(Em Destaque: Quando interesses políticos envolvem as pesquisas)

Ingerência do Planalto abre crise no IBGE

Uma rebelião tomou conta do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Diante da decisão do comando do órgão de suspender a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) por sugestão de dois senadores, Gleisi Hoffmann (PT-PR) e Armando Monteiro (PTB-PE), sem comunicar os técnicos, a diretora de Pesquisas, Marcia Quintslr, e a coordenadora-geral da Escola Nacional de Ciências Estatísticas (Ence), Denise Britz, pediram exoneração e 18 coordenadores de áreas puseram os cargos à disposição. A presidente do instituto, Wasmália Bivar, fez um apelo formal para que não houvesse uma debandada geral, mas a conversa com os coordenadores terminou em impasse. A demissão de Márcia e de Denise são irrevogáveis.

A tensão ontem no IBGE chegou ao nível máximo, tão logo a exoneração de Marcia Quintslr, uma da técnicas mais competentes do órgão, e de Denise Britz tornaram-se públicas. Os funcionários se revoltaram e exigiram explicações da Wasmália. Ela foi acusada de ceder às pressões governo e de políticos para adequar as informações sobre a renda domiciliar aos cálculos da divisão do Fundo de Participação dos Estados (FPE), regulamentado pela Lei Complementar 143/2013. Gerentes e coordenadores de pesquisa, responsáveis por dados fundamentais ao país, como a inflação oficial e a taxa de desemprego nas principais regiões metropolitanas, enviaram uma carta ao conselho diretor denunciando que foram surpreendidos com a reprogramação do calendário das pesquisas e que não admitiriam dúvidas sobre “a eficiência do IBGE”.

No IBGE: Servidores ameaçam se demitir

Cancelamento de pesquisa Pnad Contínua provoca uma rebelião.

Sem saída

Sem-teto se protegem durante confronto com a PM na desocupação de imóvel na zona do norte do Rio em que estavam cerca de 5.000 invasores; veículos foram queimados, dois supermercados sofreram saque e ao menos 20 pessoas ficaram feridas, entre elas 3 crianças.

O Estado de S. Paulo

Supremo deve decidir sobre CPI só depois da Páscoa

A ministra Rosa Weber, do Supremo Tribunal Federal, deve decidir apenas depois da Páscoa os pedidos da oposição e da situação sobre a instalação da CPI da Petrobrás. Em despachos assinados no final da tarde de ontem, Rosa Weber deu prazo de 48 horas para que o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), preste as informações que considerar pertinentes.

O prazo de 48 horas começará a ser contado depois da intimação de Renan. Como não haverá expediente no Supremo a partir de quarta-feira, dificilmente Rosa Weber terá tempo para receber as informações de Renan e decidir antes da Páscoa.

‘Não podia aceitar um condenado’, diz presidente do TCU

O presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), Augusto Nardes, foi protagonista de uma articulação incomum nesta semana, no Congresso Nacional: a rejeição de um nome a ser indicado pelo Senado Federal para a vaga de um ministro da corte. Ainda mais em se tratando de alguém com aval do Palácio do Planalto e do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL).

Nardes se posicionou contra a indicação do senador Gim Argello (PTB-DF) para a vaga de Valmir Campelo, ministro prestes a se aposentar. O petebista é alvo de seis inquéritos no Supremo Tribunal Federal, um deles por suspeita de corrupção ativa e peculato (desvio praticado por servidor público), e foi condenado pelo Tribunal de Justiça do Distrito Federal (TJ-DF) por ter criado cargos comissionados artificiais quando era presidente da Câmara Distrital.

Na quinta-feira, o presidente do TCU assinou uma nota em que pedia ao Senado a “observância dos requisitos constitucionais previstos para a posse de qualquer cidadão que venha a ser membro da Corte”, dentre os quais “idoneidade moral” e “reputação ilibada”. Horas depois, Argello desistiu da disputa.

Aécio afirma que assinaria qualquer pedido de criação de CPI

Principal líder do movimento que tenta instalar a CPI da Petrobrás, o senador Aécio Neves, pré-candidato do PSDB à Presidência, disse nesta sexta-feira, 11, que, para viabilizar a investigação sobre a estatal, apoiaria até uma CPI do cartel de trens paulista.
“Eu daria minha assinatura sem problemas. Quero ser o primeiro a assinar CPIs sobre qualquer assunto”, disse o tucano nesta sexta, em entrevista à Rádio Estadão, ao ser questionado sobre eventual apoio a uma investigação específica sobre o cartel no Congresso Nacional.

