A Polícia Civil de Londrina cumpriu mandado de busca e apreensão nesta quarta-feira (4) em um escritório de advocacia da cidade. O advogado, que é proprietário do escritório e não teve a identidade revelada, havia sido contratado para prestar serviços ao município de Nova América da Colina, de aproximadamente 4 mil habitantes no Norte Pioneiro do Paraná.

Um veículo de luxo Porsche Boxster foi apreendido com base no crime de lavagem de dinheiro. O delegado do 1º Distrito da Polícia Civil de Londrina, Edgar Soriani, explicou o início das investigações. “Existe uma ação na comarca de Assaí para apurar a contratação do advogado pelo município de Nova América da Colina e pagaram a este advogado para que ele se manifestasse em licitações e contratos. O Ministério Público de lá achou que como existe um procurador no município, contratar esse advogado foi um desvio de finalidade e entraram com essa ação de improbidade administrativa”.

O advogado londrinense teria recebido uma quantia alta pelos serviços que em tese iria prestar na cidade. O delegado explicou que a apreensão do carro é uma garantia de pagamento ao crime de improbidade. No final da ação, o Porsche pode ir à leilão e o dinheiro arrecadado encaminhado à Nova América da Colina. “Houve um bloqueio de bens do escritório e do próprio bem do advogado”, disse.

Ainda de acordo com o delegado, o investigado tentou se desfazer do veículo antes de perder o bem na Justiça. “Ele falsificou ou alterou um documento, simulou uma transferência desse veículo para o seu sócio e nós conseguimos provar isso ao juiz, que entendeu que possa haver o crime de lavagem de dinheiro. Acreditamos que foi uma simulação de venda no valor de R$ 150 mil”, afirmou Soriani.

Nas investigações, o advogado investigado teria vendido o automóvel para o sócio em cinco parcelas. O valor chamou a atenção da polícia, já que na Tabela Fipe o valor é de R$ 240 mil e ele teria vendido por quase R$ 100 mil a menos. O sócio disse que revendeu o bem a um terceiro de Porecatu (PR), mas o Porsche ainda estava com o investigado.

“Ele disse que por estar bloqueado o veículo, ele teve que reaver. Então, o sócio dele e o terceiro tiveram que ser ressarcido, em tese, do valor pago. Só que ao meu entender não houve pagamento nenhum e sim simulações de venda, por isso que o veículo ficou apreendido para evitar supostas outras irregularidades desse bem, que é garantia de pagamento do processo de improbidade administrativa”, afirmou o delegado.

Paiquerê

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