O Globo

Manchete : Novos depoimentos reforçam denúncias contra Aécio Neves
Acusações vieram na semana em que senador virou réu
Joesley Batista e Sérgio Andrade detalham relatos de transferências de R$ 110 milhões e R$ 35 milhões, respectivamente, para o tucano
Na semana em que se tornou réu no Supremo Tribunal Federal, o senador e ex-presidente do PSDB Aécio Neves foi alvo de denúncias de corrupção reforçadas em novos depoimentos do delator Joesley Batista, um dos donos da J&F, e de Sérgio Andrade, sócio da construtora Andrade Gutierrez.
Joesley afirmou ter repassado R$ 110 milhões ao tucano, contando com a futura intervenção do senador em favor de seus negócios. Já Andrade disse que um contrato de R$ 35 milhões, firmado com uma empresa de Alexandre Accioly, tinha como objetivo fazer chegar recursos ao senador. Aécio e Accioly negam todas as acusações. (Página 3)

Delator acusa grupo de Temer
O diretor jurídico do grupo J&F, Francisco Assis e Silva, deu detalhes da tentativa do grupo do presidente Michel Temer de comprar o silêncio do doleiro Lúcio Funaro. Em discurso na TV, Temer respondeu aos críticos e disse que “é fácil bater’! (Páginas 6 e 7)

Aberto inquérito contra Alckmin por improbidade (Página 4)

Miriam Leitão
TRAÇO COMUM
Explicações improváveis são o padrão entre os acusados de corrupção no país. (Página 18)

Queda de ciclovia faz 2 anos, sem punições
O desabamento de um trecho da ciclovia da Avenida Niemeyer, que matou duas pessoas, completa dois anos, sem ninguém punido, apesar de 14 pessoas terem sido indiciadas por homicídio culposo. A pista segue em xeque. O prefeito Marcelo Crivella diz que as obras de segurança foram feitas, faltando só a vistoria do Crea, que alega não ser “órgão fiscalizador” (Página 12)

Infância sem direitos básicos
Denúncias de violações graves de direitos humanos contra crianças e adolescentes cresceram 10,34% de 2016 a 2017 no país, segundo levantamento do governo federal. Negligência, violência psicológica e sexual são os principais crimes. (Página 23)

Kim anuncia fim de testes atômicos
Às vésperas da cúpula com a Coreia do Sul, o governo do ditador norte-coreano, Kim Jong-un, anunciou que vai suspender os testes nucleares e de mísseis, além de fechar a central onde eram realizados. Pyongyang disse que seu foco agora será a economia. (Página 21)

Ajuda extra para os atrasados
A nove dias do fim do prazo, não dá mais para adiar o acerto de contas com o Leão. Os feriados ajudam quem deixou a declaração do Imposto de Renda para a última hora. E há vantagens: o contribuinte que recebe a restituição nos últimos lotes tem o valor corrigido pela taxa básica de juros acumulada no período. Veja o que mudou e tire suas dúvidas. (Página 17)

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O Estado de S. Paulo

Manchete : Governo quer adiar para 2020 reajuste do funcionalismo
Medida, que tem de passar pelo Congresso, geraria economia de R$ 5 bilhões em 2019
O ministro do Planejamento, Esteves Colnago, informou ao Estado que o governo vai pedir ao Congresso o adiamento dos reajustes dos servidores federais de 2019 para 2020. A medida geraria economia de cerca de R$ 5 bilhões, segundo o governo, e é uma das alternativas para tentar impedir a paralisação da máquina pública e dos investimentos e cumprir a regra do teto de gastos. Outro argumento é o de que os reajustes em série negociados em 2016, época de inflação mais alta, estão em descompasso com a atual realidade. Mesmo com o IPCA atualmente abaixo dos 3% ao ano, o reajuste vai até 6,31% em 2019. A avaliação do ministro é de que, mesmo se a nova medida for rejeitada pelo atual Congresso, o ambiente será melhor no próximo ano, dando ao novo presidente da República capacidade de aprovar a proposta. Colnago também informou que o governo vai resgatar o projeto de reestruturação das carreiras do funcionalismo para reduzir os salários iniciais dos servidores do Executivo. (ECONOMIA / PÁGS. B1 e B4)

Ajustes na nova lei trabalhista
O presidente Michel Temer vai editar decreto para regulamentar pontos da nova legislação trabalhista. Um dos ajustes previstos ocorrerá no chamado trabalho intermitente (ou esporádico). (PÁG. B6)