Como resposta à iniciativa da oposição de pedir uma investigação sobre suspeitas relacionadas à Petrobrás, a base governista manobrou para que a CPI fosse ampliada e incluísse denúncias relativas ao Porto de Suape, em Pernambuco – que é a base de Eduardo Campos, pré-candidato do PSB à Presidência – e o cartel de trens, que fragilizaria politicamente o PSDB.

Lula convoca a militância a iniciar campanha para Dilma e Padilha

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva convocou nesta sexta-feira, 11, a militância do PT a iniciar as campanhas das principais candidaturas da legenda este ano: da presidente Dilma Rousseff à reeleição e o ex-ministro da Saúde Alexandre Padilha ao governo paulista. A Justiça Eleitoral proíbe campanha antes de 5 de julho.
“A partir de hoje, a gente coloca no peito e na consciência, que o candidato não é o Padilha, é cada homem e cada mulher aqui”, disse em um rápido discurso durante evento em Araçatuba, interior de São Paulo, que faz parte da Caravana Horizonte Paulista, do pré-candidato do PT ao governo, Alexandre Padilha.

“Cada vez que a gente faz um ato público, as pessoas têm que sair com uma orientação do que fazer”, disse Lula, reforçando a orientação para cada um ir “de casa em casa” advogando pelos candidatos petistas.

Aloysio quer apuração de assessor que hostilizou Barbosa

O líder do PSDB no Senado, Aloysio Nunes Ferreira (SP), pediu na tarde desta sexta-feira (que a Câmara dos Deputados apure a conduta de um funcionário da Casa que divulgou um vídeo em que hostiliza o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa. Na gravação, realizada no início do mês na saída de um bar na região central de Brasília, Rodrigo Grassi Cademartori, lotado no gabinete da deputada Erika Kokay (PT-DF), chama Barbosa de “autoritário”, “projeto de ditador e fascista”.

O funcionário da Câmara ainda chamou Barbosa de “tucano” e ainda entoou acompanhado por duas mulheres o grito “Dirceu, guerreiro, do povo brasileiro”, uma alusão a José Dirceu, ex-ministro da Casa Civil que cumpre pena em Brasília acusado de envolvimento no esquema do mensalão.

Ministro da Justiça defende presidente da Petrobrás

O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, saiu nesta sexta-feira, 11, em defesa da presidente da Petrobrás, Graça Foster, que segundo ele, tem colaborado com as investigações da Polícia Federal sobre a estatal. “Atendimento dado à PF foi de alguém que quer colaborar com as investigações e essa tem sido a posição da própria presidente Graça Foster”, afirmou, em coletiva à imprensa.

Segundo Cardozo, não é possível dizer que houve busca e apreensão de documentos na Petrobrás na manhã dessa sexta. “Não chegou a ocorrer uma busca, porque a Petrobrás, voluntariamente, diante da solicitação da Polícia Federal, entregou os documentos solicitados”, disse o ministro. Agentes da PF estiveram na sede da estatal, no Rio de Janeiro, na segunda etapa da operação Lava Jato.

O Globo

PF investiga contrato de R$ 443,8 milhões da Petrobras com Ecoglobal

A Polícia Federal e o Ministério Público Federal investigam se o contrato de R$ 443,8 milhões firmado entre a Petrobras e a Ecoglobal Ambiental Comércio e Serviços em julho do ano passado teve a interferência do ex-diretor de Abastecimento da estatal Paulo Roberto Costa e do doleiro Alberto Youssef, ambos presos na Operação Lava-Jato. Para a Polícia Federal, o empresário Vladimir Magalhães da Silveira, sócio majoritário da Ecoglobal, pode ser um dos laranjas usados pela dupla. Levado a depor coercitivamente nesta sexta-feira, o empresário negou que a empresa estivesse sob o comando de Costa e Youssef. Nesta sexta-feira, o contrato foi apreendido em Macaé (RJ), na sede da Ecoglobal.

De acordo com os documentos apreendidos pela PF, apenas dois meses depois do contrato assinado com a Petrobras foi assinada uma carta-proposta confidencial entre a Ecoglobal e emissários da dupla. A data é 18 de setembro.

