O advogado Walid Kauss e o empresário de Cambé Antonio Crippa Neto (conhecido como Salin Crippa)  foram presos pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) de Londrina na manhã desta sexta-feira (10). Eles são suspeitos de participar do esquema de exploração sexual de menores investigado pelo Ministério Público.

Segundo a promotora Suzana de Lacerda, responsável pelas investigações, os dois presos teriam mantido relações sexuais com menores de 18 anos. O Ministério Público também deve investigar se ambos também cometeram o crime de estupro de vulnerável – quando a vítima tem menos de 14 anos. Suzana informou que não há previsão para o encerramento do caso, que já contabiliza mais de dez acusados e cerca de 50 vítimas. “Ainda há muito que se investigar, lamentavelmente”, informou.

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A promotora destacou que ainda há na sociedade a opinião de alguns de que essa conduta – manter relação sexual com menores – não é criminosa e é socialmente aceita. “Da mesma forma que se usa adolescentes para a prática de crimes, essa prática de meninas sendo compradas como objetos para o sexo tem um prejuízo social inestimável para essas garotas.”
Defesa
O advogado de Walid Klauss, Ronaldo Neves, disse que “não há crime nenhum” no envolvimento de seu cliente com adolescentes que, segundo ele, eram prostitutas quando ocorreram as relações sexuais. “Não está previsto isso no código [artigo 218]”, afirmou.
Outras prisões
Na mesma operação já foram presos servidores da Receita Estadual, um policial civil e o fotógrafo e ex-assessor do governador do estado Marcelo “Tchello” Caramori.
Todos são investigados por favorecimento à prostituição de menores de 18 anos, crime considerado hediondo e com pena prevista de 4 até 10 anos de prisão e também por estupro de vulneráveis. De acordo com a promotora Suzana de Lacerda, os presos se conheciam e tiveram vítimas em comum.
“Eles trocavam e dividiam essas meninas como se fossem efetivamente mercadorias.” A polícia e o Ministério Público apuram a existência de uma rede de prostituição. Se confirmado, os suspeitos podem ser acusados de formar uma organização criminosa.

Fonte: Jornal de Londrina

Reprodução: FACEBOOK
Antonio Crippa Neto: Reprodução: FACEBOOK

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