Joesley diz ter repassado R$ 110 milhões a Aécio em 2014
O empresário Joesley Batista afirmou à PF ter repassado R$ 110 milhões ao senador Aécio Neves (PSDB-MG) na campanha à Presidência em 2014 em troca de apoio ao Grupo J&F. Batista também disse ter pago R$ 50 mil mensais ao senador entre 2015 e 2017. O ex-ministro Osmar Serraglio (Justiça) acusa Aécio de tê-lo pressionado para nomear delegado da PF. O tucano nega. (POLÍTICA / PÁG. A4)

Alckmin é alvo de ação por improbidade
O Ministério Público de São Paulo vai investigar o ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB) por supostamente ter se beneficiado de caixa 2 nas campanhas de 2010 e 2014. (PÁG. A6)

Petistas põem despesas em atos pró-Lula na conta do Congresso
Sete parlamentares do PT repassaram ao Congresso gastos com lanches e deslocamentos até São Bernardo do Campo e Curitiba durante atos contra a prisão do ex-presidente Lula. Os valores somam R$ 3.769,45, mas podem aumentar, porque as bancadas têm 90 dias para prestar contas. (POLÍTICA / PÁG. A10)

Polícia investiga rivais de Flávio Dino no MA (POLÍTICA / PÁG. A15)

Adriana Fernandes
Como já era mais do que esperado em ano eleitoral, a insatisfação política com a área econômica é grande. (ECONOMIA / PÁG. B7)

Notas&Informações
Mensagens de esperança
Mensagens do Exército e da Igreja são poderosos documentos sobre a gravidade da crise. Em igual medida são expressões de esperança na política. (PÁG. A3)

Uma agenda de modernização
Ao defender arrumação fiscal, ministro deixa claro vínculo entre reformas e expansão. (PÁG. A3)

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Folha de S. Paulo

Manchete : E agora, Brasil?
com alta taxa de Homicídios, presídios superlotados e criminalidade em ascensão, país erra no combate à Violência e dá margem a propostas equivocadas na segurança pública
Ao decretar a intervenção federal na segurança pública do Rio, o governo Temer (MDB) colocou em evidência as dificuldades do combate à violência no país. O Brasil registrou em 2016 taxa de 29,7 homicídios a cada cem mil habitantes — em 2013, eram 25,2. Pesquisa Datafolha realizada neste mês indica que 13% dos brasileiros consideram a violência o principal problema do país —a terceira maior preocupação. Contribuem para o quadro a lentidão da Justiça criminal e a falta de critérios uniformes das polícias. O especial sobre violência inaugura a série “E agora, Brasil?”, que a Folha publicará até as eleições de outubro. Serão apresentados diagnósticos e discutidas propostas que contribuam para o debate de temas como desigualdade, educação e saúde. (Especial p. 1)

Ministério Público de SP vai apurar se houve caixa 2 para Alckmin
O Ministério Público de São Paulo abrirá inquérito para investigar se o ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin (PSDB) cometeu improbidade administrativa. Pré-candidato ao Planalto, ele é suspeito de ter recebido caixa dois de mais de R$ 10 milhões nas campanhas de 2010 e 2014. O caso investigado é o mesmo encaminhado pelo Superior Tribunal de Justiça à Justiça Eleitoral, há duas semanas, quando o tucano renunciou e perdeu o foro especial. O cunhado de Alckmin Adhemar Cesar Ribeiro e o secretário estadual Marcos Monteiro serão incluídos no processo. Eles foram apontados por delatores da Odebrecht como operadores dos recursos não declarados. O ex-governador nega irregularidades. (Poder A6)

Varejo abre novas lojas, mas adapta oferta à crise
Grandes varejistas do país planejam abrir 2.300 novas lojas em 2018, segundo levantamento de consultoria especializada do setor. A expansão ocorrerá em pontos que permitam a venda de produtos mais baratos, para atender à demanda de consumidores em um período de crise. De acordo com especialistas, a expansão ocorre em todos os setores do varejo. (Mercado A21)

Governador de SP vai trocar a chefia da PM
Nivaldo Restivo deve dar lugar ao também coronel Marcelo Vieira Salles no comando da Polícia Militar do estado. O governador Márcio França (PSB) deve fazer o anúncio na próxima semana. (Cotidiano B2)

André Singer
Joaquim Barbosa é o candidato do Partido da Justiça
Dado o arraso causado pela sequência mensalão-Lava Jato, era provável que o PJ (Partido da Justiça) apresentasse candidato. Do ângulo eleitoral, pode dar certo. Outra coisa é saber se será capaz de construir rumo coletivo para nos tirar da crise. (Opinião A2)

Editoriais
Ensaios eleitorais
Acerca de manifestações iniciais dos pré-candidatos (Opinião a2)

Riscos na janela
Sobre projeções do FMI para a economia mundial (Opinião a2)
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