Para quem estava estranhando a ausência do deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ) em polêmicas, nesta quinta-feira, dia 24, ele voltou a criticar as políticas pró-homossexuais do governo, durante discurso na tribuna da Câmara.

Desta fez, no entanto, foi além e questionou a sexualidade da presidente da República. “Dilma Rousseff, pare de mentir”, pediu. “Se gosta de homossexual, assuma. Se o seu negócio é amor com homossexual, assuma, mas não deixe que essa covardia entre nas escolas do primeiro grau.” Bolsonaro refere-se ao que chama de Kit Gay.

A ideia do material criado pelo Ministério da Educação – MEC é criar um kit com cartilha, cartazes, folders e vídeos educativos para distribuição a cerca de seis mil escolas de Ensino Médio em todo o país. O projeto nunca saiu do papel.

Alfredo Sirkis (PV-RJ), deputado que discursou em seguida, reprovou a postura de Bolsonaro. “O que nós ouvimos aqui hoje foi um discurso que, se entendi direito, faltou com o decoro parlamentar ao fazer insinuações a respeito da própria presidente da República, quando acho que a opção sexual de qualquer ser humano, deputado, é uma questão de foro íntimo desse mesmo ser.”

Depois do pronunciamento, Bolsonaro negou ter chamado a presidente de lésbica. “Eu não chamei a Dilma de homossexual. Eu posso até pensar o que quiser contra ela, mas não vou desqualificar o nível da importância do que está sendo tratado aqui.”

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