Rosa Weber dá prazo de 48 horas para Calheiros prestar informações sobre CPI

ministra Rosa Weber, do Supremo Tribunal Federal (STF), emitiu nesta sexta-feira um despacho concedendo um prazo de 48 horas para que o presidente do Senado Renan Calheiros (PMDB-AL) preste informações sobre a instalação da Comissão Parlamentar de Inquérito para investigar a Petrobras. A proposta de CPI, inicialmente, era para investigar somente a empresa estatal, mas a base governista incluiu outros temas como as denúncias de cartel do metrô de São Paulo e atividades do Porto de Suape para viabilizar a Refinaria Abreu Lima, em Pernambuco.

A oposição reagiu e protocolou uma ação no STF para impedir uma CPI ampla com o argumento de que a criação de uma comissão é um direito assegurado pela Constituição às minorias no Congresso e que Renan teria “esvaziado” o pedido ao tentar, um dia depois do pedido inicial, viabilizar uma CPI ampla, solicitada pela maioria.

Lula critica tucanos e diz que única forma de combater corrupção é com honestidade

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em discurso na noite desta sexta-feira em Araçatuba (SP), disse que no tempo em que os tucanos governavam o país, a corrupção não aparecia “porque eles a colocavam debaixo do tapete”. Falando à militância em evento da caravana de pré-campanha do ex-ministro da Saúde Alexandre Padilha ao governo paulista, o ex-presidente disse que a única forma de combater a corrupção é com honestidade. Ele criticou por várias vezes a gestão Geraldo Alckmin (PSDB), alvo principal também das críticas de Padilha.

Correio Braziliense

Blitz da PF na Petrobras sobe pressão por uma CPI

Iniciada no fim de março para desmontar uma organização criminosa com atuação de doleiros que movimentou R$ 10 bilhões, a Operação Lava-Jato, da Polícia Federal, atingiu ontem o alvo mais temido pelo governo federal: a Petrobras. Em ano de campanha presidencial e com a maratona governista para impedir a investigação no Congresso, a investida da PF amplia a crise iniciada com a suspeita compra da refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos. Um delegado e três agentes estiveram na sede da estatal, no Rio de Janeiro, e recolheram um contrato suspeito de ter sido assinado com a intermediação do ex-diretor Paulo Roberto da Costa, preso na primeira fase da ação. O principal foco é um negócio de R$ 443 milhões para aluguel de equipamentos pesados firmado com a empresa Ecoglobal—Ambiental Comércio e Serviços Ltda., com sede em Macaé (RJ), e a filial EcoGlobal Overseas, nos Estados Unidos.

Na operação de ontem, foram cumpridos 16 mandados de busca, quatro de condução coercitiva e um de prisão temporária. Além do Rio, os agentes estiveram em São Paulo, em Campinas (SP) e em Macaé. Com base em documentos apreendidos na primeira fase da Lava-Jato, a PF suspeita que, após intermediar a negociação, Paulo Roberto, que atua em conjunto com o doleiro Alberto Youssef, conseguiria, por meio de uma operação fraudulenta, comprar 75% das cotas da companhia. Participariam do negócio lucrativo três empresas: Quality Holding, Sunset Global Participações e a Tino Real Participações.

Agentes apreendem documentos na sede da estatal, no Rio, para apurar contrato no valor de R$ 443 milhões.

Em nova etapa da Operação Lava-Jato, a Polícia Federal colocou ontem a maior estatal do país no centro das investigações. Agentes foram ao local de trabalho de Graça Foster para averiguar suspeitas de irregularidade em um contrato, entre o governo e a Ecoglobal, de quase meio bilhão de reais. Em Brasília, o Supremo deu 48 horas para o presidente do Senado, Renan Calheiros, justificar a abertura de uma CPI. (Págs. 1 e 2 e 3)

Ingerência do Planalto abre crise no IBGE

Uma rebelião tomou conta do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Diante da decisão do comando do órgão de suspender a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) por sugestão de dois senadores, Gleisi Hoffmann (PT-PR) e Armando Monteiro (PTB-PE), sem comunicar os técnicos, a diretora de Pesquisas, Marcia Quintslr, e a coordenadora-geral da Escola Nacional de Ciências Estatísticas (Ence), Denise Britz, pediram exoneração e 18 coordenadores de áreas puseram os cargos à disposição. A presidente do instituto, Wasmália Bivar, fez um apelo formal para que não houvesse uma debandada geral, mas a conversa com os coordenadores terminou em impasse. A demissão de Márcia e de Denise são irrevogáveis.

