A Polícia Civil tem quatro suspeitos pelas mortes ocorridas terça-feira de manhã em Londrina e Cambé. Um deles seria um traficante que fugiu no início da semana da Penitenciária Estadual de Londrina (PEL) II. Os outros três também teriam antecedentes criminais.

Os assassinatos ocorreram num intervalo de uma hora. Marcelo Ferreira de Souza, 28, foi morto na Avenida Higienópolis quando bebia com amigos e Cristiano Vieira de Lima, 27, ferido por quatro tiros. Pouco tempo depois, Igor André de Lima, 21, foi executado na porta do pronto-socorro da Santa Casa de Cambé.

Ontem, quatro pessoas prestaram depoimento na Delegacia de Cambé. Cristiano Lima, ainda se recuperando dos ferimentos, pouco acrescentou à investigação. Ele chegou a cumprir 3,2 anos de prisão pelos crimes de porte ilegal de arma de fogo e roubo e deixou o sistema prisional em setembro do ano passado.

Segundo a Polícia, Lima estaria comandando pontos de distribuição de drogas em Cambé. Ele nega. ”Não tenho nada a declarar, senhor. A única droga que eu uso é cachaça”, disse.

Lima foi desmentido pelos próprios parentes que prestaram depoimento. ”Ele é viciado, sim, em maconha, mas não trafica. Ele estava certinho desde que saiu da prisão, trabalhando corretamente”, disse uma familiar, que preferiu não ter a identidade revelada.

A polícia apresentou fotos dos traficantes e dos acusados pelos crimes a Lima. ”Ele reconheceu todos, mas disse não ter relação com nenhum. Detalhe que ele e o Cerdeira cumpriram pena na mesma época e tiveram desentendimento na cadeia. Ele está omitindo informação”, rebateu o delegado Jorge Barbosa.

”Graças a Deus só fiz amizades (na cadeia). Sei quem ele (o traficante foragido) é, mas não conheço de amizade. Não tenho nada a declarar dele”, disse Lima.

Cristiano Lima ainda deve passar por exame de corpo de delito no Instituto Médico de Londrina. Mesmo ameaçado de morte, ele confirmou que vai continuar morando com familiares no Jardim Cambé IV. Parentes sente-se inseguros depois do que aconteceu. ”Não dormi até agora e não consegui comer. Foram momentos horríveis, de desespero”, disse uma mulher que acompanhava ele na Delegacia. Um amigo que transportou a vítima ao hospital decidiu mudar de casa. ”Eu tenho medo. Quem diz que esses caras não estarão por lá? E podem até fazer mal a minha família. Eu não fico mais aqui”, comentou.

Os depoimentos foram acompanhados por investigadores da 10 Subdivisão Policial de Londrina, onde um inquérito corre em paralelo sobre a morte de Marcelo Souza. Hoje, funcionários da Santa Casa de Cambé devem prestar depoimento.

Ontem, 20% dos servidores do pronto-socorro não compareceram ao trabalho em virtude do trauma provocado pelo assassinato. A direção do hospital já designou uma psicóloga para acompanha essas pessoas.

O corpo de Marcelo Souza foi sepultado ontem à tarde no Cemitério Jardim da Saudade, Zona Norte de Londrina. Igor Lima, no Cemitério Municipal de Cambé. Parentes das vítimas não quiseram falar sobre os assassinatos, mas devem ser convocados para prestar depoimento.

Fonte: FolhaWeb – Folha de Londrina

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