O delegado Marcelo Lemos de Oliveira, da Delegacia de Vigilância e Capturas, depois um mês de investigação, concluiu o inquérito que investigava o assassinato da estudante Louise Sayuri Maeda, 22 anos. Para o delegado, pequenos desvios de dinheiro motivaram o crime.

Louise era supervisora de Fabiana Perpétua de Oliveira, 20 anos, Márcia do Nascimento, 21, e outra funcionária em uma lanchonete de um shopping em Curitiba. Márcia desviava pequenas quantias em dinheiro do caixa, não contabilizando a venda no sistema e, até, reutilizando os copos. Louise descobriu o esquema e iria delatá-lo aos seus chefes.

Os donos da empresa, em depoimento, disseram que não houve desvio de dinheiro, por a lanchonete trabalhar com margem de erro, de aproximadamente R$ 30 por dia. Márcia agia dentro dessa margem, não gerando desconfiança.

RELACIONAMENTO – Em março, Márcia havia se comportando de maneira inadequada no trabalho. No início de maio, ela efetuou um pagamento com dinheiro do caixa de R$ 360, sem autorização de Louise, que chamou sua atenção e a ameaçou de demissão.

Segundo o delegado, Márcia fingia ser amiga de Louise, por isso, na noite de 31 de maio, convidou Louise e a outra colega de trabalho para irem a um barzinho. A outra funcionária não quis ir pois teria ido mal em um prova e precisava estudar. Segundo o depoimento de Elvis de Souza, 20, se a outra colega tivesse ido, também seria morta.

Márcia, Fabiana, Elvis e Louise foram ao bairro Campo do Santana. Segundo o depoimento de Márcia, iriam deixar Fabiana em casa. Mas no meio do caminho, ela simulou estar passando e mal e pararam o carro em uma ponte, no fim da Rua Nicolla Pelanda. Ali, Louise foi rendida e morta com dois tiros na cabeça, um dado por Elvis, e outro, por Márcia. Fabiana ficou dentro do carro durante os disparos.

INQUÉRITO – No inquérito, segundo o delegado, fica claro que Márcia foi a mandante do crime. Ela usou as desavenças com a vítima, para convencer Fabiana e Elvis a participarem do crime. O revólver calibre 38, usado no crime, segundo o delegado, era de Márcia. A arma não foi localizada.

A reconstituição do crime, ocorrida na sexta-feira (15) à noite, serviu para encenar as versões dadas pelos suspeitos, complementando o que eles haviam dito nos depoimentos.

O inquérito foi encerrado na quarta-feira (13), e as prisões preventivas solicitadas no mesmo dia. Após a reconstituição, as prisões temporárias foram convertidas em preventivas. “O Ministério Público acompanhou desde o começo as investigações. Encaminhamos o inquérito concluído à Justiça, que decidirá o futuro do trio”, explica o delegado.

Márcia, Fabiana e Elvis foram autuados por homicídio qualificado e ocultação de cadáver. Segundo o delegado, embora Fabiana tenha ficado no carro e não tenha efetuado os disparos, ela sabia que Louise seria morta. Se condenados, poderão pegar pena de 12 a 30 anos por homicídio, e de 1 a 3 por ocultação de cadáver. Os presos permanecem nos Centros de Triagem, onde estão à disposição da Justiça.

Assessoria de Imprensa da Polícia Civil

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