Polícia Civil está investigando possíveis ligações entre as duas mortes registradas em sequência na manhã de terça-feira (21) em Londrina e Cambé. Até a tarde desta quarta-feira (22), não havia novidades sobre os tiroteios que começaram na Avenida Higienópolis, em Londrina, e terminaram em frente ao Hospital Santa Casa de Cambé.

A confusão teve início na esquina da Avenida Higienópolis com a Rua Sergipe. Um homem de 28 anos bebia com os amigos, quando foi atingido por disparos de arma de fogo e morreu no local. Cristiano Vieira de Lima, 27 anos, que também estava no local, levou quatro tiros e foi levado por um amigo até a Santa Casa de Cambé. Enquanto era atendido, o amigo que o esperava na recepção foi arrastado por bandidos para fora e baleado. Igor Andrade de Lima, 21 anos, morreu na entrada do hospital.

Os bandidos ainda tentaram invadir o pronto-socorro, assustando pacientes. Peritos da Criminalística contaram 22 projéteis em frente à Santa Casa, na tarde de terça (21). De acordo com o delegado chefe da Polícia Civil de Londrina,Márcio Amaro, há fortes indícios de que haja ligação entre os crimes. “O rapaz [Cristiano Vieira de Lima] ferido aqui [emLondrina], não foi socorrido em um hospital daqui, foi levado para Cambé”, disse.

Segundo Amaro, imagens de estabelecimentos na Higienópolis mostram que rapazes se aproximaram, cumprimentaram-se a pareceram negociar algo. A morte de Cambé ainda é tida como “nebulosa”, uma vez que Igor não tinha ficha policial. “As imagens do hospital mostram que ele ainda tentou negociar, negociar, mas não teve jeito”, relatou o delegado.

O delegado de Cambé, Jorge Barbosa, passou a tarde desta quarta (22) colhendo cinco depoimentos, inclusive o deCristiano Vieira de Lima. Ele relatou que estava com Igor em uma boate de Londrina até cerca de 5h30 de terça-feira (21). Ao sair de lá, os dois foram a um posto de combustíveis na Avenida Higienópolis, onde compraram um fardo de cerveja. Enquanto Igor guardava algo no carro, Cristiano levou quatro tiros nas costas.

“Ele disse que não sabe os motivos dos tiros e que, mesmo se soubesse de alguma coisa, não ia contar. Ele cumpriu pena de cinco anos por roubo e porte ilegal de arma e saiu em setembro. O Cristiano conhece a lei da cadeia, sabe que não deve contar nada. Ele não quis proteção especial, disse não ter medo”, contou Barbosa. Segundo o delegado de Cambé, a polícia agora tenta “montar o quebra-cabeças” do crime.

Conforme Barbosa, um dos atiradores teria sido identificado pelas imagens das câmeras de segurança e está sendo procurado pela polícia. Segundo depoimentos prestados nesta quarta (22), enquanto esperava na recepção, Igor teria tentado entrar duas vezes para falar algo a Cristiano. “Mas ele foi impedido de entrar por funcionários. Ninguém sabe o que ele queria contar”, completou.

Apesar de terem o mesmo sobrenome, Igor e Cristiano não eram parentes.

 

Portal Cambé, site de informações e serviços de Cambé – PR.

2 Comentários

  1. Eu sou cidadao cambense,mas estou ha muito tempo fora da cidade ,mas tenho muitos parente nesta cidade,inclusive o prefeito de cambe e muito meu amigo,e eu fico muito triste te ler uma noticia tao violenta ,que aconteceu na minha cidade natal.

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