Durante a quarentena, diversos profissionais se viram obrigados a ficar em casa por conta das regras estabelecidas pelas autoridades sanitárias. Mas, assim como os médicos e outros profissionais de saúde, que prestam serviços essenciais, Engenheiros Civis, Agrônomos, Eletricistas e profissionais das Geociências não pararam, reafirmando a essencialidade também destas profissões.

O superintendente do Crea-PR, Engenheiro Agrônomo Celso Roberto Ritter, comentou sobre o crescimento da atuação destes profissionais, mesmo diante do cenário de pandemia e consequentes crises econômica e política. “Pela nossa análise, as regras de isolamento social e paralisação das atividades não essenciais atingiram a Construção Civil em menor proporção. Acredito que a Engenharia Elétrica também foi puxada pela Construção Civil, já que os serviços estão correlacionados Também há de se ressaltar, que a maioria dos decretos municipais não travou o setor na cadeia produtiva.”, disse.

A análise a qual o superintende do Crea-PR se refere é relacionada ao aumento no número das atividades profissionais registradas no Conselho, por meio das Anotações de Responsabilidade Técnica (ARTs), entre 1º de janeiro e 30 de junho de 2020. Neste período, foram mais de 200 mil, resultando em 3.801 ARTs a mais que no ano passado, um crescimento de quase 2%. Conforme pesquisa realizada pelo Sistema Confea/Crea, os profissionais de Engenharia e Geociências do estado do Paraná ocupam o terceiro lugar no ranking dos que mais trabalharam durante o primeiro semestre, perdendo apenas para São Paulo e Minas Gerais.

As áreas que mais cresceram foram Engenharia Civil, Elétrica e Geologia. A Engenharia Elétrica obteve aumento de 16% em relação ao ano anterior, com 28.574 ARTs emitidas. Outra área de grande destaque foi a Civil, com 86.052 contratos assinados no ano passado e 93.020 neste ano: crescimento de pouco mais de 8%. Em Geologia, foram 4.728 ARts neste ano; 3.840 em 2019.

Em contrapartida, algumas áreas tiveram suas atividades reduzidas.Na Agronomia, a queda foi de 37.343 ARTs neste ano contra 40.064 em 2019. A Engenharia Mecânica também registrou redução: foram 27.096 anotações emitidas no ano passado e 23.764 neste primeiro semestre. “Acredito que na Agronomia a diferença se deu devido à diferença de safra. Há anos em que as atividades são mais intensas, as quais têm relação com o ciclo da cultura, maior ou menor intensidade de assistência técnica e ocorrência de pragas. Já a Engenharia Mecânica deve ter sido afetada pela redução de atividades comerciais relacionadas à manutenção de máquinas como aparelhos de ar-condicionado e elevadores, por exemplo. A queda pode ser um reflexo do desaquecimento das atividades industriais em função da quarentena”, acrescentou Ritter.

A Engenharia de Segurança do Trabalho também seguiu o mesmo movimento. Nos primeiros seis meses deste ano registrou 8.335 ARTs contra 10.166 no ano passado.

O levantamento feito pelo Crea-PR também mostra como os atendimentos mudaram devido à quarentena. Foram 34.171 e-mails recebidos e atendidos, quase 30% a mais que no ano passado. Já o número de atendimentos telefônicos caiu. Foram 69.119 em 2020 e 73.839 no ano passado. O movimento de preferência para o atendimento virtual ocorreu devido ao homeoffice adotado pelo Conselho em relação aos seus colaboradores, bem como a concentração do atendimento on-line devido ao isolamento social.

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