Um rapaz de 17 anos e a irmã dele, de 14, confessaram a intenção de assassinar os pais por não aguentarem a suposta “opressão”. Caso lembra o de Suzane Richthofen.

venenoA Polícia Militar (PM) em Cascavel, no Oeste do Paraná, se antecipou e impediu o envenenamento de um casal pelos próprios filhos. O plano havia sido arquitetado há cerca de dois meses pelos adolescentes, um rapaz de 17 anos e uma menina de 14, irmãos por parte de mãe. O trabalho de investigação teve apoio de policiais militares da 4.ª Companhia de Corbélia e do Serviço Reservado da PM em Cascavel.

De acordo com o capitão Divonsir de Oliveira Santos, a polícia vinha acompanhando o caso e sabia que na noite de quinta-feira (16) ocorreria o desfecho do plano. O capitão decidiu informar aos pais e, com respaldo da Promotoria da Infância e da Juventude, os policiais foram até o local e constataram o fato. Inicialmente, os pais não acreditaram na denúncia, mas acabaram convencidos pelo oficial da PM de que era necessária uma investigação.

Veneno

Os irmãos prepararam um veneno artesanal para colocar no suco dos pais. Eles relataram à polícia que aprenderam a fórmula do veneno com uma terceira pessoa, pelas redes sociais, mas não souberam dizer quem passou as informações. “O menino é acima de qualquer suspeita”, diz Santos, sobre a aparência do menor.

Segundo o capitão, o alvo principal era a mãe dos adolescentes, que segundo eles relataram era “opressora”. Os filhos estavam de olho também em um dinheiro que ela possuía no banco. O episódio lembra o caso Suzane Richthofen, que com ajuda do namorado e do irmão dele, assassinou os pais Manfred e Marísia Von Richthofen em outubro de 2002. No caso de Cascavel, a polícia evitou a tragédia.

Ao longo das últimas semanas, os irmãos adolescentes já haviam tentado matar a mãe ao colocar doses de veneno no suco dela. Para a polícia, a mulher relatou que vem sentido dores abdominais e no corpo, possivelmente pela ação do veneno artesanal. “Eles contaram que a mãe era muito rígida, não deixa que saíssem”, conta o oficial.

O garoto foi encaminhado ao Cense (Centro de Socioeducação) e até as 11 horas desta sexta-feira (17) a menina continuava na 15.ª SDP (Subdivisão Policial) aguardando uma decisão da Justiça. O veneno artesanal apreendido será levado para análise em um laboratório.

Os nomes dos pais, que moram no bairro Alto Alegre, em Cascavel, não foram divulgados.

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