Copel fará estudos de novas hidrelétricas no Rio Piquiri –

0

A Copel obteve registro ativo junto à Aneel para elaborar os projetos básicos de 11 PCHs (pequenas centrais hidrelétricas) no curso do rio Piquiri, na região oeste do Paraná, e para promover os estudos de viabilidade de outros quatro aproveitamentos de médio porte no mesmo rio.

Os trabalhos, já iniciados, deverão estar concluídos dentro de um ano, aproximadamente. Muito embora os registros obtidos não gerem direito de preferência à Copel na obtenção da outorga desses empreendimentos, a Companhia tem a firme disposição de explorar tais potenciais. “Nossos planos de expansão na área de geração de energia não se limitam ao Paraná, mas evidentemente conferem prioridade a ele”, afirma o presidente Ronald Ravedutti. “Creio que o potencial hidrelétrico do Estado é um bem que deve ser explorado em benefício dos paranaenses, promovendo o crescimento econômico e o desenvolvimento social do Paraná, e a atuação de mais de meio século da Copel sempre teve essa inspiração e objetivo”.

A obtenção da outorga para construir e explorar todos os 15 aproveitamentos acrescentaria 659 MW de potência instalada ao parque próprio de geração da Copel – hoje com capacidade total de 4.550 MW e formado por 17 usinas hidrelétricas e uma termelétrica a carvão mineral. “Continuamos dando cumprimento à orientação do governador Orlando Pessuti de consolidar e fortalecer a participação da Copel no cenário energético brasileiro”, disse o presidente. “Estamos adicionando arrojo e ousadia à nossa estratégia e vamos buscar aproveitar todas as boas oportunidades que surgirem para expandir os negócios da Companhia”.

Potencial – O Piquiri é um dos cinco mais importantes rios paranaenses, percorrendo por 485 quilômetros as regiões Centro-Sul (onde está sua nascente, no município de Campina do Simão) e Oeste, até desaguar no rio Paraná. Seu potencial hidráulico para geração de energia elétrica vem sendo estudado há muito tempo pela Copel.

Este ano, a Companhia obteve autorização formal da Aneel para estudar a viabilidade de quatro usinas hidrelétricas (que no futuro deverão ter as respectivas concessões licitadas em leilão por aquela Agência) e desenvolver estudos de projeto básico de 11 pequenas centrais hidrelétricas. Aproveitamentos caracterizados como PCHs, em geral com até 30 MW de potência instalada, têm uma regulamentação específica da Aneel para a outorga de exploração e que leva em conta, basicamente, o número de interessados no empreendimento e a posse dos terrenos impactados pelos futuros reservatórios.

Usinas – A Copel obteve autorização para estudar a viabilidade das usinas hidrelétricas de Apertados (135,5 MW de capacidade estimada, nos municípios de Formosa do Oeste e Alto Piquiri), Comissário (105,3 MW nos municípios de Ubiratã e Nova Aurora), Foz do Piquiri (101,2 MW no município de Brasilândia do Sul) e Ercilândia (96,6 MW nos municípios de Ibiporã e Assis Chateaubriand).

Paralelamente, a Companhia obteve também registro ativo para a elaboração do projeto básico das seguintes PCHs: Porto da Bota (29,6 MW nos municípios de Altamira do Paraná e Diamante do Sul), Salto Grande (27,3 MW nos municípios de Palmital e Marquinho), São Manoel (26,5 MW nos municípios de Palmital e Nova Laranjeiras), Bandeira (25,4 MW nos municípios de Palmital e Nova Laranjeiras), Ervalzinho Baixo (18,1 MW nos municípios de Palmital e Goioxim), do Cobre (17,8 MW nos municípios de Palmital e Marquinho), Bonito A (16,7 MW) e Bonito B (16,3 MW), ambas nos municípios de Santa Maria do Oeste e Goioxim, Cascudo (16,5 MW nos municípios de Laranjal e Nova Laranjeiras), Pinhalito (16,2 MW nos municípios de Altamira do Paraná e Diamante do Sul) e Rio do Forno (9,5 MW nos municípios de Santa Maria do Oeste e Goioxim).

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Eu Aceito a Política de Privacidade

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.