostini. Com a bandeira da defesa dos valores cristãos, bancada cresceu 108% em duas legislaturas e vigia temas como aborto, drogas, educação sexual, casamento gay e legalização do jogo. (POLÍTICA / PÁGS. A8 e A9)

‘Epidemia’ de cesáreas faz crescer número de prematuros
O Brasil vive duas novas epidemias relacionadas aos altos índices de cesáreas: a de bebês prematuros e a dos chamados “termo precoce”, que nascem com 37 ou 38 semanas de gestação. Estudo da Universidade Federal de Pelotas mostra que 4 de cada 10 crianças nascidas no Brasil em 2015 tinham menos de 39 semanas e, portanto, maior risco de doenças e problemas de aprendizado no futuro. (METRÓPOLE / PÁG. A15)

Haitianos saídos do Brasil vão parar no México
Haitianos que viviam no Brasil e cruzaram o continente para tentar chegar aos Estados Unidos acabaram criando uma nova colônia em Tijuana, cidade mexicana que faz fronteira com a Califórnia, depois que Donald Trump dificultou a entrada de imigrantes. (INTERNACIONAL / PÁG. A11)

Pedro S. Malan
Diálogo necessário
Como em 2002, foi agora crucial o gesto do ministro da Fazenda de conversar com economistas das campanhas. (ESPAÇO ABERTO / PÁG. A2)

Eliane Cantanhêde
Militares na berlinda
Bolsonaro não representa candidatura militar e menos ainda governo militar. Isso seria um risco para as Forças Armadas. (POLÍTICA / PÁG. A6)

Vera Magalhães
Flacidez política
Nenhum dos candidatos fala o que é preciso de forma clara. Diante disso, o eleitor pode ser seduzido a flertar com o populismo. (POLÍTICA / PÁG. A10)

Notas&Informações
Irresponsabilidade eleitoreira
A manobra tramada na comissão que analisa a MP 842, que perdoa R$ 17,1 bilhões devidos por produtores rurais, é prova clara do escárnio com a severa crise fiscal. (PÁG. A3)

A lerda espada da Justiça
Supremo demorou década e meia para perceber que uma grave acusação não estava fundada em provas. (PÁG. A3)

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Folha de S. Paulo

Manchete : Judiciário quer reajuste, mas estoura teto de gastos
Poder ampliou despesa no 1º semestre acima do limite em vigor; se a alta não for corrigida, executivo cobrirá rombo
Protagonista da discussão sobre reajustes salariais e o consequente impacto no Orçamento, o Judiciário é o único dos três Poderes a não respeitar a regra que estabeleceu limite para o crescimento das despesas. Só no primeiro semestre, segundo dados do Tesouro, o Judiciário ampliou seus desembolsos em 8,8%. A variação é mais alta que os 7,2% permitidos pelo teto de gastos para este ano. A regra do teto, aprovada em dezembro de 2016, define que o aumento das despesas do governo deve limitar-se à variação da inflação por período de dez anos. Caso o Judiciário não corrija seu estouro até o final do ano, o Executivo terá de compensar esse excesso. Em 2017, isso já foi necessário. Com limite de crescimento de 7,2%, o Judiciário elevou os gastos em 7,5%. O Executivo, hoje, tem folga. Seu teto tolera alta de 7,1% dos gastos, e a ampliação das despesas no primeiro semestre foi de 5,3%. O Legislativo também se conteve no período. Ampliou os gastos em 2,7%, bem abaixo dos 9,6% permitidos. Mantida a tendência, o não cumprimento da regra pelo Judiciário deve ocorrer também em 2019, devido ao reajuste de 16,4% aprovado pelo Supremo Tribunal Federal para seus ministros. Se passar no Congresso, o aumento provocará um efeito cascata, pois há categorias com reajustes atrelados ao do STF. (Mercado A21)

O que pensam os apoiadores do presidente Michel Temer
Folha reúne simpatizantes do líder impopular (Poder A12)

Paralisação e seca elevam o preço do leite ao consumidor
Nos supermercados, o preço do litro do leite deu um salto, chegando a R$ 4 — e não deve cair até outubro. Entre os motivos estão a falta de chuva, que secou os pastos, e a paralisação dos caminhoneiros, que prejudicou a dieta dos animais e comprometeu a lactação. (Mercado A24)

Desafio é não eleger um autoritário, diz docente de Harvard
Para o cientista político Steven Levitsky, autor do livro “Como as Democracias Morrem”, o Brasil inspira preocupação, já que a recessão e a corrupção favorecem a ascensão de políticos potencialmente autoritários. Segundo ele,este seria o caso de Jair Bolsonaro (PSL). (Poder A8)

Reinaldo José Lopes
Mourão mostra ignorância sobre índios e africanos
“Temos uma certa herança da indolência, que vem da cultura indígena”, disse o general Hamilton Mourão, vice do presidenciável Jair Bolsonaro (PSL), papagaiando essencialismo étnico. (Ciência B8)

Editorial
O básico do ensino
Sobre como distribuir melhor e gerir com mais eficiência os recursos da educação pública, num cenário de severa escassez. (A2)

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