A tensão ontem no IBGE chegou ao nível máximo, tão logo a exoneração de Marcia Quintslr, uma da técnicas mais competentes do órgão, e de Denise Britz tornaram-se públicas. Os funcionários se revoltaram e exigiram explicações da Wasmália. Ela foi acusada de ceder às pressões governo e de políticos para adequar as informações sobre a renda domiciliar aos cálculos da divisão do Fundo de Participação dos Estados (FPE), regulamentado pela Lei Complementar 143/2013. Gerentes e coordenadores de pesquisa, responsáveis por dados fundamentais ao país, como a inflação oficial e a taxa de desemprego nas principais regiões metropolitanas, enviaram uma carta ao conselho diretor denunciando que foram surpreendidos com a reprogramação do calendário das pesquisas e que não admitiriam dúvidas sobre “a eficiência do IBGE”.

Mais uma suspeita na lista do cotão

A ausência de estoques, de bobinas e de impressoras não impediu a Gráfica & Papelaria BSB de ser a empresa favorita do segmento entre os deputados federais em 2013. Sediada em uma casa em Ceilândia, faturou cerca de R$ 565 mil da Cota para Exercício da Atividade Parlamentar (Ceap), o famoso cotão, segundo dados da Câmara. Os repasses vieram de 40 congressistas, sendo que os gastos de dois superaram R$ 200 mil: Padre João, do PT-MG, e Carlos Bezerra, PMDB-MT (veja quadro).

A Gráfica & Papelaria BSB aparece em 12º lugar entre as 2.225 empresas que receberam recursos do cotão em 2013. Nas páginas dos parlamentares, é possível verificar que a companhia continua fazendo bons negócios este ano. O peemedebista Carlos Bezerra, por exemplo, já realizou dois pagamentos de R$ 20 mil, em janeiro e em fevereiro.

Batalha no Rio 

Invasores de prédios particulares na Zona Norte enfrentaram a PM para tentar impedir a desocupação dos imóveis. O confronto deixou 19 feridos — entre eles crianças — e ônibus e carros da polícia incendiados. (Págs. 1 e 8)

Esforço para se reeleger

As frequentes visitas às bases explicam o elevado número de ausências dos distritais nas sessões e o baixo rendimento no trabalho. Dos 24 parlamentares, 21 pretendem concorrer no próximo pleito. (Págs. 1 e 23)
As manobras da Pandora

Defesa do ex-governador Arruda pediu novamente a saída dos promotores do caso alegando suspeita de corrupção. À Justiça, Durval Barbosa voltou a confirmar ontem as denúncias do mensalão do DEM. (Págs. 1 e 24)

Folha de S. Paulo

PF amplia apuração sobre Petrobras e faz busca na estatal

A Polícia Federal ampliou as investigações sobre lavagem de dinheiro e negócios suspeitos da Petrobras e fez ontem uma operação de busca e apreensão na sede da estatal, no centro do Rio.

A busca foi um desdobramento da Operação Lava Jato, desencadeada no último dia 17 para investigar um esquema envolvendo doleiros e suspeitas de pagamento de propina que movimentou R$ 10 bilhões, segundo a PF.

O esquema teria ramificações políticas no PT, PMDB e PP, na petroleira estatal e no Ministério da Saúde, de acordo com autoridades envolvidas na investigação.

O alvo da busca era a documentação de um contrato de R$ 443,8 milhões assinado no ano passado entre a Petrobras e uma empresa chamada Ecoglobal.

Alvo de investigação era um contrato de R$ 444 milhões assinado pela estatal em processo que não teve concorrência.

Num desdobramento da Operação Lava Jato, que investiga esquema chefiado por doleiros, a Polícia Federal ampliou investigações sobre lavagem de dinheiro com uma busca na sede da Petrobras, no Rio de Janeiro.

O alvo era um contrato sem concorrência de R$ 444 milhões assinado pela estatal com a empresa Ecoglobal. Para a Justiça Federal do Paraná, há indícios da participação do doleiro Alberto Youssef e de Paulo Roberto Costa, ex-diretor da estatal. Os dois estão presos.

Desencadeada no dia 17 passado, a Operação Lava Jato investiga um esquema que inclui pagamentos de propinas, com ramificações no PT, no PMDB, no PP, na Petrobras e no Ministério da Saúde. Segundo a Polícia Federal, houve a movimentação de R$ 10 bilhões.

