Em meio à pandemia do Covid-1, empresas e profissionais investem tempo, recursos e conhecimento em busca de soluções e estratégias para lidar com esse momento crucial na história.

Em Londrina, uma empresa que está há 20 anos no mercado tomou a iniciativa de consertar equipamentos hospitalares da região. Quem explica como a ação começou é o Engenheiro Eletricista e Gerente Industrial da empresa Aceno, Leandro Borini Lone. “Por causa da pandemia, nossas vendas praticamente paralisaram, assim como boa parte dos vários setores das indústrias. Ficamos com tempo ocioso e, já que estamos com funcionários na empresa, tomamos a decisão de ajudar”, diz.

A partir daí, contatos foram feitos com diversas entidades e profissionais envolvidos na área de saúde, até que as demandas começaram a surgir. “Realizamos a manutenção de vários equipamentos médicos, entre eles, ventiladores, monitores multiparamétricos, bombas infusoras e oxímetros”, exemplifica. Lone explica que a maioria destes equipamentos é essencial dentro de uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI), o que torna seu funcionamento imprescindível no tratamento de pacientes graves. Outros aparelhos também passaram pelas mãos dos engenheiros. “Recebemos três incubadoras de recém-nascido e ultrassons. Estes não são necessariamente fundamentais em uma UTI, mas são importantes em outros processos”, acrescenta.

O trabalho começou em abril. No total, foram consertados seis ventiladores de um hospital de Rolândia, dois ventiladores de Londrina – demandados pela Secretaria Municipal de Saúde -, seis monitores paramétricos para hospitais de Rolândia e outros dois para hospitais de Londrina.

“Nossa prioridade foi liberar aqueles que tinham maior prioridade, como os ventiladores. Fizemos toda a manutenção de eletroeletrônica. Muitos aparelhos estavam encostados em unidades e precisavam da manutenção devido a esse momento de urgência”, diz. Ainda há alguns equipamentos na empresa, que estão à espera da compra ou entrega de peças de reposição. “Alguns oxímetros precisam de sensores para testes finais. Também estamos esperando a chegada de baterias”, afirma. A compra dessas peças e acessórios é feita pelo hospital responsável.

Na opinião do gerente da regional Londrina do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Paraná (Crea-PR), Engenheiro Eletricista Edgar Tsuzuki, iniciativas de profissionais da área de Engenharia são essenciais neste momento tão importante da história. “Projetos como esse evidenciam a importância das profissões de Engenharia, Agronomia e Geociências no combate à pandemia. O Crea-PR parabeniza os profissionais envolvidos nessa empreitada”, conclui.

Assessoria de Imprensa CREA-PR

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