No mesmo dia em que deu início em Londrina ao encontro do Comitê Regional Sul de Erradicação do Comércio Irregular de Gás Liquefeito de Petróleo (GLP), a Agência Nacional de Petróleo (ANP), que regula o setor, fechou uma revendedora de Cambé, Norte do Paraná. A Londres Comércio de Gás é acusada de vender o produto para um estabelecimento ilegal. Para comercializar GLP, uma empresa precisa de alvará da Prefeitura e de licenças do Corpo de Bombeiros e da agência reguladora.

De acordo com o Sindicato dos Revendedores de Gás do Paraná (Sinregás), para cada ponto de venda legal, existem ”dois ou três” informais. ”A empresa foi interditada cautelarmente para cessar a atividade e apresentar a documentação referente às vendas dos últimos 90 dias”, afirmou Fernando Martins, coordenador de Fiscalização da ANP.

Segundo ele, o estabelecimento é classifido como de classe 5 e pode armazenar até 1.920 botijões de gás, ou cerca de 24 mil quilos. ”Nossa classificação vai até 7, conforme a capacidade autorizada de armazenamento. Portanto, trata-se de uma grande revenda”, declarou.

Também coordenador de Fiscalização da ANP, Alcides Amazonas explicou que os fiscais chegaram até a revenda após denúncia anônima feita por telefone. ”Fizemos um rastreamento e encontramos uma nota fiscal (da Londres) num ponto de venda clandestino.”

Nota fiscal

De acordo com o gerente comercial da empresa, Geraldo Antonio Guizilini, a agência só encontrou um problema no local. ”É um cliente nosso que vende gás há 40 anos e que já era credenciado na ANP”. Segundo ele, no momento em que esse cliente foi realizar o recadastramento, houve um problema na identificação do CPF de um dos sócios da empresa.

No processo de reenvio da documentação correta, o alvará de licença do estabelecimento teria vencido e o cliente terá que enviar o alvará atualizado para regularizar seu cadastro.”Eles (ANP) vieram pela manhã e vasculharam tudo, verificaram todas as notas faturadas. Mas a gente não vende para clandestino” ressalta.

Guizilini afirma que não sabe mensurar o prejuízo que a empresa terá com o fechamento. Ele explica que ontem mesmo foram recolhidos os 13 botijões de gás vendidos ao seu cliente, cuja loja fica no distrito de Maravilha, Zona Sul de Londrina. ”Vamos encaminhar um fax da nota fiscal de recolhimento e nossa documentação para a ANP para solicitar a desinterdição”, informa Guizilini.

O gerente disse que as revendas não são informadas sobre os clientes que são descredenciados pela ANP.

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