Em nota, a Petrobras informou que a presidente da companhia, Graça Foster, determinou a entrega dos documentos à PF. Também houve buscas na sede da Ecoglobal, em Macaé (RJ).

Em São Paulo, um gerente do Banco do Brasil foi detido. Outro suspeito não foi encontrado. Seis pessoas tiveram de depor.(Págs. 1 e Poder 1 A4)

Estatal diz que colabora com a Polícia Federal na investigação

A Petrobras disse, por meio de nota, que colabora com a Polícia Federal e que por isso não houve necessidade de buscas dentro da empresa.

Segundo a estatal, o contrato com a Ecoglobal foi assinado em 30 de julho do ano passado por carta-convite.

A Ecoglobal Overseas LLC, que teria sede nos EUA, foi contratada para fornecer equipamentos. À Ecoglobal Ambiental, por sua vez, cabe a prestação de serviços.

A Folha questionou sobre quais eram os equipamentos e serviços a serem prestados, mas a estatal não informou.

Sem saída

Sem-teto se protegem durante confronto com a PM na desocupação de imóvel na zona do norte do Rio em que estavam cerca de 5.000 invasores; veículos foram queimados, dois supermercados sofreram saque e ao menos 20 pessoas ficaram feridas, entre elas 3 crianças. (Págs. 1 e Cotidiano 1C3)

Ministro diz que é mais difícil fazer Carnaval que Copa

O ministro do Esporte, Aldo Rebelo, disse que é mais difícil organizar o Carnaval do que a Copa do Mundo. Segundo ele, três cidades receberam na festa deste ano o dobro de turistas que o país receberá no Mundial.

A presidente Dilma minimizou os atrasos das obras dos aeroportos para a Copa e disse que elas não são para o evento, mas, sim, para o povo brasileiro. (Págs. 1 e Esporte D1)

EUA negam aval para embaixador do Irã junto à ONU

Os EUA negaram autorização para que um iraniano seja embaixador do país na ONU, cuja sede é em Nova York. Hamid Abutalebi supostamente fez parte do grupo que sequestrou diplomatas dos EUA em 1979. A recusa pode atrapalhar as conversas entre os países para um acordo nuclear. O Irã classificou a decisão de “lamentável”. (Págs. 1 e Mundo 2 pág. 1)

Editoriais: Leia “Inflação sem surpresa”, acerca de alta dos preços em março, e “Diálogo à venezuelana”, sobre primeira reunião entre chavismo e oposição. (Págs. 1 e opinião A2)

Depondo no bar: O dirigente do PT Florisvaldo Souza com André Vargas em SP; Souza é parte de grupo que ouvirá a defesa do deputado sobre relação com doleiro. (Págs. 1 e Poder 1A10)

Alimentos sobem em média 9% ao ano desde 2010 (Págs. 1 e mercado 1 b1)

Servidores do IBGE ameaçam renúncia depois de pesquisa ter sido cancelada (Págs. 1 e mercado 1 B7)
Monica Bergamo: Advogados querem julgamento do mensalão anulado

Os advogados dos executivos do Banco Rural no processo do mensalão estão entrando com pedido de anulação do julgamento na Comissão Interamericana de Direitos Humanos. (Págs. 1 e Ilustrada E2)

Racionamento deixaria regiões de SP 2 dias sem água

Projeções da Sabesp sobre racionamento na Grande São Paulo apontam que a maioria da população ficaria dois dias sem água para cada um de abastecimento. Áreas altas e periféricas podem ser afetadas por até cinco dias seguidos. (Págs. 1 e Cotidiano 1C1)

Para reforçar efetivo, PM quer utilizar policial aposentado em SP (Págs. 1 e Cotidiano 2 pág. 1)

Documento indica intermediação de doações a políticos

Um documento apreendido pela Polícia Federal na casa do ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa levanta a suspeita de que ele intermediava o repasse de dinheiro de grandes empreiteiras para políticos.

Costa foi preso na Operação Lava Jato e é apontado pela Polícia Federal como integrante de um esquema que movimentou de forma suspeita cerca de R$ 10 bilhões.

Uma tabela apreendida, à qual a Folha teve acesso, é escrita a mão e está dividida em três colunas: nome da empresa”, executivo” (com os nomes dos responsáveis de cada empresa) e solução”, em que aparece a descrição do andamento da negociação em questão.

