Paraná é segundo colocado em avaliação nacional do SUS

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O Paraná ficou em segundo lugar numa avaliação de desempenho do Sistema Único de Saúde (SUS) divulgada nesta quinta-feira (1º) pelo Ministério da Saúde. O ranking do Índice de Desempenho do Sistema Único de Saúde (Idsus) é liderado por Santa Catarina (6,29), seguido pelo Paraná (6,23) e Rio Grande do Sul (5,9). Curitiba teve a segunda melhor nota entre as capitais (6,96), sendo superada apenas por Vitória (ES). A pontuação média do Brasil é 5,47.

Esta é a primeira vez que o SUS recebe notas pelo acesso e a qualidade dos serviços. O Idsus avalia o atendimento em todos os municípios, estados e em âmbito nacional de acordo com uma escala de 0 a 10.

“A boa colocação do Paraná deve ser comemorada, mas ainda não estamos satisfeitos. Nosso objetivo é transformar o Estado em referência nacional em de qualidade do serviço público de saúde público”, afirma o secretário da Saúde, Michele Caputo Neto.

O secretário destacou que o Paraná está implantando as redes de atenção à saúde em todo o Estado. Também cumpre, já em 2012, a emenda 29, investindo 12% da receita estadual na área da saúde – o que representa um montante de R$ 2,8 bilhões em recursos para o setor. “Com as redes de atenção, vamos inverter o quadro e investir cada vez mais em ações de promoção e prevenção em saúde, diminuindo a demanda por assistência”, disse Caputo Neto.

AVALIAÇÃO – Hospitais, laboratórios e clínicas passaram pela avaliação. Foram analisados 24 indicadores, como a quantidade de exames preventivos de câncer de mama em mulheres de 50 a 69 anos, cura de casos de tuberculose e hanseníase, número de mortes de crianças em unidade de terapia intensiva (UTI) e de transplantes de órgãos.

Os técnicos levaram em conta o tamanho da população – inclusive com plano de saúde –, a estrutura disponível e a condição econômica de cada município. As cidades foram divididas em seis grupos, conforme semelhanças econômicas e de atendimento aos habitantes.

Segundo os técnicos do ministério, a avaliação constatou que o brasileiro ainda enfrenta muita dificuldade para conseguir uma consulta ou exame na rede pública, o que prejudicou a média nacional.

“Na atenção básica, o acesso é mais fácil. Já na atenção especializada, o acesso está mais difícil, por isso jogou a nota mais para baixo”, explicou Afonso dos Reis, coordenador-geral de Monitoramento e Avaliação do SUS no ministério. “No quesito qualidade, o problema é o atendimento hospitalar que está inferior ao dos postos de saúde”, completou.

METODOLOGIA – Sessenta cidades com a melhor infraestrutura e indicadores internacionais foram usadas como parâmetro para avaliar os resultados dos demais municípios. Na avaliação de partos, por exemplo, cidades em que metade dos partos for cesárea não serão bem avaliadas, já que as mais bem colocadas têm um percentual de 70% de partos normais.

Os dados usados foram dos anos de 2007 a 2010, fornecidos pelas secretarias municipais. As informações de 2011 não foram computadas por estarem incompletas.

Nenhum município ou estado tirou a nota mínima (0) ou a máxima (10). O Idsus será calculado a cada três anos. No entanto, o ministério pretende fornecer uma avaliação anual às prefeituras e estados, com o objetivo de estimular os gestores locais a cumprir metas acertadas com o governo federal.

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, destacou que o Idus é uma das estratégias para a avaliação permanente do Sistema Único de Saúde. “O SUS não pode, de forma alguma, temer avaliação. Tem que ser algo visto como fundamental para avançar no sistema de saúde”, disse. Os dados estão disponíveis no site www.saude.gov.br/idsus.



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