“[O documento traz] Diversas anotações que indicam possíveis pagamentos para candidatos’, podendo indicar financiamento de campanha”, escreve a Polícia Federal no relatório de análise do material apreendido.

As empresas citadas são conhecidas doadoras de campanhas eleitorais.

Três condenados do mensalão passarão 5 dias fora da cadeia

Pelo menos três condenados no processo do mensalão que possuem direito a trabalho externo passarão a Semana Santa fora do presídio.

O ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares, o ex-deputado João Paulo Cunha (PT-SP) e o ex-tesoureiro do PL (atual PR) Jacinto Lamas terão direito a cinco dias de “saidão da Páscoa”, mas não poderão deixar Brasília.

O benefício será concedido a diversos presos do Distrito Federal que cumprem pena em regime semiaberto. As regras foram definidas pela VEP (Vara de Execuções Penais) em março.

PT avisa a Vargas que ele não vai ser expulso

Em uma tentativa de tranquilizar o deputado André Vargas (PT-PR), acusado de ter ligações com o doleiro Alberto Youssef, lideranças do PT reuniram-se anteontem com o parlamentar para informá-lo de que, por enquanto, não há risco dele ser expulso do partido.

Eles também o orientaram a se concentrar na elaboração de sua defesa no Conselho de Ética da Câmara, que instaurou processo disciplinar contra ele na quarta-feira. Os encontros ocorreram anteontem em um restaurante, em um bairro nobre da capital paulista.

O secretário nacional de Organização do PT, Florisvaldo Souza, foi uma das lideranças que se reuniram com o petista. A conversa informal ocorreu horas depois do encontro da Executiva Nacional do PT, que definiu o petista como um dos membros de uma comissão que ouvirá André Vargas na segunda-feira antes de instaurar uma comissão de ética para avaliar as denúncias.

Setores conservadores pregam ‘terrorismo’ contra PT, diz Lula

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou ontem que “setores conservadores” em São Paulo estão pregando “um certo terrorismo” para que o PT não vença a disputa pelo governo do Estado com Alexandre Padilha, pré-candidato do partido à sucessão do Bandeirantes.

“Estamos disputando uma eleição um pouco complicada. Os setores conservadores desse Estado estão com medo porque o PT governa o Brasil, com a presidenta Dilma Rousseff, governa a capital, com o companheiro Fernando Haddad, e eles estão pregando um certo terrorismo, dizendo que o PT não pode governar o Estado, porque é muita cocada para o nosso povo”, disse Lula durante plenária do PT em Araçatuba, interior paulista.

Ministro do STF processa jornalista da Folha por livro

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, entrou na Justiça com uma ação por danos morais contra o jornalista Rubens Valente, da Folha, e a editora Geração Editorial, pela publicação do livro “Operação Banqueiro”, sobre os bastidores da operação policial que investigou os negócios do banqueiro Daniel Dantas.

Batizada pela Polícia Federal de Satiagraha, a operação, realizada em 2008, levou à prisão temporária de Dantas e de outros 23 envolvidos, mas foi anulada pelo Superior Tribunal de Justiça devido a ilegalidades nas investigações.

Na petição de 35 páginas assinada pelo advogado Rodrigo Mudrovitsch, Mendes diz que, “longe de se limitar ao relato das informações de cunho jornalístico ou investigativo, mira o autor a difamação (…) a partir da exposição inventiva e gravemente distorcida dos fatos que cercaram o evento”. Ele pede indenização de R$ 200 mil.

Justiça inclui 12 em ação de cartel em SP

O Ministério Público obteve medida liminar da Justiça que determina a abertura de ação criminal contra 12 executivos e ex-dirigentes de empresas acusadas de formação de cartel em licitação da linha 5-lilás do Metrô de São Paulo.

A liminar foi concedida pelo Tribunal de Justiça de São Paulo e cassa a decisão de primeira instância da 7ª Vara Criminal da capital, que havia rejeitado a denúncia contra os acusados e negado a abertura de processo criminal contra cinco executivos da empresa Siemens, três da Alstom, um da DaimlerChrysler, um da CAF, um da Mitsui e um da TTrans.

Segundo o juiz da 7ª Vara Benedito Pozzer, já ocorreu a prescrição dos crimes atribuídos aos denunciados.

Aliados de Campos e Marina divergem em nove Estados

O ex-governador Eduardo Campos (PSB) e a ex-senadora Marina Silva (Rede) anunciam na segunda-feira sua chapa presidencial sem terem conseguido resolver problemas entre seus grupos políticos em nove Estados.

As divergências ocorrem porque integrantes da Rede, liderada por Marina, rejeitam o apoio do PSB a candidaturas de PSDB, PT e PMDB. Segundo eles, essas siglas representam a “velha política”.

Também há rejeição a nomes do próprio PSB, partido ao qual Marina e aliados se filiaram após não conseguirem o registro da Rede na Justiça Eleitoral, ano passado.

Os casos mais complicados, com chances remotas de acordo, ocorrem nos Estados de São Paulo e do Paraná.

PT monta chapa com ex-aliados de ACM

Formada por antigos integrantes da “tropa de choque” do senador Antônio Carlos Magalhães (1927-2007), a chapa governista para a sucessão de Jaques Wagner (PT-BA) provoca incômodo entre a militância petista e aliados tradicionais do PT na Bahia.

Para siglas como o PC do B, o time escalado por Wagner para as eleições representa uma “volta ao passado”. “Preocupa a formação de uma chapa que não reflete a trajetória do projeto, ligado a uma tradição de esquerda. Tenho dúvidas se haverá boa interlocução com movimentos sociais”, disse o deputado federal Daniel Almeida, presidente do PC do B-BA.

O atual vice-governador, Otto Alencar (PSD), que foi secretário, vice-governador e governador da Bahia sob a liderança de ACM, será candidato ao Senado na chapa.

Lobão Filho quer se distanciar dos Sarney

Convocado pela governadora Roseana Sarney (PMDB-MA) para ser o candidato da situação ao governo, o senador Edison Lobão Filho (PMDB-MA) ensaia um discurso de distanciamento da família Sarney, que detém o poder político no Maranhão há quase 50 anos.

O grupo de Roseana iria lançar o ex-secretário de Infraestrutura Luis Fernando Silva. Na última semana, porém, ele desistiu da disputa.

A governadora acionou Lobão Filho, até então pré-candidato ao Senado, e pediu que ele substituísse Silva.

“Soube às 10h de domingo [6] que o Luis Fernando havia desistido. Ao meio-dia, já sabia que o Lobão seria candidato”, diz o deputado federal Pedro Novais, vice-presidente do PMDB maranhense.

As mudanças podem ter sido motivadas por pesquisas de intenção de voto, que até agora dão ampla vantagem a Flávio Dino (PC do B), opositor da família Sarney.

Júnior Friboi quer prévia no PMDB de Goiás

O empresário José Batista Júnior, o Júnior Friboi (PMDB), propôs ontem que seu partido realize prévias até 10 de maio para definir quem será o candidato da legenda ao governo de Goiás.

A manifestação de Júnior Friboi, que é pré-candidato a governador, ocorre uma semana após o ex-governador Iris Rezende (PMDB) anunciar que também está na disputa pela cabeça da chapa.

Desde então, o presidente do PMDB-GO, deputado estadual Samuel Belchior, não se manifestou sobre como será definido o candidato do partido. Para divulgar a proposta de prévias, Júnior Friboi reuniu aliados na manhã de ontem num ato em Goiânia.

Jornal do Commercio

Manchete: PF faz apreensões e prisão na Petrobras

Um delegado e três agentes federais estiveram por cinco horas na antessala da presidente da estatal, Maria das Graças Foster, ontem, no Rio de Janeiro, para cumprir os mandados. (Págs. 1 e 8)

Porto do Recife incrementado

Estatal inaugura Depósito Alfandegado Certificado e entrepostos, de olho em mais cargas industriais. (Págs. 1 e economia 1)

Violência policial em ação de desocupação no Rio de Janeiro (Págs. 1 e 9)

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Zero Hora

Manchete: PF leva documentos da sede da Petrobras

Segunda fase da Operação Lava-Jato, que investiga lavagem de dinheiro e evasão de divisas de cerca de R$ 10 bilhões envolvendo doleiro, busca dados na estatal. (Págs. 1 e 10)

No IBGE: Servidores ameaçam se demitir

Cancelamento de pesquisa Pnad Contínua provoca uma rebelião. (Págs. 1 e 21)

No calor do Rio

Desocupação de terreno provoca 27 detidos, 16 feridos, saques e quatro ônibus incendiados. (Págs. 1 e 26)

Clipping Radiobrás – com – congressoemfoco

Edição: Equipe Fenatracoop

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